“Você é uma garota grande agora”

Bob Dylan falou comigo essa noite.

Our conversation was short and sweet
It nearly swept me off-a my feet.
And I’m back in the rain, oh, oh,
And you are on dry land.
You made it there somehow
You’re a big girl now.

Bird on the horizon, sittin’ on a fence,
He’s singin’ his song for me at his own expense.
And I’m just like that bird, oh, oh,
Singin’ just for you.
I hope that you can hear,
Hear me singin’ through these tears.

Time is a jet plane, it moves too fast
Oh, but what a shame if all we’ve shared can’t last.
I can change, I swear, oh, oh,
See what you can do.
I can make it through,
You can make it too.

Love is so simple, to quote a phrase,
You’ve known it all the time, I’m learnin’ it these days.
Oh, I know where I can find you, oh, oh,
In somebody’s room.
It’s a price I have to pay
You’re a big girl all the way.

A change in the weather is known to be extreme
But what’s the sense of changing horses in midstream?
I’m going out of my mind, oh, oh,
With a pain that stops and starts
Like a corkscrew to my heart
Ever since we’ve been apart.

Eu juro, juro mesmo, que foi ele quem disse.

Só acordei a tempo de vê-lo partindo, sem dar tchau.




When you have to shoot, shoot, don’t talk.

Tanta coisa que confunde, que assusta… Vira e mexe a gente passa por aquelas crises que sequer têm motivo: acontecem. E aí é aquele tal de falar, falar, falar e não fazer nada! Por que será, hein? Por que quando estamos em crise queremos sempre explicá-las, e acabamos por não resolver nada? Eu não sei. Não tenho a mínima noção - e estaria mentindo se dissesse que isso não me incomoda. Incomoda siiim, por um único e siiiimples motivo: Eu estou SEMPRE em crise. É um tal de meu cabelo não está do jeito que eu gosto, estou gorda demais, estou sozinha demais, quero um namorado, não quero ninguém, estou gostando dele e ele não me corresponde, ele me corresponde mas não tô mais a fim dele… tudo pra mim é motivo pra surtar. E isso quando estou normal - porque de TPM O.O é ainda pior. Tá, tá, tá, pode parecer paranóia - mas porque diabos eu não levanto da cadeira e ajo, ao invés de lamentar?
hahah. Olha só eu me lamentando de novo. Faz parte… é isso. Faz parte da vida ter crises, entrar em indagações profundas e non-sense… Mas é verdade é mesmo que também é preciso agir. É isso… When you have to shoot, shoot, don’t talk. É o melhor conselho que eu já ouvi. Só falta aprender a usar…




Tainá Freitas




A vida corrida, o blog dando piti no fim-de-semana e estragando todas as minhas belíssimas confgurações, a carência, bla bla blás.

Beijos tô de mau humor fim.




Fiz cerca de cem mil posts, mas, infelizmente, não tô a fim de pegar o pen drive, pegar o note, passar do note pro pen, do pen pro pc, e do pc pro blog.

Tô de mau humor SIM.

Fim.




Nota mental: Nunca confiar em minhas notas mentais.




Capacidade de saber cada vez mais sobre cada vez menos, até saber tudo sobre nada.

Millôr Fernandes

Finalmente, meio caminho andado. A inscrição efetuada, a íntima certeza de uma possível vitória. Não sei se a decisão foi a correta, não sei se olharei rindo para trás daqui alguns anos. Mas hoje meu coração está mais leve.




Love is a losing game…

Ontem eu tive um daqueles meus poucos momentos de lucidez-que-precede-o-transe. Internet me cansou, é a verdade, e, embora eu não fique sem, eu não consigo mais ficar por muito tempo aqui. Enfim, um pouco mais lúcida que o comum, saí do computador e fui ler um livro, coisa que eu amo fazer, mas para a qual dificilmente tenho separado tempo já há algumas semanas. Aí me deparei com “Meus poemas preferidos“, de Manuel Bandeira. E entre viagens, identificações e certa comoção, passei minha tarde um pouco afastada de todos os problemas que eu tenho transitando em minha mente por enquanto. Ah, que falta eu estava sentido de tudo isso. De me sentir livre. O melhor dia do ano, por enquanto. Bandeira é, sem dúvida, um dos homens da minha vida. (E as pessoas que me ouvem dizendo isso devem imaginar que sou louca.)

Hoje eu acordei cedinho, umas sete horas. Haha, a coisa mais estranha do mundo é voltar a acordar cedo sem motivo depois de um mês levantando por volta das onze horas. (Enfim, é bom acostumar, se tudo der certo daqui a um mês eu estarei diariamente levantando às cinco e meia e indo deitar à meia-noite.) Whatever, hoje foi mais um daqueles dias melancólicos pelos quais passo todas as férias. Eu fiquei lendo antigos blogs e fotologs (sim, eu já tive centenas de blogs que não foram para frente, e vários fotologs também!) e comparando os meus dramas de hoje com os de antigamente. O triste foi chegar à conclusão de que ando regredindo um pouco… Deve ser a solidão das férias - assim eu espero. A trilha sonora gerou um pouco de angústia, confesso… O álbum Back to Black, da Amy Winehouse, nunca fez tanto sentido pra mim. As letras se encaixando com o que tem se passado no meu coração… Eu acho que o player não aguenta mais repetir as mesmas 10 faixas tantas vezes. Mas eu não consigo parar de ouvir, e , eventualmente, - nem é tão incrível, vai! - chorar.

Por que será que é tão difícil abrir mão de certas coisas? Se há algo em comum em todos os meus fotologs/blogs e afins, é que em todos eles eu sempre estou sofrendo por amor. Seria normal, se não fosse pelo fato de que o amor é o mesmo. Desde os meus 11 anos. Isso é anormal, isso é doença, sei lá o que é isso afinal. Eu ando, novamente, feito uma criança, sem conseguir conectar pensamentos ou terminar uma oração sem mudar de assunto. Tá, eu preciso concluir idéias… Mas não agora. O blog é meu. Os textos disconexos são lidos só por mim, mesmo…

“Cansei de ouvir e falar coisas sem sentido. Quero o silêncio sincero, não as palavras vazias… Perdi a conta de quantas noites de sono já substituí por pranto, quantas madrugadas já passei chorando, e pensando no que podia ter sido/acontecido na minha vida… Não sei (e nem acho que um dia vá saber) o porque de tantas coisas darem errado pra mim, não imagino como depois de viradas tantas páginas na minha vida eu ainda consiga lembrar - e retomar - tantos dos sentimentos que nelas haviam, sem medo, sem dor. Muita coisa passa, mas alguns dos sentimentos permanecem, e, ainda por cima, crescem aqui dentro. Chego ao ponto de discordar, algumas vezes, do que algumas pessoas dizem à respeito de uma boa história, o tal do “o que importa realmente é o meio”… ou “não importa o começo”… O meu começo marcou tanto, que passou a ser meu tudo. Minha história. Talvez eles estejam com a razão, e , afinal, é isso que estraga. Talvez eu não tenha uma boa história. Assustador, não?
Pois é, meu mundo desmorona diversas vezes ao dia… quando eu tento não pensar neste ou naquele momento e só penso mais ainda neles… Quando eu faço de tudo para esquecer aquela mesma pessoa e só consigo lembrar mais dela. O começo marcou, e o começo foi maravilhoso, talvez isso é o que me faça pensar em “como não podia acabar assim”. Ou em “como nos amamos e temos medo de assumir”. Ele não me ama, é só disso que tenho que me convencer.
Paixõezinhas, romancinhos de internet, namoricos… nada dura aqui, eu tenho uma facilidade de apego/desapego enorme. Perdi a conta de quantas vezes gostei e desgostei nesse meio tempo. E ele permaneceu. O que eu sinto não é igual ao dos outros. É amor,é o primeiro e talvez o único. Eu tenho medo, eu estou assustada, eu o desejo, eu o quero… e eu desejo o mal de quem se aproxima dele, é algo inexplicável… Vê-lo todos os dias sem que ele olhe pra mim! Estou cansada de ouvir as pessoas dizendo “bola pra frente, nih, vc encontra outra pessoa”, ou “fique com alguém…”. Pra vocês é fácil falar, são lindas, são delicadas, são meigas… Garotos não gostam de aberrações, não gostam de gordas, não gostam de mim. Não mesmo. E eu cansei de emagrecer e depois engordar tudo de novo, cansei de me entregar e estar sendo só iludida, cansei de correr atrás e acabar embaixo da sola do sapato dos outros. Nenhum pé na bunda até hoje me levou pra frente…
Já não sei mais o que fazer, não estou nada bem…

melhor ficar por aqui hoje… ;/”(05.06.2006-fotolog)

Será que não está na hora de ser um pouco mais madura, não?
(eu espero lembrar de deletar isso aqui mais tarde, porque acho que não faz nenhum sentido!)




Sonho


Nada lhe pertence
mais que seus sonhos.

Friedrich Nietzsche


Ele: “Adoro a maneira como a gente conversa quase se beijando… e todas as vezes em que você desvia o rosto e volta logo em seguida para um daqueles beijos cinematográficos… Adoro a maneira como você me olha, como cuida de mim - mesmo quando eu mereço apenas desprezo…. Eu adoro quando me deixa deitar em seu colo e me enche de carinhos e atenção, adoro conversar com você o tempo todo, adoro poder confiar em alguém que amo tanto. Adoro saber que depois de tanta espera - 7 longos anos de espera - estamos aqui, juntos: o amor não pereceu diante do tempo, diante das pessoas, e, o mais importante, não pereceu diante da minha covardia, que o escondeu e feriu você por tanto tempo, quando o que eu mais queria era lhe dar carinho…”

Eu: “Eu amo você. Foi isso que me manteve aqui esse tempo todo, resistindo ao seu desprezo, aos maus tratos e ao despeito. É um amor tão grande que , não importa o quanto eu tentasse te esquecer, de uma forma ou de outra eu estava sempre aqui de volta. Eu já chorei, já desisti, já quis morrer, nada fez o sentimento mudar, só fez crescer. Mas agora eu entendo, ele não podia ir. Não podia ir até que você mostrasse que era recíproco, porque, diferente de mim, ele dizia que você sentia alguma coisa toda vez que eu olhava em seus olhos, e só não entendia o porquê de você negar tanto. Eu te amo, e não é pouco. Eu te amo imensuravelmente….”

*Pausa para o grande beijo, o abraço, e depois… bem, depois, nada. Depois eu acordei e corri para anotar isso antes que esquecesse, porque esse sonho é meu, este momento foi meu, não importa quão irreal tenha sido. Não importa quanto tempo eu tenha de esperar para que se torne realidade, não me importa que seja sonho para sempre. Acordando antes do fim, eu fugi do constante final trágico que me persegue até nos sonhos…




(Just between ourselves)

Não fume neste site :D
Straight-edge iniciative!

Eu sei sempre do que é que estou falando. Tirando isso não sei mais nada.

Millôr Fernandes, mestreeeee!


Eu estou com medo, e já não sei mais de quê. O vestibular passou, a agonia passou, a indecisão passou. Tudo foi embora, de certa forma. E todas as não-despedidas, vontades e dúvidas agora são outras. E eu não aguento mais ter sempre um vazio, sempre um problema, sempre uma angústia nova.

Não aguento mais as noites maldormidas nem as reminiscências que ficam me perseguindo. De que adianta estar sempre sóbria se as alucinações continuam vindo? Eu não posso ficar aqui sentada pensando na vida pra sempre - embora seja a única coisa que eu saiba fazer. Parece que o tempo passou e eu continuei aquela menina que sonha demais. E o erro não é sonhar demais, não. É sair da realidade e viver no sonho. Talvez seja essa a razão pela qual eu nunca termino nada que começo. Tudo sempre começa com um sonho infantil - por menos criança que eu seja. E aí, uma hora, de uma forma ou de outra, acaba perdendo o sentido ficar alimentando determinado tipo de fantasia.

Eu não sou uma celebridade, eu não sou escritora nem jornalista reconhecida, eu não namoro aquele ator que eu venero e que não vem ao caso mencionar, eu não vou emagrecer como se colocassem uma agulhinha em mim e eu simplesmente murchasse, eu não vou conhecer a minha banda favorita tão cedo, e eu não conquisto os caras com apenas um olhar, porque também não sou uma gueixa.

Então o que eu sou, MEU DEUS!? Eu não sou ninguém. Quer dizer, eu sou alguém. Eu sou a Ariane, a ex-anglete de 17 anos, que tem um estilo tão cheio de misturas que acaba sendo único, que sempre gostou de escrever, embora não o faça bem, que sonha com um dia ser boa em alguma coisa, nem que pra isso precise dedicar amargamente vários anos de sua vida inútil. Mais que isso, eu sou a menina de quem quase ninguém sabe o nome, mas que todo mundo conhece, de uma forma ou de outra, em todo lugar onde vou. E isso me incomoda. Incomoda não ser reconhecida não por algo que faço, mas porque me acham parecida com alguém (que também não vem ao caso citar), ou porque um professor vive falando de mim. Incomoda esse meu jeito escandaloso de ser, e incomoda saber que sempre que eu quero ficar invisível eu acabo apenas aparecendo mais.

Eu sei que parece (não, não parece, é!) imaturo, e longe de mim querer passar uma impressão arrogante ou estúpida. Nem sei até que ponto não estou mesmo sendo tudo isso, mas, o que importa? Não é essa a intenção mesmo. Eu só estava precisando desabafar, porque ficar trancada dentro de casa durante um mês aguentando as minhas nóias e as da família não é, nem de longe, trabalho fácil.

E esse resultado da Fuvest que não chega? E o trote da Cásper que não vem logo? E a festa dos aprovados, quando é? Eu quero uma farra, eu quero a minha galera, eu quero um abraço amigo, poxa. (E eu quero aprender a parar um pouco de pensar e falar sobre mim.)

Agora, alguém tem alguma idéia de como me fazer parar de sonhar?




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