Feb 4
último encontro
icon1 Ariane Freitas | icon2 Uncategorized | icon4 02 4th, 2009| icon3No Comments »

 

 

eu, você, roupas espalhadas pelo chão do quarto, chuva batendo na janela
- entrega, gemidos e suspiros precedem o previsível adeus 

Jan 7

De novo o sinal. De novo o “Próxima Estação: Vila Mariana”. Eu já reparei que aquele turbilhão de pensamentos que começa a me incomodar quando estou com ele resolve se organizar quando eu chego na estação Santa Cruz.

É sempre a mesma coisa. Sempre a mesma vontade de entender o que não dá pra descrever. E o pior é que me divirto com isso.

Às vezes eu acho engraçado, sabe? Eu não acho normal ficar fazendo perguntas pra ele na hora em que estamos… cheios de carinho. Mas, ao mesmo tempo, eu não consigo segurar algumas. Sinto-me uma menina boba, ingênua. Às vezes sinto que estou fazendo papel de idiota. Mas não consigo não fazer. Não consigo deixar, não consigo não parar pra pensar no que tá rolando. É difícil.

Às vezes eu me sinto uma criança. É. Eu, que na maior parte do tempo fico filosofando e criando teorias, de repente só me vejo capaz de fazer perguntas. E perguntas tolas, perguntas inocentes, infantis. Coisa que ninguém, jamais, perguntaria literalmente a alguém, sabe? E eu pergunto! Eu solto as minhas dúvidas como se as pessoas fossem obrigadas a saber respondê-las. É um impasse: ou fico calada e parece que estou sendo, sei lá, debochada, desdenhosa, ou pergunto e fico parecendo uma criança. Ultimamente tenho preferido parecer a criança. Tenho fugido de me esconder. Sempre fui assim, aliás. Não sei porque nos últimos tempos tive tanto medo de me mostrar. Talvez fosse medo de perdê-lo. Mas eu não vou perder. Eu sinto isso.

Sinto que na verdade nem o tenho pra mim. Na verdade eu não tenho o homem em si, tenho os momentos que passo com ele. É isso. Isso é tudo, tudo que me pertence. E isso nunca ninguém vai tirar de mim. Nunca. Ele vai, mas os momentos continuarão sendo meus.

“No dia em que alguém me disser o que temos, dou um troféu a ele”
“Isso te tortura, né?’
“Muito”
(olhares, mimimis e carinhos)
“Eu só me pergunto: É bom ou não? Se é bom, aí eu não ligo”
“Eu não. Se é bom é que eu me preocupo. Eu sou egoísta. Se acho bom, quero prolongar o quanto puder… E nunca, nunca o que é bom dura muito pra mim…”
“Aaaaaaaaaaaah, como ela é otimista… otimista, otimista.”
“Eu nunca disse que era otimista.”

Acho que estou aprendendo a lidar com essa situação. Com essa entrega incompleta. Como se houvesse um elástico, não sei. É, um elástico preso num ponto fixo, no centro da minha vida. E quando eu vou muito longe, ele me puxa de volta ao meu lugar.

A minha felicidade não é ele, não pode ser ele. É sim feita dos  momentos que tenho com ele – porque isso eu posso ter com outras pessoas, eventualmente. Bom, eu sei que nada dura pra sempre com ninguém. Queria parar de pensar no amanhã, sabe? Pelo menos por um segundo… Conseguir pensar só no agora, curtir só o que tá acontecendo. Queria só ser feliz, mas eu não sei. Eu não sei ser assim.  Desde pequena, o futuro sempre me fascinou muito. Eu só espero não perder meu presente pensando no que vai acontecer depois . (por ficar olhando demais pra frente.)  Ahhhh…

Eu devia ter mais dificuldade pra dizer “Eu te amo”. É. Por que dizer “eu te amo”? Acho que isso é uma coisa que eu posso guardar pra mim. A menos que eu goste de ficar com cara de boba, quando digo “eu te amo” e ele só sorri e destrava a porta do carro para que eu vá embora logo. Sempre há horários, compromissos, sempre há alguma coisa entre nós. E quer saber a verdade? É melhor assim. Essa é a primeira pessoa de quem eu não enjoei após um dia junto. Vai ver é isso. Vai ver é isso que me fascina nele: o fato dele saber “não estar nem aí” nas horas certas. Porque quando as pessoas realmente estão completamente na minha, a única coisa que sei fazer é olhar pra elas e dizer “Tchau, tchau, não é isso que eu quero”. Pode ser. Pode não ser. Quem liga?

Cara, devia ser proibido ficar viajando depois de um tempão maravilhoso com alguém que amamos, sabe? Devia ser proibido pensar! Sei lá, é engraçado. De repente eu me vejo sem conseguir completar um raciocínio, eu penso numa coisa – e ai já vem outra, e outra, e outra… e eu não consigo parar, e ao mesmo tempo eu não posso parar.É muito estranho. Mas eu não trocaria estar com ele por nada no mundo.

Seria piração se eu dissesse que tudo que eu queria agora era deitar a cabeça no colchão – assim, no colchão mesmo, sem travesseiro – ficar totalmente estirada e dormir? Dormir e sonhar com tudo que aconteceu, porque eu preciso que isso se refaça na minha cabeça – eu ainda não consigo acreditar. Eu não sei, eu me perdi, sabe? Num dos momentos com ele. Em alguma hora ali, eu me perdi. E eu não consigo me recompôr. Não consigo. Tudo o que eu queria era que isso passasse logo. E que não passasse nunca.

Nossa Língua Portuguesa, que eu tanto prezo, vai me perdoar dessa vez. Isso é a transcrição fiel de uma piração que tive no metrô hoje, no caminho de volta pra casa. Não estou em condições de decidir se deve permanecer aqui ou não. O fato de eu ter gravado isso em público deixa claro que não estou em estado normal. Só me dei conta agora. Então eu vou. E depois eu volto. Ou não. Sempre tem essa opção.

Dec 24

Cortando o silêncio:

- Eu caí hoje, sabia?
- Caiu? Como assim?
- Sabe quando você para de fazer algo… Larga algum vício… E aí faz de novo? Então, aí dizem que você caiu.
- Você teve uma recaída, é isso?
- Também se usa isso, mas não, não foi uma recaída. Foi quase isso, é mais esse termo mesmo, “Caiu”.
- Não é, mas tudo bem.
- É sim… Também não conto mais.
- Não, conta… Daí você caiu… Caiu por que mesmo?
- Eu tava simulando meu próprio MADA. Fiz até apresentação hoje. “Meu nome é Ariane, tenho 18 anos e não mando SMS faz dois dias”. Daí você me mandou aquele “Oi, linda” e eu caí… Tive uma recaída, vai.
- MADA?
- Mulheres que Amam Demais Anônimas. Pra você ver o que você faz comigo…
*beijinhos*

Dez horas e cinco minutos. Pelo menos é o que marcava o relógio quando o trem resolveu apitar. Do outro lado da janela choravam algumas crianças e também chorava uma moça, perdida em si mesma. As portas se fecharam. “Próxima estação: Vila Mariana”. Nada mais se ouviu. E dentro de mim tudo festejava. É que às vezes eu fico assim, feliz, sem motivo aparente. (Se bem que hoje haviam motivos de sobra). A vontade era encostar a cabeça na janelinha e só acordar em casa. Memórias, aaaaaah!

“Eu tenho medo na maior parte do tempo. Medo de te perder”.

É… Agora que já não é mais segredo, talvez me doa menos.
Daí que a serra nos separa e eu queria que alguns momentos fossem eternos. :~

magic, colbie caillat

Dec 4
Garota de Aluguel
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Aleatório, #Amores, #Música, #Twitter | icon4 12 4th, 2008| icon31 Comment »

 

Ela me chama quando quer eu penso se vou lá
Me envolve num ardil qualquer querendo me enganar
Essa situação não quer chegar a um final
Eu sou garoto de aluguel mas não vão me comprar
Eu vou te dar o teu prazer
Mas com amor é mais caro
Com amor é mais caro
O meu amor é o mais caro
Me diz quanto você pode pagar

(poléxia, aos garotos de aluguel)

 

Daí que às vezes me sinto uma garota de aluguel. E, sinceramente, não sei se há algum tipo de moeda com que se pague meu amor. Aliás, estive lembrando… Houve uma única proposta que me interessou, quando, numa dessas minhas tardes de drama, questionei o mundo, com toda a licença do Poléxia, sobre quanto pagariam por ele. 

Eis que o vencedor foi…

Mas ainda tenho minhas dúvidas sobre meu preço. É, porque na verdade, se parar pra pensar, pra ele eu daria meu amor até sem nada em troca. Quer saber? O amor é assim: quando ele é de verdade, ele não exige nada. É gratuito… 

 

Que acabou se tornando uma proposta irrecusável, acabou. E agora eu não devolvo o envelope MESMO!

Nov 30

eu queria amar um pouco menos você
não ligar para eventuais sumiços ou conversas entrecortadas
não chorar cada vez que visse um beijo na tevê

eu queria amar um pouco menos você
ser do tipo que não liga quando não pode ver
do tipo que não associa cada música que ouve a um momento qualquer
- em que basta a sua presença pra memória ligar a amor

eu queria amar um pouco menos você
ter facilidade pra encarar que a verdade não vai ser sempre simples assim
que a verdade já não é simples
e que estamos distantes até quando você me abraça

eu queria amar um pouco menos você
apenas o suficiente pra saber que não é pra sempre
e que não somos iguais
nunca seremos, por mais parecidos que possamos ser.

eu até acho que queria amar um pouco menos você,
mas eu amo assim – muito. muito mesmo.
suficiente pra me arrepender dos erros que talvez nenhum de nós saibamos que existiram;
pra te perdoar daquilo que me machucou sem que você soubesse sequer que fez.

eu te amo o suficiente pra esperar o quanto for preciso,
pra sair do planeta a cada vez que sua boca toca na minha,
pra dar risada todas as vezes em que me deparo com uma placa de “Proibido Estacionar”
ou com alguma efeméride que guardei no coração só por ter me feito sorrir.

eu gosto de te amar assim, simples e intenso.
não valeria a pena amar menos você.

não. porque aí, um dia, quando tudo acabar

(tudo passa, tudo vai passar…)

quando tudo acabar eu terei muito do que lembrar
e pouca coisa que valha mesmo a pena esquecer.

creed, are you ready?

Nov 21

-

Pra mim era só mais um follower no meio dos 500 e tantos. Só mais um leitor do meu twitter, que se divertia rindo das minhas trapalhadas no começo, e, com o tempo e a afinidade, acabou não ligando pro mar de lamúrias em que aquilo se transformou.

Mas só pra mim, e isso é que é engraçado.

É que foi inesperado. Imprevisível. Foi estranho, não tem como dizer que não.
Foram fugas, atrasos, foram idas minhas e vindas dele sem que nada fizesse o menor sentido.

Daí, um dia, de repente, ele me pegou no susto.
E eu, de tão perdida, só me entreguei. Assim, de primeira.
No começo, ficou tudo agitado dentro de mim. Confuso.
Mas depois eu simplesmente quis entender o porquê de ter fugido de algo que me faz tão bem.
Sim, algo que, se eu soubesse que me mudaria tanto, já teria arriscado antes.

Já não fico rabugenta por aí. Ando saltitante, cantando, accidentally in love, accidentally, iiiiinn loooove.
São olhares doces, palavras ternas, mensagens, saudades, é sempre o toque que acalma.
E a pergunta, a que não queria calar, ele respondeu com exatidão.
Onde estava durante todo esse tempo?

eu estava aqui o tempo todo, só você não viu…

Eu só tenho um problema agora: Preciso aprender a ser breve. É, porque chove lá fora.
Tem pessoas ao redor, embora pareça que o mundo somos nós dois. E o pisca alerta não resolve tudo. ;)

— Sorte de hoje: O melhor presente que você pode dar é um abraço: ele é tamanho único, e ninguém vai se importar se você quiser devolvê-lo

[Quero ele aqui comigo, comofas//]

(me deixa que hoje eu tô mimimi. =P)

Nov 16

e saudade é coisa que cutuca, cutuca, cutuca, e parece que nunca vai embora…
(as coisas mudam com o tempo!) 

 

impressão minha ou o tempo tem passado rápido demais?

 

 

poléxia; eu te amo, porra!

Nov 13

Acordei com o celular tocando às 4h20 da manhã. Basicamente aquilo que tive vontade de fazer ontem e não fiz. Foi meio que uma troca, ou até mesmo um compartilhamento. O sonho veio aqui ontem, foi lá hoje. Ambos tivemos a mesma sensação – ou não. Só sei que essas coisas me dão medo. Mas eu acho engraçado como tudo tem acontecido. A vida é engraçada, até quando é surreal. Alguém que nunca vi como se tivesse visto mais do que deveria. E vice versa. Ou não. E, só pra constar, não macumbei ninguém. É, no máximo, sintonia mesmo.

 

(Sabe o que me deixa feliz? Bem ou mal, eu existo pra ele tanto quanto ele pra mim. É tão ruim quando a existência se limita a um dos lados… Aliás, não é que seja ruim, é que, quando é de um lado só, simplesmente não é. É isso: não é.)

Nov 12

Eu entrei numa lanchonete e você estava lá, depois de tanto tempo, depois de tanta espera. Entre o acreditar ou não, corri em sua direção, enquanto você, já de braços abertos, sorria pra mim. O seu sorriso, que eu mal sei como é de verdade – já que poucas vezes vi – estava ali, claro, sincero, nem um pouco escondido como da última vez em que te vi pela pequena telinha do computador. Aquilo não era apenas uma imagem, não era webcam. Era real. Quando me abraçou, ainda sorrindo, encostei meus lábios nos seus, de leve, e deixei um beijo no cantinho direito. Saí, rápido, daquela posição tentadora, enquanto você me dizia “Não…”, com um sorriso sem graça de quem queria e não queria aquilo o suficiente para nem ter visto que eu já não estava mais ali. Hesitava entre me tocar ou não. “Não se preocupe, não tenho intenção nenhuma com você, só precisava fazer isso, precisava tocar seus lábios assim. Não pude controlar” – respondi sem graça, ainda pensando na bobagem que havia feito. Abracei-o de novo e nos sentamos pra conversar. É, como eu gosto de conversar contigo, sempre gostei! Passamos grande parte do tempo ali, rindo, trocando piadas, segredos, dúvidas e respostas que tínhamos um sobre o outro. Eu me lembro de pessoas ao redor tentando interferir, lembro de tudo começando a ficar mais escuro, devagar. Lembro da sua promessa de que sempre estaria do outro lado pra cuidar de mim. Lembro de nós dois andando pelas ruas, sentidos opostos, sem pararmos de conversar. Mas depois, não lembro de mais nada. Aliás, lembro de uma escuridão assustadora e de você longe, bem longe. Sem que eu pudesse fazer nada pra mudar. Eu não lembro do fim. Acho que não houve fim. Talvez isso seja bom, talvez signifique que, não importa a distância, esse amor e essa amizade não irão acabar.

Oct 31

…. que eu com certeza tô perdida no meio delas.

 

(Periga cair, mas a esta altura eu não tô nem ligando…)

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