Feb 4
Obrigada, Cazuza.
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Música | icon4 02 4th, 2009| icon3No Comments »

Eu sei que martelei demais a tecla “Cazuza” aqui nos últimos dias, mas eis que eu liguei o player no shuffle e onde fui parar? Cazuza de novo, dessa vez dizendo o que não tive coragem de dizer essa semana. Sem sutileza, como é de praxe. 
Obrigada, Cazuza. Faço das suas minhas palavras.

obrigado (por ter se mandado)
Composição: Cazuza / Luiz

Obrigado 
Por ter se mandado 
Ter me condenado a tanta liberdade 
Pelas tardes nunca foi tão tarde 
Teus abraços, tuas ameaças 

Obrigado 
Por eu ter te amado 
Com a fidelidade de um bicho amestrado 

Pelas vezes que eu chorei sem vontade 
Pra te impressionar, causar piedade 

Pelos dias de cão, muito obrigado 
Pela frase feita 
Por esculhambar meu coração 
Antiquado e careta 

Me trair, me dar inspiração 
Preu ganhar dinheiro 

Obrigado 
Por ter se mandado 
Ter me acordado pra realidade 
Das pessoas que eu já nem lembrava 
Pareciam todas ter a tua cara 

Obrigado 
Por não ter voltado 
Pra buscar as coisas que se acabaram 

E também por não ter dito obrigado 
Ter levado a ingratidão bem guardada 

 

Antes que venham me dar broncas, fica a dica: Nunca estive tão bem, não é um post baixo astral!

Dec 12

“A imaginação foi a companheira de toda a existência, viva, rápida, inquieta, alguma vez tímida e amiga de empacar, as mais delas capaz de engolir campanhas e campanhas, correndo.”

Dom Casmurro, Capítulo XL

Daí que, assistindo Capitu, passou pela minha cabeça de novo algo que sempre passa quando leio Machado de Assis. É, eu não sou tão Heloísa quanto espalho por aí. Quer dizer, já matei um ou outro por ciúme e tenho em minha lista mais umas duas ou três que não escaparão, mas, ah, isso é tão normal. Posso até ser, na verdade, não sei. Mas o fato é que, ciumento por ciumento, eu estou muito mais para Bentinho.

Queria ser Capitu. Com os olhos de cigana oblíqua e dissimulada. Sim, aqueles olhos de ressaca. Aquele poder de mexer com um homem, de enlouquecê-lo, de fazê-lo servo. Mas eu sou Bentinho. O que consigo mesmo é me entregar, de repente. De repente, porque a situação sempre está ali por um bom tempo antes que eu a note de verdade. E aí, depois da entrega, resta criar em minha cabeça situações que podem ou não existir. Fantasiar o tempo inteiro que não sou boa o suficiente (e o que é ser boa o suficiente?), que alguém melhor vai levar o que é meu embora. E me corroer, sangrar, morrer por dentro. Sem fazer mal a ninguém, a não ser a mim mesma.

Mas nem todo mundo é assim. Minha irmã, hoje mesmo, mostrou que é muito diferente de mim. E foi dela que tirei a maior lição do dia. “Ele já disse ‘eu te amo‘ alguma vez?”, perguntou-me enquanto almoçávamos. “Sim. Quer dizer, isso foi antes de ficarmos, mas…” – nem me deixou terminar. “Se ele disse ‘eu te amo‘, acredite. Você só precisa acreditar. Não ficar inventando milhares de possibilidades ridículas dentro da sua cabeça e enchendo o saco dele” (Ela ainda complementou com um “e nem adianta me olhar com essa cara de cachorro morto, é isso e ponto!”). Tudo bem, foi um tremendo desabafo (ela tem um namorado tão Bentinho quanto eu), mas não deixa de ter razão. O grande problema é que eu não tenho controle sobre isso (a ponto de minha irmã de 12 13 anos estar me dando conselhos maduros enquanto eu, aos dezoito, às vezes choro pelos cantos por me sentir mal amada).

Não consigo não imaginar coisas, nem deixar de acreditar cegamente em cada uma delas. Não consigo parar de encontrar evidências e torná-las cada vez mais reais. É, sou convincente. Não venço meus argumentos, nunca. E aí, o que eu faço? Eu corro pro Twitter. Pro lugar mais errado possível. E eu despejo tudo lá. Minhas mágoas. Minhas obssessões. Se estou vidrada, se estou bêbada, se estou infeliz, se estou amargurada, se não sinto nada… Não importa. Eu sou realmente uma personagem. Meu livro está escrito em parágrafos de até 140 caracteres, pra qualquer um que peça permissão para me seguir. Pois é, pois é, pois é. Perdi a noção do perigo, deturpei o uso de uma ferramenta interessante e, ainda assim, sou eu, no final, a vítima da tragédia. Sei que não sou a única a fazer esse tipo de coisas, mas dói por dentro, vez por outra, quando ouço algum comentário ou crítica fervorosa a usuários compulsivos como eu. (Mentira, não me dói nada. Se não gosta de ler meus posts, não me siga – simples assim!).

“Ora, há só um modo de escrever a própria essência, é contá-la toda, o bem e o mal.”

Capítulo LXVIII

No fundo, acho que seria menos feio ser Heloísa. Extravasar, gritar, esfaquear, correr atrás, enlouquecer. É, certamente. Mas eu só sei ser assim, quietinha. Cada descoberta (ou criação?) é uma nova punhalada que dou em mim mesma. Cada vez que encontro uma pista, meto-me mais pra dentro de mim. E eu não consigo (ou não quero, quem sabe?) mudar. Eu só sei ser assim, não sei dissimular nem esconder o que penso. Não tenho porque viver de meias verdades, ou dizer somente o que os outros querem ouvir.

Eu sou insuperavelmente piegas, possessiva, ciumenta, carinhosa e entregue. Mas não sou nada ingênua. Não sempre. A única coisa que me dá medo, de verdade, é essa minha mania Bentinho de me prender à minha versão da história. Sim, porque eu sinto que isso vai acabar me fazendo morrer sozinha. Não que eu tenha medo da solidão, não é isso. É só que eu acho-a desnecessária. (E que eu sonho ter alguém que, numa noite de frio, saia de debaixo do edredom, levante-se e calce em mim mais um par de meias, pra depois voltar pro quentinho da nossa cama e dormir abraçado comigo, trocando cheirinhos e um calor sem fim).

Mas o fim… Quem sabe do fim? Eu vou continuar escrevendo minha vida até o dia em que sentir que devo parar – ou até que a vida pare por mim. Bentinho ou  Heloísa, uma coisa é certa: eu me permito sentir, sem medo. E isso nem todo mundo consegue.

“Tudo acaba, leitor; é um velho truísmo, a que se pode acrescentar que nem tudo o que dura muito tempo. Esta segunda parte não acha crentes fáceis, ao contrário, a idéia de que um castelo de vento dura mais que o mesmo vento de que é feito, dificilmente se despegará da cabeça, e é bom que seja assim, para que se não perca o costume daquelas construções quase eternas.”

Capítulo CXVIII

Nov 30

então acordou. desde quando precisava correr atrás de alguém? como foi a última vez que sofreu tanto? igualzinha a essa, não? prestatenção, minha amiga. deixa tudo isso pra lá. não combata o sentimento, não. deixa ele existir em paz. não fica alimentando sonhos à toa. 

 

não corra mais atrás. não; deixa tudo ser como sempre foi.

se não for, é porque não tinha de ser.

não tinha de ser.
‘ não vou me sujar fumando apenas um cigarro, nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom…
quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval: e isso explica porque o sexo é assunto popular…

no mais, estou indo embora!’

 

 

joe cocker, while my guitar gently weeps

Nov 29

Quando você encontra algo que não estava procurando e descobre que os sentimentos que você julgava existir não são lá tão recíprocos assim, você chora?

 

Eu choro. 

 

 

Mas não ligo não. As lágrimas secam, a enxaqueca passa, e nunca ninguém terá o amor perfeito.

(Perfeição… Cada dia eu me distancio mais dela)

 

 

(Da série “ironias da vida”: por que quando um quer o outro não e vice-versa?)

Nov 14

Pelo título, já deu pra notar que isso é um pedido de socorro. Sim, é sim. É que eu preciso de férias urgentemente. Não tô pedindo férias no Caribe, em Paris, nem no raio que o parta. Não tô pedindo nada demais, só tempo pra ficar na minha casa, deitadinha, sem ter que pensar em trabalhar. Eu quero emagrecer 30kg em um mês, dormir na rede, ler só o que me dá prazer, escrever quando a inspiração vier, violão, amigos, eu quero um pouco de paz pra minha cabeça. Sabe? Me trancar no meu quarto, num mundo onde não existe Mulher Melancia (ou Jaca, Melão, Morango, Abacaxi, qualquer fruta!), provas, crise econômica, pendências, Jonas Brothers, dívidas, doenças sem cura ou afins. Onde eu possa sentir as coisas sem culpa. Acho que essas seriam as férias mais sensacionais do mundo. Infelizmente, só chegarão no Natal – e provavelmente serão bem diferentes do que eu estou planejando.

Anyways, o dia hoje até que não trouxe novidades de todo ruins. Apesar da minha enxaqueca DESCOMUNAL (acho que é sinusite, oi?) e do trabalho feito corrido e nas coxas, eu passei no exame prático do Detran. E, bom, a aula do @samadeu foi incrível, como sempre. Eu juro, se eu pudesse, largava tudo pra me dedicar única e exclusivamente às aulas de Teoria da Comunicação. Infelizmente, faço duas faculdades e não estou dando conta nem de meia. Ok, ok. TVP. Ano que vem taí e consertarei essas burradas que fiz esse ano.

Ah! Lembrei. A novidade legal é que o Vitroleiros.Org já tá no ar! É verdade que é em fase beta e tudo mais, mas tá lá! Vão dar uma olhada! Aliás, quem quiser contrubuir com fotos, textos ou links, FALAÍ! Eu converso e a gente acerta rapidinho! ;)

Por último, só um aviso: Amanhã (hoje), às 18h, tem #flashmob contra a lei do Azeredo, lá no Canteiro Central da Paulista, 900. Farei o possível e o impossível pra ir. Tudo depende do meu trabalho de Sociologia. Compareçam, queridos! Vale a pena!

 

Enfim, CORRÃO EU VOU SURTAR, QUERO FÉRIAAAAAAAAAASSSS

Nov 9

O que ele quer? Eu ficaria feliz com apenas um depoimento, mais nada. Sem introduções, análises ou conclusões.

Eu perguntava pra ela “Mãe, o que que o papai falava pra senhora quando ‘cês namoravam?”
E ela respondia: “O que que ele falava… Que ele me amava muito”.
“É, mãe?”
“E depois ele falava que se ele lavasse meus pés e eu mandasse ele tomar a água, ele tomaria…”

Coisas do século passado… ou não.

 

 

Aliás, ando sentindo uma falta estranha de passados que não vivi.

Oct 30

(só pra mim, eu espero)

 

 

(sim, vejo o mesmo filme 90 vezes e ainda pego os frames que falam comigo. ok ok, tenho sérios problemas e não vou procurar tratamento, beijos)

 

Não entendeu? Aqui.

Oct 27

 

 

 

…no quanto me afastei das pessoas de que gosto, ou mesmo no quanto abri mão do que gostaria várias vezes esse ano simplesmente por ter obrigações que eu não sei se queria mesmo ter.

Isso me fez tomar várias decisões que não colocarei aqui, mas que vão mudar muito na minha vida.

 

Se você for importante pra mim, verá de perto. Senão, saberá só de entrelinhas, como sempre aconteceu com os leitores desse humilde blog.

 

 

:* fui ali viver e já volto.

Ou não.

Oct 23

 

Sentei-me no sofá do centro acadêmico – até aquela altura, só o que me parecia útil nos centros acadêmicos eram os sofás – e abri caderno e livros de uma vez. A xícara de espresso, comprada alguns minutos antes na única lanchonete disponível, já dava sinais de que iria começar a esfriar. Então entrei no fabuloso mundo da modernização da imprensa. Por pouco tempo. Dali alguns segundos apareceu uma colega de classe, assustada, perguntando se eu também tinha prova. Prova? Não, graças à Deus, não. Sentou-se ao meu lado, abriu seu “O Guarani” e começou, com uma letra minúscula, a elaborar o que, a seu modo de ver, era a cola perfeita. A sensação de ter uma pessoa segura como ela ao meu lado foi boa, mas não durou por muito tempo também. O que me interessa a segurança? A popularidade dela era grande e, em segundos, já havia desistido de estudar.

À minha frente foi colocada uma mesa com muitas cadeiras em volta. Pessoas discutiam a história do Romance e suas características como se eu não estivesse ali. Acho que adoraria a discussão, se minha preocupação não fosse outra. “Aceita um cigarro?” – um deles sugeriu. Do outro lado, veio um “Obrigado, cigarro e café, só feitos na hora”, belo rapaz, risinho malicioso nos lábios. “Alguém tem isqueiro?”. Ao mesmo tempo, discutiam Ian Watt, Antonio Candido, Walter Benjamim.

A fumaça pairava, sufocante, entre os amigos. “Li tudo isso ontem e nem lembro. Tem anotações no meu texto e tudo, olha!”. Muitos ali nem se conheciam. Falavam como íntimos, unidos tentando superar o obstáculo em comum. “Você não vai se preparar, não?”, perguntaram-me diversas vezes. “Não tenho prova”, eu explicava. “E esse livro, é o quê?” – curiosidade, curiosidade. “Ela faz duas faculdades” – alguém tentava explicar aos que não compreendiam o fato de eu não estar nem um pouco preocupada com o que diziam. Cada um por si, é fato. No fim, a única preocupação de todos era o ranqueamento, o maldito ranqueamento com o qual só eu parecia não me preocupar, presa em meu mundinho de livros, monografias, fotos, entrevistas e alguns seminários.

Eu estava em transe no meio daquele zumbido infernal e daquela fumaça azulada vinda do pacote de Marlboro que alguém socializou com toda a mesa. Falavam entre si, falavam comigo, e eu não ouvia nada. De repente, o sinal tocou. Um a um, foram indo embora, enquanto eu, paralisada, olhava para o cinzeiro vazio, contrastando com o chão cheio de cinzas e bitucas. Sim, agora éramos só eu, meus livros, meu café frio, e, preso em minha pele, o cheiro do cigarro alheio. O silêncio voltou.

Lá estava eu, de novo, sozinha no sofá do centro acadêmico, livros na mão, modernização da imprensa, powerpoint, tcc, expectativas e sonhos, até que outro pseudo-conhecido se sentasse ao meu lado, engatasse um assunto qualquer e eu começasse, de novo, uma nova aventura na minha mente: é, pra mim é uma aventura sobreviver no meio de tantos “outros”.

Oct 19
sortes aleatórias
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Personare, #SorteDeHoje, #TVP | icon4 10 19th, 2008| icon3Comments Off

Veja bem…

RECONHECENDO O REAL VALOR DAS COISAS

Vênus na casa 2

Entretanto, a despeito deste período ser positivo para você ter uma consciência maior do seu próprio valor e até ganhar um pouco mais de dinheiro, se quiser, cuidado com uma tendência a gastar muito dinheiro com coisas que você acha “bonitas”. Elas podem ser bonitas, mas você precisa mesmo delas? Se precisar, compre-as, mas cuidado com os excessos indulgentes, é tudo uma questão de se dar limites. Excessos financeiros por conta de questões afetivas também são possíveis. Dar presentes é um impulso natural nesta fase, mas precisam mesmo ser presentes tão caros? Pense duas vezes antes de gastar seu dinheiro, Ariane, até porque esta súbita generosidade é mais uma forma de chamar a atenção do que necessariamente um real comportamento altruísta.

De 19/10 Hoje até 10/11, você estará vivendo a passagem do planeta Vênus pela segunda casa astrológica, Ariane, e esta fase é altamente propícia para você harmonizar a sua vida material, pois o planeta Vênus tem a sua força astral amplificada quando se encontra na segunda casa zodiacal. Um melhor senso do valor das coisas, sobretudo do próprio valor pessoal, lhe permite atrair as condições necessárias e unir-se às pessoas certas para que o dinheiro venha até você. Como sempre ocorre com Vênus, as relações interpessoais favorecem enormemente a vida material. Você desenvolverá um bom senso comercial durante estes dias, e se se dedicar a investir dinheiro, achará a experiência excitante e agradável.

 

E ainda…

 

SOL NA CASA 12, LUA NA CASA 9

A Lua se faz minguante entre os dias 19/10 Hojee 21/10, Ariane, sugerindo algum stress emocional. O risco aqui é de adoecimento por conta de excesso de passeios e farras. Procure observar a importância de manter o recolhimento e a discrição, ainda que a Lua na nona casa esteja lhe impelindo para viagens ou estudos em excesso. Relaxar as emoções é absolutamente essencial neste momento!

 

Tem também…

Sorte de hoje: Você terá felicidade e harmonia na sua vida amorosa

 

E pra fechar…

 

    10 de Paus

Aprendendo a lidar com pressões

O 10 de Paus como arcano conselheiro sugere que você precisará se preparar para lidar com situações de estresse que geram cansaço e tédio, Ariane. Você precisará ser forte e paciente, a fim de esperar que a fase mais densa passe, mas caso não mantenha esta firmeza moral em mente poderá ser vítima de seu próprio desânimo e botar tudo a perder. Apenas relaxe e não leve as coisas tão a sério, pois elas terão o peso que você der para elas e você poderá terminar piorando aquilo que era apenas uma brisa, transformando-a num tufão! Há momentos em que o humor é a melhor saída, em que precisamos diminuir os problemas vendo o aspecto ridículo que há neles. Se você olhar com atenção, rirá de si e os entraves perderão poder. 

Conselho: Tenha paciência e humor para lidar com o estresse.

 

 

Cara, só quem me conhece pra sacar a puta ironia que todos eles têm; vêm sempre na hora pertinente!