Top Ten

Daí eu percebi que os acontecimentos em pauta nos últimos dias podem ser resumidos em 10 tópicos e alguns posts. Em pauta na minha vida, claro. Podem não ser relevantes pra mais ninguém. Mas são meu “Top Ten Bobagens da Semana”. haha.

Vamos lá:

1. Apareci no Revolução Nerd Especial Campus Party.
Tá lá, em alguma parte lá pelo 4º minuto do vídeo. O legal é que eles cortaram o que eu falei sobre o Vitroleiros e mostraram o meu super mau humor divulgando o Lovemaltine. hahaha. Sensacional.

2. Calypso foi indicada ao prêmio Nobel da Paz (?).
Acho que nem vendo pra crer. Anyways, o link está aí, caso duvidem.

3. B-52’s confirmou os shows no Brasil em Abril !
MORRI DEZ VEZES, beijomeliguem.

4. A Oi lançou a campanha Liberdade Total.
(E me fez ir parar no Mundo do Absurdo. Depois, colocou fotos horrendas minhas no flickr oficial)

5. Renato ganhou o Concurso Cultural Gilberto Gil Youtubeokê!!
MERECIDÍSSIMO, por sinal, porque eu achei a versão mais criativa. E ajudei a divulgar, ok? Então eu sinto um orgulhinho grande como se tivesse sido eu quem ganhou! *_*

6. Rafael descobriu Como Ser Um Popstar No Twitter.
E dá a fórmula pra quem quiser arriscar, hahaha.

7. Cultivando A arte de fazer tudo errado, fecharam o Legendas.tv.

8. Descobri que não sou a única stalker do mundo.
(e que, definitivamente, o feed do ‘don’t touch my moleskine‘ é o que mais alegra meus dias)

9. Postei sobre Cazuza mais do que qualquer coisa.
(Como se houvesse limites pra ler ou falar dele! hunf!)

10. Contei da minha Paixão-Lámen no blog.
(E, exatamente no mesmo dia, a tal paixão lámen apareceu no Widget de Visitantes Recentes que tem ali embaixo,  na sidebar. Porque Murphy impera, é ÓBVIO.)

And so it is. Vou ver se arrumo o que tenho que arrumar e depois volto com um post útil.
Útil não, eu nunca faço posts úteis. Anyway, daqui a pouco posto de novo. Beijos, me liguem.

Meus 12 anos

Amanhã tem a festa da Tainá. Fotografar adolescentes que ficam me passando as cantadas mais miadas do mundo. Aos 12 anos, eles acham que podem dar em cima de você. Eles acham que podem dar em cima de todo mundo. É simples. Precisam de mais. Sempre mais. Estão se descobrindo. Precisam de números. E o mais engraçado é que, na maioria das vezes, seus números são imaginários.

Engraçado. Não sei se por ter me apaixonado aos 11 anos e ter carregado essa paixão até metade dos 18, eu nunca fui assim. Quer dizer, nunca me preocupei com números. Eu tinha medo deles. Dos números e dos garotos. E aí as minhas amigas contavam todas as suas experiências (inclusive as – pelo menos pra mim – mais constrangedoras) e eu ficava lá, com meu jeito tímido/blasé, dizendo que só beijaria se fosse ele, e outros mimimis românticos que pretendo não reproduzir aqui. Não que eu não seja mais romântica, só não sou mais inocente como quando era adolescente.

Fui dar meu primeiro beijo aos 15 anos, de susto, cheia de idéias mirabolantes sobre uma relação. O beijo não foi com quem eu me queria, a relação só existia na minha cabeça. Vá lá… Águas passaram, anos passaram sem que eu sequer pensasse em beijar novamente. Eu descobri que beijar só quando se está loucamente apaixonada não existe. Às vezes é dar uma chance a alguém que vai criar essa paixão. As coisas mudam e hoje em dia eu dou risada de como estou diferente. No tempo certo, as vontades, prioridades e certezas mudam. A gente aprende a lidar com a timidez. De certa forma, isso me deixa feliz.

A minha mãe diz que estou vivendo meus 12 anos agora, aos dezoito. Só agora comecei a me permitir mais.

É, talvez ela tenha razão. Talvez sejam meus novos 12 anos. Com um pouquinho de maturidade a mais.

Considerações tardias

sobre e para um amigo que parece estar cada dia mais longe

 

 1. O tempo passa.

 2.A distância e a falta de tempo esfriam relações, não adianta. 

 3. A saudade dói.

 4. Ninguém é insubstituível. 

 5. O amor insiste em existir pra sempre, mesmo que apenas fazendo aparições esporádicas em crises de ciúme ou saudades exacerbadas.

 6. Onde quer que você esteja, não importa com quem – já que não é comigo, estou aqui torcendo pra que consiga o que almeja. E juro, eu quero mesmo olhar pra você e sorrir. E abraçar. Quero comemorar a sua vitória como planejamos tantas vezes… Se lembra dos nossos planos?
Pois é… Eu te amo.

Sobre personalidade

(ou FALTA DE)

Você acha que conheceu as pessoas mais importantes da sua vida, divide sua história com elas, vocês têm vários momentos felizes juntos, e, de repente, quando você já é quase capaz de jurar que o sentimento é verdadeiro e pra sempre, descobre que sempre tem aquela pessoa que simplesmente não dá a mínima: Acha que os outros lhe devem mendicância de atenção, se importa apenas em ser admirada pelos outros, não faz muita questão da sua amizade e age completamente ao contrário de tudo que já disse pensar apenas pra poder ser aceita num grupo. Falta de personalidade, na minha concepção, é falta de caráter. É, esse tipo de pessoa junta em mim ódio, pena, desgosto e nojo.

Pior que sentir tudo isso, só sentindo por alguém que você ama. Tá foda.

E esse é o tipo de coisa que uma cartinha jogando em mim toda a responsabilidade pela distância ou pelas falhas  não vai resolver.

Como o mundo é bizarro…

Luíza

 Por ela é que eu faço bonito
Por ela é que eu faço o palhaço
Por ela é que saio do tom
E me esqueço no tempo e no espaço
Quase levito
Faço sonhos de crepon

E quando ela está nos meus braços
As tristezas parecem banais
O meu coração aos pedaços
Se remenda prum número a mais

Por ela é que o show continua
Eu faço careta e trapaça
É pra ela que faço cartaz
É por ela que espanto de casa
As sombras da rua
Faço a lua
Faço a brisa
Pra Luisa dormir em paz

Chico Buarque e Francis Hime

 

Nós três jogados no confortável sofá por onde pairava a fumaça dos não sei quantos cigarros espalhados pelo mezanino. Eu, bêbada das circunstâncias, tentava me desviar ao máximo das doses de vodca, tequila, cerveja e wisky alheias – embora elas viessem de todas as direções – enquanto comentávamos insistentemente sobre cada detalhe que passava por nossos olhos. “Um pouco mais de gelo?” Acho que eu não estava lá, só meu corpo. Na verdade, na maior parte do tempo, faço questão de transportar espaço/companhias para o meu mundo. No meu mundo aquilo tudo era diferente. O lugar podia até ser o mesmo, mas não havia aquela música que eles chamavam ambiente. No meu mundo, ele não seria tão desinteressado, nem eu desinteressante. No entanto, estávamos ali: pessoas desconhecidas, a melhor amiga, o impossível affair e eu, estado total de deprimência, fugindo completamente da rotina e do script, assustando todo e qualquer ser acostumado a me ver sempre fechada e certinha no meu canto. “Eu pego uma coca-cola pra você”.

Depois de um tempo distribuindo sorrisos amarelos e alguns “o pessoal não vem?”, não sei ao certo em que ponto da noite, Hugo resolveu aparecer. Sorria, trazia (ainda mais) cigarros, perguntava se estávamos ali há muito tempo, se tínhamos idéia de onde estavam os meninos, se isso, se aquilo, pura função fática e tentativa de enquadramento no ambiente. Chamou-me para dar uma volta, fomos ao andar de baixo buscar um drinque. Momento de jogar conversa fora. “Ah, eu tenho certeza que ele já ficou com ela… Eles combinam, não é legal?”. Não, não é, ele é meu. Não respondi, mas deu vontade. Na verdade, às vezes eu até consigo não falar o que penso – embora na maior parte delas eu me dedique a falar e fazer tudo o que me dá vontade. E a vontade agora era ser engolida por toda a fumaça do mundo. Mas foi por pouco tempo – logo que subimos, chegaram os outros.

Agora estávamos completos, não chegaria mais ninguém. Éramos então nove – André, Bruno e seu amigo, Fernando, Henry, Hugo, Ricardo, Tory e eu. Basicamente, o canto esquerdo do fundão do JoC. E aí, já defumada e mais alta que o normal com a alegria alheia, presenciei tequilas num gole só, mendicância de cigarros, piadas infames, xavecos insólitos, desabafos, intimidades desgastantes.
“Ai, você precisa ter menos pudor”. O vestido subindo e descendo de acordo com as mãos que o tocavam. Alguns rasgos na meia arrastão. Henry indo embora por culpa da maldita lei seca. A dona da festa sorrindo pra todos, num equilíbrio entre a falta de sobriedade e a alegria sincera de ver que a festa não havia miado. “Você ficou linda de franjinha, estou apaixonado” e outras pérolas. A vergonha alheia veio antes da vergonha pessoal, ainda bem. E, dentre mortos e feridos, salvaram-se todos.
Ele foi embora com outra. Eu, para variar, fui assediada por um idiota. Ficamos em seis – fechamos um táxi por R$25 a rodada até Sumaré. Bruno dormindo no meu colo, Tory entre o meu e o do Ladeira, Capiau rindo horrores em seu canto, o idiota na frente com o Taxista. “Não sei, você me quer com ou sem pênis?” e “Ninguém aqui gosta de você” – porque a vida é uma escola e eu, embora bem tosca, também tenho meus aluninhos – foram as aspas que fecharam a noite pública com chave de ouro. Ah! E como me orgulho delas…

Nós duas deitadas lado a lado na cama, cansadas e (in)conformadas. Madrugada daquelas que qualquer um gostaria de ter todos os dias: momento de ouvir e ser ouvida, não importa qual a pauta. E aí, nem preciso dizer, a pauta foi totalmente previsível. A noite, as aspas, a vergonha alheia, os corações, os malditos homens, as vontades, os erros, os acertos, as dúvidas. Coisa de mulherzinha, com direito a conselhos e planos.Com direito a balanço físico e emocional. Mensagem de texto ctrl+C e ctrl+V fazendo vibrar o celular das duas. Resposta coletiva. (Não sabíamos se era pra rir ou pra chorar.) De repente, de um segundo pro outro, simplesmente nos cobrimos, apagamos a luz, e começamos a (tentar) dormir.

Maldita esperança acumulada, maldita proximidade venenosa, maldito sorriso lindo que ele tem. Sonhei a noite toda com o que podia ter sido e não foi (e ficadicaprasempre: nunca vai ser), acordei repetidas vezes pronta a escrever um manual de “como se deixar iludir repetidas vezes por alguém que nem olha pra você”, mas não tinha papel e meu notebook estava em casa; portanto perdi a obra da minha vida. (Ok, exagerei). Entre resmungos, roncos alheios, deprimências e passarinhos, dormimos até que o telefone – lá pelas 14h do sábado – nos fez pular da cama.

“Janta” no café da manhã. Sem ressaca, o que é pior. “Mora Na Filosofia”. A dedicatória mais linda que eu já vi. “Um Copo de Cólera”. Amy Winehouse. Ressaca moral tardia por, talvez, excesso de sobriedade. Dores de cabeça, “I Will Survive”. Alguém por favor me ensina a voltar no tempo? Planos, Personare, dúvidas.

(E agora eu estou aqui. Chove lá fora. O relógio marcando 00h53. Podia estar dormindo, mas sabia que não conseguiria enquanto não me aproveitasse do silêncio pra dizer o quanto gostei desse fim de semana em algum lugar. A cada dia eu tenho mais certeza de que tenho pessoas especiais ao meu redor. E de que só atraio losers e afins. Acho que não cansei de sonhar ou me iludir, não. Não tem doído como doía antes, não sou mais criança. Cada dia sei melhor em que terreno estou pisando ou a quem devo ou não ouvir. E o melhor disso tudo é que, não importa como nem quando, eu fiz amigos de verdade. Pessoas sem as quais eu já não me vejo. E eu não me canso de ouvir Vinícius de Moraes sussurrando em meu ouvido: “Que não seja imortal – posto que é chama; mas que seja infinito enquanto dure”. Ah, como sou piegas! E quem liga?)

Entoe o mantra: Ela vai se livrar dos ordinários…
(Bora lá, galere! Entoem e mentalizem minha face, pra ver se ajuda…)

No cigarettes for today

“Acho que vocês estão brincando com fogo, por deixar tudo para a última hora.”

COSTA, Carlos. Via e-mail.

Pois é, talvez sim. Ou talvez eu tenha mais alguma coisa na minha vida além das aulas de História da Comunicação. Seja como for, a merda já está feita.



No coffee or cigarettes for today. I realized today reality seems to be actually much more cruel when i’m sober.

Enquanto isso, no lustre do castelo: “Amor, que tal um rodízio hoje?”

As mais belas do Twitter

Sim, estou viva. Apesar de estar tomando bem mais que um créu por dia, merecidamente (afinal, eu BEM poderia ter estudado MAIS antes).

Enfim, hoje é #emoday e eu quero fazer minha contribuição (EU VOU FAZER, AGUARDEM!) com alguns trechos de #meupassadomecondena. Hahaha.

Pra agora, só vim contar que o fofo do @kaiserlino fez um ranking das 10 mais belas mulheres do twitter e – WOWWWW – eu estou lá! Tudo bem que faltaram muitas muitas muitas mulheres lindas e sobraram algumas, inclusive eu. Mas foi um post fofo e eu acho digno vocês darem uma olhada. 

 

Agora eu vou. Assim que terminar os trabalhos de hoje volto aqui.

 

Beijos ^^

La fabuleuse Mauvaise Version d’Amélie Poulain

Ou: A Fabulosa Versão Errada de Amelie Poulain

Mais uma vez, qualquer semelhança é mera consciência conseqüencia coincidência.

Nunca teve delicadeza nos movimentos ou palavras, mas sempre foi uma pessoa de delicadeza inexplicável por trás da grande carcaça de pedra que costumava utilizar como proteção – e que poucos conseguiam atravessar ou enxergar além de. Dezoito anos e colecionava sonhos, uma boa porção realizada, outra não menos significativa guardada e vivida intensamente todos os dias, mesmo que só em seu mundo particular.

Os sonhos que realizara foram, de certa forma, frustrantes. Idealizar demais, no fundo, é isso: um constante e eterno meio de frustração. Mas ela sabia que nada era perfeito como a fazia acreditar seu coração. E nele é que vivia as melhores coisas de sua vida: sentia abraços nunca dados, olhares trocados com alguém que nunca a olhou, mãos macias que nunca tocaram as suas, beijos românticos e mordidas em lábios que nunca tocou. (Nunca fora beijada de verdade: pelo menos nunca sentiu ter sido. Em suas poucas experiências os resultados foram decepcionantes. Não houve química, tesão, carinho, vontade. Só medo, pressão ou culpa. Incontidos. Irremediáveis).

A vida toda lutou para ver sorrisos nos rostos dos outros. Gostava de ouvir desabafos, opinar. Não tinha medo de ser cruel dizendo a verdade porque sabia que seria mais cruel escondê-la. Abria mão de desejos no decorrer de sua vida apenas para que outros pudessem usufruir deles. Aqueles que amou, mesmo que a fizessem chorar, ela sempre fez toda a questão de ver sorrindo.

Nunca serviu muito para o mundo real. Sempre foi um poço de dúvidas. Incompreensível alguém que pouco viveu entre outros humanos carregar tantos traumas.

Mas era feliz sozinha, embora tivesse certos espasmos de carência. Esperava a pessoa certa enquanto criava relações perfeitas e imaginárias com as pessoas erradas. Em seu mundo, todo dia era dia de um novo final – feliz.