Pesadelo

– Você… Sabe, eu não sinto você como antes… É como se não gostasse mais de mim, por quê? Por que eu sinto isso?
– Porque eu não gosto mesmo de você.

 

 

É. E eu não vou mandar mensagens e correr o risco de receber um “:)” de volta.  Nem quero pensar na possibilidade de perguntar se isso é verdade. Já aconteceu com ele, e ele quase apanhou por ter me perguntadose eu ainda gostava dele. Mas tá dolorido, tudo. Porque não dormi direito graças a esse sonhozinho. E porque, muitas vezes, mesmo sem saber o porquê, eu sinto que isso é realmente verdade.

 Agora… Alguém me explica por que eu só ganhei de Natal um baú de angústias?

Delírios e Bizarrices

Acordei com o celular tocando às 4h20 da manhã. Basicamente aquilo que tive vontade de fazer ontem e não fiz. Foi meio que uma troca, ou até mesmo um compartilhamento. O sonho veio aqui ontem, foi lá hoje. Ambos tivemos a mesma sensação – ou não. Só sei que essas coisas me dão medo. Mas eu acho engraçado como tudo tem acontecido. A vida é engraçada, até quando é surreal. Alguém que nunca vi como se tivesse visto mais do que deveria. E vice versa. Ou não. E, só pra constar, não macumbei ninguém. É, no máximo, sintonia mesmo.

 

(Sabe o que me deixa feliz? Bem ou mal, eu existo pra ele tanto quanto ele pra mim. É tão ruim quando a existência se limita a um dos lados… Aliás, não é que seja ruim, é que, quando é de um lado só, simplesmente não é. É isso: não é.)

Bizarrices e delírios

Eu entrei numa lanchonete e você estava lá, depois de tanto tempo, depois de tanta espera. Entre o acreditar ou não, corri em sua direção, enquanto você, já de braços abertos, sorria pra mim. O seu sorriso, que eu mal sei como é de verdade – já que poucas vezes vi – estava ali, claro, sincero, nem um pouco escondido como da última vez em que te vi pela pequena telinha do computador. Aquilo não era apenas uma imagem, não era webcam. Era real. Quando me abraçou, ainda sorrindo, encostei meus lábios nos seus, de leve, e deixei um beijo no cantinho direito. Saí, rápido, daquela posição tentadora, enquanto você me dizia “Não…”, com um sorriso sem graça de quem queria e não queria aquilo o suficiente para nem ter visto que eu já não estava mais ali. Hesitava entre me tocar ou não. “Não se preocupe, não tenho intenção nenhuma com você, só precisava fazer isso, precisava tocar seus lábios assim. Não pude controlar” – respondi sem graça, ainda pensando na bobagem que havia feito. Abracei-o de novo e nos sentamos pra conversar. É, como eu gosto de conversar contigo, sempre gostei! Passamos grande parte do tempo ali, rindo, trocando piadas, segredos, dúvidas e respostas que tínhamos um sobre o outro. Eu me lembro de pessoas ao redor tentando interferir, lembro de tudo começando a ficar mais escuro, devagar. Lembro da sua promessa de que sempre estaria do outro lado pra cuidar de mim. Lembro de nós dois andando pelas ruas, sentidos opostos, sem pararmos de conversar. Mas depois, não lembro de mais nada. Aliás, lembro de uma escuridão assustadora e de você longe, bem longe. Sem que eu pudesse fazer nada pra mudar. Eu não lembro do fim. Acho que não houve fim. Talvez isso seja bom, talvez signifique que, não importa a distância, esse amor e essa amizade não irão acabar.

tinha uma Flor no meio do caminho

 

 

 

Eu nunca gostei de flores. Embora sempre as achasse aparentemente bonitas, elas não me impressionavam, não me chamavam a atenção. Minha mãe, que tem um lado pintora, ficava abismada toda vez que começava uma tela – ela sim adorava flores! – e eu não dava opinião, simplesmente porque não achava graça. 

 

Daí que um dia, caminhando pela vida sem prestar muita atenção em nada, eu encontrei uma Flor. 

(Não que devesse haver algo de especial nisso, não. Era mesmo pra ser só mais uma flor no meio do caminho. Mas não. Essa era especial. Me chamava atenção. Não me deixava ir, mesmo sem querer que eu ficasse.)

E havia entre nós barreiras. Não poucas. Barreiras estranhas e invisíveis – o tempo, por exemplo. Por algum motivo, aquela flor e eu vivíamos em estações diferentes. Eu no inverno, ela no verão. 
Mas sempre tive esperança de que um dia coincidissem nossas primaveras.

 
Então, sem poder tocar a Flor ou levá-la para minha casa, com medo de ferí-la, eu passava por ali todos os dias. O que era um caminho aleatório tornou-se obsessão. O que era apenas uma Florzinha tornou-se paixão.
 

E eu decidi que poderia esperar. Não me cansava dela. Daquele pedacinho branco do mundo que acendia em mim mais amor até do que paz.  

Decidi que estaria ali, mesmo que a Flor nem soubesse da minha existência. Falhei, é fato. Estive durante tanto tempo cercando a pobrezinha que ela me notou, num dia qualquer, por culpa de um pequeno Erro: quase sufoquei-a de tanto olhar, mais perto, mais perto, mais perto…

 
E quando pra mim fazia sol, para ela chovia. Quando para mim eram cinzas, pra ela era carnaval. Cansada de tentar com o Universo uma maneira, um acordo, um modo de estar com a Flor por completo, sem medo de tocá-la, cheirá-la, dedicar minha vida a regar e dar carinho a ela, simplesmente sentei a seu lado e fiquei. Sentei pra esperar. 

 

E ainda estou aqui. Acredito que, um dia, quando eu acordar de um desses inevitáveis cochilos que dou ao observá-la, linda, dormindo, será a nossa primavera. E não haverá barreiras, nem distância, nem medo ou empecilhos. Vou poder pegá-la nas mãos com carinho e, sem arrancar-lhe as pétalas, contar uma por uma, “bem-me-quer, mal-me-quer, …”

Parece que essa Flor mexeu em algo dentro de mim que há muito estava adormecido.
 

Pra falar a verdade, eu ainda não gosto tanto de flores. Mas a visão delas, seu perfume, sua delicadeza, tudo isso me lembra  a minha Flor. A Flor que nem minha é, mas que um dia tomou-me para si. É, sou mais dela que de qualquer um.

 

E só isso é o suficiente para que eu veja nas flores, hoje, uma beleza incomum.

Luíza

 Por ela é que eu faço bonito
Por ela é que eu faço o palhaço
Por ela é que saio do tom
E me esqueço no tempo e no espaço
Quase levito
Faço sonhos de crepon

E quando ela está nos meus braços
As tristezas parecem banais
O meu coração aos pedaços
Se remenda prum número a mais

Por ela é que o show continua
Eu faço careta e trapaça
É pra ela que faço cartaz
É por ela que espanto de casa
As sombras da rua
Faço a lua
Faço a brisa
Pra Luisa dormir em paz

Chico Buarque e Francis Hime

 

Nós três jogados no confortável sofá por onde pairava a fumaça dos não sei quantos cigarros espalhados pelo mezanino. Eu, bêbada das circunstâncias, tentava me desviar ao máximo das doses de vodca, tequila, cerveja e wisky alheias – embora elas viessem de todas as direções – enquanto comentávamos insistentemente sobre cada detalhe que passava por nossos olhos. “Um pouco mais de gelo?” Acho que eu não estava lá, só meu corpo. Na verdade, na maior parte do tempo, faço questão de transportar espaço/companhias para o meu mundo. No meu mundo aquilo tudo era diferente. O lugar podia até ser o mesmo, mas não havia aquela música que eles chamavam ambiente. No meu mundo, ele não seria tão desinteressado, nem eu desinteressante. No entanto, estávamos ali: pessoas desconhecidas, a melhor amiga, o impossível affair e eu, estado total de deprimência, fugindo completamente da rotina e do script, assustando todo e qualquer ser acostumado a me ver sempre fechada e certinha no meu canto. “Eu pego uma coca-cola pra você”.

Depois de um tempo distribuindo sorrisos amarelos e alguns “o pessoal não vem?”, não sei ao certo em que ponto da noite, Hugo resolveu aparecer. Sorria, trazia (ainda mais) cigarros, perguntava se estávamos ali há muito tempo, se tínhamos idéia de onde estavam os meninos, se isso, se aquilo, pura função fática e tentativa de enquadramento no ambiente. Chamou-me para dar uma volta, fomos ao andar de baixo buscar um drinque. Momento de jogar conversa fora. “Ah, eu tenho certeza que ele já ficou com ela… Eles combinam, não é legal?”. Não, não é, ele é meu. Não respondi, mas deu vontade. Na verdade, às vezes eu até consigo não falar o que penso – embora na maior parte delas eu me dedique a falar e fazer tudo o que me dá vontade. E a vontade agora era ser engolida por toda a fumaça do mundo. Mas foi por pouco tempo – logo que subimos, chegaram os outros.

Agora estávamos completos, não chegaria mais ninguém. Éramos então nove – André, Bruno e seu amigo, Fernando, Henry, Hugo, Ricardo, Tory e eu. Basicamente, o canto esquerdo do fundão do JoC. E aí, já defumada e mais alta que o normal com a alegria alheia, presenciei tequilas num gole só, mendicância de cigarros, piadas infames, xavecos insólitos, desabafos, intimidades desgastantes.
“Ai, você precisa ter menos pudor”. O vestido subindo e descendo de acordo com as mãos que o tocavam. Alguns rasgos na meia arrastão. Henry indo embora por culpa da maldita lei seca. A dona da festa sorrindo pra todos, num equilíbrio entre a falta de sobriedade e a alegria sincera de ver que a festa não havia miado. “Você ficou linda de franjinha, estou apaixonado” e outras pérolas. A vergonha alheia veio antes da vergonha pessoal, ainda bem. E, dentre mortos e feridos, salvaram-se todos.
Ele foi embora com outra. Eu, para variar, fui assediada por um idiota. Ficamos em seis – fechamos um táxi por R$25 a rodada até Sumaré. Bruno dormindo no meu colo, Tory entre o meu e o do Ladeira, Capiau rindo horrores em seu canto, o idiota na frente com o Taxista. “Não sei, você me quer com ou sem pênis?” e “Ninguém aqui gosta de você” – porque a vida é uma escola e eu, embora bem tosca, também tenho meus aluninhos – foram as aspas que fecharam a noite pública com chave de ouro. Ah! E como me orgulho delas…

Nós duas deitadas lado a lado na cama, cansadas e (in)conformadas. Madrugada daquelas que qualquer um gostaria de ter todos os dias: momento de ouvir e ser ouvida, não importa qual a pauta. E aí, nem preciso dizer, a pauta foi totalmente previsível. A noite, as aspas, a vergonha alheia, os corações, os malditos homens, as vontades, os erros, os acertos, as dúvidas. Coisa de mulherzinha, com direito a conselhos e planos.Com direito a balanço físico e emocional. Mensagem de texto ctrl+C e ctrl+V fazendo vibrar o celular das duas. Resposta coletiva. (Não sabíamos se era pra rir ou pra chorar.) De repente, de um segundo pro outro, simplesmente nos cobrimos, apagamos a luz, e começamos a (tentar) dormir.

Maldita esperança acumulada, maldita proximidade venenosa, maldito sorriso lindo que ele tem. Sonhei a noite toda com o que podia ter sido e não foi (e ficadicaprasempre: nunca vai ser), acordei repetidas vezes pronta a escrever um manual de “como se deixar iludir repetidas vezes por alguém que nem olha pra você”, mas não tinha papel e meu notebook estava em casa; portanto perdi a obra da minha vida. (Ok, exagerei). Entre resmungos, roncos alheios, deprimências e passarinhos, dormimos até que o telefone – lá pelas 14h do sábado – nos fez pular da cama.

“Janta” no café da manhã. Sem ressaca, o que é pior. “Mora Na Filosofia”. A dedicatória mais linda que eu já vi. “Um Copo de Cólera”. Amy Winehouse. Ressaca moral tardia por, talvez, excesso de sobriedade. Dores de cabeça, “I Will Survive”. Alguém por favor me ensina a voltar no tempo? Planos, Personare, dúvidas.

(E agora eu estou aqui. Chove lá fora. O relógio marcando 00h53. Podia estar dormindo, mas sabia que não conseguiria enquanto não me aproveitasse do silêncio pra dizer o quanto gostei desse fim de semana em algum lugar. A cada dia eu tenho mais certeza de que tenho pessoas especiais ao meu redor. E de que só atraio losers e afins. Acho que não cansei de sonhar ou me iludir, não. Não tem doído como doía antes, não sou mais criança. Cada dia sei melhor em que terreno estou pisando ou a quem devo ou não ouvir. E o melhor disso tudo é que, não importa como nem quando, eu fiz amigos de verdade. Pessoas sem as quais eu já não me vejo. E eu não me canso de ouvir Vinícius de Moraes sussurrando em meu ouvido: “Que não seja imortal – posto que é chama; mas que seja infinito enquanto dure”. Ah, como sou piegas! E quem liga?)

Entoe o mantra: Ela vai se livrar dos ordinários…
(Bora lá, galere! Entoem e mentalizem minha face, pra ver se ajuda…)

Previsível

“Ninguém é mais sentimento que você”.

Tory

Sonhar a noite toda com ele, escrever um manual de como se deixar iludir, ouvir Amy Winehouse compulsivamente, ganhar livro da melhor amiga e passar o sábado à noite sozinha em casa: deprê total.

Mas meu, quem é mais sentimental que eu?

 

MOMENTO DE PROJEÇÃO DA VONTADE

Marte na casa 1

DE: 04/10 Hoje, 7h14
ATÉ: 17/11 , 20h39

Nestes próximos dias, que vão de 04/10 Hoje e 17/11, Ariane, o planeta Marte estará passando pelo seu signo ascendente, marcando o seu setor da identidade. Este é um momento muito especial, que só acontece de dois em dois anos. Uma vez que a primeira casa é a mais importante casa astrológica de um tema astral, consequentemente Marte será o mais importante planeta em sua vida por alguns dias. Ele lhe concede vitalidade alta e, por fim, você sentirá uma grande necessidade de vencer e de se tornar alguém de destaque em seu campo de atuação.

Neste período, é bastante provável que você venha a se sentir com muito mais energia, com uma disposição especial para batalhar pelos seus projetos pessoais. Lhe parecerá, Ariane, que as coisas estão mais fáceis de serem resolvidas, mas a verdade é que você está num momento em que sua disposição pessoal para lutas está amplificada.

As pessoas poderão sentir em você uma agressividade maior, mas esta qualidade agressiva não é, por si só, boa ou ruim. Tudo depende da forma como você a vive.

A palavra “Marte” vem do latim, e significa “crescer, tornar-se grande”. E esta é a idéia para este ciclo, Ariane: é o momento de lutar por seu lugar ao Sol, o momento de fazer valer sua vontade afirmativa, nem que para isso você precise brigar um pouco mais.

É recomendável que você busque direcionar esta qualidade agressiva de uma maneira objetiva, caso contrário você pode simplesmente usá-la de maneira inadequada, explodindo em raivas ou cometendo atos impulsivos, precipitados. Em geral, recomendo a pessoas que, como você, passam pelo momento de energização marciana, que procurem praticar alguma atividade física neste período, a fim de descarregar o excesso de energia. É um momento bom para o exercício do sexo, conveniente para aproveitar esta “disposição a mais”. Ainda que você não tenha uma parceria sexual, a qualidade energética de Marte é positiva para caso você queira “caçar” pessoas de fora do seu círculo social. Afinal de contas, a energia conquistadora de Marte na Casa 1 não se limita apenas a propósitos materiais. Ela pode ser utilizada para propósitos amorosos, também!

Neste ciclo, você perceberá que estará conquistando as coisas com maior facilidade. Mas fique atento, Ariane: este é um momento altamente individualista, e o preço a pagar é que isto pode perturbar um pouco as suas relações afetivas. Não é um momento em que você está com muita disposição para fazer concessões em nenhum de seus relacionamentos, e é possível que nesta fase algumas pessoas lhe acusem de egoísmo. No final das contas, Ariane, é tudo uma questão de proporção: se você souber aproveitar esta “energia a mais” de uma forma consciente e direcionada, canalizando sua agressividade para onde deve, com finalidades úteis e propósitos definidos, tende a ser um excelente período. A idéia deste ciclo de Marte é a da aceleração da vontade pessoal.

SÍNTESE DO MOMENTO:

Cores recomendadas para o período: vermelho e negro, as cores de Marte que estimularão mais ainda a sua vontade pessoal numa direção afirmativa.

Vida afetiva: este é um momento de muito individualismo, Ariane! Favorece muito o sexo e as novas conquistas, mas cuidado com uma tendência de ficar vendo demais o próprio lado nesta fase.

Vida profissional: excelente momento para lutar por objetivos bem definidos e alcançar resultados concretos para seus esforços.

Saúde: cuidado com febres e com uma pequena tendência a acidentes por conta de atos impulsivos e apressados.

Vida espiritual: este é um dos momentos mais “pé no chão” do seu ano, Ariane. Mas convém não perder o prumo da sua espiritualidade, lembre-se que é importante um tempo para meditar e refletir, caso contrário o mundo, com seus problemas e questões práticas, nos engole!

 

Personare, Personare… Uh.

No cigarettes for today

“Acho que vocês estão brincando com fogo, por deixar tudo para a última hora.”

COSTA, Carlos. Via e-mail.

Pois é, talvez sim. Ou talvez eu tenha mais alguma coisa na minha vida além das aulas de História da Comunicação. Seja como for, a merda já está feita.



No coffee or cigarettes for today. I realized today reality seems to be actually much more cruel when i’m sober.

Enquanto isso, no lustre do castelo: “Amor, que tal um rodízio hoje?”

Amélie Poulain Mode de Vie

Já que eu vivo de sonhos, me deixa – só hoje – viver repetidas vezes um final feliz?

O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar

  • Raul Seixas
  • Paulista 900

    Estou lá todos os dias. Sorrio, brinco, pulo, paquero, passo raiva. Sei que estou realizando o meu maior sonho, isso é que me faz continuar. Que dá forças. Sofri para conseguir chegar até ali. Só esperava um pouco mais. E não estou de todo errada, não. Faz sentido. Mas vou fingindo ser feliz.

    Cercada de falsidade, inveja, hipocrisia, desprezo, muito sentimento ruim e gratuito, e sem conseguir entender porra nenhuma. Indignada. E toda vez que procuro uma saída, acabo presa de novo dentro de mim: sim, os humanos erram, conviver com eles magoa.

    Estou lá todos os dias: sozinha, acompanhada. Romântica, fria. O lugar já faz parte de mim, já carrega alguns dos momentos mais significativos da minha história.

    Mas eu não estou feliz. Não, não estou.

    E hoje eu decidi que não vou fingir estar pra agradar ninguém – que ninguém nunca se preocupa me me agradar.

    (Fico torcendo pra tudo acabar bem, acabar bem, acabar…!)

    E eu sinto que não vai acabar, mal começou.
    Sinto também que não deveria gostar tanto de algumas pessoas a quem dou um imenso valor.

    Quer saber a verdade?

    Eu sinto é que deveria parar de sentir.

    (Ô vontade de morrer constante…).

    ps> Devo desculpas a algumas pessoas de lá por ontem à noite; eu falho também. Deixei o nervoso falar mais alto e acabei transparecendo meu ódio por uns em outros. Enfim, Vou ficar mais na minha. Meu lugar é sozinha, já notei.

    ps2> Prometo pra mim mesma nunca mais chorar em público. PROMETO!