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	<title>lovemaltine &#187; #Entrelinhas</title>
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		<title>Coisas que uma garota piegas não deve ler</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 20:03:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#AméliePoulain]]></category>
		<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
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		<category><![CDATA[#Entrelinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[The Blissful Art of Being and Breathing We must not allow the clock and the calendar to blind us to the fact that each moment of life is a miracle and a mystery. - H. G. Wells One warm evening nine years ago… After spending nearly every waking minute with Angel for eight straight days, I knew that I had to tell her just one thing. So late at night, .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>The Blissful Art of Being and Breathing</strong></p>
<blockquote><p>We must not allow the clock and the calendar to blind us to the fact<br />
that each moment of life is a miracle and a mystery.<br />
- H. G. Wells</p></blockquote>
<p><em>One warm evening nine years ago…</em></p>
<p><em>After spending nearly every waking minute with Angel for eight straight days, I knew that I had to tell her just one thing.  So late at night, just before she fell asleep, I whispered it in her ear.  She smiled… the kind of smile that makes me smile back.  And she said, “When I’m seventy-five, and I think about my life and what it was like to be young, I hope that I can remember this very moment.”</em></p>
<p><em>A few seconds later she closed her eyes and fell asleep.  The room was peaceful… almost silent.  All I could hear was the soft purr of her breathing.  I stayed awake thinking about the time we’d spent together and all the choices in our lives that made this moment possible.  And at some point, I realized that it didn’t matter what we’d done or where we’d gone.  Nor did the future hold any significance.</em></p>
<p><em>All that mattered was the serenity of the moment.</em></p>
<p><em>Just being with her and breathing with her.</em></p>
<p>do<a href="http://www.marcandangel.com/"> <em>Marc and Angel Hack Life, </em></a><em>Practical Tips for Productive Living</em></p>
<p>Eu chorei. Loucamente.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Na sua estante</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 15:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde quando nos conhecemos ele  me pede pra cantar essa música. Eu sempre neguei. Dentro de mim, sempre desejei que ela nunca refletisse nossa realidade. No entanto, hoje ela é exatamente a nossa história, sem falha alguma, sem que falte uma vírgula ou um ponto final. Então hoje eu canto &#8211; e que o mundo ouça, porque não vai ter bis. Te vejo errando e isso não é pecado, Exceto .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde quando nos conhecemos ele  me pede pra cantar essa música. Eu sempre neguei. Dentro de mim, sempre desejei que ela nunca refletisse nossa realidade. No entanto, hoje ela é exatamente a nossa história, sem falha alguma, sem que falte uma vírgula ou um ponto final. Então hoje eu canto &#8211; e que o mundo ouça, porque não vai ter bis.<br />
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EFMEq3c4rJ0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EFMEq3c4rJ0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<blockquote><p>Te vejo errando e isso não é pecado,<br />
<em>Exceto quando faz outra pessoa sangrar<br />
Te vejo <strong>sonhando</strong> e isso dá <strong>medo</strong><br />
<strong>Perdido num mundo que não dá pra entrar</strong><br />
Você está saindo da minha vida<br />
E parece que vai demorar<br />
Se não souber voltar ao menos <strong>mande notícias</strong><br />
<strong>Cê acha que eu sou louca</strong><br />
Mas <strong>tudo vai se encaixar</strong></em></p>
<p><em>Tô aproveitando cada segundo<br />
Antes que isso aqui vire uma tragédia</em></p>
<p><em>E não adianta nem me procurar<br />
Em outros timbres, outros risos<br />
<strong>Eu estava aqui o tempo todo<br />
Só você não viu</strong></em></p>
<p><em>E não adianta nem me procurar<br />
Em outros timbres, outros risos<br />
Eu estava aqui o tempo todo<br />
Só você não viu</em></p>
<p><em><strong>Você tá sempre indo e vindo</strong>, tudo bem<br />
Dessa vez eu já vesti minha armadura<br />
E mesmo que nada funcione<br />
Eu estarei de pé, de queixo erguido<br />
Depois você me vê vermelha e acha graça<br />
Mas eu não ficaria bem na sua estante</em></p>
<p><em>Tô aproveitando cada segundo<br />
Antes que isso aqui vire uma tragédia</em></p>
<p><em>E não adianta nem me procurar<br />
Em outros timbres, outros risos<br />
Eu estava aqui o tempo todo<br />
Só você não viu</em></p>
<p><em>E não adianta nem me procurar<br />
Em outros timbres, outros risos<br />
Eu estava aqui o tempo todo<br />
Só você não viu</em></p>
<p><em>Só por hoje não quero mais te ver<br />
Só por hoje não vou tomar a minha dose de você<br />
<strong>Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam</strong><br />
E essa abstinência uma hora vai passar&#8230;</em></p></blockquote>
<p>Um ponto final: é isso que falta. Eu preciso pontuar direito essa história, parar de usar vírgulas, reticências ou travessões. É hora do ponto final. Passou da hora.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>uns e outros</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 05:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[#Amores]]></category>
		<category><![CDATA[#Piegas[ON]]]></category>
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		<description><![CDATA[  tão diferentes, tão distantes universos se um é retiro espiritual, o outro é fantástico mundo um já viveu tanto, o outro tão pouco um é tão feliz , o outro tão triste um é tão distante , o outro tão entregue um se preserva tanto, o outro tanto se expõe um já tem seus grandes amigos, o outro está ainda descobrindo o que é amizade um deseja, o outro .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> </p>
<p>tão diferentes, tão distantes universos</p>
<p>se um é <strong>retiro espiritual</strong>, o outro é <strong>fantástico mundo</strong></p>
<p>um já <strong>viveu tanto</strong>, o outro <strong>tão pouco</strong></p>
<p>um é <strong>tão feliz</strong> , o outro <strong>tão triste</strong></p>
<p>um é <strong>tão distante</strong> , o outro <strong>tão entregue</strong></p>
<p>um <strong>se preserva tanto</strong>, o outro <strong>tanto se expõe</strong></p>
<p>um <strong>já tem seus grandes amigos</strong>, o outro<strong> está ainda descobrindo o que é amizade</strong></p>
<p>um <strong>deseja</strong>, o outro <strong>ama</strong></p>
<p>um <strong>vive </strong>, o outro <strong>sonha</strong></p>
<p>um <strong>aproveita </strong>, o outro <strong>planeja</strong></p>
<p>um <strong>aceita</strong> , o outro <strong>questiona</strong></p>
<p>um <strong>sabe</strong>, o outro <strong>quer saber</strong></p>
<p>um <strong>não quer</strong>, o outro <strong>quer</strong></p>
<p>um <strong>finge não ouvir</strong>, o outro <strong>finge não estar falando</strong></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">enquanto um </span>adquire repertório e experiência<span style="font-weight: normal;">, o outro</span> está apenas se iniciando<span style="font-weight: normal;">.<br />
então um</span> está sossegado<span style="font-weight: normal;">, o outro </span>não poderia estar mais aflito</strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;">(e nem mesmo a aflição consegue diminuir um pouco o efeito arrebatador que a paixão por um causou no outro<br />
se alguém tem de ceder, ele cede, um recebe do outro tudo que quiser)</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>e a parte em que o outro <strong>virá logo a ser só um pedacinho insignificante da história</strong> de um</p>
<p>dói  só no primeiro, o lado mais fraco</p>
<p> </p>
<p>mesmo assim</p>
<p>este só se sente tentado a uma coisa:</p>
<p>dizer <strong>&#8220;eu te amo&#8221; </strong>infinito</p>
<p>em silêncio, com os olhos</p>
<p>quantas vezes puder</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>até o dia em que tudo (tudo o quê?)</p>
<p>até o dia em que isso acabar</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>seja lá o que isso for.</p>
<p>porque assim como <strong>um pode ser o inverso do outro</strong>,</p>
<p><strong>nada impede que estes </strong><strong>sejam</strong>, na verdade, não o inverso, mas<strong> a metade</strong>.</p>
<p> </p>
<p>dizem por aí, afinal, que <strong>yin e yang se complementam</strong>.</p>
<p> </p>
<p>e o consolo dessa vez não é de que tudo sempre pode piorar, não.<br />
o consolo hoje é também a verdade e a razão do desespero: <strong>a verdade é que tudo vai passar</strong>. </p>
<p> </p>
<p>(alguém diz pro outro ir dormir ao invés de passar  madrugada chorando em frente ao computador enquanto o um &#8211; sem vergonha &#8211; o um&#8230; sabe-se lá onde o um se meteu?)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>quinta-feira de manhã</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 13:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[no relógio, 8h. na vitrola, Mart&#8217;nália. na cabeça&#8230; bom, na cabeça a resposta é bem previsível. &#8212; pensamentos aleatórios ajuntados pra serem guardados num potinho: se eu pudesse &#8211; ah! se eu pudesse&#8230; &#8211; fotografava cada uma das suas expressões e colava todas elas na minha parede, pra ficar olhando o dia todo. o biquinho de beijo, a carinha de mimimi, o sorriso, o olharzinho malandro&#8230; se bem que&#8230; fotografaria, .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>no relógio, 8h. na vitrola, Mart&#8217;nália. na cabeça&#8230; bom, na cabeça a resposta é bem previsível.</p>
<p><em>&#8212; pensamentos aleatórios ajuntados pra serem guardados num potinho</em>:</p>
<p>se eu pudesse &#8211; ah! se eu pudesse&#8230; &#8211; fotografava cada uma das suas expressões e colava todas elas na minha parede, pra ficar olhando o dia todo. o biquinho de beijo, a carinha de mimimi, o sorriso, o olharzinho malandro&#8230; se bem que&#8230; fotografaria, sim, e esconderia todas num lugar em que só eu pudesse ver. só eu. se eu pudesse&#8230; eu pegaria você todinho só pra mim.</p>
<p>(e eu ainda não sei diferenciar um astra de um civic de longe no escuro. nem um fiesta de um focus, ou um picasso de um 307. eu preciso de óculos e um pouco de atenção no mundo, que minha cabeça anda completamente nas nuvens. não que isso importe, claro.)</p>
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		<title>Sobre Heloísas, Bentinhos e Tweets desesperados</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 03:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;A imaginação foi a companheira de toda a existência, viva, rápida, inquieta, alguma vez tímida e amiga de empacar, as mais delas capaz de engolir campanhas e campanhas, correndo.&#8221; Dom Casmurro, Capítulo XL Daí que, assistindo Capitu, passou pela minha cabeça de novo algo que sempre passa quando leio Machado de Assis. É, eu não sou tão Heloísa quanto espalho por aí. Quer dizer, já matei um ou outro por .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/169/484420483_7bc5fb7960.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<blockquote><p>&#8220;A imaginação foi a companheira de toda a existência, viva, rápida, inquieta, alguma vez tímida e amiga de empacar, as mais delas capaz de engolir campanhas e campanhas, correndo.&#8221;</p>
<dl>
<dd style="text-align: right;"><em>Dom Casmurro, </em><em>Capítulo XL</em></dd>
</dl>
</blockquote>
<p>Daí que, assistindo Capitu, passou pela minha cabeça de novo algo que sempre passa quando leio Machado de Assis. É, eu não sou tão <a href="http://tvglobo.valeapenaverdenovo.globo.com/mulheresapaixonadas/category/a-historia/">Heloísa</a> quanto espalho por aí. <span style="text-decoration: line-through;">Quer dizer, já matei um ou outro por ciúme e tenho em minha lista mais umas duas ou três que não escaparão, mas, ah, isso é tão normal.</span> Posso até ser, na verdade, não sei. Mas o fato é que, ciumento por ciumento, eu estou muito mais para Bentinho.</p>
<p>Queria ser Capitu. Com os olhos de cigana oblíqua e dissimulada. Sim, aqueles olhos de ressaca. Aquele poder de mexer com um homem, de enlouquecê-lo, de fazê-lo servo. Mas eu sou Bentinho. O que consigo mesmo é me entregar, de repente. De repente, porque a situação sempre está ali por um bom tempo antes que eu a note de verdade. E aí, depois da entrega, resta criar em minha cabeça situações que podem ou não existir. Fantasiar o tempo inteiro que não sou boa o suficiente (e o que é ser boa o suficiente?), que alguém melhor vai levar o que é meu embora. E me corroer, sangrar, morrer por dentro. Sem fazer mal a ninguém, a não ser a mim mesma.</p>
<p>Mas nem todo mundo é assim. Minha irmã, hoje mesmo, mostrou que é muito diferente de mim. E foi dela que tirei a maior lição do dia. &#8220;Ele já disse &#8216;<em>eu te amo</em>&#8216; alguma vez?&#8221;, perguntou-me enquanto almoçávamos. &#8220;Sim. Quer dizer, isso foi antes de ficarmos, mas&#8230;&#8221; &#8211; nem me deixou terminar. &#8220;Se ele disse &#8216;<em>eu te amo</em>&#8216;, acredite. Você só precisa acreditar. Não ficar inventando milhares de possibilidades ridículas dentro da sua cabeça e enchendo o saco dele&#8221; (Ela ainda complementou com um &#8220;e nem adianta me olhar com essa cara de cachorro morto, é isso e ponto!&#8221;). Tudo bem, foi um tremendo desabafo (ela tem um namorado tão Bentinho quanto eu), mas não deixa de ter razão. O grande problema é que eu não tenho controle sobre isso (a ponto de minha irmã de <span style="text-decoration: line-through;">12 </span>13 anos estar me dando conselhos maduros enquanto eu, aos dezoito, às vezes choro pelos cantos por me sentir mal amada).</p>
<p>Não consigo não imaginar coisas, nem deixar de acreditar cegamente em cada uma delas. Não consigo parar de encontrar evidências e torná-las cada vez mais reais. É, sou convincente. Não venço meus argumentos, nunca. E aí, o que eu faço? Eu corro pro Twitter. Pro lugar mais errado possível. E eu despejo tudo lá. Minhas mágoas. Minhas obssessões. Se estou vidrada, se estou bêbada, se estou infeliz, se estou amargurada, se não sinto nada&#8230; Não importa. Eu sou realmente uma personagem. Meu livro está escrito em parágrafos de até 140 caracteres, pra qualquer um que peça permissão para me seguir. Pois é, pois é, pois é. Perdi a noção do perigo, deturpei o uso de uma ferramenta interessante e, ainda assim, sou eu, no final, a vítima da tragédia. Sei que não sou a única a fazer esse tipo de coisas, mas dói por dentro, vez por outra, quando ouço algum comentário ou crítica fervorosa a usuários compulsivos como eu. (Mentira, não me dói nada. Se não gosta de ler meus posts, não me siga &#8211; simples assim!).</p>
<blockquote><p>&#8220;Ora, há só um modo de escrever a própria essência, é contá-la toda, o bem e o mal.&#8221;</p>
<dl>
<dd style="text-align: right;"><em>Capítulo LXVIII</em></dd>
</dl>
</blockquote>
<p>No fundo, acho que seria menos feio ser Heloísa. Extravasar, gritar, esfaquear, correr atrás, enlouquecer. É, certamente. Mas eu só sei ser assim, quietinha. Cada descoberta (ou criação?) é uma nova punhalada que dou em mim mesma. Cada vez que encontro uma pista, meto-me mais pra dentro de mim. E eu não consigo (ou não quero, quem sabe?) mudar. Eu só sei ser assim, não sei dissimular nem esconder o que penso. Não tenho porque viver de meias verdades, ou dizer somente o que os outros querem ouvir.</p>
<p>Eu sou insuperavelmente piegas, possessiva, ciumenta, carinhosa e entregue. Mas não sou nada ingênua. Não sempre. A única coisa que me dá medo, de verdade, é essa minha mania Bentinho de me prender à minha versão da história. Sim, porque eu sinto que isso vai acabar me fazendo morrer sozinha. Não que eu tenha medo da solidão, não é isso. É só que eu acho-a desnecessária. (E que eu sonho ter alguém que, numa noite de frio, saia de debaixo do edredom, levante-se e calce em mim mais um par de meias, pra depois voltar pro quentinho da nossa cama e dormir abraçado comigo, trocando cheirinhos e um calor sem fim).</p>
<p>Mas o fim&#8230; Quem sabe do fim? Eu vou continuar escrevendo minha vida até o dia em que sentir que devo parar &#8211; ou até que a vida pare por mim. Bentinho ou  Heloísa, uma coisa é certa: eu me permito sentir, sem medo. E isso nem todo mundo consegue.</p>
<blockquote><p>&#8220;Tudo acaba, leitor; é um velho truísmo, a que se pode acrescentar que nem tudo o que dura muito tempo. Esta segunda parte não acha crentes fáceis, ao contrário, a idéia de que um castelo de vento dura mais que o mesmo vento de que é feito, dificilmente se despegará da cabeça, e é bom que seja assim, para que se não perca o costume daquelas construções quase eternas.&#8221;</p>
<dl>
<dd style="text-align: right;"><em>Capítulo CXVIII</em></dd>
</dl>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Meus 12 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 02:33:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amanhã tem a festa da Tainá. Fotografar adolescentes que ficam me passando as cantadas mais miadas do mundo. Aos 12 anos, eles acham que podem dar em cima de você. Eles acham que podem dar em cima de todo mundo. É simples. Precisam de mais. Sempre mais. Estão se descobrindo. Precisam de números. E o mais engraçado é que, na maioria das vezes, seus números são imaginários. Engraçado. Não sei .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã tem a festa da Tainá. Fotografar adolescentes que ficam me passando as cantadas mais miadas do mundo. Aos 12 anos, eles acham que podem dar em cima de você. Eles acham que podem dar em cima de todo mundo. É simples. Precisam de mais. Sempre mais. Estão se descobrindo. Precisam de números. E o mais engraçado é que, na maioria das vezes, seus números são imaginários.</p>
<p>Engraçado. Não sei se por ter me apaixonado aos 11 anos e ter carregado essa paixão até metade dos 18, eu nunca fui assim. Quer dizer, nunca me preocupei com números. Eu tinha medo deles. Dos números e dos garotos. E aí as minhas amigas contavam todas as suas experiências (inclusive as &#8211; pelo menos pra mim &#8211; mais constrangedoras) e eu ficava lá, com meu jeito tímido/blasé, dizendo que só beijaria se fosse ele, e outros mimimis românticos que pretendo não reproduzir aqui. Não que eu não seja mais romântica, só não sou mais inocente como quando era adolescente.</p>
<p>Fui dar meu primeiro beijo aos 15 anos, de susto, cheia de idéias mirabolantes sobre uma relação. O beijo não foi com quem eu me queria, a relação só existia na minha cabeça. Vá lá&#8230; Águas passaram, anos passaram sem que eu sequer pensasse em beijar novamente. Eu descobri que beijar só quando se está loucamente apaixonada não existe. Às vezes é dar uma chance a alguém que vai criar essa paixão. As coisas mudam e hoje em dia eu dou risada de como estou diferente. No tempo certo, as vontades, prioridades e certezas mudam. A gente aprende a lidar com a timidez. De certa forma, isso me deixa feliz.</p>
<p>A minha mãe diz que estou vivendo meus 12 anos agora, aos dezoito. Só agora comecei a me permitir mais.</p>
<p>É, talvez ela tenha razão. Talvez sejam meus novos 12 anos. Com um pouquinho de maturidade a mais.</p>
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		<title>Delírios e Bizarrices</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 18:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acordei com o celular tocando às 4h20 da manhã. Basicamente aquilo que tive vontade de fazer ontem e não fiz. Foi meio que uma troca, ou até mesmo um compartilhamento. O sonho veio aqui ontem, foi lá hoje. Ambos tivemos a mesma sensação &#8211; ou não. Só sei que essas coisas me dão medo. Mas eu acho engraçado como tudo tem acontecido. A vida é engraçada, até quando é surreal. .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acordei com o celular tocando às 4h20 da manhã. Basicamente aquilo que tive vontade de fazer ontem e não fiz. Foi meio que uma troca, ou até mesmo um compartilhamento. O sonho veio aqui ontem, foi lá hoje. Ambos tivemos a mesma sensação &#8211; ou não. Só sei que essas coisas me dão medo. Mas eu acho engraçado como tudo tem acontecido. A vida é engraçada, até quando é surreal. Alguém que nunca vi como se tivesse visto mais do que deveria. E vice versa. Ou não. E, só pra constar, não macumbei ninguém. É, no máximo, sintonia mesmo.</p>
<p> </p>
<p>(Sabe o que me deixa feliz? Bem ou mal, eu existo pra ele tanto quanto ele pra mim. É tão ruim quando a existência se limita a um dos lados&#8230; Aliás, não é que seja ruim, é que, quando é de um lado só, simplesmente não é. É isso: não é.)</p>
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		<title>Prazeres Amélie Poulain</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 19:58:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[. Às vezes, no meio de toda agitação, de todo trabalho, bate o cansaço. A vontade de ir embora. De estar longe. É, eu queria estar longe daqui. Hoje, olhar o mundo com os olhos dos outros foi minha única forma de fugir. E fez um bem&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.</p>
<p>Às vezes, no meio de toda agitação, de todo trabalho, bate o cansaço. A vontade de ir embora. De estar longe. É, eu queria estar longe daqui. Hoje, <a href="http://flickr.com/photos/lovemaltine/favorites/">olhar o mundo com os olhos dos outros</a> foi minha única forma de fugir.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1363" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/11/image1.png" alt="" width="494" height="494" /></p>
<p>E fez um bem&#8230;</p>
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		<title>Me procura ali&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 13:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2379/2563553205_43770b160b_o.jpg" alt="" width="448" height="299" /></p>
<p>&#8230;. que eu com certeza tô perdida no meio delas.</p>
<p> </p>
<p>(Periga cair, mas a esta altura eu não tô nem ligando&#8230;)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Terapia do Riso</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 03:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[          22h40 &#8211; ligação inesperada de um Guerrero faminto Quarterão depois das dez desabafos e piadas conversa sóbria gargalhadas no sofá coca-cola inacabada trilha sonora de banheiro dividindo guarda-chuva terminal Lapa indo embora   o terno adeus: não obrigação, prazer, somente.   Ela tem um amigo! (quem cuida de quem?)   Indaiatuba ou Irlanda, há o silêncio das saudades antecipadas, (que tal desligar o relógio, esquecer .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>22h40 &#8211; ligação inesperada de um Guerrero faminto</p>
<p>Quarterão depois das dez<br />
desabafos e piadas</p>
<p>conversa sóbria<br />
gargalhadas no sofá</p>
<p>coca-cola inacabada<br />
trilha sonora de banheiro</p>
<p>dividindo guarda-chuva<br />
terminal Lapa indo embora<br />
 </p>
<p>o terno adeus:</p>
<p><strong>não obrigação, prazer, somente</strong>.</p>
<p> </p>
<p>Ela tem um amigo!</p>
<p>(quem cuida de quem?)</p>
<p> </p>
<p><em>Indaiatuba ou Irlanda, há o silêncio das saudades antecipadas,<br />
(que tal desligar o relógio, esquecer dos problemas?)</em></p>
<p>(é que um &#8220;vamos aproveitar ao máximo nosso fim de ano&#8221;<br />
nunca soou tão decisivo.)</p>
<p>o fim&#8230;</p>
<p>o fim é SEMPRE decisivo.<br />
mesmo para <a href="http://umindeciso.blogspot.com">um indeciso</a> tão perdido no mundo.</p>
<p>aaaaaaaaai como eu amo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Estive pensando&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 14:49:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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<p> </p>
<p> </p>
<p>&#8230;no quanto me afastei das pessoas de que gosto, ou mesmo no quanto abri mão do que gostaria várias vezes esse ano simplesmente por ter obrigações que eu não sei se queria mesmo ter.</p>
<p>Isso me fez tomar várias decisões que não colocarei aqui, mas que vão mudar muito na minha vida.</p>
<p> </p>
<p>Se você for importante pra mim, verá de perto. Senão, saberá só de entrelinhas, como sempre aconteceu com os leitores desse humilde blog.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>:* fui ali viver e já volto.</p>
<p>Ou não.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>tinha uma Flor no meio do caminho</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 03:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[      Eu nunca gostei de flores. Embora sempre as achasse aparentemente bonitas, elas não me impressionavam, não me chamavam a atenção. Minha mãe, que tem um lado pintora, ficava abismada toda vez que começava uma tela &#8211; ela sim adorava flores! &#8211; e eu não dava opinião, simplesmente porque não achava graça.    Daí que um dia, caminhando pela vida sem prestar muita atenção em nada, eu encontrei .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p> </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1290" title="1213808871167_f" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/10/1213808871167_f.jpg" alt="" width="500" height="329" /></p>
<p> </p>
<p><strong>Eu nunca gostei de flores.</strong> Embora sempre as achasse aparentemente bonitas, elas não me impressionavam, não me chamavam a atenção. Minha mãe, que tem um lado pintora, ficava abismada toda vez que começava uma tela &#8211; ela sim adorava flores! &#8211; e eu não dava opinião, <strong>simplesmente</strong> porque<strong> não achava graça. </strong></p>
<p> </p>
<p>Daí que um dia, caminhando pela vida sem prestar muita atenção em nada, <strong>eu encontrei uma Flor. </strong></p>
<p>(Não que devesse haver algo de especial nisso, não. <strong>Era mesmo pra ser só mais uma flor no meio do caminho.</strong> Mas não. Essa era especial. Me chamava atenção. Não me deixava ir, mesmo sem querer que eu ficasse.)</p>
<p>E havia entre nós barreiras. Não poucas. <strong>Barreiras estranhas e invisíveis</strong> &#8211; o tempo, por exemplo. Por algum motivo, aquela flor e eu vivíamos em estações diferentes. Eu no inverno, ela no verão. <br />
Mas sempre tive esperança de que um dia coincidissem nossas primaveras.</p>
<p> <br />
Então, sem poder tocar a Flor ou levá-la para minha casa, com medo de ferí-la, eu passava por ali todos os dias. O que era um caminho aleatório tornou-se obsessão. O que era apenas uma Florzinha tornou-se paixão.<br />
 </p>
<p>E eu decidi que poderia esperar. Não me cansava dela. <strong>Daquele pedacinho branco do mundo que acendia em mim mais amor até do que paz.  </strong></p>
<p>Decidi que estaria ali, mesmo que a Flor nem soubesse da minha existência. Falhei, é fato. Estive durante tanto tempo cercando a pobrezinha que ela me notou, num dia qualquer, por culpa de um pequeno <strong>Erro: </strong>quase sufoquei-a de tanto olhar, mais perto, mais perto, mais perto&#8230;</p>
<p> <br />
E quando pra mim fazia sol, para ela chovia. <strong>Quando para mim eram cinzas, pra ela era carnaval. </strong>Cansada de tentar com o Universo uma maneira, um acordo, um modo de estar com a Flor por completo, sem medo de tocá-la, cheirá-la, dedicar minha vida a regar e dar carinho a ela, simplesmente sentei a seu lado e fiquei. Sentei pra esperar. </p>
<p> </p>
<p><strong>E ainda estou aqui.</strong> Acredito que, um dia, quando eu acordar de um desses inevitáveis cochilos que dou ao observá-la, linda, dormindo, será a nossa primavera. E não haverá barreiras, nem distância, nem medo ou empecilhos. Vou poder pegá-la nas mãos com carinho e, sem arrancar-lhe as pétalas, contar uma por uma, &#8220;bem-me-quer, mal-me-quer, &#8230;&#8221;</p>
<p>Parece que essa Flor mexeu em algo dentro de mim que há muito estava adormecido.<br />
 </p>
<p>Pra falar a verdade, eu ainda não gosto tanto de flores. Mas a visão delas, seu perfume, sua delicadeza, tudo isso me lembra  a minha Flor. A Flor que nem minha é, mas que um dia tomou-me para si. É, sou mais dela que de qualquer um.</p>
<p> </p>
<p>E só isso é o suficiente para que eu veja nas flores, hoje, uma beleza incomum.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Semelhanças irônicas</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 23:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  O pior de ver Eu e As Mulheres é, com certeza, a minha maldita memória associativa. O Adam Brody é a cara dele. Pior, o personagem, Carter, tem tudo daquele maldito. As roupas, o modo se se mexer, o jeitinho blasé. Se eu tenho fugido de ir à faculdade, de ir ao pub (ou qualquer outro tipo de evento) com os amigos só pra não ter que vê-lo, por .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.mtv.com/movies/photos/i/in_the_land_of_women_022007/flip-a.jpg" alt="" width="355" height="179" /></p>
<p>O pior de ver <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0419843/">Eu e As Mulheres</a></em> é, com certeza, a minha maldita memória associativa. O Adam Brody é a cara <strong>dele</strong>. Pior, o personagem, Carter, tem tudo daquele maldito. As roupas, o modo se se mexer, o jeitinho blasé. Se eu tenho fugido de ir à faculdade, de ir ao pub (ou qualquer outro tipo de evento) com os amigos só pra não ter que vê-lo, por que demônios o personagem principal do meu filme favorito tem que ser IGUALZINHO a <strong>ele</strong>? Assim, fisicamente? De você olhar às vezes e não saber se é o Adam Brody ou <strong>ele</strong> ali, naquela Samsung de 42&#8221; à sua frente! Shit. </p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="de" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/10/de-300x173.jpg" alt="" width="300" height="173" /></p>
<blockquote><p>&#8220;AHHHH, Ari! Por um desse eu secava rapidinho&#8221; </p>
<p style="text-align: right;">FREITAS, Débora Cavalcante Queiroz de.</p>
</blockquote>
<p>Eu até secaria, se eu soubesse que assim ele olharia pra mim, de alguma maneira. Mas sei que não. Então continuo aqui. Gordinha. Vendo filme, lembrando dele e evitando-o na faculdade, no msn e no orkut. É infantil, eu sei. Mas eu preciso esquecê-lo. Somos muito iguais às vezes. E somos completamente diferentes. [São dois anos nessa paquerinha besta em que eu fico olhando e flertando, mas sempre esqueço que estamos separados por uma daquelas paredes em que eu o enxergo, mas ele, ao olhar na minha direção, só vê a si mesmo, como se ali houvesse um espelho.]</p>
<p>E então, o que resta pra hoje é chorar com o filme, terminar a monografia e torcer pra que amanhã eu não me derreta ao primeiro olhar dele.</p>
<p> </p>
<p>Notas mentais:</p>
<p><img class="alignleft" src="http://entretenimento.globo.com/Entretenimento/Tv/foto/0,,9192273-NDP,00.jpg" alt="" width="189" height="118" />1. Não assistir <em>In The Land Of Woman</em> desacompanhada.<br />
2. NUNCA deixar <em>Carinhoso</em> na lista de reprodução, pra evitar o incômodo dela tocar no shuffle e eu lembrar <a href="http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/695629">daquele dia</a>.<br />
3. Ele não vai me olhar, portanto eu não devo pensar nele.<br />
4. &#8220;I&#8217;m trying to wake you up! There&#8217;s a big fucking world out there. It&#8217;s messy, and it&#8217;s chaotic, and it&#8217;s never, it&#8217;s never ever the thing you&#8217;d expect. It&#8217;s ok to be scared but you cannot allow your fears to turn you into an asshole, not when it comes to the people that really love you, the people that need you.&#8221; (WEBB, Carter)</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>A pergunta que não quer calar é: por que eu só olho pra quem nunca vai me olhar?<br />
(E por que diabos ele tem que estar em tudo na minha vida? :O)</p>
<p> </p>
<p>Ainda bem que minhas paixonites são só paixonites.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Considerações tardias</title>
		<link>http://lovemaltine.com.br/consideracoes-tardias.html</link>
		<comments>http://lovemaltine.com.br/consideracoes-tardias.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 17:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[sobre e para um amigo que parece estar cada dia mais longe    1. O tempo passa.  2.A distância e a falta de tempo esfriam relações, não adianta.   3. A saudade dói.  4. Ninguém é insubstituível.   5. O amor insiste em existir pra sempre, mesmo que apenas fazendo aparições esporádicas em crises de ciúme ou saudades exacerbadas.  6. Onde quer que você esteja, não importa com quem &#8211; já que não .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>sobre e para um amigo que parece estar cada dia mais longe</strong></p>
<p> </p>
<p><img class="alignleft" title="p" src="http://img3.orkut.com/images/milieu/1203424124/1203449826901/14209554/Z12711ut.jpg" alt="" width="160" height="213" /> 1. O tempo passa.</p>
<p> 2.A distância e a falta de tempo esfriam relações, não adianta. </p>
<p> 3. A saudade dói.</p>
<p> 4. Ninguém é insubstituível. </p>
<p> 5. O amor insiste em existir pra sempre, mesmo que apenas fazendo aparições esporádicas em crises de ciúme ou saudades exacerbadas.</p>
<p> 6. Onde quer que você esteja, não importa com quem &#8211; já que não é comigo, estou aqui torcendo pra que consiga o que almeja. E juro, eu quero mesmo olhar pra você e sorrir. E abraçar. Quero comemorar a sua vitória como planejamos tantas vezes&#8230; Se lembra dos nossos planos?<br />
Pois é&#8230; Eu te amo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre personalidade</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 03:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(ou FALTA DE) Você acha que conheceu as pessoas mais importantes da sua vida, divide sua história com elas, vocês têm vários momentos felizes juntos, e, de repente, quando você já é quase capaz de jurar que o sentimento é verdadeiro e pra sempre, descobre que sempre tem aquela pessoa que simplesmente não dá a mínima: Acha que os outros lhe devem mendicância de atenção, se importa apenas em ser .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(ou <strong>FALTA DE</strong>)</p>
<p>Você acha que conheceu as pessoas mais importantes da sua vida, divide sua história com elas, vocês têm vários momentos felizes juntos, e, de repente, quando você já é quase capaz de jurar que o sentimento é verdadeiro e pra sempre, descobre que sempre tem aquela pessoa que simplesmente não dá a mínima: Acha que os outros lhe devem mendicância de atenção, se importa apenas em ser admirada pelos outros, não faz muita questão da sua amizade e age completamente ao contrário de tudo que já disse pensar apenas pra poder ser aceita num grupo. Falta de personalidade, na minha concepção, é falta de caráter. É, esse tipo de pessoa junta em mim ódio, pena, desgosto e nojo.</p>
<p>Pior que sentir tudo isso, só sentindo por alguém que você ama. Tá foda.</p>
<p>E esse é o tipo de coisa que uma cartinha jogando em mim toda a responsabilidade pela distância ou pelas falhas  não vai resolver.</p>
<p>Como o mundo é bizarro&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eu Te Amo, Porra</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 21:14:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ah, eu não sinto mais vergonha, não. Se a falta vai dizer por mim. Você se engana tão melhor assim; Guardando tanto amor que eu já não sei separar. Eu não sei. O som que faz quando um de nós se vai é quase vai-e-vem. Por muito tempo até que deslizei; Não deu pra segurar, mas eu tentei. Devagar. Eu tentei. E eu não quero um outro alguém - muito .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><img class="size-medium wp-image-1214  aligncenter" title="atgaaadscuyw8qif_abfzhkr7gmnm4gdg1og54lqphvhwtdg8lf8ygudkfbdadyeactbccufpqs2hnvlxvyon6jdpztwajtu9vdirosq_q3bha1emirefqawz604ma" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2008/10/atgaaadscuyw8qif_abfzhkr7gmnm4gdg1og54lqphvhwtdg8lf8ygudkfbdadyeactbccufpqs2hnvlxvyon6jdpztwajtu9vdirosq_q3bha1emirefqawz604ma-216x300.jpg" alt="" width="216" height="300" /></em></p>
<p><em>Ah, eu não sinto mais vergonha, não.<br />
Se a falta vai dizer por mim.<br />
Você se engana tão melhor assim;<br />
Guardando tanto amor que eu já não sei separar.<br />
Eu não sei.</p>
<p>O som que faz quando um de nós se vai<br />
é quase vai-e-vem.<br />
Por muito tempo até que deslizei;<br />
Não deu pra segurar, mas eu tentei.<br />
Devagar.<br />
Eu tentei.</p>
<p>E eu não quero um outro alguém -<br />
muito menos se for<br />
p&#8217;ra esconder o nosso bem<br />
em um falso sorriso.<br />
Pense muito bem<br />
nesse abrigo indeciso.<br />
Outra foto no mural<br />
e eu fui cuidar de mim&#8230;</p>
<p>Fui procurar ajuda para um coração<br />
trincado pela culpa,<br />
vazando sem perdão.<br />
Procurar ajuda para um coração<br />
trincado pela culpa,<br />
coagulando sem perdão.<br />
Eu errei fazendo a coisa certa.<br />
E, perdendo toda a essência,<br />
acho até que não preciso de você&#8230;<br />
quando preciso de você.</em></p>
<p><em></em></p>
<p>Poléxia</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Diálogo da madrugada</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 21:40:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Você é um barato&#8230; - Sou? - Sim&#8230; A identidade secreta de Ariane&#8230; Bom nome pra livro, hein? - (Risos) O Fantástico Mundo de Ariane, seria o livro. Um mundo nada fantástico, a não ser pelo fato de que é só meu e que, embora todos possam ver, ninguém é capaz de compreender por completo &#8211; porque só eu sei o que há dentro de mim (ok, às vezes .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>- Você é um barato&#8230;<br />
- Sou?<br />
- Sim&#8230; <em>A identidade secreta de Ariane</em>&#8230; Bom nome pra livro, hein?<br />
- (Risos) <em>O Fantástico Mundo de Ariane</em>, seria o livro. Um mundo nada fantástico, a não ser pelo fato de que é só meu e que, embora todos possam ver, ninguém é capaz de compreender por completo &#8211; porque só eu sei o que há dentro de mim (ok, às vezes nem eu!).<br />
- Sim&#8230; Seria um bom livro&#8230; Eu iria ler, sem dúvidas.<br />
- Seria um livro difícil de ler. Sem um final plausível.<br />
- Não creio. Você se despedaça&#8230; Não entendo o porquê disto.<br />
- As coisas ficam mais simples quando fragmentadas. De entender. De enxergar mais de perto.<br />
- Mas eu acho que às vezes você pega pesado&#8230; E parece não querer enxergar o que de fato é&#8230; Talvez, acreditando no dia em que não mais existirá, aqui&#8230; E não terá que olhar para as pessoas que te conhecem&#8230; Como forma de fuga&#8230; desespero&#8230; Ou mero complexo consigo mesma&#8230;<br />
- &#8230;<br />
- Me perdoe se falei o que eu achooo&#8230;<br />
- Você sempre deve falar o que acha&#8230; Eu sempre falo.<br />
- Eu também&#8230; (pausa) Quero fugir daqui&#8230;</p></blockquote>
<p>14 minutos que mexeram com toda a minha percepção pessoal&#8230; (E que têm tudo a ver com essas minhas mudanças atuais. Ou não).</p>
<p> </p>
<p>E veja só; eu não sou a única pessoa querendo fugir. ;~</p>
<p> </p>
<p>Tem gente que faz um bem danado estando na nossa vida. Mesmo sem nem ver&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>tudo passa</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 17:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Eu você e todos os encontros casuais os ais e os hão de ser e todos os casais também olha, acho até que quem achou que nunca ia esse ia se espantar de ver que o ódio e o amor e até eu vou pra ver no que vai dar a massa a moça e até esse pra sempre tudo passa   (marcelo camelo)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><em>Eu você e todos os encontros casuais<br />
os ais e os hão de ser<br />
e todos os casais também<br />
olha, acho até que quem achou que nunca ia<br />
esse ia se espantar de ver que o ódio e o amor<br />
e até eu vou pra ver no que vai dar<br />
a massa a moça<br />
e até esse pra sempre</p>
<p>tudo passa</em></p>
<p> </p>
<p>(marcelo camelo)</p>
<p><object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="BlipEmbedPlayer" height="150" width="100%" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/get/flashplayer/current/swflash.cab"><param name="movie" value="http://blip.fm/_/swf/BlipEmbedPlayer.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="FlashVars" value="blipId=598857" /><embed src="http://blip.fm/_/swf/BlipEmbedPlayer.swf" quality="high"height="150" width="100%" name="BlipEmbedPlayer" align="middle"play="true"loop="false"quality="high"allowScriptAccess="always"type="application/x-shockwave-flash"pluginspage="http://www.adobe.com/go/getflashplayer"wmode="transparent"flashVars="blipId=598857"></embed></object></p>
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		<title>Divagações</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 19:36:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#AméliePoulain]]></category>
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		<description><![CDATA[sempreoeleeoeueoeleeoeueoeleeoeueoeleeoeununcanós? cadernos rabiscados, poesias dedicadas à lata do lixo, apontador, cascas, cascas, rabiscos, pra quê lápis se dispenso a borracha? abraços, beijinhos, carinhos, escrever e pensar a ternura é muito mais fácil do que de fato vivê-la, realmente. realmente real mente o real? mente&#8230;   [a vida vaivai vai v a i ... e eu fico.]   tudo vai passar vai passar passar tudo.     intuições, parâmetros, desencadeamentos, sentenças .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>sempreo<strong>ele</strong>eo<strong>eu</strong>eo<strong>ele</strong>eo<strong>eu</strong>eo<strong>ele</strong>eo<strong>eu</strong>eo<strong>ele</strong>eo<strong>eu</strong>nunca<strong>nós</strong>?</p>
<p>cadernos rabiscados, poesias dedicadas à lata do lixo, apontador, cascas, cascas, rabiscos, pra quê lápis se dispenso a borracha?</p>
<p>abraços, beijinhos, carinhos, escrever e pensar a ternura é muito mais fácil do que de fato vivê-la, realmente.</p>
<p>realmente<br />
real mente<br />
<em>o real?<br />
mente</em>&#8230;</p>
<p> </p>
<p>[a vida vaivai vai v a i ... e eu fico.]</p>
<p> </p>
<p>tudo <em>vai passar<br />
vai passar<br />
passar</em><br />
tudo.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>intuições, parâmetros, desencadeamentos, sentenças</p>
<p> </p>
<p>já pararam pra pensar?<br />
<strong>nem sempre o final é feliz</strong></p>
<p> <br />
Entoe o mantra<br />
TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP [...]</p>
<p>ficadicaeterna:*</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Luíza</title>
		<link>http://lovemaltine.com.br/luiza.html</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 04:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[#Sonhos&Pesadelos]]></category>

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		<description><![CDATA[ Por ela é que eu faço bonito Por ela é que eu faço o palhaço Por ela é que saio do tom E me esqueço no tempo e no espaço Quase levito Faço sonhos de crepon E quando ela está nos meus braços As tristezas parecem banais O meu coração aos pedaços Se remenda prum número a mais Por ela é que o show continua Eu faço careta e trapaça .. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p> <font size=1px><em>Por ela é que eu faço bonito<br />
Por ela é que eu faço o palhaço<br />
Por ela é que saio do tom<br />
E me esqueço no tempo e no espaço<br />
Quase levito<br />
Faço sonhos de crepon</em></p>
<p><em>E quando ela está nos meus braços<br />
As tristezas parecem banais<br />
O meu coração aos pedaços<br />
Se remenda prum número a mais</em></p>
<p><em> </em><em>Por ela é que o show continua<br />
Eu faço careta e trapaça<br />
É pra ela que faço cartaz<br />
É por ela que espanto de casa<br />
As sombras da rua<br />
Faço a lua<br />
Faço a brisa<br />
Pra Luisa dormir em paz</em></font></p>
<div style="text-align: right;"><em>Chico Buarque e Francis Hime</em></div>
<p> </p></blockquote>
<p align=justified>
Nós três jogados no confortável sofá por onde pairava a fumaça dos não sei quantos cigarros espalhados pelo mezanino. Eu, bêbada das circunstâncias, tentava me desviar ao máximo das doses de vodca, tequila, cerveja e wisky alheias – embora elas viessem de todas as direções – enquanto comentávamos insistentemente sobre cada detalhe que passava por nossos olhos. “Um pouco mais de gelo?” Acho que eu não estava lá, só meu corpo. Na verdade, na maior parte do tempo, faço questão de transportar espaço/companhias para o meu mundo. No meu mundo aquilo tudo era diferente. O lugar podia até ser o mesmo, mas não havia aquela música que eles chamavam ambiente. No meu mundo, <em>ele</em> não seria tão <span>desinteressado</span>, nem eu desinteressante. No entanto, estávamos ali: pessoas desconhecidas, a melhor amiga, <strong>o impossível</strong> <em>affair</em> e eu, estado total de deprimência, fugindo completamente da rotina e do <em>script</em>, assustando todo e qualquer ser acostumado a me ver sempre fechada e certinha no meu canto. “Eu pego uma coca-cola pra você”.</p>
<p>Depois de um tempo distribuindo <span>sorrisos amarelos </span>e alguns “o pessoal não vem?”, não sei ao certo em que ponto da noite, Hugo resolveu aparecer. Sorria, trazia (ainda mais) cigarros, perguntava se estávamos ali há muito tempo, se tínhamos idéia de onde estavam os meninos, se isso, se aquilo, pura função fática e tentativa de enquadramento no ambiente. Chamou-me para dar uma volta, fomos ao andar de baixo buscar um drinque. Momento de jogar conversa fora. “Ah, eu tenho certeza que ele já ficou com ela&#8230; Eles combinam, não é legal?”. <em><span>Não</span>, não é</em>, <strong><span>ele é meu</span></strong>. Não respondi, mas deu vontade. Na verdade, às vezes eu até consigo não falar o que penso – embora na maior parte delas eu me dedique a falar e fazer tudo o que me dá vontade. E a vontade agora era ser engolida por toda a fumaça do mundo. Mas foi por pouco tempo – logo que subimos, chegaram os outros.</p>
<p>Agora estávamos completos, não chegaria mais ninguém. Éramos então nove – André, Bruno e seu amigo, Fernando, Henry, Hugo, Ricardo, Tory e eu. Basicamente, o canto esquerdo do fundão do JoC. E aí, já defumada e mais alta que o normal com a alegria alheia, presenciei tequilas num gole só, mendicância de cigarros, piadas infames, xavecos insólitos, desabafos, intimidades desgastantes.<br />
“Ai, você precisa ter menos pudor”. O vestido subindo e descendo de acordo com as mãos que o tocavam. Alguns rasgos na meia arrastão. Henry indo embora por culpa da maldita lei seca. A dona da festa sorrindo pra todos, num equilíbrio entre a falta de sobriedade e a alegria sincera de ver que a festa não havia miado. “Você ficou linda de franjinha, estou apaixonado” e outras pérolas. A vergonha alheia veio antes da vergonha pessoal, ainda bem. E, dentre mortos e feridos, salvaram-se todos.<br />
<em>Ele </em>foi embora com outra. Eu, para variar, fui assediada por um idiota. Ficamos em seis &#8211; fechamos um táxi por R$25 a rodada até Sumaré. Bruno dormindo no meu colo, Tory entre o meu e o do Ladeira, Capiau rindo horrores em seu canto, o idiota na frente com o Taxista. “Não sei, você me quer com ou sem pênis?” e “Ninguém aqui gosta de você” – porque a vida é uma escola e eu, embora bem tosca, também tenho meus aluninhos – foram as aspas que fecharam a noite pública com chave de ouro. Ah! E como me orgulho delas&#8230;</p>
<p>Nós duas deitadas lado a lado na cama, cansadas e (in)conformadas. Madrugada daquelas que qualquer um gostaria de ter todos os dias: momento de ouvir e ser ouvida, não importa qual a pauta. E aí, nem preciso dizer, a pauta foi totalmente previsível. A noite, as aspas, a vergonha alheia, os corações, os malditos homens, as vontades, os erros, os acertos, as dúvidas. Coisa de mulherzinha, com direito a conselhos e planos.Com direito a balanço físico e emocional. Mensagem de texto ctrl+C e ctrl+V fazendo vibrar o celular das duas. Resposta coletiva. (Não sabíamos se era pra rir ou pra chorar.) De repente, de um segundo pro outro, simplesmente nos cobrimos, apagamos a luz, e começamos a (tentar) dormir.</p>
<p><strong>Maldita esperança acumulada, maldita proximidade venenosa, maldito sorriso lindo que ele tem.</strong> Sonhei a noite toda com o que podia ter sido e não foi (e ficadicaprasempre: nunca vai ser), acordei repetidas vezes pronta a escrever um manual de &#8220;como se deixar iludir repetidas vezes por alguém que nem olha pra você&#8221;, mas não tinha papel e meu notebook estava em casa; portanto perdi a obra da minha vida. (Ok, exagerei). Entre resmungos, roncos alheios, deprimências e passarinhos, dormimos até que o telefone – lá pelas 14h do sábado – nos fez pular da cama.</p>
<p>&#8220;Janta&#8221; no café da manhã. Sem ressaca, o que é pior. &#8220;Mora Na Filosofia&#8221;. A dedicatória mais linda que eu já vi. &#8220;Um Copo de Cólera&#8221;. Amy Winehouse. Ressaca moral tardia por, talvez, excesso de sobriedade. Dores de cabeça, &#8220;I Will Survive&#8221;. Alguém por favor me ensina a voltar no tempo? Planos, Personare, dúvidas.</p>
<p>(E agora eu estou aqui. Chove lá fora. O relógio marcando 00h53. Podia estar dormindo, mas sabia que não conseguiria enquanto não me aproveitasse do silêncio pra dizer o quanto gostei desse fim de semana em algum lugar. A cada dia eu tenho mais certeza de que tenho pessoas especiais ao meu redor. E de que só atraio losers e afins. Acho que não cansei de sonhar ou me iludir, não. Não tem doído como doía antes, não sou mais criança. Cada dia sei melhor em que terreno estou pisando ou a quem devo ou não ouvir. E o melhor disso tudo é que, não importa como nem quando, eu fiz amigos de verdade. Pessoas sem as quais eu já não me vejo. E eu não me canso de ouvir Vinícius de Moraes sussurrando em meu ouvido: “Que não seja imortal – posto que é chama; mas que seja infinito enquanto dure”. Ah, como sou piegas! E quem liga?)</p>
<p>Entoe o mantra: Ela vai se livrar dos ordinários&#8230;<br />
(Bora lá, galere! Entoem e mentalizem minha face, pra ver se ajuda&#8230;)</p>
]]></content:encoded>
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