Feb 10
retalhinhos aleatórios
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Aleatório, #Poesia | icon4 02 10th, 2009| icon3No Comments »

de Jeffery McDaniel. 

Each morning I look in the mirror
and say promise me something,
don’t do the things I’ve done.

I walk up to people on the street that kind of look like you
and ask them the questions I would ask you.

-

I don’t wish I was in your arms, 
I just wish I was peddling a bicycle 
toward your arms.

-

We didn’t deny the obvious
but we didn’t entirely accept it either

-

Many nights the obvious showed up at our bedroom door in its pajamas
unable to sleep, in need of a hug

 

via tumblr.

Feb 4
Perdoai…
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Poesia | icon4 02 4th, 2009| icon3No Comments »

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura,
Essa intimidade perfeita com o silêncio.
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo:
- Perdoai! Eles não têm culpa de ter nascido…

 Vinícius de Moraes

Jan 7

De novo o sinal. De novo o “Próxima Estação: Vila Mariana”. Eu já reparei que aquele turbilhão de pensamentos que começa a me incomodar quando estou com ele resolve se organizar quando eu chego na estação Santa Cruz.

É sempre a mesma coisa. Sempre a mesma vontade de entender o que não dá pra descrever. E o pior é que me divirto com isso.

Às vezes eu acho engraçado, sabe? Eu não acho normal ficar fazendo perguntas pra ele na hora em que estamos… cheios de carinho. Mas, ao mesmo tempo, eu não consigo segurar algumas. Sinto-me uma menina boba, ingênua. Às vezes sinto que estou fazendo papel de idiota. Mas não consigo não fazer. Não consigo deixar, não consigo não parar pra pensar no que tá rolando. É difícil.

Às vezes eu me sinto uma criança. É. Eu, que na maior parte do tempo fico filosofando e criando teorias, de repente só me vejo capaz de fazer perguntas. E perguntas tolas, perguntas inocentes, infantis. Coisa que ninguém, jamais, perguntaria literalmente a alguém, sabe? E eu pergunto! Eu solto as minhas dúvidas como se as pessoas fossem obrigadas a saber respondê-las. É um impasse: ou fico calada e parece que estou sendo, sei lá, debochada, desdenhosa, ou pergunto e fico parecendo uma criança. Ultimamente tenho preferido parecer a criança. Tenho fugido de me esconder. Sempre fui assim, aliás. Não sei porque nos últimos tempos tive tanto medo de me mostrar. Talvez fosse medo de perdê-lo. Mas eu não vou perder. Eu sinto isso.

Sinto que na verdade nem o tenho pra mim. Na verdade eu não tenho o homem em si, tenho os momentos que passo com ele. É isso. Isso é tudo, tudo que me pertence. E isso nunca ninguém vai tirar de mim. Nunca. Ele vai, mas os momentos continuarão sendo meus.

“No dia em que alguém me disser o que temos, dou um troféu a ele”
“Isso te tortura, né?’
“Muito”
(olhares, mimimis e carinhos)
“Eu só me pergunto: É bom ou não? Se é bom, aí eu não ligo”
“Eu não. Se é bom é que eu me preocupo. Eu sou egoísta. Se acho bom, quero prolongar o quanto puder… E nunca, nunca o que é bom dura muito pra mim…”
“Aaaaaaaaaaaah, como ela é otimista… otimista, otimista.”
“Eu nunca disse que era otimista.”

Acho que estou aprendendo a lidar com essa situação. Com essa entrega incompleta. Como se houvesse um elástico, não sei. É, um elástico preso num ponto fixo, no centro da minha vida. E quando eu vou muito longe, ele me puxa de volta ao meu lugar.

A minha felicidade não é ele, não pode ser ele. É sim feita dos  momentos que tenho com ele – porque isso eu posso ter com outras pessoas, eventualmente. Bom, eu sei que nada dura pra sempre com ninguém. Queria parar de pensar no amanhã, sabe? Pelo menos por um segundo… Conseguir pensar só no agora, curtir só o que tá acontecendo. Queria só ser feliz, mas eu não sei. Eu não sei ser assim.  Desde pequena, o futuro sempre me fascinou muito. Eu só espero não perder meu presente pensando no que vai acontecer depois . (por ficar olhando demais pra frente.)  Ahhhh…

Eu devia ter mais dificuldade pra dizer “Eu te amo”. É. Por que dizer “eu te amo”? Acho que isso é uma coisa que eu posso guardar pra mim. A menos que eu goste de ficar com cara de boba, quando digo “eu te amo” e ele só sorri e destrava a porta do carro para que eu vá embora logo. Sempre há horários, compromissos, sempre há alguma coisa entre nós. E quer saber a verdade? É melhor assim. Essa é a primeira pessoa de quem eu não enjoei após um dia junto. Vai ver é isso. Vai ver é isso que me fascina nele: o fato dele saber “não estar nem aí” nas horas certas. Porque quando as pessoas realmente estão completamente na minha, a única coisa que sei fazer é olhar pra elas e dizer “Tchau, tchau, não é isso que eu quero”. Pode ser. Pode não ser. Quem liga?

Cara, devia ser proibido ficar viajando depois de um tempão maravilhoso com alguém que amamos, sabe? Devia ser proibido pensar! Sei lá, é engraçado. De repente eu me vejo sem conseguir completar um raciocínio, eu penso numa coisa – e ai já vem outra, e outra, e outra… e eu não consigo parar, e ao mesmo tempo eu não posso parar.É muito estranho. Mas eu não trocaria estar com ele por nada no mundo.

Seria piração se eu dissesse que tudo que eu queria agora era deitar a cabeça no colchão – assim, no colchão mesmo, sem travesseiro – ficar totalmente estirada e dormir? Dormir e sonhar com tudo que aconteceu, porque eu preciso que isso se refaça na minha cabeça – eu ainda não consigo acreditar. Eu não sei, eu me perdi, sabe? Num dos momentos com ele. Em alguma hora ali, eu me perdi. E eu não consigo me recompôr. Não consigo. Tudo o que eu queria era que isso passasse logo. E que não passasse nunca.

Nossa Língua Portuguesa, que eu tanto prezo, vai me perdoar dessa vez. Isso é a transcrição fiel de uma piração que tive no metrô hoje, no caminho de volta pra casa. Não estou em condições de decidir se deve permanecer aqui ou não. O fato de eu ter gravado isso em público deixa claro que não estou em estado normal. Só me dei conta agora. Então eu vou. E depois eu volto. Ou não. Sempre tem essa opção.

Nov 9

O que ele quer? Eu ficaria feliz com apenas um depoimento, mais nada. Sem introduções, análises ou conclusões.

Eu perguntava pra ela “Mãe, o que que o papai falava pra senhora quando ‘cês namoravam?”
E ela respondia: “O que que ele falava… Que ele me amava muito”.
“É, mãe?”
“E depois ele falava que se ele lavasse meus pés e eu mandasse ele tomar a água, ele tomaria…”

Coisas do século passado… ou não.

 

 

Aliás, ando sentindo uma falta estranha de passados que não vivi.

Nov 9
Caminante…
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Aleatório, O Fantástico Mundo de Ariane | icon4 11 9th, 2008| icon3Comments Off

Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.

Nunca persequí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.

Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse…

Nunca perseguí la gloria.

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar
.

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

Caminante no hay camino
sino estelas en la mar…

Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse le vieron llorar.
“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.

“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”

Golpe a golpe, verso a verso.

Antonio Machado

Oct 30

 

 

 

 

 

22h40 – ligação inesperada de um Guerrero faminto

Quarterão depois das dez
desabafos e piadas

conversa sóbria
gargalhadas no sofá

coca-cola inacabada
trilha sonora de banheiro

dividindo guarda-chuva
terminal Lapa indo embora
 

o terno adeus:

não obrigação, prazer, somente.

 

Ela tem um amigo!

(quem cuida de quem?)

 

Indaiatuba ou Irlanda, há o silêncio das saudades antecipadas,
(que tal desligar o relógio, esquecer dos problemas?)

(é que um “vamos aproveitar ao máximo nosso fim de ano”
nunca soou tão decisivo.)

o fim…

o fim é SEMPRE decisivo.
mesmo para um indeciso tão perdido no mundo.

aaaaaaaaai como eu amo.

Oct 27

 

 

 

…no quanto me afastei das pessoas de que gosto, ou mesmo no quanto abri mão do que gostaria várias vezes esse ano simplesmente por ter obrigações que eu não sei se queria mesmo ter.

Isso me fez tomar várias decisões que não colocarei aqui, mas que vão mudar muito na minha vida.

 

Se você for importante pra mim, verá de perto. Senão, saberá só de entrelinhas, como sempre aconteceu com os leitores desse humilde blog.

 

 

:* fui ali viver e já volto.

Ou não.

Oct 22

 

O pior de ver Eu e As Mulheres é, com certeza, a minha maldita memória associativa. O Adam Brody é a cara dele. Pior, o personagem, Carter, tem tudo daquele maldito. As roupas, o modo se se mexer, o jeitinho blasé. Se eu tenho fugido de ir à faculdade, de ir ao pub (ou qualquer outro tipo de evento) com os amigos só pra não ter que vê-lo, por que demônios o personagem principal do meu filme favorito tem que ser IGUALZINHO a ele? Assim, fisicamente? De você olhar às vezes e não saber se é o Adam Brody ou ele ali, naquela Samsung de 42” à sua frente! Shit. 

“AHHHH, Ari! Por um desse eu secava rapidinho” 

FREITAS, Débora Cavalcante Queiroz de.

Eu até secaria, se eu soubesse que assim ele olharia pra mim, de alguma maneira. Mas sei que não. Então continuo aqui. Gordinha. Vendo filme, lembrando dele e evitando-o na faculdade, no msn e no orkut. É infantil, eu sei. Mas eu preciso esquecê-lo. Somos muito iguais às vezes. E somos completamente diferentes. [São dois anos nessa paquerinha besta em que eu fico olhando e flertando, mas sempre esqueço que estamos separados por uma daquelas paredes em que eu o enxergo, mas ele, ao olhar na minha direção, só vê a si mesmo, como se ali houvesse um espelho.]

E então, o que resta pra hoje é chorar com o filme, terminar a monografia e torcer pra que amanhã eu não me derreta ao primeiro olhar dele.

 

Notas mentais:

1. Não assistir In The Land Of Woman desacompanhada.
2. NUNCA deixar Carinhoso na lista de reprodução, pra evitar o incômodo dela tocar no shuffle e eu lembrar daquele dia.
3. Ele não vai me olhar, portanto eu não devo pensar nele.
4. “I’m trying to wake you up! There’s a big fucking world out there. It’s messy, and it’s chaotic, and it’s never, it’s never ever the thing you’d expect. It’s ok to be scared but you cannot allow your fears to turn you into an asshole, not when it comes to the people that really love you, the people that need you.” (WEBB, Carter)

 

 

A pergunta que não quer calar é: por que eu só olho pra quem nunca vai me olhar?
(E por que diabos ele tem que estar em tudo na minha vida? :O)

 

Ainda bem que minhas paixonites são só paixonites.

Oct 15
Eu Te Amo, Porra
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Amores, #AméliePoulain, #EntoeOMantra, #Música | icon4 10 15th, 2008| icon3Comments Off

Ah, eu não sinto mais vergonha, não.
Se a falta vai dizer por mim.
Você se engana tão melhor assim;
Guardando tanto amor que eu já não sei separar.
Eu não sei.

O som que faz quando um de nós se vai
é quase vai-e-vem.
Por muito tempo até que deslizei;
Não deu pra segurar, mas eu tentei.
Devagar.
Eu tentei.

E eu não quero um outro alguém -
muito menos se for
p’ra esconder o nosso bem
em um falso sorriso.
Pense muito bem
nesse abrigo indeciso.
Outra foto no mural
e eu fui cuidar de mim…

Fui procurar ajuda para um coração
trincado pela culpa,
vazando sem perdão.
Procurar ajuda para um coração
trincado pela culpa,
coagulando sem perdão.
Eu errei fazendo a coisa certa.
E, perdendo toda a essência,
acho até que não preciso de você…
quando preciso de você.

Poléxia

Oct 11
tudo passa
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Amores, #Cotidiano, #EntoeOMantra, #Música, #TVP | icon4 10 11th, 2008| icon3Comments Off

 

Eu você e todos os encontros casuais
os ais e os hão de ser
e todos os casais também
olha, acho até que quem achou que nunca ia
esse ia se espantar de ver que o ódio e o amor
e até eu vou pra ver no que vai dar
a massa a moça
e até esse pra sempre

tudo passa

 

(marcelo camelo)

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