ressaca moral

Chegando do bar com MILHÕES de novos conceitos.

Cada dia mais certeza de que tenho fobia social.

E hoje não tinha o amigo-pílula-de-alegria pra me xingar, dar um abraço e me fazer ter certeza de que estava tudo bem.

Não mesmo.

Ariane, clae a boca. esse é o caminho. Calar a boca.

[e ir embora direto, sem saídas sociais.]

PELO NÃO À VIDA OFFLINE.




Obviedades

Gonna change my way of thinking,
Make myself a different set of rules.

Gonna change my way of thinking,
Make myself a different set of rules.
Gonna put my good foot forward,
And stop being influenced by fools.
Stripes on your shoulders,
Stripes on your back and on your hands.
Stripes on your shoulders,
Stripes on your back and on your hands.
Swords piercing your side,
Blood and water flowing through the land.Well don’t know which one is worse,
Doing your own thing or just being cool.
Well don’t know which one is worse,
Doing your own thing or just being cool.
You remember only about the brass ring,
You forget all about the golden rule.

You can mislead a man,
You can take ahold of his heart with your eyes.
You can mislead a man,
You can take ahold of his heart with your eyes.
But there’s only one authority,
And that’s the authority on high.

I got a God-fearing woman,
One I can easily afford.
I got a God-fearing woman,
One I can easily afford.
She can do the Georgia crawl,
She can walk in the spirit of the Lord.

Jesus said, “Be ready,
For you know not the hour in which I come.”
Jesus said, “Be ready,
For you know not the hour in which I come.”
He said, “He who is not for Me is against Me,”
Just so you know where He’s coming from.

There’s a kingdom called Heaven,
A place where there is no pain of birth.
There’s a kingdom called Heaven,
A place where there is no pain of birth.
Well the Lord created it, mister,
About the same time He made the earth.

 

 

[Dylan falando comigo de novo! (Procure no arquivo e você encontra vários diálogos nossos, haha!) É, parece que falta alguma coisa... olhe bem.]




Devaneio (I)

Porque eu vi esse texto no meu Recanto e achei que deveria publicá-lo novamente. Bons tempos aqueles em que eu conseguia escrever …

 

Por mais que eu tente dizer não a todos esses sentimentos que se chocam aqui dentro, o máximo que consigo fazer é assistir calada ao meu próprio fim. De que vale resistir tanto  se ao dormir são novamente eles que reinam em mim?

Não posso. Não, não! Está errado. Até porquê… Olhar-me com esses olhos? Ele? Jamais… (?) Não! Estou confundindo tudo. Não quero nada com ele! Nunca quis! É tudo criação da minha cabeça confusa. Estou estudando demais, é isso. Só pode ser isso.

{Mas e todos aqueles beijos, olhares e carinhos trocados ’sem intenção’? Aqueles abraços calorosos, aquela espera ansiosa todas as vezes em que cogitávamos um encontro, aqueles elogios soltos em meio a situações que não chamavam isso? E todas aquelas insinuações e sutilezas que sempre deixaram claro que havia ali algo a mais…?}

Não. Estou lúcida, sei que não há nada aqui além de um afeto inocente. Mas os objetos ao meu redor mentem. A taça pela metade, o cinzeiro cheio, as roupas - recém-tiradas - espalhadas pelo chão, a fotografia dele. Malditos objetos! Insistem em me dizer que eu o desejo; que os sonhos com ele são apenas reflexo do que me nego a enxergar quando estou acordada; que há realmente a chance de estarmos juntos um dia - mesmo que ‘um’ seja, nesse caso, não artigo; mas numeral.

O cheiro dele impregnou-se em mim - em meu pescoço, em minhas roupas, em meu sofá -  de maneira que não posso pensar em outra coisa, senão em seu toque. Mas estou lúcida, e isso exige de mim uma postura séria.

Por hoje eu decidi continuar sendo apenas a garota dos “incríveis olhos verde-musgo”. {Embora meu coração diga que sou não apenas uma garota com belos olhos, mas a garota “dele”.}




(E tudo isso começou com um scrap!)

Ahhh! Usp, Paulista, Cásper…
Troquei a vida straight pela junkie sem nem ver, com direito a largações no meio da rua, fumaça, violão e rodinhas, muito estudo, livros, poesias, entrevistar milhões de pessoas desonhecidas, filmar, ser filmada, fotografar, fotografar, fotografar, shows, conversas nerds no apê dos amigos, conversas cults na mesa do bar, falar besteira até cansar - e não cansar nunca, amigos de verdade, Monique Evans e seus travecos, uma repórter vestida de noiva, o gatinho que protagonizava Malhação na sua adolescência te pedindo fogo pra acender um cigarro no escadão, perseguição aos gatinhos com o amigo gay, desabafos com direito a abraço e chororô no meio da avenida, punks loucos e cheirados pensando que conseguem tirar dinheiro dos outros só porque são bonitinhos, gays gays gays, um idiota que pensa que é o Sid Vicious, atravessar a rua com o Lucas “Paraíba” e não reconhecê-lo, ser esquecida por entrevistados ‘pseudos-famosos’ depois de levar inúmeras cantadas, pegar chuva de macaquinho, emos no metrô, placas de “me dá um abraço”, scraps e twittadas dizendo “te vi no elevador da Gazeta” ou “nossa, certeza que era você ontem subindo a Al. Campinas”, perder a oportunidade de conhecer o Silvio Santos porque tem gravação de um documentário sobre “O ritmo de vida moderno” e você é a personagem principal de uma encenação - que no fim nunca existiu - exatamente no mesmo horário que a assessoria do SBT marcou a reunião com você, meninas de 14 anos vestidas como o que elas dizem ser From UK tirando fotos emo com copos da Starbucks na mão, balada com Sérgio Mallandro agitando o “Créu” pra você, rever o amor da sua vida no baile de formatura do colégio antigo e ainda fazê-lo ficar vermelho só ao dizer “oi”, reencontrar uma paixão platônica que pensou que nunca mais veria na vida caindo exatamente na sua sala da faculdade, pagar pau pro “bixo-boina” sem saber que ele é famoso, fazer curtas imitando a mulher que não é especialista em nada e só fala em índios e aborígenes, calar a boca da amiga bêbada às 4a.m. quando ela se oferece pra pagar o taxista com o corpo, Chocolate quente, Charamel Machiatto, Espresso Latte…. Milhares de pirações que só se encontram no Centro da cidade. Trabalhos, trabalhos, trabalhos… Notas vermelhas mais do que notas azuis, cansaço, sono, TPM, mau humor, carência, estresse, paixonites, incorrespondências… Falo muita coisa que aconteceu nas últimas três semanas aqui, e, ainda assim, não falo quase nada…

A minha vida pode ser qualquer coisa, menos parada.




CONSIDERAÇÕES

Diálogo # 1

- E aí, como foi o feriado?

- Ah, ótimo! Dormi bastante … E o seu? Foi pro Juca, né?

- Sim, foi muito bom! E você, foi pra algum lugar?

- Não, fiquei em casa, né! Olha bem pra mim…

- Ah, não! Eu vou tirar você dessa toca, você precisa sair dessa já!

Diálogo #2

- Eu sou muito chata, né?

- Ah, é, … , é.

Diálogo #3

- Quem não te conhece bem enxerga em você um envólucro, uma bolha. Você faz questão de deixar claro com um olhar, que seja: Não se aproximem.

- Eu…

Diálogo #4

- Você me acha bonito?

- Sim… sim. Eu te acho bonito de todas as maneiras, sabe? Você é bonito em todos os aspectos… é impressionante…

- Obrigado…

- Às vezes eu queria ser como você…

- Você também é linda à sua maneira.

Com o espelho

Nunca quis tanto me compreender como quero agora. Eu cansei de procurar a solidão, de estar sempre sozinha, de fazer questão de me isolar. Eu não fui sempre assim, anti-social. E eu não quero ser pra sempre assim. Estou longe de saber o que criou todos esses bloqueios que tenho hoje, mas sei que preciso encontrar uma maneira de driblá-los. É sempre hora pra ser feliz; mas ainda não encontrei a felicidade. Tudo que conheci até hoje foram momentos de euforia. E a euforia sempre precede a depressão…

Sabe o que é pior? depois de alguns segundos de autocontemplação, só conseguir chorar. Mas vai passar. Tudo sempre passa, de alguma maneira.

O problema (graaaaaaaaaaaande problema!) é: quando?

“semana que vem” martelando na cabeça. a vida em fotografias.




Sobre verbos, conjugações e vulnerabilidades

(ou: Viajando na aula da Nanami.)

[Constatação inútil: Não sei por que raios faço letras e jornalismo se mal sei lidar com verbos essenciais.]

- O meu problema maior tem nome. Primeira pessoa do singular.
[Para os mais lentos: Eu]

[con]viver: Detestável conjugá-lo no presente do indicativo. Quase nunca vem acompanhado do advérbio harmoniosamente. Exige muito da paciência e da tolerância. O pior? Sou obrigada a fazê-lo todos os dias.

Aplicação nada prática: Eu [con]vivo.

amar: Usá-lo uma única vez parece ter me tornado incapaz de utilizar esquecer. É egoísta, grudento, não vai embora. Parece que tem mais valor que qualquer outro.

Aplicações comuns: Eu o amei, eu o amo, eu o amarei.

Eis algumas experiências gramaticais que não recomendo a quem puder evitar :).

~ Toda vez que pensei em usar a locução estou apaixonada, acabei usando muito mais a fui rejeitada. É cruel, mas é verdade.

~ O verbo desprezar faz parte da minha vida.

Aplicação prática: Ele me despreza, eu desprezo a todos.

Nem preciso falar sobre como anda meu humor.




Reminiscências


Click: Meu atual veneno antimonotonia, minha rosinha de Hiroshima e membro favorito do clã da geração pós-tudo

Há dias em que as coisas simplesmente resolvem (re)passar pelas nossas cabeças.
Involuntariamente. Sem querer.
Como se você revisse de repente uma cena do passado num movimento, num objeto, numa pessoa ou numa paisagem qualquer.
Aquela linha tênue entre reminiscências e lembranças.
Reminiscências são assustadoras.

(Odeio dias assim. Eu tenho medo.)
Eu enxergo as coisas, e como tenho lidado com elas.
Acho que o passado ainda mexe muito comigo.
Não pareço ter a mínima idéia de presente.
Não nutro expectativas. Quanto ao futuro…

Eu tenho muito medo.

Esse friozinho, essa janela de frente para as árvores
(as árvores e suas folhas secas, balançadas pelo vento…)

A Faculdade de Educação me dá uma sensação estranha em dias assim.

Déja vús intermináveis.
Minha infância. Minha adolescência. Minha juventude.
Um pedaço em cada cantinho desses prédios.

O dia está assustadoramente melancólico hoje.

(Com direito à viajadas no gramado, LA cereja menthol, Poetic Tragedy ligado bem baixinho no repeat e algumas lágrimas borrando o rosto com o preto do delineador de olhos…)




Sentido único

Eu odeio ter de iniciar um novo blog sempre que consigo começar a me dar bem com um. Com o último foi assim. Assim mesmo. Demorou, e quando eu já estava amando, resolveu dar piti. Resultado: abandonei. Agora, depois de inúmeras tentativas de resolver o probleminha, migro aqui pro WP. Sinceramente, só espero que dure dessa vez. Espero mesmo. Se não durar, também, não ligo. A vida é mesmo cheia dessas efemérides, e eu sou  a pessoa mais inconstante que já conheci. Não posso evitar: eu mudo o tempo todo, e, sempre que há necessidade de mudar. Por que não? Vamos lá, agora, dar um tapinha nesse blog pra que ele fique com a minha cara o mais rápido possível, antes que eu pense em desanimar…

Desculpem a bagunça, obras e mudança são assim, sempre conturbadas.




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