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	<title>lovemaltine &#187; #Insônia</title>
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	<description>Ariane, seu fantástico mundo e muito mais de 140 caracteres por mensagem.</description>
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<title>lovemaltine</title>
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		<title>uns e outros</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 05:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
tão diferentes, tão distantes universos
se um é retiro espiritual, o outro é fantástico mundo
um já viveu tanto, o outro tão pouco
um é tão feliz , o outro tão triste
um é tão distante , o outro tão entregue
um se preserva tanto, o outro tanto se expõe
um já tem seus grandes amigos, o outro está ainda descobrindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> </p>
<p>tão diferentes, tão distantes universos</p>
<p>se um é <strong>retiro espiritual</strong>, o outro é <strong>fantástico mundo</strong></p>
<p>um já <strong>viveu tanto</strong>, o outro <strong>tão pouco</strong></p>
<p>um é <strong>tão feliz</strong> , o outro <strong>tão triste</strong></p>
<p>um é <strong>tão distante</strong> , o outro <strong>tão entregue</strong></p>
<p>um <strong>se preserva tanto</strong>, o outro <strong>tanto se expõe</strong></p>
<p>um <strong>já tem seus grandes amigos</strong>, o outro<strong> está ainda descobrindo o que é amizade</strong></p>
<p>um <strong>deseja</strong>, o outro <strong>ama</strong></p>
<p>um <strong>vive </strong>, o outro <strong>sonha</strong></p>
<p>um <strong>aproveita </strong>, o outro <strong>planeja</strong></p>
<p>um <strong>aceita</strong> , o outro <strong>questiona</strong></p>
<p>um <strong>sabe</strong>, o outro <strong>quer saber</strong></p>
<p>um <strong>não quer</strong>, o outro <strong>quer</strong></p>
<p>um <strong>finge não ouvir</strong>, o outro <strong>finge não estar falando</strong></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">enquanto um </span>adquire repertório e experiência<span style="font-weight: normal;">, o outro</span> está apenas se iniciando<span style="font-weight: normal;">.<br />
então um</span> está sossegado<span style="font-weight: normal;">, o outro </span>não poderia estar mais aflito</strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">(e nem mesmo a aflição consegue diminuir um pouco o efeito arrebatador que a paixão por um causou no outro<br />
se alguém tem de ceder, ele cede, um recebe do outro tudo que quiser)</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>e a parte em que o outro <strong>virá logo a ser só um pedacinho insignificante da história</strong> de um</p>
<p>dói  só no primeiro, o lado mais fraco</p>
<p> </p>
<p>mesmo assim</p>
<p>este só se sente tentado a uma coisa:</p>
<p>dizer <strong>&#8220;eu te amo&#8221; </strong>infinito</p>
<p>em silêncio, com os olhos</p>
<p>quantas vezes puder</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>até o dia em que tudo (tudo o quê?)</p>
<p>até o dia em que isso acabar</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>seja lá o que isso for.</p>
<p>porque assim como <strong>um pode ser o inverso do outro</strong>,</p>
<p><strong>nada impede que estes </strong><strong>sejam</strong>, na verdade, não o inverso, mas<strong> a metade</strong>.</p>
<p> </p>
<p>dizem por aí, afinal, que <strong>yin e yang se complementam</strong>.</p>
<p> </p>
<p>e o consolo dessa vez não é de que tudo sempre pode piorar, não.<br />
o consolo hoje é também a verdade e a razão do desespero: <strong>a verdade é que tudo vai passar</strong>. </p>
<p> </p>
<p>(alguém diz pro outro ir dormir ao invés de passar  madrugada chorando em frente ao computador enquanto o um &#8211; sem vergonha &#8211; o um&#8230; sabe-se lá onde o um se meteu?)</p>
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		<title>Dancing Queen</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 03:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[#Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[#Música]]></category>
		<category><![CDATA[#Insônia]]></category>

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		<description><![CDATA[

You can dance, you can jive, having the time of your life
See that girl, watch that scene, dig in the dancing queen
Friday night and the lights are low
Looking out for the place to go
Where they play the right music, getting in the swing
You come in to look for a king
Anybody could be that guy
Night is [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><br />
<blockquote><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3085/3099693413_b20430de67.jpg?v=0" alt="" width="500" height="335" /></center></p>
<p><em>You can dance, you can jive, having the time of your life<br />
See that girl, watch that scene, dig in the dancing queen</em></p>
<p><em>Friday night and the lights are low<br />
Looking out for the place to go<br />
Where they play the right music, getting in the swing<br />
You come in to look for a king<br />
Anybody could be that guy<br />
Night is young and the musics high<br />
With a bit of rock music, everything is fine<br />
Youre in the mood for a dance<br />
And when you get the chance&#8230;</em></p>
<p><em>You are the dancing queen, young and sweet, only seventeen<br />
Dancing queen, feel the beat from the tambourine<br />
You can dance, you can jive, having the time of your life<br />
See that girl, watch that scene, dig in the dancing queen</em></p>
<p><em>Youre a teaser, you turn em on<br />
Leave them burning and then youre gone<br />
Looking out for another, anyone will do<br />
Youre in the mood for a dance<br />
And when you get the chance&#8230;</em></p>
<p><em>You are the dancing queen, young and sweet, only seventeen<br />
Dancing queen, feel the beat from the tambourine<br />
You can dance, you can jive, having the time of your life<br />
See that girl, watch that scene, dig in the dancing queen</em></p></blockquote>
<p>Saudades absurdas das minhas Dancing Queens. Foda não estar de férias, ao contrário do universo.</p>
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		<title>Sobre Heloísas, Bentinhos e Tweets desesperados</title>
		<link>http://lovemaltine.com.br/sobre-heloisas-bentinhos-e-tweets-desesperados.html</link>
		<comments>http://lovemaltine.com.br/sobre-heloisas-bentinhos-e-tweets-desesperados.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 03:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[#AméliePoulain]]></category>
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		<category><![CDATA[#Twitter]]></category>
		<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
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		<category><![CDATA[#Especial]]></category>
		<category><![CDATA[#Insônia]]></category>
		<category><![CDATA[#Ironias]]></category>
		<category><![CDATA[#PieguiceExtrema]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;A imaginação foi a companheira de toda a existência, viva, rápida, inquieta, alguma vez tímida e amiga de empacar, as mais delas capaz de engolir campanhas e campanhas, correndo.&#8221;

Dom Casmurro, Capítulo XL


Daí que, assistindo Capitu, passou pela minha cabeça de novo algo que sempre passa quando leio Machado de Assis. É, eu não sou tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/169/484420483_7bc5fb7960.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<blockquote><p>&#8220;A imaginação foi a companheira de toda a existência, viva, rápida, inquieta, alguma vez tímida e amiga de empacar, as mais delas capaz de engolir campanhas e campanhas, correndo.&#8221;</p>
<dl>
<dd style="text-align: right;"><em>Dom Casmurro, </em><em>Capítulo XL</em></dd>
</dl>
</blockquote>
<p>Daí que, assistindo Capitu, passou pela minha cabeça de novo algo que sempre passa quando leio Machado de Assis. É, eu não sou tão <a href="http://tvglobo.valeapenaverdenovo.globo.com/mulheresapaixonadas/category/a-historia/">Heloísa</a> quanto espalho por aí. <span style="text-decoration: line-through;">Quer dizer, já matei um ou outro por ciúme e tenho em minha lista mais umas duas ou três que não escaparão, mas, ah, isso é tão normal.</span> Posso até ser, na verdade, não sei. Mas o fato é que, ciumento por ciumento, eu estou muito mais para Bentinho.</p>
<p>Queria ser Capitu. Com os olhos de cigana oblíqua e dissimulada. Sim, aqueles olhos de ressaca. Aquele poder de mexer com um homem, de enlouquecê-lo, de fazê-lo servo. Mas eu sou Bentinho. O que consigo mesmo é me entregar, de repente. De repente, porque a situação sempre está ali por um bom tempo antes que eu a note de verdade. E aí, depois da entrega, resta criar em minha cabeça situações que podem ou não existir. Fantasiar o tempo inteiro que não sou boa o suficiente (e o que é ser boa o suficiente?), que alguém melhor vai levar o que é meu embora. E me corroer, sangrar, morrer por dentro. Sem fazer mal a ninguém, a não ser a mim mesma.</p>
<p>Mas nem todo mundo é assim. Minha irmã, hoje mesmo, mostrou que é muito diferente de mim. E foi dela que tirei a maior lição do dia. &#8220;Ele já disse &#8216;<em>eu te amo</em>&#8216; alguma vez?&#8221;, perguntou-me enquanto almoçávamos. &#8220;Sim. Quer dizer, isso foi antes de ficarmos, mas&#8230;&#8221; &#8211; nem me deixou terminar. &#8220;Se ele disse &#8216;<em>eu te amo</em>&#8216;, acredite. Você só precisa acreditar. Não ficar inventando milhares de possibilidades ridículas dentro da sua cabeça e enchendo o saco dele&#8221; (Ela ainda complementou com um &#8220;e nem adianta me olhar com essa cara de cachorro morto, é isso e ponto!&#8221;). Tudo bem, foi um tremendo desabafo (ela tem um namorado tão Bentinho quanto eu), mas não deixa de ter razão. O grande problema é que eu não tenho controle sobre isso (a ponto de minha irmã de <span style="text-decoration: line-through;">12 </span>13 anos estar me dando conselhos maduros enquanto eu, aos dezoito, às vezes choro pelos cantos por me sentir mal amada).</p>
<p>Não consigo não imaginar coisas, nem deixar de acreditar cegamente em cada uma delas. Não consigo parar de encontrar evidências e torná-las cada vez mais reais. É, sou convincente. Não venço meus argumentos, nunca. E aí, o que eu faço? Eu corro pro Twitter. Pro lugar mais errado possível. E eu despejo tudo lá. Minhas mágoas. Minhas obssessões. Se estou vidrada, se estou bêbada, se estou infeliz, se estou amargurada, se não sinto nada&#8230; Não importa. Eu sou realmente uma personagem. Meu livro está escrito em parágrafos de até 140 caracteres, pra qualquer um que peça permissão para me seguir. Pois é, pois é, pois é. Perdi a noção do perigo, deturpei o uso de uma ferramenta interessante e, ainda assim, sou eu, no final, a vítima da tragédia. Sei que não sou a única a fazer esse tipo de coisas, mas dói por dentro, vez por outra, quando ouço algum comentário ou crítica fervorosa a usuários compulsivos como eu. (Mentira, não me dói nada. Se não gosta de ler meus posts, não me siga &#8211; simples assim!).</p>
<blockquote><p>&#8220;Ora, há só um modo de escrever a própria essência, é contá-la toda, o bem e o mal.&#8221;</p>
<dl>
<dd style="text-align: right;"><em>Capítulo LXVIII</em></dd>
</dl>
</blockquote>
<p>No fundo, acho que seria menos feio ser Heloísa. Extravasar, gritar, esfaquear, correr atrás, enlouquecer. É, certamente. Mas eu só sei ser assim, quietinha. Cada descoberta (ou criação?) é uma nova punhalada que dou em mim mesma. Cada vez que encontro uma pista, meto-me mais pra dentro de mim. E eu não consigo (ou não quero, quem sabe?) mudar. Eu só sei ser assim, não sei dissimular nem esconder o que penso. Não tenho porque viver de meias verdades, ou dizer somente o que os outros querem ouvir.</p>
<p>Eu sou insuperavelmente piegas, possessiva, ciumenta, carinhosa e entregue. Mas não sou nada ingênua. Não sempre. A única coisa que me dá medo, de verdade, é essa minha mania Bentinho de me prender à minha versão da história. Sim, porque eu sinto que isso vai acabar me fazendo morrer sozinha. Não que eu tenha medo da solidão, não é isso. É só que eu acho-a desnecessária. (E que eu sonho ter alguém que, numa noite de frio, saia de debaixo do edredom, levante-se e calce em mim mais um par de meias, pra depois voltar pro quentinho da nossa cama e dormir abraçado comigo, trocando cheirinhos e um calor sem fim).</p>
<p>Mas o fim&#8230; Quem sabe do fim? Eu vou continuar escrevendo minha vida até o dia em que sentir que devo parar &#8211; ou até que a vida pare por mim. Bentinho ou  Heloísa, uma coisa é certa: eu me permito sentir, sem medo. E isso nem todo mundo consegue.</p>
<blockquote><p>&#8220;Tudo acaba, leitor; é um velho truísmo, a que se pode acrescentar que nem tudo o que dura muito tempo. Esta segunda parte não acha crentes fáceis, ao contrário, a idéia de que um castelo de vento dura mais que o mesmo vento de que é feito, dificilmente se despegará da cabeça, e é bom que seja assim, para que se não perca o costume daquelas construções quase eternas.&#8221;</p>
<dl>
<dd style="text-align: right;"><em>Capítulo CXVIII</em></dd>
</dl>
</blockquote>
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		<title>S.O.S</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 03:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pelo título, já deu pra notar que isso é um pedido de socorro. Sim, é sim. É que eu preciso de férias urgentemente. Não tô pedindo férias no Caribe, em Paris, nem no raio que o parta. Não tô pedindo nada demais, só tempo pra ficar na minha casa, deitadinha, sem ter que pensar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo título, já deu pra notar que isso é um <strong>pedido de socorr</strong>o. Sim, é sim. É que eu preciso de<strong> férias</strong> urgentemente. Não tô pedindo <strong>férias no Caribe</strong>, em <strong>Paris</strong>, nem no raio que o parta. Não tô pedindo nada demais, só tempo pra ficar na minha casa, deitadinha, <strong>sem ter que</strong> pensar em <strong>trabalhar</strong>. Eu quero <strong>emagrecer 30kg em um mês</strong>, dormir na rede, ler só o que me dá prazer, escrever quando a inspiração vier, violão, amigos, eu quero um pouco de <strong>paz</strong> pra minha cabeça. Sabe? Me trancar no meu quarto, num mundo onde não existe <strong>Mulher Melanci</strong><strong>a</strong> (ou Jaca, Melão, Morango, Abacaxi, qualquer fruta!), provas, <strong>crise econômica</strong>, pendências,<strong> Jonas Brothers</strong>, dívidas, doenças sem cura ou afins. Onde eu possa <strong>sentir as coisas sem culpa</strong>. Acho que essas seriam <strong>as férias mais sensacionais do mundo</strong>. Infelizmente, só chegarão no <strong>Natal</strong> &#8211; e provavelmente serão bem diferentes do que eu estou planejando.</p>
<p>Anyways, o dia hoje até que não trouxe <strong>novidades</strong> de todo ruins. Apesar da minha <strong>enxaqueca DESCOMUNAL</strong> (acho que é sinusite, oi?) e do trabalho feito corrido e <strong>nas coxas</strong>, eu passei no exame prático do Detran. E, bom, a aula do @samadeu foi incrível, como sempre. Eu juro, se eu pudesse, largava tudo pra me dedicar única e exclusivamente às aulas de<strong> Teoria da Comunicação</strong>. Infelizmente, faço duas <strong>faculdades</strong> e não estou dando conta nem de meia. Ok, ok. <strong>TVP</strong>. Ano que vem taí e consertarei essas burradas que fiz esse ano.</p>
<p>Ah! Lembrei. A novidade legal é que o <strong>Vitroleiros.Org</strong> já tá no ar! É verdade que é em fase beta e tudo mais, mas tá lá! Vão dar uma olhada! Aliás, quem quiser contrubuir com <strong>fotos, textos ou links</strong>, FALAÍ! Eu converso e a gente acerta rapidinho! <img src='http://lovemaltine.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Por último, só um aviso: <strong>Amanhã</strong> (hoje), às<strong> 18h</strong>, tem <strong>#flashmob</strong> contra a lei do Azeredo, lá no <strong>Canteiro Central da Paulista</strong>, 900. Farei o possível e o impossível pra ir. Tudo depende do meu trabalho de Sociologia. Compareçam, queridos! Vale a pena!</p>
<p> </p>
<p>Enfim, CORRÃO EU VOU SURTAR, QUERO FÉRIAAAAAAAAAASSSS <a href="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif"><img class="alignright size-full wp-image-1392" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif" alt="" width="36" height="22" /></a><a href="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif"><img class="alignright size-full wp-image-1392" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif" alt="" width="36" height="22" /></a><a href="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif"><img class="alignright size-full wp-image-1392" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif" alt="" width="36" height="22" /></a><a href="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif"><img class="alignright size-full wp-image-1392" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif" alt="" width="36" height="22" /></a><a href="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif"><img class="alignright size-full wp-image-1392" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif" alt="" width="36" height="22" /></a><a href="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif"><img class="alignright size-full wp-image-1392" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif" alt="" width="36" height="22" /></a><a href="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif"><img class="alignright size-full wp-image-1392" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif" alt="" width="36" height="22" /></a><a href="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif"><img class="alignright size-full wp-image-1392" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/loko.gif" alt="" width="36" height="22" /></a></p>
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		<title>Delírios e Bizarrices</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 18:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acordei com o celular tocando às 4h20 da manhã. Basicamente aquilo que tive vontade de fazer ontem e não fiz. Foi meio que uma troca, ou até mesmo um compartilhamento. O sonho veio aqui ontem, foi lá hoje. Ambos tivemos a mesma sensação &#8211; ou não. Só sei que essas coisas me dão medo. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acordei com o celular tocando às 4h20 da manhã. Basicamente aquilo que tive vontade de fazer ontem e não fiz. Foi meio que uma troca, ou até mesmo um compartilhamento. O sonho veio aqui ontem, foi lá hoje. Ambos tivemos a mesma sensação &#8211; ou não. Só sei que essas coisas me dão medo. Mas eu acho engraçado como tudo tem acontecido. A vida é engraçada, até quando é surreal. Alguém que nunca vi como se tivesse visto mais do que deveria. E vice versa. Ou não. E, só pra constar, não macumbei ninguém. É, no máximo, sintonia mesmo.</p>
<p> </p>
<p>(Sabe o que me deixa feliz? Bem ou mal, eu existo pra ele tanto quanto ele pra mim. É tão ruim quando a existência se limita a um dos lados&#8230; Aliás, não é que seja ruim, é que, quando é de um lado só, simplesmente não é. É isso: não é.)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caminante&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 03:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#Insônia]]></category>
		<category><![CDATA[#Quotes]]></category>
		<category><![CDATA[Diretamente do Mundo dos Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.
Nunca persequí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.
Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse&#8230;
Nunca perseguí la gloria.
Caminante, son tus huellas
el camino y [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Todo pasa y todo queda</strong>,<br />
pero lo nuestro es pasar,<br />
pasar haciendo caminos,<br />
caminos sobre el mar.</p>
<p>Nunca persequí la gloria,<br />
ni dejar en la memoria<br />
de los hombres mi canción;<br />
yo amo los mundos sutiles,<br />
ingrávidos y gentiles,<br />
como pompas de jabón.</p>
<p>Me gusta verlos pintarse<br />
de sol y grana, volar<br />
bajo el cielo azul, temblar<br />
súbitamente y quebrarse&#8230;</p>
<p><strong>Nunca perseguí la gloria</strong>.</p>
<p>Caminante, son tus huellas<br />
el camino y nada más;<br />
<strong> caminante, no hay camino,<br />
se hace camino al andar</strong>.</p>
<p>Al andar se hace camino<br />
y al volver la vista atrás<br />
se ve la senda que nunca<br />
se ha de volver a pisar.</p>
<p>Caminante no hay camino<br />
sino estelas en la mar&#8230;</p>
<p>Hace algún tiempo en ese lugar<br />
donde hoy los bosques se visten de espinos<br />
se oyó la voz de un poeta gritar<br />
<strong> &#8220;Caminante no hay camino,<br />
se hace camino al andar&#8230;&#8221;</strong></p>
<p>Golpe a golpe, verso a verso&#8230;</p>
<p>Murió el poeta lejos del hogar.<br />
Le cubre el polvo de un país vecino.<br />
Al alejarse le vieron llorar.<br />
&#8220;Caminante no hay camino,<br />
se hace camino al andar&#8230;&#8221;</p>
<p>Golpe a golpe, verso a verso&#8230;</p>
<p>Cuando el jilguero no puede cantar.<br />
<strong> Cuando el poeta es un peregrino,<br />
cuando de nada nos sirve rezar.</strong><br />
&#8220;Caminante no hay camino,<br />
se hace camino al andar&#8230;&#8221;</p>
<p><strong>Golpe a golpe, verso a verso.</strong></p></blockquote>
<p style="text-align: right;">Antonio Machado</p>
]]></content:encoded>
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		<title>tinha uma Flor no meio do caminho</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 03:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
 

 
Eu nunca gostei de flores. Embora sempre as achasse aparentemente bonitas, elas não me impressionavam, não me chamavam a atenção. Minha mãe, que tem um lado pintora, ficava abismada toda vez que começava uma tela &#8211; ela sim adorava flores! &#8211; e eu não dava opinião, simplesmente porque não achava graça. 
 
Daí que um dia, caminhando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1290" title="1213808871167_f" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/10/1213808871167_f.jpg" alt="" width="500" height="329" /></p>
<p> </p>
<p><strong>Eu nunca gostei de flores.</strong> Embora sempre as achasse aparentemente bonitas, elas não me impressionavam, não me chamavam a atenção. Minha mãe, que tem um lado pintora, ficava abismada toda vez que começava uma tela &#8211; ela sim adorava flores! &#8211; e eu não dava opinião, <strong>simplesmente</strong> porque<strong> não achava graça. </strong></p>
<p> </p>
<p>Daí que um dia, caminhando pela vida sem prestar muita atenção em nada, <strong>eu encontrei uma Flor. </strong></p>
<p>(Não que devesse haver algo de especial nisso, não. <strong>Era mesmo pra ser só mais uma flor no meio do caminho.</strong> Mas não. Essa era especial. Me chamava atenção. Não me deixava ir, mesmo sem querer que eu ficasse.)</p>
<p>E havia entre nós barreiras. Não poucas. <strong>Barreiras estranhas e invisíveis</strong> &#8211; o tempo, por exemplo. Por algum motivo, aquela flor e eu vivíamos em estações diferentes. Eu no inverno, ela no verão. <br />
Mas sempre tive esperança de que um dia coincidissem nossas primaveras.</p>
<p> <br />
Então, sem poder tocar a Flor ou levá-la para minha casa, com medo de ferí-la, eu passava por ali todos os dias. O que era um caminho aleatório tornou-se obsessão. O que era apenas uma Florzinha tornou-se paixão.<br />
 </p>
<p>E eu decidi que poderia esperar. Não me cansava dela. <strong>Daquele pedacinho branco do mundo que acendia em mim mais amor até do que paz.  </strong></p>
<p>Decidi que estaria ali, mesmo que a Flor nem soubesse da minha existência. Falhei, é fato. Estive durante tanto tempo cercando a pobrezinha que ela me notou, num dia qualquer, por culpa de um pequeno <strong>Erro: </strong>quase sufoquei-a de tanto olhar, mais perto, mais perto, mais perto&#8230;</p>
<p> <br />
E quando pra mim fazia sol, para ela chovia. <strong>Quando para mim eram cinzas, pra ela era carnaval. </strong>Cansada de tentar com o Universo uma maneira, um acordo, um modo de estar com a Flor por completo, sem medo de tocá-la, cheirá-la, dedicar minha vida a regar e dar carinho a ela, simplesmente sentei a seu lado e fiquei. Sentei pra esperar. </p>
<p> </p>
<p><strong>E ainda estou aqui.</strong> Acredito que, um dia, quando eu acordar de um desses inevitáveis cochilos que dou ao observá-la, linda, dormindo, será a nossa primavera. E não haverá barreiras, nem distância, nem medo ou empecilhos. Vou poder pegá-la nas mãos com carinho e, sem arrancar-lhe as pétalas, contar uma por uma, &#8220;bem-me-quer, mal-me-quer, &#8230;&#8221;</p>
<p>Parece que essa Flor mexeu em algo dentro de mim que há muito estava adormecido.<br />
 </p>
<p>Pra falar a verdade, eu ainda não gosto tanto de flores. Mas a visão delas, seu perfume, sua delicadeza, tudo isso me lembra  a minha Flor. A Flor que nem minha é, mas que um dia tomou-me para si. É, sou mais dela que de qualquer um.</p>
<p> </p>
<p>E só isso é o suficiente para que eu veja nas flores, hoje, uma beleza incomum.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre personalidade</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 03:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(ou FALTA DE)
Você acha que conheceu as pessoas mais importantes da sua vida, divide sua história com elas, vocês têm vários momentos felizes juntos, e, de repente, quando você já é quase capaz de jurar que o sentimento é verdadeiro e pra sempre, descobre que sempre tem aquela pessoa que simplesmente não dá a mínima: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(ou <strong>FALTA DE</strong>)</p>
<p>Você acha que conheceu as pessoas mais importantes da sua vida, divide sua história com elas, vocês têm vários momentos felizes juntos, e, de repente, quando você já é quase capaz de jurar que o sentimento é verdadeiro e pra sempre, descobre que sempre tem aquela pessoa que simplesmente não dá a mínima: Acha que os outros lhe devem mendicância de atenção, se importa apenas em ser admirada pelos outros, não faz muita questão da sua amizade e age completamente ao contrário de tudo que já disse pensar apenas pra poder ser aceita num grupo. Falta de personalidade, na minha concepção, é falta de caráter. É, esse tipo de pessoa junta em mim ódio, pena, desgosto e nojo.</p>
<p>Pior que sentir tudo isso, só sentindo por alguém que você ama. Tá foda.</p>
<p>E esse é o tipo de coisa que uma cartinha jogando em mim toda a responsabilidade pela distância ou pelas falhas  não vai resolver.</p>
<p>Como o mundo é bizarro&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Diálogo da madrugada</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 21:40:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Você é um barato&#8230;
- Sou?
- Sim&#8230; A identidade secreta de Ariane&#8230; Bom nome pra livro, hein?
- (Risos) O Fantástico Mundo de Ariane, seria o livro. Um mundo nada fantástico, a não ser pelo fato de que é só meu e que, embora todos possam ver, ninguém é capaz de compreender por completo &#8211; porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>- Você é um barato&#8230;<br />
- Sou?<br />
- Sim&#8230; <em>A identidade secreta de Ariane</em>&#8230; Bom nome pra livro, hein?<br />
- (Risos) <em>O Fantástico Mundo de Ariane</em>, seria o livro. Um mundo nada fantástico, a não ser pelo fato de que é só meu e que, embora todos possam ver, ninguém é capaz de compreender por completo &#8211; porque só eu sei o que há dentro de mim (ok, às vezes nem eu!).<br />
- Sim&#8230; Seria um bom livro&#8230; Eu iria ler, sem dúvidas.<br />
- Seria um livro difícil de ler. Sem um final plausível.<br />
- Não creio. Você se despedaça&#8230; Não entendo o porquê disto.<br />
- As coisas ficam mais simples quando fragmentadas. De entender. De enxergar mais de perto.<br />
- Mas eu acho que às vezes você pega pesado&#8230; E parece não querer enxergar o que de fato é&#8230; Talvez, acreditando no dia em que não mais existirá, aqui&#8230; E não terá que olhar para as pessoas que te conhecem&#8230; Como forma de fuga&#8230; desespero&#8230; Ou mero complexo consigo mesma&#8230;<br />
- &#8230;<br />
- Me perdoe se falei o que eu achooo&#8230;<br />
- Você sempre deve falar o que acha&#8230; Eu sempre falo.<br />
- Eu também&#8230; (pausa) Quero fugir daqui&#8230;</p></blockquote>
<p>14 minutos que mexeram com toda a minha percepção pessoal&#8230; (E que têm tudo a ver com essas minhas mudanças atuais. Ou não).</p>
<p> </p>
<p>E veja só; eu não sou a única pessoa querendo fugir. ;~</p>
<p> </p>
<p>Tem gente que faz um bem danado estando na nossa vida. Mesmo sem nem ver&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Luíza</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 04:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Por ela é que eu faço bonito
Por ela é que eu faço o palhaço
Por ela é que saio do tom
E me esqueço no tempo e no espaço
Quase levito
Faço sonhos de crepon
E quando ela está nos meus braços
As tristezas parecem banais
O meu coração aos pedaços
Se remenda prum número a mais
 Por ela é que o show [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p> <font size=1px><em>Por ela é que eu faço bonito<br />
Por ela é que eu faço o palhaço<br />
Por ela é que saio do tom<br />
E me esqueço no tempo e no espaço<br />
Quase levito<br />
Faço sonhos de crepon</em></p>
<p><em>E quando ela está nos meus braços<br />
As tristezas parecem banais<br />
O meu coração aos pedaços<br />
Se remenda prum número a mais</em></p>
<p><em> </em><em>Por ela é que o show continua<br />
Eu faço careta e trapaça<br />
É pra ela que faço cartaz<br />
É por ela que espanto de casa<br />
As sombras da rua<br />
Faço a lua<br />
Faço a brisa<br />
Pra Luisa dormir em paz</em></font></p>
<div style="text-align: right;"><em>Chico Buarque e Francis Hime</em></div>
<p> </p></blockquote>
<p align=justified>
Nós três jogados no confortável sofá por onde pairava a fumaça dos não sei quantos cigarros espalhados pelo mezanino. Eu, bêbada das circunstâncias, tentava me desviar ao máximo das doses de vodca, tequila, cerveja e wisky alheias – embora elas viessem de todas as direções – enquanto comentávamos insistentemente sobre cada detalhe que passava por nossos olhos. “Um pouco mais de gelo?” Acho que eu não estava lá, só meu corpo. Na verdade, na maior parte do tempo, faço questão de transportar espaço/companhias para o meu mundo. No meu mundo aquilo tudo era diferente. O lugar podia até ser o mesmo, mas não havia aquela música que eles chamavam ambiente. No meu mundo, <em>ele</em> não seria tão <span>desinteressado</span>, nem eu desinteressante. No entanto, estávamos ali: pessoas desconhecidas, a melhor amiga, <strong>o impossível</strong> <em>affair</em> e eu, estado total de deprimência, fugindo completamente da rotina e do <em>script</em>, assustando todo e qualquer ser acostumado a me ver sempre fechada e certinha no meu canto. “Eu pego uma coca-cola pra você”.</p>
<p>Depois de um tempo distribuindo <span>sorrisos amarelos </span>e alguns “o pessoal não vem?”, não sei ao certo em que ponto da noite, Hugo resolveu aparecer. Sorria, trazia (ainda mais) cigarros, perguntava se estávamos ali há muito tempo, se tínhamos idéia de onde estavam os meninos, se isso, se aquilo, pura função fática e tentativa de enquadramento no ambiente. Chamou-me para dar uma volta, fomos ao andar de baixo buscar um drinque. Momento de jogar conversa fora. “Ah, eu tenho certeza que ele já ficou com ela&#8230; Eles combinam, não é legal?”. <em><span>Não</span>, não é</em>, <strong><span>ele é meu</span></strong>. Não respondi, mas deu vontade. Na verdade, às vezes eu até consigo não falar o que penso – embora na maior parte delas eu me dedique a falar e fazer tudo o que me dá vontade. E a vontade agora era ser engolida por toda a fumaça do mundo. Mas foi por pouco tempo – logo que subimos, chegaram os outros.</p>
<p>Agora estávamos completos, não chegaria mais ninguém. Éramos então nove – André, Bruno e seu amigo, Fernando, Henry, Hugo, Ricardo, Tory e eu. Basicamente, o canto esquerdo do fundão do JoC. E aí, já defumada e mais alta que o normal com a alegria alheia, presenciei tequilas num gole só, mendicância de cigarros, piadas infames, xavecos insólitos, desabafos, intimidades desgastantes.<br />
“Ai, você precisa ter menos pudor”. O vestido subindo e descendo de acordo com as mãos que o tocavam. Alguns rasgos na meia arrastão. Henry indo embora por culpa da maldita lei seca. A dona da festa sorrindo pra todos, num equilíbrio entre a falta de sobriedade e a alegria sincera de ver que a festa não havia miado. “Você ficou linda de franjinha, estou apaixonado” e outras pérolas. A vergonha alheia veio antes da vergonha pessoal, ainda bem. E, dentre mortos e feridos, salvaram-se todos.<br />
<em>Ele </em>foi embora com outra. Eu, para variar, fui assediada por um idiota. Ficamos em seis &#8211; fechamos um táxi por R$25 a rodada até Sumaré. Bruno dormindo no meu colo, Tory entre o meu e o do Ladeira, Capiau rindo horrores em seu canto, o idiota na frente com o Taxista. “Não sei, você me quer com ou sem pênis?” e “Ninguém aqui gosta de você” – porque a vida é uma escola e eu, embora bem tosca, também tenho meus aluninhos – foram as aspas que fecharam a noite pública com chave de ouro. Ah! E como me orgulho delas&#8230;</p>
<p>Nós duas deitadas lado a lado na cama, cansadas e (in)conformadas. Madrugada daquelas que qualquer um gostaria de ter todos os dias: momento de ouvir e ser ouvida, não importa qual a pauta. E aí, nem preciso dizer, a pauta foi totalmente previsível. A noite, as aspas, a vergonha alheia, os corações, os malditos homens, as vontades, os erros, os acertos, as dúvidas. Coisa de mulherzinha, com direito a conselhos e planos.Com direito a balanço físico e emocional. Mensagem de texto ctrl+C e ctrl+V fazendo vibrar o celular das duas. Resposta coletiva. (Não sabíamos se era pra rir ou pra chorar.) De repente, de um segundo pro outro, simplesmente nos cobrimos, apagamos a luz, e começamos a (tentar) dormir.</p>
<p><strong>Maldita esperança acumulada, maldita proximidade venenosa, maldito sorriso lindo que ele tem.</strong> Sonhei a noite toda com o que podia ter sido e não foi (e ficadicaprasempre: nunca vai ser), acordei repetidas vezes pronta a escrever um manual de &#8220;como se deixar iludir repetidas vezes por alguém que nem olha pra você&#8221;, mas não tinha papel e meu notebook estava em casa; portanto perdi a obra da minha vida. (Ok, exagerei). Entre resmungos, roncos alheios, deprimências e passarinhos, dormimos até que o telefone – lá pelas 14h do sábado – nos fez pular da cama.</p>
<p>&#8220;Janta&#8221; no café da manhã. Sem ressaca, o que é pior. &#8220;Mora Na Filosofia&#8221;. A dedicatória mais linda que eu já vi. &#8220;Um Copo de Cólera&#8221;. Amy Winehouse. Ressaca moral tardia por, talvez, excesso de sobriedade. Dores de cabeça, &#8220;I Will Survive&#8221;. Alguém por favor me ensina a voltar no tempo? Planos, Personare, dúvidas.</p>
<p>(E agora eu estou aqui. Chove lá fora. O relógio marcando 00h53. Podia estar dormindo, mas sabia que não conseguiria enquanto não me aproveitasse do silêncio pra dizer o quanto gostei desse fim de semana em algum lugar. A cada dia eu tenho mais certeza de que tenho pessoas especiais ao meu redor. E de que só atraio losers e afins. Acho que não cansei de sonhar ou me iludir, não. Não tem doído como doía antes, não sou mais criança. Cada dia sei melhor em que terreno estou pisando ou a quem devo ou não ouvir. E o melhor disso tudo é que, não importa como nem quando, eu fiz amigos de verdade. Pessoas sem as quais eu já não me vejo. E eu não me canso de ouvir Vinícius de Moraes sussurrando em meu ouvido: “Que não seja imortal – posto que é chama; mas que seja infinito enquanto dure”. Ah, como sou piegas! E quem liga?)</p>
<p>Entoe o mantra: Ela vai se livrar dos ordinários&#8230;<br />
(Bora lá, galere! Entoem e mentalizem minha face, pra ver se ajuda&#8230;)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Previsível</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 01:15:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Ninguém é mais sentimento que você&#8221;.
Tory

Sonhar a noite toda com ele, escrever um manual de como se deixar iludir, ouvir Amy Winehouse compulsivamente, ganhar livro da melhor amiga e passar o sábado à noite sozinha em casa: deprê total.
Mas meu, quem é mais sentimental que eu?
 



MOMENTO DE PROJEÇÃO DA VONTADE
Marte na casa 1


DE: 04/10 , 7h14
ATÉ: 17/11 , [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Ninguém é mais sentimento que você&#8221;.</p>
<p style="text-align: right;">Tory</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">Sonhar a noite toda com ele, escrever um manual de como se deixar iludir, ouvir Amy Winehouse compulsivamente, ganhar livro da melhor amiga e passar o sábado à noite sozinha em casa: deprê total.</p>
<p>Mas meu, quem é mais sentimental que eu?</p>
<p> </p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/BxujZ65f02E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/BxujZ65f02E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<blockquote>
<div class="transit_name">
<h4>MOMENTO DE PROJEÇÃO DA VONTADE</h4>
<p class="content">Marte na casa 1</p>
</div>
<div class="transit_period fL">
<p><span class="highlight nobold">DE:</span> 04/10 <img class="stamp_tag" src="http://novo.personare.com.br/img/pt_BR/st_tag_today.gif" alt="Hoje" />, 7h14<br />
<span class="highlight nobold">ATÉ:</span> 17/11 , 20h39</div>
<div id="main_transit">
<p class="content">Nestes próximos dias, que vão de 04/10 <img class="stamp_tag" src="http://novo.personare.com.br/img/pt_BR/st_tag_today.gif" alt="Hoje" /> e 17/11, Ariane, o planeta Marte estará passando pelo seu signo ascendente, marcando o seu setor da identidade. Este é um momento muito especial, que só acontece de dois em dois anos. Uma vez que a primeira casa é a mais importante casa astrológica de um tema astral, consequentemente Marte será o mais importante planeta em sua vida por alguns dias. Ele lhe concede vitalidade alta e, por fim, você sentirá uma grande necessidade de vencer e de se tornar alguém de destaque em seu campo de atuação.</p>
<p class="content">Neste período, é bastante provável que você venha a se sentir com muito mais energia, com uma disposição especial para batalhar pelos seus projetos pessoais. Lhe parecerá, Ariane, que as coisas estão mais fáceis de serem resolvidas, mas a verdade é que você está num momento em que sua disposição pessoal para lutas está amplificada.</p>
<p class="content">As pessoas poderão sentir em você uma agressividade maior, mas esta qualidade agressiva não é, por si só, boa ou ruim. Tudo depende da forma como você a vive.</p>
<p class="content">A palavra &#8220;Marte&#8221; vem do latim, e significa <strong>&#8220;crescer, tornar-se grande&#8221;</strong>. E esta é a idéia para este ciclo, Ariane: é o momento de lutar por seu lugar ao Sol, o momento de fazer valer sua vontade afirmativa, nem que para isso você precise brigar um pouco mais.</p>
<p class="content">É recomendável que você busque direcionar esta qualidade agressiva de uma maneira objetiva, caso contrário você pode simplesmente usá-la de maneira inadequada, explodindo em raivas ou cometendo atos impulsivos, precipitados. Em geral, recomendo a pessoas que, como você, passam pelo momento de energização marciana, que procurem praticar alguma atividade física neste período, a fim de descarregar o excesso de energia. É um momento bom para o exercício do sexo, conveniente para aproveitar esta &#8220;disposição a mais&#8221;. Ainda que você não tenha uma parceria sexual, a qualidade energética de Marte é positiva para caso você queira &#8220;caçar&#8221; pessoas de fora do seu círculo social. Afinal de contas, a energia conquistadora de Marte na Casa 1 não se limita apenas a propósitos materiais. Ela pode ser utilizada para propósitos amorosos, também!</p>
<p class="content">Neste ciclo, você perceberá que estará conquistando as coisas com maior facilidade. Mas fique atento, Ariane: este é um momento altamente individualista, e o preço a pagar é que isto pode perturbar um pouco as suas relações afetivas. Não é um momento em que você está com muita disposição para fazer concessões em nenhum de seus relacionamentos, e é possível que nesta fase algumas pessoas lhe acusem de egoísmo. No final das contas, Ariane, é tudo uma questão de proporção: se você souber aproveitar esta &#8220;energia a mais&#8221; de uma forma consciente e direcionada, canalizando sua agressividade para onde deve, com finalidades úteis e propósitos definidos, tende a ser um excelente período. A idéia deste ciclo de Marte é a da <strong>aceleração da vontade pessoal</strong>.</p>
<p class="content"><strong>SÍNTESE DO MOMENTO:</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p class="content"><strong>Cores recomendadas para o período:</strong> vermelho e negro, as cores de Marte que estimularão mais ainda a sua vontade pessoal numa direção afirmativa.</p>
<p class="content"><strong>Vida afetiva:</strong> este é um momento de muito individualismo, Ariane! Favorece muito o sexo e as novas conquistas, mas cuidado com uma tendência de ficar vendo demais o próprio lado nesta fase.</p>
<p class="content"><strong>Vida profissional:</strong> excelente momento para lutar por objetivos bem definidos e alcançar resultados concretos para seus esforços.</p>
<p class="content"><strong>Saúde:</strong> cuidado com febres e com uma pequena tendência a acidentes por conta de atos impulsivos e apressados.</p>
<p class="content"><strong>Vida espiritual:</strong> este é um dos momentos mais &#8220;pé no chão&#8221; do seu ano, Ariane. Mas convém não perder o prumo da sua espiritualidade, lembre-se que é importante um tempo para meditar e refletir, caso contrário o mundo, com seus problemas e questões práticas, nos engole!</p>
</div>
</blockquote>
<p class="content"> </p>
<p class="content">Personare, Personare&#8230; Uh.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>No cigarettes for today</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 03:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Acho que vocês estão brincando com fogo, por deixar tudo para a última hora.&#8221;
COSTA, Carlos. Via e-mail.

Pois é, talvez sim. Ou talvez eu tenha mais alguma coisa na minha vida além das aulas de História da Comunicação. Seja como for, a merda já está feita.


No coffee or cigarettes for today. I realized today reality seems [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Acho que vocês estão brincando com fogo, por deixar tudo para a última hora.&#8221;</p>
<p style="text-align: right;">COSTA, Carlos. Via e-mail.</p>
</blockquote>
<p>Pois é, talvez sim. Ou talvez eu tenha mais alguma coisa na minha vida além das aulas de História da Comunicação. Seja como for, a merda já está feita.<br />
<center><br />
<img src="http://i290.photobucket.com/albums/ll268/lovemaltine/coffeecigarettesnoFlickrCompartilha.jpg" border="0" alt="" /><br />
<em>No coffee or cigarettes for today. I realized today reality seems to be actually much more cruel when i&#8217;m sober.</p>
<p></center></em>Enquanto isso, no lustre do castelo: &#8220;Amor, que tal um rodízio hoje?&#8221;</p>
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		<title>Toca, Raul!</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 08:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[05:24AM. Casa da Tory. Quarto da Tory. Cama da Tory. Notebook&#8230; da Tory.
Ao meu lado dormem Tory, Clara, Leonardo. Uns roncam, outros apenas respiram sossego depois de um dia divertido e certamente agitado. Eu nãoconsigo dormir. Desligar da agitação. Tem certas coisas que não mudam nunca. Pelo menos tenho me sentido à vontade com pessoas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>05:24AM. Casa da Tory. Quarto da Tory. Cama da Tory. Notebook&#8230; da Tory.</p>
<p>Ao meu lado dormem Tory, Clara, Leonardo. Uns roncam, outros apenas respiram sossego depois de um dia divertido e certamente agitado. Eu nãoconsigo dormir. Desligar da agitação. Tem certas coisas que não mudam nunca. Pelo menos tenho me sentido à vontade com pessoas. Já é bem melhor.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://spe.fotologs.net/photo/14/8/16/dramatic_sins/1221981800176_f.jpg" alt="" width="499" height="667" /></p>
<p>Tendência deveras desagradável a ficar ouvindo barulhos à noite. Os passarinhos lá fora, os roncos aqui, a barriga do Léo (que parece não ter recebido muito bem a pizza), o tic-tac do relógio, a porta em seus murmúrios de dilatação, o irritante e inseparável barulho do teclado.</p>
<p><strong>Insight</strong>: <em>Essa é a semana do créu e eu tô acordada de madrugada na casa de uma amiga. Não bom, NOT! #momentodeligarofodase</em></p>
<p>E a fase agora é &#8230; &#8220;<span style="text-decoration: line-through;">canceriano</span> casperiana sem lar&#8221;.</p>
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		<title>Amélie Poulain Mode de Vie</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 04:15:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já que eu vivo de sonhos, me deixa &#8211; só hoje &#8211; viver repetidas vezes um final feliz?

O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar
Raul Seixas
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Já que eu vivo de sonhos, me deixa &#8211; só hoje &#8211; viver repetidas vezes um final feliz?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="5697940_b5c3cadc8e" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/09/5697940_b5c3cadc8e-300x162.jpg" alt="" width="401" height="215" /></p>
<blockquote><p><span>O amor só dura em liberdade<br />
O ciúme é só vaidade<br />
Sofro mas eu vou te libertar<br />
O que é que eu quero se eu te privo<br />
Do que eu mais venero<br />
Que é a beleza de deitar</span></p></blockquote>
<li><em>Raul Seixas</em></li>
]]></content:encoded>
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		<title>dos parênteses</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 06:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando alguém começa a descobrir detalhes de sua vida pessoal no msn às três da madrugada, tudo fica, no mínimo, constrangedor. Parece que não dá pra falar nada se não for nas entrelinhas.
Bruno says:
(temos muito a conversar)
Ariane Freitas . says:
(sim, talvez sim. eu sou eu mesma o tempo todo, e mesmo assim sou diferente daquilo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando alguém começa a descobrir detalhes de sua vida pessoal no msn às três da madrugada, tudo fica, no mínimo, constrangedor. Parece que não dá pra falar nada se não for nas entrelinhas.</p>
<blockquote><p>Bruno says:<br />
(temos muito a conversar)<br />
Ariane Freitas . says:<br />
(sim, talvez sim. eu sou eu mesma o tempo todo, e mesmo assim sou diferente daquilo que aparento)<br />
Bruno says:<br />
(você é exatamente aquilo que parece ser. quem vê errado só está tentando enxergar além e fingir que entendeu algo sem parar pra pensar de verdade)</p></blockquote>
<p>Eu ainda não entendi, talvez nunca entenda. Desde pequena, sempre fui fissurada por gramática, sempre presa a detalhes que nem minha mãe, professora de Língua Portuguesa, notava. E os parênteses sempre foram um mistério pra mim. Trazem informações internas, externas, observações relevantes ou não. Mas, de uma froma ou de outra, eles sempre fazem tanto sentido&#8230; Pelo menos do meu ponto de vista.</p>
<p>(Mas quem sou eu pra ter esse tipo de ponto de vista?)</p>
<p>Infelizmente, a inteligência extrema da infância deu lugar a uma sobrecarga inigualável. Hoje em dia, cometo erros grotescos e mal sou capaz de perceber. A rotina Cásper &#8211; USP é bem mais pesada do que parece, mesmo para alguém que não a leva tão a sério. Eu mudei, não vejo mais muitas coisas como via antes. Mas os parênteses estão ali, sempre. Parênteses, travessões, vírgulas, aspas&#8230; Sempre me deixando a impressão de que carregam muito, muito, muito do sentido. E mais &#8211; de que, do <em>tudo</em> que eles trazem, eu não sei quase <em>nada</em>&#8230;</p>
<p>Foco nos parênteses. Às vezes neles é que moram as respostas.</p>
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		<title>Cafeína alternativa</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 06:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[(Coisas que só um microblog proporciona)]]></category>

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		<description><![CDATA[Já faz algum tempo que não durmo. É. São trabalhos e mais trabalhos ocupando minha mente. Quando as preocupações não me causam insônia, é porque estou acordada fazendo trabalhos. Enfim, minha vida sai-às-cinco-chega-meia-noite-deita-às-três-sai-às-cinco- (&#8230;) não está sendo legal. Pareço um zumbi, não rendo, não ando muito feliz por mil e um motivos que qualquer um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz algum tempo que não durmo. É. São trabalhos e mais trabalhos ocupando minha mente. Quando as preocupações não me causam insônia, é porque estou acordada fazendo trabalhos. Enfim, minha vida sai-às-cinco-chega-meia-noite-deita-às-três-sai-às-cinco- (&#8230;) não está sendo legal. Pareço um zumbi, não rendo, não ando muito feliz por mil e um motivos que qualquer um que lê esse blog já pescou de alguma maneira, embora eu nunca seja muito clara. Enfim, estou bem downzinha. E não consigo dormir. É café, chocolate, coca-cola, red bull, enfim. Os cânceres andei deixando de lado. Mas há outros vícios que não deixo. Roer unhas, música, música, música. Madrugadas à base de Blip.Fm, Last.Fm, Twitter e poesia. É um tal de ler feeds, comentar, postar em tudo que é possível, observar. Nada saudável. Nada. Continuo a mesma dramática piegas de sempre, e, infelizmente ainda me importo bastante com a reação dos outros quanto a isso. Não canso de ter a sensação de que estou atrapalhando, cansando, chateando. Mesmo quando eu lembro que só lê o blog quem quer, só lê meu twitter quem me segue (e segue porque quer!), só me ouve quem pergunta.</p>
<blockquote><p><span style="font-size: small;">Começo a conhecer-me. Não existo.</span> <span style="font-size: small;"> </span></p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><strong>Começo a conhecer-me. Não existo.</strong><br />
<strong>Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram, </strong><br />
<strong>ou metade desse intervalo, porque também há vida &#8230;</strong><br />
<strong>Sou isso, enfim &#8230; </strong><br />
<strong>Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.</strong><br />
<strong>Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo. </strong><br />
<strong>É um universo barato.</strong></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;">Álvaro de Campos</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</blockquote>
<p>E continuo aqui. Esperando respostas. Emails. Replies. Recomendações. Torpedos. Janelinhas piscando. Continuo aqui, na minha cafeína alternativa, no meu remédio das madrugadas, na minha fuga desse mundo cruel e doido a que chamamos &#8216;realidade&#8217;. Agora me diz: vale a pena? Vale a pena me preocupar com o real se outras pessoas têm a mesma função e não se preocupam? Vale a pena ir ao mesmo lugar todos os dias e não ver mudança nenhuma? Esses pensamentos me incomodam, acreditem. Eles parecem querer me fazer largar tudo. E eu não posso. Ou não quero, não sei. Eu só sei que não consigo dormir. E por hoje, pra mim, é o suficiente. Saber que minha cafeína não acaba, embora as pestanas estejam já pesando. Sabendo que a angústia vêm rapidinho, basta olhar pro lado e ver o número de tarefas se acumulando.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3019/2583773196_f156840e63.jpg?v=0" alt="Eu sei, eu falo com saquinhos plásticos. Eles são bem mais sensíveis que seres humanos, ok?" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Eu sei, eu falo com saquinhos plásticos. Eles são bem mais sensíveis que seres humanos, ok?</p></div>
<p>Às vezes eu sinto falta do semestre passado. Pior que fosse, tínhamos uns aos outros. Não tinha rolado ainda toda uma coisa que me chateou muito e fez com que o grupo se dissolvesse (e &#8211; pelo menos na minha concepção &#8211; tenha se tornado insuportável conviver com todos e nenhum ao mesmo tempo). Saudades do padabar, de dividir a conta com poucos porque alguns nunca tinham dinheiro (e também nunca avisavam não ter!), de comprar e compartilhar cânceres como se fosse proibido e escondido, como criança. Saudades de sentar numa mesa com pessoas em que confio, falar besteira, rir à toa, chorar também &#8211; por que não?, e simplesmente estar lá, vendo o sorriso dos outros. Quanto sentimento se constrói e se destrói em tão pouco tempo&#8230; (E como eu odeio, odeio, odeio quando algumas coisas acontecem!) Certas atitudes não só magoam como deixam feridas expostas. Mas não quero entrar em detalhes, só queria dividir com alguém (alguém TEM que ler isso) um dos motivos da minha falta de sono.</p>
<p>E eu juro, juro mesmo, que tento ser feliz. No meu mundo, no Fantástico Mundo de Ariane, na minha vidinha sem sal.</p>
<p><strong>É um universo barato.</strong></p>
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