Twitter aplicado

b9cf24cb922674982a530091ad217442_hDe repente me passou pela cabeça a ideia de que quem tomou todas as iniciativas sempre fui eu. Não sei se é piração, mas isso acaba dando algum sentido ao fato de eu ter vivido essa história sozinha. É como se eu te seguisse no twitter, mas você não me seguisse de volta: eu acompanho sua vida, e você não acompanha a minha. E, embora a mais interessada em falar com você de maneira mais próxima seja eu, só quem pode me mandar direct messages é você. Mas que diferença faz, se você não tem nada a me dizer? Se mal sabe que eu existo? Eu sei que parece um exemplo meio babaca, mas faz todo o sentido, pelo menos pra mim. E o mais incrível de tudo é que eu sei que eu sou a errada da história, eu sei que não posso entrar no seu coração à força, mas eu fico tentando e tentando e tentando e me forçando a acreditar que, numa de nossas ficadas, no meio de um dos beijos quentes ou voltas na cama, você vá se apaixonar e me amar tanto quanto eu te amo. É como se, talvez um dia, você visse uma reply, passasse a me seguir também e finalmente trocasse directs comigo.

Ah, que bobagem a minha. A verdade é que desde o dia em que você me disse “Oi” pela primeira vez, olhos nos olhos, eu já não sei mais o que aconteceu entre nós. Eu já não sei mais o que eu senti o que minha cabeça criou o que nós fizemos eu só sei que eu te amo demais e não dá pra viver assim. O Personare diz: “A grande contradição destes dias envolve as suas necessidades afetivas versus as suas necessidades estudantis ou profissionais: uma das coisas precisará ser temporariamente sacrificada, para que a outra possa crescer.” Estou sacrificando você.

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