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	<title>lovemaltine &#187; #Explosões</title>
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		<title>Lisbela</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 02:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De novo o sinal. De novo o &#8220;Próxima Estação: Vila Mariana&#8221;. Eu já reparei que aquele turbilhão de pensamentos que começa a me incomodar quando estou com ele resolve se organizar quando eu chego na estação Santa Cruz. É sempre a mesma coisa. Sempre a mesma vontade de entender o que não dá pra descrever. E o pior é que me divirto com isso. Às vezes eu acho engraçado, sabe? .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De novo o sinal. De novo o &#8220;Próxima Estação: Vila Mariana&#8221;. Eu já reparei que aquele turbilhão de pensamentos que começa a me incomodar quando estou com ele resolve se organizar quando eu chego na estação Santa Cruz.</p>
<p>É sempre a mesma coisa. Sempre a mesma vontade de entender o que não dá pra descrever. E o pior é que <strong>me divirto com isso</strong>.</p>
<p>Às vezes eu acho engraçado, sabe? Eu não acho normal ficar fazendo perguntas pra ele na hora em que estamos&#8230; cheios de carinho. Mas, ao mesmo tempo, eu não consigo segurar algumas. Sinto-me uma menina boba, ingênua. Às vezes sinto que estou fazendo papel de idiota. Mas não consigo não fazer. Não consigo deixar, não consigo não parar pra pensar no que tá rolando. É difícil.</p>
<p><strong>Às vezes eu me sinto uma criança</strong>. É. Eu, que na maior parte do tempo fico filosofando e criando teorias, de repente só me vejo capaz de fazer perguntas. E perguntas tolas, perguntas inocentes, infantis. Coisa que ninguém, jamais, perguntaria literalmente a alguém, sabe? E eu pergunto! Eu solto as minhas dúvidas como se as pessoas fossem obrigadas a saber respondê-las. É um impasse: ou fico calada e parece que estou sendo, sei lá, debochada, desdenhosa, ou pergunto e fico parecendo uma criança. Ultimamente tenho preferido parecer a criança. Tenho fugido de me esconder. Sempre fui assim, aliás. Não sei porque nos últimos tempos tive tanto medo de me mostrar. Talvez fosse medo de perdê-lo. Mas eu não vou perder. Eu sinto isso.</p>
<p>Sinto que na verdade nem o tenho pra mim. Na verdade eu não tenho o homem em si, tenho os momentos que passo com ele. É isso. Isso é tudo, tudo que me pertence. E isso nunca ninguém vai tirar de mim. Nunca. Ele vai, mas os momentos continuarão sendo meus.</p>
<p>&#8220;No dia em que alguém me disser o que temos, dou um troféu a ele&#8221;<br />
&#8220;Isso te tortura, né?&#8217;<br />
&#8220;Muito&#8221;<br />
(olhares, mimimis e carinhos)<br />
&#8220;Eu só me pergunto: É bom ou não? Se é bom, aí eu não ligo&#8221;<br />
&#8220;Eu não. Se é bom é que eu me preocupo. Eu sou egoísta. Se acho bom, quero prolongar o quanto puder&#8230; E nunca, nunca o que é bom dura muito pra mim&#8230;&#8221;<br />
&#8220;Aaaaaaaaaaaah, como ela é otimista&#8230; otimista, otimista.&#8221;<br />
&#8220;Eu nunca disse que era otimista.&#8221;</p>
<p>Acho que estou aprendendo a lidar com essa situação. Com essa <strong>entrega incompleta</strong>. Como se houvesse um elástico, não sei. É, um elástico preso num ponto fixo, no centro da minha vida. E quando eu vou muito longe, ele me puxa de volta ao meu lugar.</p>
<p>A <strong>minha felicidade não é ele,</strong> não pode ser ele. É sim feita dos <strong> momentos que tenho com ele</strong> &#8211; porque isso eu posso ter com outras pessoas, eventualmente. Bom, eu sei que nada dura pra sempre com ninguém. Queria parar de <strong>pensar no amanhã</strong>, sabe? Pelo menos por um segundo&#8230; Conseguir pensar só no agora, curtir só o que tá acontecendo. <strong>Queria só ser feliz</strong>, mas eu não sei. Eu não sei ser assim.  Desde pequena, o futuro sempre me fascinou muito. Eu só espero não perder meu presente pensando no que vai acontecer depois . (por ficar olhando demais pra frente.)  Ahhhh&#8230;</p>
<p>Eu devia ter mais dificuldade pra dizer &#8220;Eu te amo&#8221;. É. Por que dizer &#8220;eu te amo&#8221;? Acho que isso é uma coisa que eu posso guardar pra mim. A menos que eu goste de ficar com cara de boba, quando digo &#8220;eu te amo&#8221; e ele só sorri e destrava a porta do carro para que eu vá embora logo. Sempre há horários, compromissos, <strong>sempre há alguma coisa entre nós</strong>. E quer saber a verdade? <strong>É melhor assim</strong>. Essa é a primeira pessoa de quem eu não enjoei após um dia junto. Vai ver é isso. Vai ver é isso que me fascina nele: o fato dele saber &#8220;não estar nem aí&#8221; nas horas certas. Porque quando as pessoas realmente estão completamente na minha, a única coisa que sei fazer é olhar pra elas e dizer &#8220;Tchau, tchau, não é isso que eu quero&#8221;. Pode ser. Pode não ser. Quem liga?</p>
<p>Cara, <strong>devia ser proibido</strong> ficar viajando depois de um tempão maravilhoso com alguém que amamos, sabe? Devia ser proibido pensar! Sei lá, é engraçado. De repente eu me vejo sem conseguir completar um raciocínio, eu penso numa coisa &#8211; e ai já vem outra, e outra, e outra&#8230; e eu não consigo parar, e ao mesmo tempo eu não posso parar.É muito estranho. Mas eu não trocaria estar com ele por nada no mundo.</p>
<p>Seria piração se eu dissesse que tudo que eu queria agora era deitar a cabeça no colchão &#8211; assim, no colchão mesmo, sem travesseiro &#8211; ficar totalmente estirada e dormir? Dormir e sonhar com tudo que aconteceu, porque eu preciso que isso se refaça na minha cabeça &#8211; eu ainda não consigo acreditar. Eu não sei, <strong>eu me perdi</strong>, sabe? Num dos momentos com ele. Em alguma hora ali, eu me perdi. E eu não consigo me recompôr. Não consigo.<strong> Tudo o que eu queria era que isso passasse logo. E que não passasse nunca.</strong></p>
<blockquote><p><em>Nossa Língua Portuguesa, que eu tanto prezo, vai me perdoar dessa vez. Isso é a transcrição fiel de uma piração que tive no metrô hoje, no caminho de volta pra casa. Não estou em condições de decidir se deve permanecer aqui ou não. O fato de eu ter gravado isso em público deixa claro que não estou em estado normal. Só me dei conta agora. Então eu vou. E depois eu volto. Ou não. Sempre tem essa opção.</em></p></blockquote>
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		<title>2009</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 18:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#BodeEterno]]></category>
		<category><![CDATA[#Comofas//?]]></category>
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		<category><![CDATA[#Explosões]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns viram o ano comemorando. Outros vendo os fogos, fazendo simpatias, orando, agradecendo, pedindo. Eu, caros leitores (supondo que haja alguém para ler &#8211; assim é que são escritos todos os textos), virei o ano sentada no sofá, telefone na mão, turbilhão de pensamentos. Não quis ir até a praia ver queima de fogos nenhuma, não quis ligar o rádio ou coisa parecida. Sentei-me no sofá, sozinha na gigante casa .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3104/3155922939_7fde8a1087.jpg?v=0" alt="" width="400" height="269" /></p>
<p>Alguns viram o ano comemorando. Outros vendo os fogos, fazendo simpatias, orando, agradecendo, pedindo. Eu, caros leitores (supondo que haja alguém para ler &#8211; assim é que são escritos todos os textos), virei o ano sentada no sofá, telefone na mão, turbilhão de pensamentos.</p>
<p>Não quis ir até a praia ver queima de fogos nenhuma, não quis ligar o rádio ou coisa parecida. Sentei-me no sofá, sozinha na gigante casa de praia, olhei para o aparelhinho que ultimamente tem sido meu único meio de contato com o mundo (e com ele, sempre ele) e paralisei. Acho que gastei alguns minutos paralisada, até que o aparelho vibrou &#8211; mensagem de amigos e mais amigos, pessoas que eu realmente posso dizer que amo &#8211; fazendo com que eu voltasse ao mundo &#8220;real&#8221; (se é que o meu mundinho não pode também ser chamado assim).</p>
<p>Nas primeiras horas desse 2009, pensei em muita coisa. Em como tudo tem acontecido de maneira inesperada na minha vida, que já foi tão previsível. Não cheguei a conclusão nenhuma. Se tivesse chegado, seria às conclusões erradas. Sim, porque desde o dia primeiro muita coisa mudou.</p>
<p>Muita coisa se fez e desfez no meu coração, e eu já não me sinto tão deslumbrada quanto antes. Acho que nem deveria. De vez em quando é bom encarar que a verdade não é tão doce quanto me faz pensar meu fantástico mundo. É, o mundo não é sempre fantástico, os amores nem sempre são correspondidos, as coisas nem sempre seguem o rumo planejado. Às vezes chove exatamente no dia em que você foi à praia. Às vezes é bem no dia em que você se prepara pra fazer aquele programinha de frio que faz aquele calor desesperador. Às vezes as pessoas erram tentando acertar, às vezes quem mais queremos por perto precisa ir embora. Às vezes quem mais pensamos merecer nosso amor não é digno nem do nosso olhar. Às vezes um inimigo tem mais serventia do que um suposto amigo.</p>
<p>A vida é cheia desses &#8220;às vezes&#8221;. A vida é cheia de &#8220;e se?&#8221;s e de ironias maldosas. A vida também é cheia de alegrias, é só saber de qual ângulo olhar.</p>
<p>Agora mesmo, estou olhando de um ângulo que, embora seja cruel o suficiente para me entristecer por dias, é também o melhor que eu poderia ter escolhido. Tem coisas que estão fadadas ao fracasso. Aquelas que doeriam a qualquer instante. Nessas horas, prefiro a dor precoce. Prefiro conhecer o terreno no qual piso. E é muito, muito melhor quando descobrimos estar cavando no lugar errado antes de cansar. E eu estava. Meu tesouro não está aqui. O meu dilema é: devo preencher o que cavei até agora antes de partir em busca do lugar certo ou simplesmente abandonar o buraco vazio e ir viver minha eterna busca sem pensar na falha novamente?</p>
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		<title>Descarrego</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 05:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Madrugadas são uma merda. Primeiro a gente despeja tudo, depois é que repara na cagada que fez. O foda é quando você despeja as mágoas que tão apertando sua garganta e não vê reação nenhuma de quem as ouve. Nenhuma. Pior ainda, é quando a reação é debochada, quando só vêm elogios. Há momentos em que não quero elogios, quero respostas.   Então eu simplesmente desisto, aqui, loucamente apaixonada. Eu podia .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Madrugadas são uma merda. Primeiro a gente despeja tudo, depois é que repara na cagada que fez. O foda é quando você despeja as mágoas que tão apertando sua garganta e não vê reação nenhuma de quem as ouve. Nenhuma. Pior ainda, é quando a reação é debochada, quando só vêm elogios. Há momentos em que não quero elogios, quero respostas.</p>
<p> </p>
<p>Então eu simplesmente desisto, aqui, loucamente apaixonada.</p>
<p>Eu podia ter calado a boca, guardado tudo. Engolido. Mas eu me entreguei. Me entreguei demais.</p>
<p> </p>
<p>Caralho.</p>
<p>Como se a minha vida não fosse feita dessas punhaladas e hemorragias. Como se eu não me mantivesse pelas cicatrizes.</p>
<p> </p>
<p>E o Personare? Disse tudo.</p>
<blockquote><p><em>A Lua na sétima casa sugere que você estará <strong>emocionalmente dependente</strong> da ajuda de terceiros, que poderão facilitar as coisas para você. Ou dificultar, se você deixar que orgulhos tolos lhe impeçam de aceitar ajuda. Como o Sol e a Lua estão quase formando uma oposição, o ajuste necessário envolverá o dilema <strong>&#8220;o que eu quero e estabeleço enquanto prioridade&#8221; versus &#8220;o que o outro deseja e necessita neste momento&#8221;</strong>.</em></p></blockquote>
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		<title>Meus 12 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 02:33:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amanhã tem a festa da Tainá. Fotografar adolescentes que ficam me passando as cantadas mais miadas do mundo. Aos 12 anos, eles acham que podem dar em cima de você. Eles acham que podem dar em cima de todo mundo. É simples. Precisam de mais. Sempre mais. Estão se descobrindo. Precisam de números. E o mais engraçado é que, na maioria das vezes, seus números são imaginários. Engraçado. Não sei .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã tem a festa da Tainá. Fotografar adolescentes que ficam me passando as cantadas mais miadas do mundo. Aos 12 anos, eles acham que podem dar em cima de você. Eles acham que podem dar em cima de todo mundo. É simples. Precisam de mais. Sempre mais. Estão se descobrindo. Precisam de números. E o mais engraçado é que, na maioria das vezes, seus números são imaginários.</p>
<p>Engraçado. Não sei se por ter me apaixonado aos 11 anos e ter carregado essa paixão até metade dos 18, eu nunca fui assim. Quer dizer, nunca me preocupei com números. Eu tinha medo deles. Dos números e dos garotos. E aí as minhas amigas contavam todas as suas experiências (inclusive as &#8211; pelo menos pra mim &#8211; mais constrangedoras) e eu ficava lá, com meu jeito tímido/blasé, dizendo que só beijaria se fosse ele, e outros mimimis românticos que pretendo não reproduzir aqui. Não que eu não seja mais romântica, só não sou mais inocente como quando era adolescente.</p>
<p>Fui dar meu primeiro beijo aos 15 anos, de susto, cheia de idéias mirabolantes sobre uma relação. O beijo não foi com quem eu me queria, a relação só existia na minha cabeça. Vá lá&#8230; Águas passaram, anos passaram sem que eu sequer pensasse em beijar novamente. Eu descobri que beijar só quando se está loucamente apaixonada não existe. Às vezes é dar uma chance a alguém que vai criar essa paixão. As coisas mudam e hoje em dia eu dou risada de como estou diferente. No tempo certo, as vontades, prioridades e certezas mudam. A gente aprende a lidar com a timidez. De certa forma, isso me deixa feliz.</p>
<p>A minha mãe diz que estou vivendo meus 12 anos agora, aos dezoito. Só agora comecei a me permitir mais.</p>
<p>É, talvez ela tenha razão. Talvez sejam meus novos 12 anos. Com um pouquinho de maturidade a mais.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>quereres</title>
		<link>http://lovemaltine.com.br/quereres.html</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 14:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[eu queria amar um pouco menos você não ligar para eventuais sumiços ou conversas entrecortadas não chorar cada vez que visse um beijo na tevê eu queria amar um pouco menos você ser do tipo que não liga quando não pode ver do tipo que não associa cada música que ouve a um momento qualquer - em que basta a sua presença pra memória ligar a amor eu queria amar .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>eu queria amar um pouco menos você<br />
não ligar para eventuais sumiços ou conversas entrecortadas<br />
não chorar cada vez que visse um beijo na tevê</p>
<p>eu queria amar um pouco menos você<br />
ser do tipo que não liga quando não pode ver<br />
do tipo que não associa cada música que ouve a um momento qualquer<br />
- em que basta a sua presença pra memória ligar a amor</p>
<p>eu queria amar um pouco menos você<br />
ter facilidade pra encarar que a verdade não vai ser sempre simples assim<br />
que a verdade já não é simples<br />
e que estamos distantes até quando você me abraça</p>
<p>eu queria amar um pouco menos você<br />
apenas o suficiente pra saber que não é pra sempre<br />
e que não somos iguais<br />
nunca seremos, por mais parecidos que possamos ser.</p>
<p>eu até acho que queria amar um pouco menos você,<br />
mas eu amo assim &#8211; muito. muito mesmo.<br />
suficiente pra me arrepender dos erros que talvez nenhum de nós saibamos que existiram;<br />
pra te perdoar daquilo que me machucou sem que você soubesse sequer que fez.</p>
<p>eu te amo o suficiente pra esperar o quanto for preciso,<br />
pra sair do planeta a cada vez que sua boca toca na minha,<br />
pra dar risada todas as vezes em que me deparo com uma placa de &#8220;Proibido Estacionar&#8221;<br />
ou com alguma efeméride que guardei no coração só por ter me feito sorrir.</p>
<p>eu gosto de te amar assim, simples e intenso.<br />
não valeria a pena amar menos você.</p>
<p>não. porque aí, um dia, quando tudo acabar</p>
<p>(tudo passa, tudo vai passar&#8230;)</p>
<p>quando tudo acabar eu terei muito do que lembrar<br />
e pouca coisa que valha mesmo a pena esquecer.</p>
<p><em>creed, are you ready? </em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Seja breve</title>
		<link>http://lovemaltine.com.br/seja-breve.html</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 02:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Pra mim era só mais um follower no meio dos 500 e tantos. Só mais um leitor do meu twitter, que se divertia rindo das minhas trapalhadas no começo, e, com o tempo e a afinidade, acabou não ligando pro mar de lamúrias em que aquilo se transformou. Mas só pra mim, e isso é que é engraçado. É que foi inesperado. Imprevisível. Foi estranho, não tem como dizer .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>-</p>
<p>Pra mim era só mais um follower no meio dos 500 e tantos. Só mais um leitor do meu twitter, que se divertia rindo das minhas trapalhadas no começo, e, com o tempo e a afinidade, acabou não ligando pro mar de lamúrias em que aquilo se transformou.</p>
<p>Mas só pra mim, e isso é que é engraçado.</p>
<p>É que foi inesperado. Imprevisível. Foi estranho, não tem como dizer que não.<br />
Foram fugas, atrasos, foram idas minhas e vindas dele sem que nada fizesse o menor sentido.</p>
<p>Daí, um dia, de repente, ele me pegou no susto.<br />
E eu, de tão perdida, só me entreguei. Assim, de primeira.<br />
No começo, ficou tudo agitado dentro de mim. Confuso.<br />
Mas depois eu simplesmente quis entender o porquê de ter fugido de algo que me faz tão bem.<br />
Sim, algo que, se eu soubesse que me mudaria tanto, já teria arriscado antes.</p>
<p>Já não fico rabugenta por aí. Ando saltitante, cantando, <em>accidentally in love, accidentally, iiiiinn loooove.</em><br />
São olhares doces, palavras ternas, mensagens, saudades, é sempre o toque que acalma.<br />
E a pergunta, a que não queria calar, ele respondeu com exatidão.<br />
Onde estava durante todo esse tempo?</p>
<blockquote><p><em>eu estava aqui o tempo todo, só você não viu&#8230;</em></p></blockquote>
<p>Eu só tenho um problema agora: Preciso aprender a ser breve. É, porque chove lá fora.<br />
Tem pessoas ao redor, embora pareça que o mundo somos nós dois. E o pisca alerta não resolve tudo. <img src='http://lovemaltine.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>&#8212; Sorte de hoje:</strong> O melhor presente que você pode dar é um abraço: ele é tamanho único, e ninguém vai se importar se você quiser devolvê-lo</p>
<p>[Quero ele aqui comigo, comofas//]</p>
<p>(me deixa que hoje eu tô mimimi. =P)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cotidiano</title>
		<link>http://lovemaltine.com.br/fato.html</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 18:27:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[#CásperLíbero]]></category>
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		<category><![CDATA[#Explosões]]></category>

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		<description><![CDATA[      tem dia que de noite o que eu mais queria era saber fugir]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right; "> </p>
<p style="text-align: right; "><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3101/2913672226_b52f71b8a3.jpg?v=0" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p style="text-align: right; "> </p>
<p style="text-align: right; "> </p>
<p style="text-align: right; ">tem dia que de noite<br />
o que eu mais queria</p>
<p style="text-align: right; ">era saber fugir</p>
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		<title>Murphy</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 02:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começou ao abrir os olhos. 8AM. Hora da aula. E ela ainda estava ali, no carro, dando seu último cochilo, enquanto deveria estar fazendo trabalho de IELP, já que, na semana anterior, preocupada com o TCC, esquecera da prova e agora estava de exame antes mesmo de fazer qualquer coisa. Os olhos semicerrados refletiram no espelho a sua frente. Estavam vermelhos. MUITO vermelhos. Ótimo. Atrasada e com cara de quem .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começou ao abrir os olhos. 8AM. Hora da aula. E ela ainda estava ali, no carro, dando seu último cochilo, enquanto deveria estar fazendo trabalho de IELP, já que, na semana anterior, preocupada com o TCC, esquecera da prova e agora estava de exame antes mesmo de fazer qualquer coisa.</p>
<p>Os olhos semicerrados refletiram no espelho a sua frente. Estavam vermelhos. MUITO vermelhos. Ótimo. Atrasada e com cara de quem veio direto da balada. </p>
<p>Telefone tocando na aula de Lingüística.  ? Alô criançada, o Bozo che &#8212; ?. Levantou desesperada, levando mala e mesa junto. Tropeçou, esbarrou no interruptor e apagou as luzes da classe. Professora de cara feia. Não voltou mais para a sala. (Quem colocou esse maldito toque no celular? Aliás, COMO O CELULAR ESTAVA LIGADO???)</p>
<p>Digitou um post enorme no blog. Foi apertar publish e, SEM TER IDÉIA DO POR QUÊ, fechou a aba. A MALDITA ABA DO CHROME FECHOU.</p>
<p>Trabalho de Antropologia regado à enxaqueca. Cama, dor, náusea. No fim, teve de ir pra aula. Não teve trabalho de Antropologia, somente. Bye, bye, três pontos. Isso não lhe pertence mais. Não pode mais faltar, mesmo&#8230; MAS AZAR POUCO É BOBAGEM <img src='http://lovemaltine.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> .</p>
<p>Saiu pra comer, deu vinte reais na mão do vendedor e nem esperou o troco. Só foi notar meia hora depois, no meio da aula de foto &#8211; que ela atravessou descaradamente em direção à Paulista pra buscar seus dezoito reais.</p>
<p>Chegando em casa, finalmente! Acabaram seus problemas. O QUÊ? Como assim? QUEM FOI QUE DISSE QUE ERA PRA SER UM DIA FÁCIL? Foi descer do carro, o allstar se desentendeu com o piso molhado e quando ela viu estava dentro de uma poça, encharcada, com os cabelos lindos e escorridos, meia noite, na porta de sua casa.</p>
<p> </p>
<p>Belo dia.</p>
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		<title>Manhã de quinta-feira</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 13:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Sentei-me no sofá do centro acadêmico &#8211; até aquela altura, só o que me parecia útil nos centros acadêmicos eram os sofás &#8211; e abri caderno e livros de uma vez. A xícara de espresso, comprada alguns minutos antes na única lanchonete disponível, já dava sinais de que iria começar a esfriar. Então entrei no fabuloso mundo da modernização da imprensa. Por pouco tempo. Dali alguns segundos apareceu uma .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>Sentei-me no sofá do centro acadêmico &#8211; até aquela altura, só o que me parecia útil nos centros acadêmicos eram os sofás &#8211; e abri caderno e livros de uma vez. A xícara de espresso, comprada alguns minutos antes na única lanchonete disponível, já dava sinais de que iria começar a esfriar. Então entrei no fabuloso mundo da modernização da imprensa. Por pouco tempo. Dali alguns segundos apareceu uma colega de classe, assustada, perguntando se eu também tinha prova. Prova? Não, graças à Deus, não. Sentou-se ao meu lado, abriu seu &#8220;O Guarani&#8221; e começou, com uma letra minúscula, a elaborar o que, a seu modo de ver, era a cola perfeita. A sensação de ter uma pessoa segura como ela ao meu lado foi boa, mas não durou por muito tempo também. O que me interessa a segurança? A popularidade dela era grande e, em segundos, já havia desistido de estudar.</p>
<p>À minha frente foi colocada uma mesa com muitas cadeiras em volta. Pessoas discutiam a história do Romance e suas características como se eu não estivesse ali. Acho que adoraria a discussão, se minha preocupação não fosse outra. &#8220;Aceita um cigarro?&#8221; &#8211; um deles sugeriu. Do outro lado, veio um &#8220;Obrigado, cigarro e café, só feitos na hora&#8221;, belo rapaz, risinho malicioso nos lábios. &#8220;Alguém tem isqueiro?&#8221;. Ao mesmo tempo, discutiam Ian Watt, Antonio Candido, Walter Benjamim.</p>
<p>A fumaça pairava, sufocante, entre os amigos. &#8220;Li tudo isso ontem e nem lembro. Tem anotações no meu texto e tudo, olha!&#8221;. Muitos ali nem se conheciam. Falavam como íntimos, unidos tentando superar o obstáculo em comum. &#8220;Você não vai se preparar, não?&#8221;, perguntaram-me diversas vezes. &#8220;Não tenho prova&#8221;, eu explicava. &#8220;E esse livro, é o quê?&#8221; &#8211; curiosidade, curiosidade. &#8220;Ela faz duas faculdades&#8221; &#8211; alguém tentava explicar aos que não compreendiam o fato de eu não estar nem um pouco preocupada com o que diziam. Cada um por si, é fato. No fim, a única preocupação de todos era o ranqueamento, o maldito ranqueamento com o qual só eu parecia não me preocupar, presa em meu mundinho de livros, monografias, fotos, entrevistas e alguns seminários.</p>
<p>Eu estava em transe no meio daquele zumbido infernal e daquela fumaça azulada vinda do pacote de Marlboro que alguém socializou com toda a mesa. Falavam entre si, falavam comigo, e eu não ouvia nada. De repente, o sinal tocou. Um a um, foram indo embora, enquanto eu, paralisada, olhava para o cinzeiro vazio, contrastando com o chão cheio de cinzas e bitucas. Sim, agora éramos só eu, meus livros, meu café frio, e, preso em minha pele, o cheiro do cigarro alheio. O silêncio voltou.</p>
<p>Lá estava eu, de novo, sozinha no sofá do centro acadêmico, livros na mão, modernização da imprensa, powerpoint, tcc, expectativas e sonhos, até que outro pseudo-conhecido se sentasse ao meu lado, engatasse um assunto qualquer e eu começasse, de novo, uma nova aventura na minha mente: é, pra mim é uma aventura sobreviver no meio de tantos &#8220;outros&#8221;.</p>
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		<title>Eu Te Amo, Porra</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 21:14:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ah, eu não sinto mais vergonha, não. Se a falta vai dizer por mim. Você se engana tão melhor assim; Guardando tanto amor que eu já não sei separar. Eu não sei. O som que faz quando um de nós se vai é quase vai-e-vem. Por muito tempo até que deslizei; Não deu pra segurar, mas eu tentei. Devagar. Eu tentei. E eu não quero um outro alguém - muito .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><img class="size-medium wp-image-1214  aligncenter" title="atgaaadscuyw8qif_abfzhkr7gmnm4gdg1og54lqphvhwtdg8lf8ygudkfbdadyeactbccufpqs2hnvlxvyon6jdpztwajtu9vdirosq_q3bha1emirefqawz604ma" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/10/atgaaadscuyw8qif_abfzhkr7gmnm4gdg1og54lqphvhwtdg8lf8ygudkfbdadyeactbccufpqs2hnvlxvyon6jdpztwajtu9vdirosq_q3bha1emirefqawz604ma-216x300.jpg" alt="" width="216" height="300" /></em></p>
<p><em>Ah, eu não sinto mais vergonha, não.<br />
Se a falta vai dizer por mim.<br />
Você se engana tão melhor assim;<br />
Guardando tanto amor que eu já não sei separar.<br />
Eu não sei.</p>
<p>O som que faz quando um de nós se vai<br />
é quase vai-e-vem.<br />
Por muito tempo até que deslizei;<br />
Não deu pra segurar, mas eu tentei.<br />
Devagar.<br />
Eu tentei.</p>
<p>E eu não quero um outro alguém -<br />
muito menos se for<br />
p&#8217;ra esconder o nosso bem<br />
em um falso sorriso.<br />
Pense muito bem<br />
nesse abrigo indeciso.<br />
Outra foto no mural<br />
e eu fui cuidar de mim&#8230;</p>
<p>Fui procurar ajuda para um coração<br />
trincado pela culpa,<br />
vazando sem perdão.<br />
Procurar ajuda para um coração<br />
trincado pela culpa,<br />
coagulando sem perdão.<br />
Eu errei fazendo a coisa certa.<br />
E, perdendo toda a essência,<br />
acho até que não preciso de você&#8230;<br />
quando preciso de você.</em></p>
<p><em></em></p>
<p>Poléxia</p>
]]></content:encoded>
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		<title>tudo passa</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 17:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Eu você e todos os encontros casuais os ais e os hão de ser e todos os casais também olha, acho até que quem achou que nunca ia esse ia se espantar de ver que o ódio e o amor e até eu vou pra ver no que vai dar a massa a moça e até esse pra sempre tudo passa   (marcelo camelo)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><em>Eu você e todos os encontros casuais<br />
os ais e os hão de ser<br />
e todos os casais também<br />
olha, acho até que quem achou que nunca ia<br />
esse ia se espantar de ver que o ódio e o amor<br />
e até eu vou pra ver no que vai dar<br />
a massa a moça<br />
e até esse pra sempre</p>
<p>tudo passa</em></p>
<p> </p>
<p>(marcelo camelo)</p>
<p><object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="BlipEmbedPlayer" height="150" width="100%" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/get/flashplayer/current/swflash.cab"><param name="movie" value="http://blip.fm/_/swf/BlipEmbedPlayer.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="FlashVars" value="blipId=598857" /><embed src="http://blip.fm/_/swf/BlipEmbedPlayer.swf" quality="high"height="150" width="100%" name="BlipEmbedPlayer" align="middle"play="true"loop="false"quality="high"allowScriptAccess="always"type="application/x-shockwave-flash"pluginspage="http://www.adobe.com/go/getflashplayer"wmode="transparent"flashVars="blipId=598857"></embed></object></p>
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		<title>Luíza</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 04:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Por ela é que eu faço bonito Por ela é que eu faço o palhaço Por ela é que saio do tom E me esqueço no tempo e no espaço Quase levito Faço sonhos de crepon E quando ela está nos meus braços As tristezas parecem banais O meu coração aos pedaços Se remenda prum número a mais Por ela é que o show continua Eu faço careta e trapaça .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p> <font size=1px><em>Por ela é que eu faço bonito<br />
Por ela é que eu faço o palhaço<br />
Por ela é que saio do tom<br />
E me esqueço no tempo e no espaço<br />
Quase levito<br />
Faço sonhos de crepon</em></p>
<p><em>E quando ela está nos meus braços<br />
As tristezas parecem banais<br />
O meu coração aos pedaços<br />
Se remenda prum número a mais</em></p>
<p><em> </em><em>Por ela é que o show continua<br />
Eu faço careta e trapaça<br />
É pra ela que faço cartaz<br />
É por ela que espanto de casa<br />
As sombras da rua<br />
Faço a lua<br />
Faço a brisa<br />
Pra Luisa dormir em paz</em></font></p>
<div style="text-align: right;"><em>Chico Buarque e Francis Hime</em></div>
<p> </p></blockquote>
<p align=justified>
Nós três jogados no confortável sofá por onde pairava a fumaça dos não sei quantos cigarros espalhados pelo mezanino. Eu, bêbada das circunstâncias, tentava me desviar ao máximo das doses de vodca, tequila, cerveja e wisky alheias – embora elas viessem de todas as direções – enquanto comentávamos insistentemente sobre cada detalhe que passava por nossos olhos. “Um pouco mais de gelo?” Acho que eu não estava lá, só meu corpo. Na verdade, na maior parte do tempo, faço questão de transportar espaço/companhias para o meu mundo. No meu mundo aquilo tudo era diferente. O lugar podia até ser o mesmo, mas não havia aquela música que eles chamavam ambiente. No meu mundo, <em>ele</em> não seria tão <span>desinteressado</span>, nem eu desinteressante. No entanto, estávamos ali: pessoas desconhecidas, a melhor amiga, <strong>o impossível</strong> <em>affair</em> e eu, estado total de deprimência, fugindo completamente da rotina e do <em>script</em>, assustando todo e qualquer ser acostumado a me ver sempre fechada e certinha no meu canto. “Eu pego uma coca-cola pra você”.</p>
<p>Depois de um tempo distribuindo <span>sorrisos amarelos </span>e alguns “o pessoal não vem?”, não sei ao certo em que ponto da noite, Hugo resolveu aparecer. Sorria, trazia (ainda mais) cigarros, perguntava se estávamos ali há muito tempo, se tínhamos idéia de onde estavam os meninos, se isso, se aquilo, pura função fática e tentativa de enquadramento no ambiente. Chamou-me para dar uma volta, fomos ao andar de baixo buscar um drinque. Momento de jogar conversa fora. “Ah, eu tenho certeza que ele já ficou com ela&#8230; Eles combinam, não é legal?”. <em><span>Não</span>, não é</em>, <strong><span>ele é meu</span></strong>. Não respondi, mas deu vontade. Na verdade, às vezes eu até consigo não falar o que penso – embora na maior parte delas eu me dedique a falar e fazer tudo o que me dá vontade. E a vontade agora era ser engolida por toda a fumaça do mundo. Mas foi por pouco tempo – logo que subimos, chegaram os outros.</p>
<p>Agora estávamos completos, não chegaria mais ninguém. Éramos então nove – André, Bruno e seu amigo, Fernando, Henry, Hugo, Ricardo, Tory e eu. Basicamente, o canto esquerdo do fundão do JoC. E aí, já defumada e mais alta que o normal com a alegria alheia, presenciei tequilas num gole só, mendicância de cigarros, piadas infames, xavecos insólitos, desabafos, intimidades desgastantes.<br />
“Ai, você precisa ter menos pudor”. O vestido subindo e descendo de acordo com as mãos que o tocavam. Alguns rasgos na meia arrastão. Henry indo embora por culpa da maldita lei seca. A dona da festa sorrindo pra todos, num equilíbrio entre a falta de sobriedade e a alegria sincera de ver que a festa não havia miado. “Você ficou linda de franjinha, estou apaixonado” e outras pérolas. A vergonha alheia veio antes da vergonha pessoal, ainda bem. E, dentre mortos e feridos, salvaram-se todos.<br />
<em>Ele </em>foi embora com outra. Eu, para variar, fui assediada por um idiota. Ficamos em seis &#8211; fechamos um táxi por R$25 a rodada até Sumaré. Bruno dormindo no meu colo, Tory entre o meu e o do Ladeira, Capiau rindo horrores em seu canto, o idiota na frente com o Taxista. “Não sei, você me quer com ou sem pênis?” e “Ninguém aqui gosta de você” – porque a vida é uma escola e eu, embora bem tosca, também tenho meus aluninhos – foram as aspas que fecharam a noite pública com chave de ouro. Ah! E como me orgulho delas&#8230;</p>
<p>Nós duas deitadas lado a lado na cama, cansadas e (in)conformadas. Madrugada daquelas que qualquer um gostaria de ter todos os dias: momento de ouvir e ser ouvida, não importa qual a pauta. E aí, nem preciso dizer, a pauta foi totalmente previsível. A noite, as aspas, a vergonha alheia, os corações, os malditos homens, as vontades, os erros, os acertos, as dúvidas. Coisa de mulherzinha, com direito a conselhos e planos.Com direito a balanço físico e emocional. Mensagem de texto ctrl+C e ctrl+V fazendo vibrar o celular das duas. Resposta coletiva. (Não sabíamos se era pra rir ou pra chorar.) De repente, de um segundo pro outro, simplesmente nos cobrimos, apagamos a luz, e começamos a (tentar) dormir.</p>
<p><strong>Maldita esperança acumulada, maldita proximidade venenosa, maldito sorriso lindo que ele tem.</strong> Sonhei a noite toda com o que podia ter sido e não foi (e ficadicaprasempre: nunca vai ser), acordei repetidas vezes pronta a escrever um manual de &#8220;como se deixar iludir repetidas vezes por alguém que nem olha pra você&#8221;, mas não tinha papel e meu notebook estava em casa; portanto perdi a obra da minha vida. (Ok, exagerei). Entre resmungos, roncos alheios, deprimências e passarinhos, dormimos até que o telefone – lá pelas 14h do sábado – nos fez pular da cama.</p>
<p>&#8220;Janta&#8221; no café da manhã. Sem ressaca, o que é pior. &#8220;Mora Na Filosofia&#8221;. A dedicatória mais linda que eu já vi. &#8220;Um Copo de Cólera&#8221;. Amy Winehouse. Ressaca moral tardia por, talvez, excesso de sobriedade. Dores de cabeça, &#8220;I Will Survive&#8221;. Alguém por favor me ensina a voltar no tempo? Planos, Personare, dúvidas.</p>
<p>(E agora eu estou aqui. Chove lá fora. O relógio marcando 00h53. Podia estar dormindo, mas sabia que não conseguiria enquanto não me aproveitasse do silêncio pra dizer o quanto gostei desse fim de semana em algum lugar. A cada dia eu tenho mais certeza de que tenho pessoas especiais ao meu redor. E de que só atraio losers e afins. Acho que não cansei de sonhar ou me iludir, não. Não tem doído como doía antes, não sou mais criança. Cada dia sei melhor em que terreno estou pisando ou a quem devo ou não ouvir. E o melhor disso tudo é que, não importa como nem quando, eu fiz amigos de verdade. Pessoas sem as quais eu já não me vejo. E eu não me canso de ouvir Vinícius de Moraes sussurrando em meu ouvido: “Que não seja imortal – posto que é chama; mas que seja infinito enquanto dure”. Ah, como sou piegas! E quem liga?)</p>
<p>Entoe o mantra: Ela vai se livrar dos ordinários&#8230;<br />
(Bora lá, galere! Entoem e mentalizem minha face, pra ver se ajuda&#8230;)</p>
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		<title>Caminhando</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 17:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;&#8230;estava cansado de sentir, queria um narcótico que me fizesse descansar os nervos tendidos pelos constantes abalos dos últimos dias.&#8221; BARRETO, Lima. In &#8220;Recordações do Escrivão Isaías Caminha&#8221;. cansada de sentir descansar os nervos constantes abalos dos últimos dias HELP!Ineedsomebody.help]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;&#8230;estava <strong>cansado de sentir</strong>, queria um narcótico que me fizesse <strong>descansar os nervos</strong> tendidos pelos <strong>constantes abalos dos últimos dias</strong>.&#8221;</p>
<p style="text-align: right;">BARRETO, Lima. <em>In</em> &#8220;Recordações do Escrivão Isaías Caminha&#8221;.</p>
</blockquote>
<p>cansada de sentir<br />
descansar os nervos<br />
constantes abalos dos últimos dias<br />
<em>HELP!Ineedsomebody.help</em></p>
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		<title>just need to take today</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 09:53:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/150/405169524_ec526b0b6c_b.jpg" alt="" width="574" height="430" /></p>
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		<title>No cigarettes for today</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 03:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Acho que vocês estão brincando com fogo, por deixar tudo para a última hora.&#8221; COSTA, Carlos. Via e-mail. Pois é, talvez sim. Ou talvez eu tenha mais alguma coisa na minha vida além das aulas de História da Comunicação. Seja como for, a merda já está feita. No coffee or cigarettes for today. I realized today reality seems to be actually much more cruel when i&#8217;m sober. Enquanto isso, no .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Acho que vocês estão brincando com fogo, por deixar tudo para a última hora.&#8221;</p>
<p style="text-align: right;">COSTA, Carlos. Via e-mail.</p>
</blockquote>
<p>Pois é, talvez sim. Ou talvez eu tenha mais alguma coisa na minha vida além das aulas de História da Comunicação. Seja como for, a merda já está feita.<br />
<center><br />
<img src="http://i290.photobucket.com/albums/ll268/lovemaltine/coffeecigarettesnoFlickrCompartilha.jpg" border="0" alt="" /><br />
<em>No coffee or cigarettes for today. I realized today reality seems to be actually much more cruel when i&#8217;m sober.</p>
<p></center></em>Enquanto isso, no lustre do castelo: &#8220;Amor, que tal um rodízio hoje?&#8221;</p>
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		<title>Toca, Raul!</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 08:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[05:24AM. Casa da Tory. Quarto da Tory. Cama da Tory. Notebook&#8230; da Tory. Ao meu lado dormem Tory, Clara, Leonardo. Uns roncam, outros apenas respiram sossego depois de um dia divertido e certamente agitado. Eu nãoconsigo dormir. Desligar da agitação. Tem certas coisas que não mudam nunca. Pelo menos tenho me sentido à vontade com pessoas. Já é bem melhor. Tendência deveras desagradável a ficar ouvindo barulhos à noite. Os .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>05:24AM. Casa da Tory. Quarto da Tory. Cama da Tory. Notebook&#8230; da Tory.</p>
<p>Ao meu lado dormem Tory, Clara, Leonardo. Uns roncam, outros apenas respiram sossego depois de um dia divertido e certamente agitado. Eu nãoconsigo dormir. Desligar da agitação. Tem certas coisas que não mudam nunca. Pelo menos tenho me sentido à vontade com pessoas. Já é bem melhor.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://spe.fotologs.net/photo/14/8/16/dramatic_sins/1221981800176_f.jpg" alt="" width="499" height="667" /></p>
<p>Tendência deveras desagradável a ficar ouvindo barulhos à noite. Os passarinhos lá fora, os roncos aqui, a barriga do Léo (que parece não ter recebido muito bem a pizza), o tic-tac do relógio, a porta em seus murmúrios de dilatação, o irritante e inseparável barulho do teclado.</p>
<p><strong>Insight</strong>: <em>Essa é a semana do créu e eu tô acordada de madrugada na casa de uma amiga. Não bom, NOT! #momentodeligarofodase</em></p>
<p>E a fase agora é &#8230; &#8220;<span style="text-decoration: line-through;">canceriano</span> casperiana sem lar&#8221;.</p>
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		<title>Explodi</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 03:14:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E agora passou dos limites do suportável. Se fosse trabalho, pedia as contas. Mas não é &#8211; e pra que um dia possa ser serei obrigada a agüentar, no mínimo, mais três anos. Então vou engolir o sapo e continuar como se nada houvesse acontecido &#8211; mas, sinceramente, esse negócio de querer ser já me irritou o suficiente. Não me peçam pra ser doce nem pra sair do meu mundo .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E agora passou dos limites do suportável. Se fosse trabalho, pedia as contas. Mas não é &#8211; e pra que um dia possa ser serei obrigada a agüentar, no mínimo, mais três anos.<br />
Então vou engolir o sapo e continuar como se nada houvesse acontecido &#8211; mas, sinceramente, esse negócio de querer ser já me irritou o suficiente.</p>
<p>Não me peçam pra ser doce nem pra sair do meu mundo paralelo. E não me exijam competência.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sempre as &#8220;sortes&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 15:18:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sorte de hoje: Você passará por algumas experiências maravilhosas Acho que nunca falo de outra coisa que não minhas sortes aleatórias. Vão ganhar até marcador aqui, pode apostar. Mas se imagina no meu lugar: depressão, hiato criativo, tristeza crônica, deadlines batendo à porta e nada sequer começado. Você está praticamente atolado na merda e aí, para seu espanto, abre o Orkut, exatamente 0h01 e ele diz que você passará por .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Sorte de hoje:</strong> Você passará por algumas experiências maravilhosas</p></blockquote>
<p>Acho que nunca falo de outra coisa que não minhas sortes aleatórias. Vão ganhar até marcador aqui, pode apostar. Mas se imagina no meu lugar: depressão, hiato criativo, tristeza crônica, <em>deadlines</em> batendo à porta e nada sequer começado. Você está praticamente atolado na merda e aí, para seu espanto, abre o <a href="http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=14991930403893846563">Orkut</a>, exatamente 0h01 e ele diz que você passará por experiências maravilhosas. A última vez em que ele disse que eu teria surpresas emocionantes, recebi uma declaraçãozinha <span style="text-decoration: line-through;">e também um esculacho</span>. Enfim, quem sabe ele não tem razão? Quem sabe hoje eu não tenho algo pra alegrar meu dia e me tirar desse bode eterno?<br />
Continuo, enquanto isso, à base das minhas <a href="http://lovemaltine.com.br/cafeina-alternativa.html">cafeínas alternativas</a>. E sem nenhum ânimo pra procurar me levantar e encarar a vida.</p>
<p><em>Hard to Say &#8211; The Used</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Paulista 900</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 05:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#CásperLíbero]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou lá todos os dias. Sorrio, brinco, pulo, paquero, passo raiva. Sei que estou realizando o meu maior sonho, isso é que me faz continuar. Que dá forças. Sofri para conseguir chegar até ali. Só esperava um pouco mais. E não estou de todo errada, não. Faz sentido. Mas vou fingindo ser feliz. Cercada de falsidade, inveja, hipocrisia, desprezo, muito sentimento ruim e gratuito, e sem conseguir entender porra nenhuma. .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3237/2619128610_1bb2fa7e83_o.jpg" alt="" width="532" height="800" /></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Estou lá todos os dias. Sorrio, brinco, pulo, paquero, passo raiva. Sei que estou realizando o meu maior sonho, isso é que me faz continuar. Que dá forças. Sofri para conseguir chegar até ali. Só esperava um pouco mais. E não estou de todo errada, não. Faz sentido. Mas vou fingindo ser feliz.</p>
<p>Cercada de falsidade, inveja, hipocrisia, desprezo, muito sentimento ruim e gratuito, e sem conseguir entender porra nenhuma. Indignada. E toda vez que procuro uma saída, acabo presa de novo dentro de mim: sim, os humanos erram, conviver com eles magoa.</p>
<p>Estou lá todos os dias: sozinha, acompanhada. Romântica, fria. O lugar já faz parte de mim, já carrega alguns dos momentos mais significativos da minha história.</p>
<p>Mas eu não estou feliz. Não, não estou.</p>
<p>E hoje eu decidi que não vou fingir estar pra agradar ninguém &#8211; que ninguém nunca se preocupa me me agradar.</p>
<p>(Fico torcendo pra tudo acabar bem, acabar bem, acabar&#8230;!)</p>
<p>E eu sinto que não vai acabar, mal começou.<br />
Sinto também que não deveria gostar tanto de algumas pessoas a quem dou um imenso valor.</p>
<p>Quer saber a verdade?</p>
<p>Eu sinto é que deveria parar de sentir.</p>
<p>(Ô vontade de morrer constante&#8230;).</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">ps&gt; Devo desculpas a algumas pessoas de lá por ontem à noite; eu falho também. Deixei o nervoso falar mais alto e acabei transparecendo meu ódio por uns em outros. Enfim, Vou ficar mais na minha. Meu lugar é sozinha, já notei.</p>
<p style="text-align: left;">ps2&gt; Prometo pra mim mesma nunca mais chorar em público. PROMETO!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fraqueza</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 03:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>
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		<description><![CDATA[Passou o final de semana entre lágrimas, desabafos, gritos e aleatoriedades que não precisa contar aqui. &#8220;Você não era assim. A vida inteira eu me orgulhei de sua força, de sua coragem. De repene, você se mostra uma fraca. Uma fraca. E a sua fraqueza não está destruindo só a sua vida, mas a de todos aqui ao seu redor. Você me faz querer morrer toda vez que pede a .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passou o final de semana entre lágrimas, desabafos, gritos e aleatoriedades que não precisa contar aqui. &#8220;Você não era assim. A vida inteira eu me orgulhei de sua força, de sua coragem. De repene, você se mostra uma fraca. Uma fraca. E a sua fraqueza não está destruindo só a sua vida, mas a de todos aqui ao seu redor. Você me faz querer morrer toda vez que pede a morte a Deus. Está me destruindo, e isso também prejudica seu pai, sua irmã, meus empregos&#8230; Pare com isso e vá se amar um pouco mais. O que te faz infeliz? Você tem tudo. Só te falta mesmo Deus&#8230;!&#8221;. Não era algo bom de se ouvir, mas ela mereceu. E resolveu ser mais forte, arriscar, aceitar propostas que normalmente não aceitaria. Não era apenas mais uma fraca no mundo.</p>
<p>Mas a verdade é que seus problemas certamente não eram fraqueza e solidão. E ela só conseguiu, iludida por palavras bonitinhas e um ar de quem não sabe o que fazer, se afundar ainda mais. Mais feridas, pra ela e pra um outro alguém. Ou não, ou ainda vai rir disso tudo. Por enquanto, tinha angústias de quem ouviu o que não merecia. Preferia quando era fraca. Pelo menos <strong>sua</strong> dor era <strong>só sua</strong>&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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