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	<title>lovemaltine &#187; #Desabafo</title>
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	<description>Ariane, seu fantástico mundo e muito mais de 140 caracteres por mensagem.</description>
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		<title>Caio e eu</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 17:19:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#AméliePoulain]]></category>
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		<description><![CDATA[Não, eu não vou falar pela milionésima vez no Caio-da-infância, o Caio-primeiro-amor, o Caio-que-amei-durante-oito-anos-e-jamais-esquecerei. Não é desse Caio que falo hoje.

Como se eu já não fosse criativamente piegas sozinha, resolvi me desprender de obrigações e passar a tarde com Caio Fernando Abreu. O livro, CAIO3D, eu já tinha lido e reencontrei ontem na Biblioteca, enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, eu não vou falar pela milionésima vez no <em>Caio-da-infância</em>, o <em>Caio-primeiro-amor</em>, o <em>Caio-que-amei-durante-oito-anos-e-jamais-esquecerei</em>. Não é desse Caio que falo hoje.</p>
<p><img src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/05/7mrbbdtqen06h3uihygdqyn5o1_500.jpg" alt="7mrbbdtqen06h3uihygdqyn5o1_500" title="7mrbbdtqen06h3uihygdqyn5o1_500" width="500" height="332" class="aligncenter size-full wp-image-2809" /></p>
<p>Como se eu já não fosse criativamente piegas sozinha, resolvi me desprender de obrigações e passar a tarde com <strong>Caio Fernando Abreu</strong>. O livro, <strong>CAIO3D</strong>, eu já tinha lido e reencontrei ontem na Biblioteca, enquanto fuçava uma das prateleiras que mais me fascinam.</p>
<p>(Ok, a bibliografia de que <strong>realmente precisava</strong> pra estudar/trabalhar ficou por lá mesmo. Peguei só o que eu queria ler. Sei que é total FAIL, que no fim do bimestre <em>mimimi mimimi mimimi, blablabla whiskas sachê</em>, whatever.)</p>
<p>Eu quero e preciso de uma pausa <strong>pra mim</strong>. Preciso de um tempo pra pensar, preciso de um carinho, preciso da sexta-feira. Acima de tudo, preciso entrar mais um pouco em mim enquanto ela não chega. Caio se encaixa perfeitamente nessa necessidade, porque me identifico com ele, porque sinto que há muito dele em mim e (eu poderia ficar falando o dia todo), enfim, é melhor parar por aqui, afinal, ele me espera na cama, com mousse de maracujá na mão, pra continuar a me contar de novo suas histórias deliciosas. </p>
<p>(Por mim eu nem ia pra Cásper hoje. Nem pra USP amanhã. Por mim eu largava da vida e ia morar numa biblioteca. E eu não estou brincando nem figurativizando nada&#8230;) </p>
<p><font face="verdana" size="1px">imagem via unicorlogy.</font> </p>
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		<title>Garota do tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 01:56:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
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		<description><![CDATA[(aqui)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2730" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/04/weather.png" alt="479. Weather Girl, do Cowbirds in Love" title="weather" width="500" class="size-full wp-image-2730" /><p class="wp-caption-text">479. Weather Girl, do Cowbirds in Love</p></div><br />
(<a href="http://cowbirdsinlove.com/479">aqui</a>)</p>
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		<title>Encontro</title>
		<link>http://lovemaltine.com.br/2589.html</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 20:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#AméliePoulain]]></category>
		<category><![CDATA[#Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ela volta do jantar solitário, cabeça nas nuvens, pasta sanfonada na mão, coquezinho-secretária, óculos embaçados pelo rímel recém-passado. Malditos cílios gigantes que sempre esbarram nas lentes&#8230; Não é um de seus melhores dias. Confusão mental, a sempre triste confusão mental.
Caminha olhando para cima, sempre. Não por arrogância ou esperança, mas porque, inexplicavelmente, há algum tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2594" title="3108085876_fcbe13b89d_b" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/3108085876_fcbe13b89d_b.jpg" alt="3108085876_fcbe13b89d_b" width="437" height="655" /></p>
<p>Ela volta do jantar solitário, cabeça nas nuvens, pasta sanfonada na mão, coquezinho-secretária, óculos embaçados pelo rímel recém-passado. Malditos cílios gigantes que sempre esbarram nas lentes&#8230; Não é um de seus melhores dias. Confusão mental, a sempre triste confusão mental.</p>
<p>Caminha olhando para cima, sempre. Não por arrogância ou esperança, mas porque, inexplicavelmente, há algum tempo já não há o que lhe fascine mais que o céu. Especialmente o céu logo acima da torre da Gazeta, sua torre, pedacinho da sua vida. De repente, uma voz a tira do transe.</p>
<p>- Olá, você vai atravessar a avenida?<br />
A velhinha sorri afetuosamente.</p>
<p>- Vou sim.<br />
A resposta vem ainda com algum receio. Não gosta de contato com estranhos. Tem dificuldade pra conversar até com conhecidos&#8230;</p>
<p>- Me ajuda a atravessar? Fico tão receosa&#8230;<br />
A doçura da senhora a conquista. Faz que sim com a cabeça e volta os olhos para o farol.</p>
<p>- Você trabalha por aqui?<br />
- Estudo na <em>Gazeta</em>&#8230;<br />
- Cursinho?<br />
- Não, Jornalismo&#8230;<br />
- Jornalismo&#8230; É uma bela profissão para as mulheres. Em que ano está?<br />
- Segundo.<br />
- E como é o campo?<br />
A pergunta do campo. Do mercado de trabalho. Sempre a pergunta do mercado de trabalho. Responde qualquer coisa, deseja não ter parado ali. Odeia falar sobre área de trabalho, campo, especialização&#8230; Todos sempre lhe torcem o nariz ao ouvir suas opiniões e opções.<br />
O sinal abre. Coloca a mão nas costas da velhinha e atravessam, enquanto, cachinhos brancos ao vento, vestido floral, a idosa continua:</p>
<p>- A filha do meu irmão fez jornalismo. Trabalha naquela revista&#8230; como é&#8230; <em>Valor</em>, conhece?<br />
- Economia?<br />
- Isso, isso! Trabalhava na <em>Gazeta Mercantil</em>, mas recebeu uma proposta mais lucrativa, sabe como é, dinheiro a mais é sempre bom&#8230; Ela adora economia. Você&#8230; Tem alguma área de interesse em especial?<br />
- Tecnologia.</p>
<p>Chegaram ao outro lado da Avenida. Paradas em frente ao Top Center, as duas se entreolham.</p>
<p>- Você tem mesmo cara de quem gosta de tecnologia, como não pensei nisso? Sério&#8230;<br />
- Obrigada&#8230;</p>
<p>A dona da cabecinha branca olha para os lados como quem não sabe para onde vai. A idade tem dessas coisas. Por um instante, fica com as mãos no queixo. Solta de repente e puxa a garota, que recebe um afetuoso beijo no rosto.</p>
<p>- Sucesso, menina! Sucesso! Você merece muuuuito sucesso! Obrigada, obrigada mesmo!</p>
<p>Ainda assustada com a estranha alegria advinda apenas de alguns segundos de atenção, sorri. Agradece. A confusão já não está mais dominando sua mente. Só consegue se sentir contagiada pela felicidade e pelo carinho da terna desconhecida.</p>
<p>- Mulheres! Mulheres! Sucesso, hein?, ainda gritava a senhora, parada entre a banca de jornal e o ponto e ônibus.</p>
<p>A garota continua seu caminho, passando pelo escadão, até chegar à Faculdade Cásper Líbero. Ah, a Cásper&#8230; Sorri para o segurança, cumprimenta o bedel com quem dividiu a viagem elevador e, como se fosse outra pessoa, passa o fim de sua segunda-feira esperando o melhor &#8211; não dos outros, mas de si mesma.</p>
<p>Senta em frente ao seu computador para fazer um trabalho, para, de sopetão, por um instante e, de repente, passa-lhe uma ideia louca pela cabeça. Ah, tolinha. Esqueceu de perguntar o nome daquela que por muito tempo ainda irá figurar em seu pensamento lembrando-a de sorrir pra vida&#8230;</p>
<p>Quem a vê assim já não sabe mais dizer quem ajudou quem.<br />
Mas qualquer um apostaria que quem mais ganhou nisso tudo foi ela, que, perto de seus vinte anos de idade, andava sofrendo sem porquê.</p>
<p><em>Foto por</em> <a href="http://www.flickr.com/photos/raphaelstrada/">Raphael Strada</a>.</p>
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		<title>BLUE PUB</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 09:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#AméliePoulain]]></category>
		<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>

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		<description><![CDATA[Segunda-Feira
Prato do dia
Porção de batata-frita sabor italiano
PROMOÇÕES
Uma loira deliciosa por conta da casa
Pague as caipirinhas, leve as pernas bambas

(ps: Adoro batata-frita, ok?)
cada dia mais&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Segunda-Feira</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Prato do dia</strong></p>
<p style="text-align: center;">Porção de batata-frita sabor italiano</p>
<p style="text-align: center;"><strong>PROMOÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong>Uma loira deliciosa por conta da casa</p>
<p style="text-align: center;">Pague as caipirinhas, leve as pernas bambas</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">(ps: Adoro batata-frita, ok?)</p>
<p>cada dia mais&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Coração</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 10:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#Piegas[ON]]]></category>
		<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>

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		<description><![CDATA[É isso, o coração é essa coisa mole que faz a gente chorar às cinco da manhã por saber que não há ninguém do outro lado. Do telefone. Do computador. Da janela. Não há ninguém em lugar nenhum. Pelo menos ninguém que ele esteja esperando. Não há ninguém que o ame, ninguém que ele ame [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2555" title="20090321232749" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/20090321232749.jpg" alt="20090321232749" width="500" height="375" />É isso, o coração é essa coisa mole que faz a gente chorar às cinco da manhã por saber que não há ninguém do outro lado. Do telefone. Do computador. Da janela. Não há ninguém em lugar nenhum. Pelo menos ninguém que ele esteja esperando. Não há ninguém que o ame, ninguém que ele ame em troca. O coração é essa coisa dura que nos força a sentir o que ele quer, na hora em que bem entende. Ele nos enche de esperança na vida, depois nos faz desejar a morte como quem nunca teve esperança nenhuma. Nem ele mesmo é capaz de se limitar. Limites. O coração não conhece limites. Pelo menos o meu, não. E eu sofro. Sofro, porque tenho um coração maior que o mundo &#8211; e ele nem se preocupa em saber o que eu quero, como me sinto. O coração é arma do demo. Tira do sério.</p>
<p>E o pior, pior de tudo, é que ninguém acredita quando eu digo. Todo mundo acha que o coração é só uma bomba que nada tem a ver com as desventuras dessa vida.</p>
<p>O que eles não percebem é que, numa segunda-feira pela manhã, eu jamais estaria chorando assim se ele, o coração, não perdesse o ritmo, apertasse forte e, de repente, disparasse, como quem quer alcançar o primeiro lugar duma corrida contra ele mesmo. Não veem que, até quando a gente fecha os olhos e dorme, quando todo o corpo descansa, o tinhoso continua lá, funcionando, maquinando, agitando tudo com seu vem e vai.</p>
<p>Ah, o coração&#8230; Coisa do demo.</p>
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		<title>Obsessão</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 21:49:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>

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		<description><![CDATA[redheads &#60;3
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>redheads &lt;3</p>

<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/1' title='1'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="1" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/2' title='2'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="2" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/3' title='3'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="3" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/4' title='4'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="4" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/5' title='5'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="5" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/6' title='6'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="6" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/7' title='7'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/7-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="7" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/8' title='8'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="8" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/9' title='9'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="9" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/10' title='10'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/10-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="10" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/11' title='11'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/11-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="11" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/12' title='12'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/12-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="12" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/13' title='13'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/13-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="13" /></a>
<a href='http://lovemaltine.com.br/obsessao.html/attachment/14' title='14'><img width="150" height="150" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/14-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="14" /></a>

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		<title>WOULD YOU ERASE ME?</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 16:33:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[eternal sunshine]]></category>

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		<description><![CDATA[
O que está acontecendo, de novo, comigo? Estou perdida, assustada e as coisas parecem não fazer NENHUM sentido. Essas lágrimas escorrendo descompassadas só me dão a certeza de que, de novo, está tudo errado. De que nunca esteve certo, aliás. Mas você não se importa. O que eu percebi, e é engraçado, é que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2477" title="20041226-eternal-sunshine-of-the-spotless-mind" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/20041226-eternal-sunshine-of-the-spotless-mind.jpg" alt="20041226-eternal-sunshine-of-the-spotless-mind" width="504" height="333" /></p>
<p>O que está acontecendo, de novo, comigo? Estou perdida, assustada e as coisas parecem não fazer NENHUM sentido. Essas lágrimas escorrendo descompassadas só me dão a certeza de que, de novo, está tudo errado. De que nunca esteve certo, aliás. Mas você não se importa. O que eu percebi, e é engraçado, é que eu menti todas as vezes em que você me perguntou se eu te apagaria. Menti. Infelizmente, Lacuna só existe no filme. Eu apagaria você nesse instante. Apagaria quantas vezes fosse necessário.</p>
<p>You know me, I&#8217;m impulsive.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Café, amor e figurinhas</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 16:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<description><![CDATA[
O gosto acre na boca grita socorro enquanto, lá na frente, uma voz fala sobre a história de Portugal e suas &#8220;dinastias monárquicas&#8221; num ritmo à la novela das oito. Nada me toca, apenas o café amargo que tomei antes de vir. Sinto-o, feito ácido, corroendo cada milímetro do meu estômago vazio. Súbita vontade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2468" title="1zog6cj" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/1zog6cj.jpg" alt="1zog6cj" width="448" height="336" /></p>
<p>O gosto acre na boca grita socorro enquanto, lá na frente, uma voz fala sobre a<strong> história de Portugal </strong>e suas &#8220;dinastias monárquicas&#8221; num ritmo <em>à la</em> novela das oito. Nada me toca, apenas o <strong>café amargo </strong>que tomei antes de vir. Sinto-o, <strong>feito ácido</strong>, corroendo cada milímetro do meu <strong>estômago vazio</strong>. Súbita vontade de um cigarro. Balanço a cabeça com ar de reprovação. Inútil. Balançar a cabeça para mim mesma?<br />
Passeio os olhos pelas árvores ao redor, amaldiçoo a preguiça que me impediu de ir ao <em>Circuito Fellini</em> no final de semana, rio da minha <strong>infantilidade</strong> ao tratar com quem amo, e, só mais uma vez, volto àquela censura que me lembra que meu sonho sempre foi <strong>encontrar a pessoa só pra mim</strong> &#8211; encontrar de primeira, não como se faz hoje &#8211; essa espécie estranha de tentativa e erro, como se a vida fosse um <strong>álbum de figurinha</strong>s e o amor fosse a <strong>rara figurinha metálica </strong>que, às vezes, duvidamos até mesmo que exista para todos, tamanha a dificuldade de se encontrar. Não! Não quero colecionar nada. Meu pequeno histórico já é trágico o suficiente. Uma figura me basta para preencher, se não um álbum, pelo menos um pouco do vazio dessa minha<strong> existência sem amor</strong>.<br />
Definitivamente, não quero a vida como um álbum de figurinhas. Porque eu quero a mesma sempre, e <strong>figurinha repetida não completa álbum</strong>. Eu quero um <strong>amor tranquilo</strong>, um amor <strong>longo e verdadeiro</strong> desses que hoje só se ouve falar no cinema, na televisão, na literatura ou pela boca de uma senhora viúva que senta-se todos os dias à porta de sua casa e observa o movimento da rua enquanto, em sua solidão conformada, espera a hora de juntar-se ao seu amado.<br />
Quero um amor feito o dos meus pais, cúmplice, amigo, alguém para passar os bons e maus dias comigo. <strong>Quero alguém sem a ambição do eterno, mas sem medo dele também.</strong> Um amor que arrisque, sem dúvida, que se atire como eu me atirei e me atirarei sempre que o sentimento assim me pedir.<br />
O estômago reclama novamente, a história de Portugal parece ter avançado significativamente no tempo, a ideia de ver Fellini me passa, de novo, pela cabeça. Abaixo os olhos cedendo a uma leve tontura. Nunca dei sorte com o amor.<span style="text-decoration: line-through;"> Não deveria ter bebido aquela dose</span>. Jamais deixarei de me orgulhar do que fiz por nós dois. Seja lá quem for o outro do &#8216;nós&#8217;, a paixão tira o raciocíno lógico da gente. S<span style="text-decoration: line-through;">erá que tem um Engov na bolsa? Uma Neosaldina? </span>Acho que ele nunca mais vai falar comigo. E que diferença isso faz? Ele não queria o mesmo que eu. Ele não queria nada. <span style="text-decoration: line-through;">Só me usou o quanto pôde. </span>Não sou tão desprezível assim só por ter perguntado algo que não lhe parece muito educado. <span style="text-decoration: line-through;">Cigarro, cigarro, cigarro!</span> Quatro meses de angústia. O<strong> amor é mais nocivo que qualquer câncer</strong>, ora. E ele eu, além de não conseguir evitar, consumo sempre excessivamente.<br />
Desisto. Não dá pra ficar mais nesse canto sentindo meu estômago ser derretido pelo café e meu <strong>coração</strong> ser <strong>devastado pelas lembranças</strong>. Arrumo as coisas, saio da sala e me prometo em pensamento (eu também sei me iludir muito bem!) que amanhã estará tudo lindo, tudo certo, cada coisa em seu lugar. Até um novo amor vir e bagunçar tudo outra vez.</p>
<p>O pior de tudo? Ainda não são nem nove da manhã.</p>
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		<title>Let it go</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 16:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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A lua estava chamando a atenção ontem. Enorme, linda. Com uma enxaqueca enlouquecedora, o meu passeio de moto noturno não foi a coisa mais agradável do mundo. Mas a lua estava lá. E estava linda.  Em meio a contrações de dor e parcela leve da atenção no trânsito (que eu também não queria morrer), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2310" title="lua em 2.03.09" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/03/3324730613_66e7dec71f_o.jpg" alt="lua em 2.03.09" width="402" height="321" /></p>
<p>A lua estava chamando a atenção ontem. Enorme, linda. Com uma enxaqueca enlouquecedora, o meu passeio de moto noturno não foi a coisa mais agradável do mundo. Mas a lua estava lá. E estava linda.  Em meio a contrações de dor e parcela leve da atenção no trânsito (que eu também não queria morrer), eu chorei. <em>Todos temos os nossos momentos de fraqueza, ainda o que nos vale é sermos capazes de chorar, o choro muitas vezes é uma salvação, há ocasiões em que morreríamos se não chorássemos</em>. Chorei porque vi a lua, e a lua me lembrou de uma conversa que tive há não muito tempo com alguém que, espero, não terei conversas íntimas nunca mais.</p>
<p>A noite mal dormida graças às dores insuportáveis trouxe de presente uma manhã melancólica e tão dolorosa quanto a madrugada. Na caixa de entrada,  só o Personare, dizendo, infelizmente, aquilo que eu já sabia desde a cena na moto:  &#8220;<strong>transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos dias</strong>, Ariane. (&#8230;) sugerindo que você até deseja levar as coisas numa boa, com mais relaxamento e tranqüilidade, mas há problemas e pendências a resolver que não podem ser evitadas! (&#8230;) não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos. (&#8230;) A reflexão para o período é: <em><strong>do que eu preciso me libertar?&#8221; </strong></em>. Eu realmente estava fugindo, vide posts anteriores nesse mesmo blog. Já sabia também do que precisava me libertar. Só não sabia como.</p>
<p>No início a culpa era minha. Eu ia atrás da dor, todos os dias, em silêncio, sem que ninguém soubesse. Ele não sabia que eu estava ali, mas eu estava. Fuçava tudo, achando que descobrir as coisas me faria sentir uma raiva inexplicável e levaria todo amor embora. Bobagem, amor é perdão, sou toda perdão, sempre fui. Descobrir as coisas me deixava mal comigo mesma, com ninguém mais. Mas <em>o fundamental é não perdermos o respeito por nós próprios</em>, então eu disse adeus (confesso: submissinha como nunca o fui com ninguém, esperando que do outro lado viesse um &#8220;Não, não vá, sei o que quero, quero você&#8221; &#8211; bobagem de novo, não se deve esperar que alguém te diga algo só porque você o diria). Enfim, disse que ia embora, mas isso muitas vezes o fiz: despedia-me, mas voltava antes de virar a esquina. Dessa vez fui de verdade. Achei que finalmente fosse conseguir vencer esse sentimento estranho e o &#8220;Adeus&#8221; foi com toda a convicção que ainda restava aqui dentro.</p>
<p>Era a vez dele ser culpado. <em>É dessa massa que nós somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade. </em>Sempre se fez de bobo, nisso não havia novidade nenhuma. Mas achei que o bom senso se manifestaria dessa vez. Esqueci a miséria egoísta que todo ser humano é. <em>Na verdade ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra.</em> Ter me recolhido aos estudos me fez muito bem. Enquanto lia, fingi não notar que tudo parecia um aviso, um lembrete. Mas está tudo lá, está tudo aqui, e o <em>pior cego é aquele que não quer ver</em>. Eu não queria, talvez fosse uma esperança, talvez achasse realmente que isso fosse dar certo um dia. Mas agora vejo, não que isso me tenha feito bem, que não vai ser diferente do que foi até hoje. Agora sou capaz de notar o quanto tenho sido boba, o quanto muita gente o é. O que começa errado, termina errado, e errado será se tiver novas chances de acontecer, <em>a experiência da vida e das vidas tem cabalmente demonstrado que ao tempo não há quem o governe</em>.  O tempo vai curar, eu espero, essa ferida que tem corrido cada vez mais previsível. O tempo vai me manter forte para que eu não falhe, de novo, comigo mesma.</p>
<p>Sinto falta de tanta gente, de tanta coisa, que engraçada é a internet, que engraçada é a vida, que panaca sou eu. <em>A consciência moral, que tantos insensatos têm ofendido e muitos mais renegado, é coisa que existe e existiu sempre, não foi uma invenção dos filósofos do Quaternário, quando a alma mal passava ainda de um projecto confuso.</em> Está tudo ali, na sua mão, e você acaba por não segurar. Está tudo disperso, tudo solto, tudo confuso, e você chora dizendo que queria ter. Nunca achei que essa coisa de <strong>Close your eyes, clean your heart, let it go</strong> fosse fácil, juro. Mas não sonhei &#8211; nem de longe &#8211; com toda essa dificuldade que tenho enfrentado.  Não é que eu queira ter alguém, não, que ultimamente o que quero é que me tenham. Cansei de ser só minha, cuidar sempre dos outros e acabar esquecida. Sinto que só vai parar de doer quando ele deixar de existir pra mim. Só não vejo meios disso acontecer sem que eu aja de maneira infantil. Porque é assim que ele tem agido. Sendo infantil.</p>
<p>É por isso que horóscopos, em especial o Personare, me divertem. Eles dizem o óbvio, ok. Todo mundo tem algo de que precisa se libertar. Às vezes, só precisamos ouvir isso de alguém, ué. E ele diz. É só não viver em função disso. É só saber o que vale a pena ouvir. Hoje ele confirmou o que tenho pensado há tanto tempo&#8230; &#8220;<strong>Seja fiel aos seus ideais</strong>, não se contente com pouco. Avalie criticamente o ambiente e corte todas as pessoas e situações que não servem mais em sua vida, sobretudo pessoas que você não avalia como construtivas, afinal <strong>todas as relações se pautam numa boa troca</strong>. <strong>Conselho:</strong> Mantenha seu nível de exigência alto, não se contente com pouco.&#8221; Vêem? O mesmo que eu disse ontem no Twitter, ao citar Saramago. É de doer o fígado. (Mentira, as dores são por culpa da enxaqueca mesmo). É de partir o coração que, com tanta reflexão, tanta dor e sofrimento (não só psicológicos, mas físicos!) eu ainda não tenha conseguido me resolver. Eu quero meu equilíbrio de volta. Enquanto isso não acontece, quero ir logo ao pronto-socorro tomar uma injeção na veia, que a Neosaldina já não está resolvendo mais.</p>
<blockquote><p>Observação:<br />
O conteúdo grafado em itálico corresponde a trechos de Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago.</p>
<p>O conteúdo entre aspas foi retirado do site <a href="http://personare.com.br">Personare</a>.</p>
<p>A imagem da lua é realmente dessa noite é foi tirada por<a href="http://flickr.com/photos/dcysurfer/3324730613/"> Dave Young</a>.</p></blockquote>
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		<title>Belinha</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 15:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Não podia ouvir ninguém chegar, fosse de carro ou a pé, que corria pra porta, latindo. &#8220;Quieta, Belinha! Já é tarde! shiiiiu!&#8221; Voltava, avisava a todos na casa, ia desesperada em direção ao portão. Sem boas vindas nem tem graça entrar em casa. Ao menor barulho do saco de pão, disparava em direção à cozinha. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3495/3238415050_69a1d7b412_o.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Não podia ouvir ninguém chegar, fosse de carro ou a pé, que corria pra porta, latindo. &#8220;Quieta, Belinha! Já é tarde! shiiiiu!&#8221; Voltava, avisava a todos na casa, ia desesperada em direção ao portão. Sem boas vindas nem tem graça entrar em casa. Ao menor barulho do saco de pão, disparava em direção à cozinha. &#8220;Ô, Belinha, me deixa tomar meu café!&#8221;.</p>
<p>Nem quando alguém ia ao banheiro dava sossego. Corria atrás e se escondia embaixo da pia. Vira e mexe passava despercebida aos olhos de alguém e acabava lá presa, sozinha, até latir por socorro.Isso quando não esqueciam a porta aberta na hora do banho &#8211; ia pra baixo do chuveiro na hora! &#8220;Belinha, sua danada, acabei de secar você&#8230;!&#8221;. Adorava tomar banho, sentir-se limpa, bonita. Caminhava feito uma princesa pela casa. Isabella. Mais Bela que Isa, mas era o nome perfeito. Beleza imponente. &#8220;Nunca vi cachorra assim! Parece uma gata!&#8221;.</p>
<p>Dormia o tempo todo no braço do sofá. &#8220;Bela, desce daí!&#8221; E ela esperava a gente virar as costas e subia de novo. Eu, papai, mamãe, Tainá e Melissa éramos mais dela que ela nossa. Escalava escadas como ninguém, avançava em qualquer um que lhe parecesse ameaçar um de nós. Ciumenta que só. Pulava de um sofá para o outro. Orgulhosa.  Nem adiantava chamá-la se pegássemos a Melzinha primeiro. Virava a cara. &#8220;Belinha! Bela! Vem cá, cheirosa!&#8221;. E a sem vergonha sumia.</p>
<p>Num passe de mágica, surgiam calças e calcinhas furadas. Quantas calcinhas novas joguei no lixo por ter esquecido na cama no dia da compra! &#8220;Dá um beijo, Belinha!&#8221; E ela dava uma lambidinha só, rápida e carinhosa, na face de quem pedia. Belinha era a alegria da casa. Até quando fazia coisa errada, nos fazia sorrir.</p>
<p>Dormia na porta do quarto esperando alguém levantar. Às vezes, no meio da madrugada, empurrava a porta e subia na minha cama. Eu acordava com o que mais parecia um bolinho peludo no edredom, fazendo calor em cima das minhas pernas. &#8220;Sai daqui, Belinha!&#8221;. De vez em quando, engasgava com alguma porcaria achada no chão e deixava todo mundo assustado. Companhia quando eu estava carente. Inspiração nas minhas aventuras escritas. Belinha sim era cachorra pra amar&#8230;</p>
<p>Assustada. Sempre. O que tinha de espoleta, tinha de medrosa. Medo de tudo. Sombra, bonecas, espelho, televisão&#8230; Temia o tartarugo&#8230; Temia até &#8211; e principalmente! &#8211; rodos e vassouras. Era só ver um que saia latindo e chorando, rosnando pra quem se pusesse em seu caminho. Invocava até, mas era só oferecer um carinho que já se abria toda. Não fazia xixi fora do jornal, não aceitava sair sem antes colocar um lacinho, ah, Belinha! ô Belinha&#8230; De vez em quando eu ainda a espero vir correndo. De vez em quando ainda me pego chamando. Belinha! Belinha! Mas ninguém vem.</p>
<p>Bobeira segurar as lágrimas. Bom deixar correr. &#8220;Belinha! Belinha! Não faça isso! O que você tem? Engasgou de novo? Responde, Belinha! Belinha&#8230; ô, minha menina&#8230; Belinha?&#8221;  Fiz tudo o que pude, juro. Mas o corpo foi esfriando, fez-se duro &#8211; e ela nunca mais respondeu.</p>
<blockquote><p>escrito na madrugada de 21 para 22/02, no quarto escuro, entre o rodízio de lágrimas dos quatro que Belinha deixou aqui quando partiu.</p></blockquote>
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		<title>Na sua estante</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 15:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde quando nos conhecemos ele  me pede pra cantar essa música. Eu sempre neguei. Dentro de mim, sempre desejei que ela nunca refletisse nossa realidade. No entanto, hoje ela é exatamente a nossa história, sem falha alguma, sem que falte uma vírgula ou um ponto final. Então hoje eu canto &#8211; e que o mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde quando nos conhecemos ele  me pede pra cantar essa música. Eu sempre neguei. Dentro de mim, sempre desejei que ela nunca refletisse nossa realidade. No entanto, hoje ela é exatamente a nossa história, sem falha alguma, sem que falte uma vírgula ou um ponto final. Então hoje eu canto &#8211; e que o mundo ouça, porque não vai ter bis.<br />
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EFMEq3c4rJ0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EFMEq3c4rJ0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<blockquote><p>Te vejo errando e isso não é pecado,<br />
<em>Exceto quando faz outra pessoa sangrar<br />
Te vejo <strong>sonhando</strong> e isso dá <strong>medo</strong><br />
<strong>Perdido num mundo que não dá pra entrar</strong><br />
Você está saindo da minha vida<br />
E parece que vai demorar<br />
Se não souber voltar ao menos <strong>mande notícias</strong><br />
<strong>Cê acha que eu sou louca</strong><br />
Mas <strong>tudo vai se encaixar</strong></em></p>
<p><em>Tô aproveitando cada segundo<br />
Antes que isso aqui vire uma tragédia</em></p>
<p><em>E não adianta nem me procurar<br />
Em outros timbres, outros risos<br />
<strong>Eu estava aqui o tempo todo<br />
Só você não viu</strong></em></p>
<p><em>E não adianta nem me procurar<br />
Em outros timbres, outros risos<br />
Eu estava aqui o tempo todo<br />
Só você não viu</em></p>
<p><em><strong>Você tá sempre indo e vindo</strong>, tudo bem<br />
Dessa vez eu já vesti minha armadura<br />
E mesmo que nada funcione<br />
Eu estarei de pé, de queixo erguido<br />
Depois você me vê vermelha e acha graça<br />
Mas eu não ficaria bem na sua estante</em></p>
<p><em>Tô aproveitando cada segundo<br />
Antes que isso aqui vire uma tragédia</em></p>
<p><em>E não adianta nem me procurar<br />
Em outros timbres, outros risos<br />
Eu estava aqui o tempo todo<br />
Só você não viu</em></p>
<p><em>E não adianta nem me procurar<br />
Em outros timbres, outros risos<br />
Eu estava aqui o tempo todo<br />
Só você não viu</em></p>
<p><em>Só por hoje não quero mais te ver<br />
Só por hoje não vou tomar a minha dose de você<br />
<strong>Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam</strong><br />
E essa abstinência uma hora vai passar&#8230;</em></p></blockquote>
<p>Um ponto final: é isso que falta. Eu preciso pontuar direito essa história, parar de usar vírgulas, reticências ou travessões. É hora do ponto final. Passou da hora.</p>
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		<title>É você?</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 17:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[Diretamente do Mundo dos Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já perdeu uma foto sua? Esqueceu um photoboot na pressa?
Descartou um amante? Se sim, você pode estar aqui.
Essa é a descrição do projeto Is This You?, site inglês que reúne fotos encontradas nas calçadas do Reino Unido. O projeto nasceu da vontade de responder a questão &#8220;É possível retornar essas fotografias a seus donos?&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Você já perdeu uma foto sua? Esqueceu um photoboot na pressa?<br />
Descartou um amante? Se sim, você pode estar aqui.</p></blockquote>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2198" title="isthisyounew" src="http://lovemaltine.com.br/wp-content/uploads/2009/02/isthisyounew.gif" alt="isthisyounew" width="75" height="100" align="left" />Essa é a descrição do projeto <a href="http://www.isthisyou.co.uk/thumb.html"><em>Is This You?</em></a>, site inglês que reúne fotos encontradas nas calçadas do Reino Unido. O projeto nasceu da vontade de responder a questão &#8220;É possível retornar essas fotografias a seus donos?&#8221;. A idéia é que as pessoas ajudem enviando a url para quem conhecem &#8211; o velho boca-a-boca, de maneira que uma hora alguém se reconheça e entre em contato com o site.</p>
<p>Além das fotos, há uma página chamada <a href="http://www.isthisyou.co.uk/notes.html"><em>Is This Yours?</em></a>, que reúne pequenas anotações e bilhetes, fragmentos de papéis colecionados também pelos criadores do site.</p>
<p>Nos <a href="http://www.isthisyou.co.uk/links.html">links</a> do <em>Is This You</em> há ainda o <a href="http://www.davescollections.com/">blog do Dave</a>, um dos colecionadores, que mostra seus novos achados e fotos que já chegaram a seus donos por meio dos sites, o fotolog oficial do projeto e algumas páginas com idéias semelhantes. Vale a pena correr lá pra ver. <img src='http://lovemaltine.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Lisbela</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 02:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De novo o sinal. De novo o &#8220;Próxima Estação: Vila Mariana&#8221;. Eu já reparei que aquele turbilhão de pensamentos que começa a me incomodar quando estou com ele resolve se organizar quando eu chego na estação Santa Cruz.
É sempre a mesma coisa. Sempre a mesma vontade de entender o que não dá pra descrever. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De novo o sinal. De novo o &#8220;Próxima Estação: Vila Mariana&#8221;. Eu já reparei que aquele turbilhão de pensamentos que começa a me incomodar quando estou com ele resolve se organizar quando eu chego na estação Santa Cruz.</p>
<p>É sempre a mesma coisa. Sempre a mesma vontade de entender o que não dá pra descrever. E o pior é que <strong>me divirto com isso</strong>.</p>
<p>Às vezes eu acho engraçado, sabe? Eu não acho normal ficar fazendo perguntas pra ele na hora em que estamos&#8230; cheios de carinho. Mas, ao mesmo tempo, eu não consigo segurar algumas. Sinto-me uma menina boba, ingênua. Às vezes sinto que estou fazendo papel de idiota. Mas não consigo não fazer. Não consigo deixar, não consigo não parar pra pensar no que tá rolando. É difícil.</p>
<p><strong>Às vezes eu me sinto uma criança</strong>. É. Eu, que na maior parte do tempo fico filosofando e criando teorias, de repente só me vejo capaz de fazer perguntas. E perguntas tolas, perguntas inocentes, infantis. Coisa que ninguém, jamais, perguntaria literalmente a alguém, sabe? E eu pergunto! Eu solto as minhas dúvidas como se as pessoas fossem obrigadas a saber respondê-las. É um impasse: ou fico calada e parece que estou sendo, sei lá, debochada, desdenhosa, ou pergunto e fico parecendo uma criança. Ultimamente tenho preferido parecer a criança. Tenho fugido de me esconder. Sempre fui assim, aliás. Não sei porque nos últimos tempos tive tanto medo de me mostrar. Talvez fosse medo de perdê-lo. Mas eu não vou perder. Eu sinto isso.</p>
<p>Sinto que na verdade nem o tenho pra mim. Na verdade eu não tenho o homem em si, tenho os momentos que passo com ele. É isso. Isso é tudo, tudo que me pertence. E isso nunca ninguém vai tirar de mim. Nunca. Ele vai, mas os momentos continuarão sendo meus.</p>
<p>&#8220;No dia em que alguém me disser o que temos, dou um troféu a ele&#8221;<br />
&#8220;Isso te tortura, né?&#8217;<br />
&#8220;Muito&#8221;<br />
(olhares, mimimis e carinhos)<br />
&#8220;Eu só me pergunto: É bom ou não? Se é bom, aí eu não ligo&#8221;<br />
&#8220;Eu não. Se é bom é que eu me preocupo. Eu sou egoísta. Se acho bom, quero prolongar o quanto puder&#8230; E nunca, nunca o que é bom dura muito pra mim&#8230;&#8221;<br />
&#8220;Aaaaaaaaaaaah, como ela é otimista&#8230; otimista, otimista.&#8221;<br />
&#8220;Eu nunca disse que era otimista.&#8221;</p>
<p>Acho que estou aprendendo a lidar com essa situação. Com essa <strong>entrega incompleta</strong>. Como se houvesse um elástico, não sei. É, um elástico preso num ponto fixo, no centro da minha vida. E quando eu vou muito longe, ele me puxa de volta ao meu lugar.</p>
<p>A <strong>minha felicidade não é ele,</strong> não pode ser ele. É sim feita dos <strong> momentos que tenho com ele</strong> &#8211; porque isso eu posso ter com outras pessoas, eventualmente. Bom, eu sei que nada dura pra sempre com ninguém. Queria parar de <strong>pensar no amanhã</strong>, sabe? Pelo menos por um segundo&#8230; Conseguir pensar só no agora, curtir só o que tá acontecendo. <strong>Queria só ser feliz</strong>, mas eu não sei. Eu não sei ser assim.  Desde pequena, o futuro sempre me fascinou muito. Eu só espero não perder meu presente pensando no que vai acontecer depois . (por ficar olhando demais pra frente.)  Ahhhh&#8230;</p>
<p>Eu devia ter mais dificuldade pra dizer &#8220;Eu te amo&#8221;. É. Por que dizer &#8220;eu te amo&#8221;? Acho que isso é uma coisa que eu posso guardar pra mim. A menos que eu goste de ficar com cara de boba, quando digo &#8220;eu te amo&#8221; e ele só sorri e destrava a porta do carro para que eu vá embora logo. Sempre há horários, compromissos, <strong>sempre há alguma coisa entre nós</strong>. E quer saber a verdade? <strong>É melhor assim</strong>. Essa é a primeira pessoa de quem eu não enjoei após um dia junto. Vai ver é isso. Vai ver é isso que me fascina nele: o fato dele saber &#8220;não estar nem aí&#8221; nas horas certas. Porque quando as pessoas realmente estão completamente na minha, a única coisa que sei fazer é olhar pra elas e dizer &#8220;Tchau, tchau, não é isso que eu quero&#8221;. Pode ser. Pode não ser. Quem liga?</p>
<p>Cara, <strong>devia ser proibido</strong> ficar viajando depois de um tempão maravilhoso com alguém que amamos, sabe? Devia ser proibido pensar! Sei lá, é engraçado. De repente eu me vejo sem conseguir completar um raciocínio, eu penso numa coisa &#8211; e ai já vem outra, e outra, e outra&#8230; e eu não consigo parar, e ao mesmo tempo eu não posso parar.É muito estranho. Mas eu não trocaria estar com ele por nada no mundo.</p>
<p>Seria piração se eu dissesse que tudo que eu queria agora era deitar a cabeça no colchão &#8211; assim, no colchão mesmo, sem travesseiro &#8211; ficar totalmente estirada e dormir? Dormir e sonhar com tudo que aconteceu, porque eu preciso que isso se refaça na minha cabeça &#8211; eu ainda não consigo acreditar. Eu não sei, <strong>eu me perdi</strong>, sabe? Num dos momentos com ele. Em alguma hora ali, eu me perdi. E eu não consigo me recompôr. Não consigo.<strong> Tudo o que eu queria era que isso passasse logo. E que não passasse nunca.</strong></p>
<blockquote><p><em>Nossa Língua Portuguesa, que eu tanto prezo, vai me perdoar dessa vez. Isso é a transcrição fiel de uma piração que tive no metrô hoje, no caminho de volta pra casa. Não estou em condições de decidir se deve permanecer aqui ou não. O fato de eu ter gravado isso em público deixa claro que não estou em estado normal. Só me dei conta agora. Então eu vou. E depois eu volto. Ou não. Sempre tem essa opção.</em></p></blockquote>
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		<title>2009</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 18:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#BodeEterno]]></category>
		<category><![CDATA[#Comofas//?]]></category>
		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[#Explosões]]></category>

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		<description><![CDATA[
Alguns viram o ano comemorando. Outros vendo os fogos, fazendo simpatias, orando, agradecendo, pedindo. Eu, caros leitores (supondo que haja alguém para ler &#8211; assim é que são escritos todos os textos), virei o ano sentada no sofá, telefone na mão, turbilhão de pensamentos.
Não quis ir até a praia ver queima de fogos nenhuma, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3104/3155922939_7fde8a1087.jpg?v=0" alt="" width="400" height="269" /></p>
<p>Alguns viram o ano comemorando. Outros vendo os fogos, fazendo simpatias, orando, agradecendo, pedindo. Eu, caros leitores (supondo que haja alguém para ler &#8211; assim é que são escritos todos os textos), virei o ano sentada no sofá, telefone na mão, turbilhão de pensamentos.</p>
<p>Não quis ir até a praia ver queima de fogos nenhuma, não quis ligar o rádio ou coisa parecida. Sentei-me no sofá, sozinha na gigante casa de praia, olhei para o aparelhinho que ultimamente tem sido meu único meio de contato com o mundo (e com ele, sempre ele) e paralisei. Acho que gastei alguns minutos paralisada, até que o aparelho vibrou &#8211; mensagem de amigos e mais amigos, pessoas que eu realmente posso dizer que amo &#8211; fazendo com que eu voltasse ao mundo &#8220;real&#8221; (se é que o meu mundinho não pode também ser chamado assim).</p>
<p>Nas primeiras horas desse 2009, pensei em muita coisa. Em como tudo tem acontecido de maneira inesperada na minha vida, que já foi tão previsível. Não cheguei a conclusão nenhuma. Se tivesse chegado, seria às conclusões erradas. Sim, porque desde o dia primeiro muita coisa mudou.</p>
<p>Muita coisa se fez e desfez no meu coração, e eu já não me sinto tão deslumbrada quanto antes. Acho que nem deveria. De vez em quando é bom encarar que a verdade não é tão doce quanto me faz pensar meu fantástico mundo. É, o mundo não é sempre fantástico, os amores nem sempre são correspondidos, as coisas nem sempre seguem o rumo planejado. Às vezes chove exatamente no dia em que você foi à praia. Às vezes é bem no dia em que você se prepara pra fazer aquele programinha de frio que faz aquele calor desesperador. Às vezes as pessoas erram tentando acertar, às vezes quem mais queremos por perto precisa ir embora. Às vezes quem mais pensamos merecer nosso amor não é digno nem do nosso olhar. Às vezes um inimigo tem mais serventia do que um suposto amigo.</p>
<p>A vida é cheia desses &#8220;às vezes&#8221;. A vida é cheia de &#8220;e se?&#8221;s e de ironias maldosas. A vida também é cheia de alegrias, é só saber de qual ângulo olhar.</p>
<p>Agora mesmo, estou olhando de um ângulo que, embora seja cruel o suficiente para me entristecer por dias, é também o melhor que eu poderia ter escolhido. Tem coisas que estão fadadas ao fracasso. Aquelas que doeriam a qualquer instante. Nessas horas, prefiro a dor precoce. Prefiro conhecer o terreno no qual piso. E é muito, muito melhor quando descobrimos estar cavando no lugar errado antes de cansar. E eu estava. Meu tesouro não está aqui. O meu dilema é: devo preencher o que cavei até agora antes de partir em busca do lugar certo ou simplesmente abandonar o buraco vazio e ir viver minha eterna busca sem pensar na falha novamente?</p>
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		<title>Os Três Mal-Amados</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 00:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
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		<description><![CDATA[O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.</p>
<p>O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.</p>
<p>O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.</p>
<p>O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.</p>
<p>Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.</p>
<p>O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.</p>
<p>O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.</p>
<p>O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.</p>
<p>O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.</p>
<p>O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.</p>
<p>O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.</p>
<p style="text-align: right;"><em><br />
João Cabral de Melo Neto</em></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: left;">Acho que nem preciso comentar.<em><br />
</em></p>
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		<title>Esperança</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 15:14:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Fantástico Mundo de Ariane]]></category>
		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Feita a promessa, acredita que é capaz de cumpri-la. Exercita o controle a paciência, e espera, Pequena.
Espera que tua hora ainda vai chegar.
Ninguém nunca te mandou amar demais&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://api.ning.com/files/m7i2JMuXmAhIj*ZamqAs1FeuxmJfB-EcgjdkZ5zYXLNbQruxScud3jRsB5EmTbFZ97Il67Mq0YUwu1QQvgfouoFmJ8YhiKh3/Hope.jpg?width=633&amp;height=456" alt="" width="443" height="319" /></p>
<p>Feita a promessa, acredita que é capaz de cumpri-la. Exercita o controle a paciência, e espera, Pequena.</p>
<p>Espera que tua hora ainda vai chegar.</p>
<p>Ninguém nunca te mandou amar demais&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Carta ao Papai Noel</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 01:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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Noelzinho,
Eu sei que já estou quase saindo dos dezoito anos e talvez já não tenha mais idade pra escrever pra você (se é que há idade pra isso), mas senti necessário investir um tempinho num diálogo entre nós. Sei também que há algum tempo não sou mais a menina ideal, a filhinha dos sonhos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3007/3068503577_5836a94059.jpg?v=0" alt="" width="432" height="288" /></p>
<p>Noelzinho,</p>
<p>Eu sei que já estou quase saindo dos dezoito anos e talvez já não tenha mais idade pra escrever pra você (se é que há idade pra isso), mas senti necessário investir um tempinho num diálogo entre nós. Sei também que há algum tempo não sou mais a menina ideal, a filhinha dos sonhos de toda família e aquele besteirol todo que vira e mexe eu escuto de algum tio inconformado com o fato de eu ser mais certinha que as filhas e filhos dele. Eu não sou perfeita como pensam. Falo palavrões demais, reclamo o tempo inteiro, não vou mais à igreja (e nem pretendo entrar na categoria &#8220;vícios&#8221;, porque isso não é uma carta de confissão)&#8230; Não vejo razão pra me vangloriar.</p>
<p>Até me incomoda um pouco ter mudado tanto. Mas eu cresci, acho que essas coisas fazem parte da vida. Não faço a mínima questão de ser a &#8220;boa menina&#8221;. Você sabe, <em>dear Santa</em>, que eu não dou a mínima para o que pensam de mim. Quero mais é ser feliz.</p>
<p>Pra ser feliz de verdade, eu já precisei de coisas materiais. Vários Natais foram completamente desvirtuados por mim, significando apenas a espera de algum presente que eu queria muito &#8211; sempre ganhei tudo o que quis, nem sei se posso reclamar. Mas hoje, Noel, o que eu quero não é nada material. Qualquer um vê nos meus olhos que o que eu quero é amor.<span style="text-decoration: line-through;"> (É claro que se você quiser me dar uma câmera eu não ligo)</span> Acho que essa escolha muda um pouco as anteriores. Acho que esse Natal não está tão desvirtuado assim.</p>
<p>Amor, sim, não estou sendo hipócrita. Durante muito tempo eu amei da maneira errada. Não vou ser pretensiosa o suficiente para dizer que agora amo da maneira certa, porque sei que não o faço. Mas tenho dado tudo de mim para ser uma pessoa melhor. E tudo que eu peço, papaizinho, é que eu receba carinho em troca. Eu sempre precisei loucamente de carinho. Agora parece que ainda mais. Quero alguém que não tenha medo de assumir que sente algo por mim para o mundo, alguém que  não ligue de passar um dia inteiro comigo vendo filme abraçadinho embaixo do edredom. Alguém que consiga dizer &#8220;Eu te amo&#8221; sem titubear, que diga &#8220;é minha namorada&#8221; sem hesitar nem por um segundo. É, porque eu quero namorar. Descobri que tenho esse defeito de não gostar das coisas pela metade. Ou é, ou não é. Eu quero a pessoa só pra mim, já dizia a Chii. Quero controlar meu ciúme. Serei menos Heloísa, prometo!, se você mandar alguém que me goste.</p>
<p>Pensandobem, desvirtuei a essência do Natal de novo. O aniversariante é, supostamente, Jesus, não eu. Mas eu não vou ficar aqui pedindo paz na Terra enquanto os outros pedem o que é bom pra si. Juro que meu pedido não está sendo tão egoísta quanto parece, Papai Noel. Tudo isso que eu pedi, pretendo dar em dobro àquele que você escolher me mandar. Aliás, falando nisso&#8230; Se você puder me mandar especificamente aquele a quem tenho dedicado meu tempo e meu coração, eu fico agradecida. Se não puder&#8230; Bom, você é quem sabe de todas as coisas. Tá aí, do ladinho de Deus, o que custa perguntar a ele quem é o melhor pra mim?</p>
<p>Ah! Aproveita que vai passar pela casa dos meus amigos e manda um cheirinho em cada um por mim? Tá todo mundo tão longe&#8230;</p>
<p>Mil beijinhos,</p>
<p>Ariane.</p>
<p>ps: Por favor, não me deixe ter recaídas esse ano. Por favor. Demorou, mas acho que finalmente esqueci. Aí eu não te importuno com o mesmo pedido. Acho que oito anos foram o suficiente. <img src='http://lovemaltine.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>ps²: Se não for pedir muito, realiza os pedidos da Tainá? Eu nem sei quais são, mas ela merece.</p>
<blockquote><p>Eu já havia escrito uma &#8216;cartinha-post&#8217; pra esse ano, daí decidi que não postaria. Como o <a href="http://pandagordo.wordpress.com/2008/12/25/carta-ao-papai-noel/">vinik</a> me &#8216;condenou&#8217; a postar, modifiquei um pouquinho a carta-base, e taí. O pedido foi mesmo esse. Sim, eu sou exageradamente piegas. Mesmo assim, preferi deixar pra postar só depois do Natal. Está aí, não que vá mudar a vida de alguém. <img src='http://lovemaltine.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p></blockquote>
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		<title>Hot&#8217;n&#039;Cold</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 01:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Bom, é sexta-feira, e, como já lamentei a semana inteira no Twitter, vou passar o final de semana inteiro sozinha, trancadinha por aqui, enquanto meus amigos foram para Parati/Trindade. Até fiz planos de sair com alguém, mas, como previa, deu/vai dar errado. Ficar em casa aos finais de semana é ótimo: você começa a ler, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://allgreen.com/site/images/stories/hot_cold_water_faucets" alt="" width="402" height="299" /></p>
<p>Bom, é sexta-feira, e<span style="text-decoration: line-through;">, como já lamentei a semana inteira no Twitter,</span> vou passar o final de semana inteiro sozinha, trancadinha por aqui, enquanto meus amigos foram para <a href="http://toryyyy.blogspot.com/2008/12/parati-paratodos.html">Parati/Trindade</a>. <span style="text-decoration: line-through;">Até fiz planos de sair com alguém, mas, como previa, deu/vai dar errado</span>. Ficar em casa aos finais de semana é ótimo: você começa a ler, ouvir músicas, pensar em todos se divertindo e &#8211; puf! &#8211; de repente descobre coisas lá de dentro de você que estão há um tempão querendo sair, querendo ser vistas, mas que você faz de tudo pra não ver.</p>
<p>Foi assistindo<strong> o clipe da Katy Perry, Hot&#8217;n'cold</strong>. Até então, nunca tinha parado pra reparar na letra. Hoje, cabeça vazia, <strong>a letra</strong> ecoou na minha cabeça; E aí eu vi. Vi que andei fantasiando demais, e que era hora de acordar. Aliás, falando com o <a href="http://crediario.blogspot.com">Daniel</a> foi que eu concretizei toda a idéia. (Pobre Daniel, tem me ouvido constantemente. Só por isso, já um santo.) Quando ele me mandou &#8220;<strong><em>acordar arrependida, mas não dormir com vontade</em></strong>&#8220;, matei a charada. Quer dizer, eu tenho essa mania <span style="text-decoration: line-through;">idiota</span> <span style="text-decoration: line-through;">estúpida</span> <strong>incrível </strong>de me permitir sentir tudo ao extremo. Não sei sentir nada pela metade, não gosto de ficar controlando, só me entrego. Ou é ou não é, ou faz ou não faz, ou quer ou não quer. Meio termo, pra mim, é coisa de quem não quer nada. Não, eu não aguento o clima <strong><em>Hot&#8217;n'Cold</em></strong>. Mas sou certinha, por mais que não pareça. E não, eu não gosto de acordar arrependida. O arrependimento me machuca, me faz sentir uma fraca.<br />
Eu não gosto do modo como minha vida está caminhando, sabe? A verdade mesmo é que a culpa é toda do meu egoísmo. É egoísmo querer estar com alguém, querer esse alguém só pra você. Ainda mais eu, que estou sempre com aquele discurso de &#8220;relacionamentos pra quê?&#8221;.  Egoísmo. <strong>Ninguém nunca olha pra mim.</strong> Daí, durante seis meses alguém me demonstrou carinho sem que, em momento algum, eu correspondesse ou desse esperanças. Insistiu. De verdade, sabe? De mandar mensagem todos os dias nos últimos dois meses. E, um dia, sem que eu tivesse tido em nenhum desses seis meses sequer vontade de beijar aquela pessoa, ela se sentou ao meu lado, me deu o braço e beijou forte meu rosto. Passou a mão em meus cabelos. E eu senti naqueles braços um porto seguro. Entreguei-me a eles sem nem perguntar se eles ainda me queriam. E aí, quando dei por mim, já estava entregue. Ele mudado, sem reação, talvez. E eu, boba, querendo mais e mais. <strong>Eu quero sempre mais.</strong> Ficando triste com supostos sumiços. Afetada todos os dias pela sensação de abandono &#8211; mesmo quando o abandono não existia. Tudo bem, tem certas coisas que não convém serem ditas aqui no blog, mas que são certas. Fatuais. Essas magoam ainda mais, porque não posso questioná-lo sobre isso. Também não posso questionar ninguém. Mas eu tenho a certeza, e ela dorme comigo todas as noites. Queria agir com frieza, a frieza necessária. Mas estou sendo egoísta.</p>
<p>O Francisco me falou algo que é bem verdade. Tenho o defeito (qualidade?) de, quando necessário, excluir em segundos alguém da minha vida. <strong>Posso sangrar, pode doer, mas a pessoa sofre mais.</strong> Sim, porque é rápido, e cruel. <strong>Não há nada mais cruel que o desprezo.</strong> O ser humano não aceita ser ignorado. Ele me lembrou que eu sou capaz de ter o controle sobre as coisas. Vou cortar esse clima &#8220;<em>hot then you&#8217;re cold, You&#8217;re yes then you&#8217;re no, You&#8217;re in then you&#8217;re out, You&#8217;re up then you&#8217;re down, You&#8217;re wrong when it&#8217;s right, It&#8217;s black and it&#8217;s white, We fight we break up, We kiss we make up</em>&#8221; e vou viver no meu estilo. E aí, as pessoas decidem se ficam ou não na minha vida, enquanto faço minha parte &#8211; que é vivê-la. Eu sei que a responsável pelas minhas alegrias e tristezas sou só eu. Então chega de delegar esse poder a outros.</p>
<p>(Sempre falo muito e, no fim, não falei nada)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Satisfações</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 02:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu sei, abandonei o lovemaltine de jeito. Nunca mais fiz um post decente pro vitroleiros. Não tem desculpa, mesmo estando fora do ar. Enfim, eu só tenho tido tempo pra posts desabafo no meu quartinho escuro. Uma hora isso passa.Sei que passa. E aí o love volta a bombar de posts legais, como era no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei, abandonei o lovemaltine de jeito. Nunca mais fiz um post decente pro vitroleiros. Não tem desculpa, mesmo estando fora do ar. Enfim, eu só tenho tido tempo pra posts desabafo no meu quartinho escuro. Uma hora isso passa.Sei que passa. E aí o love volta a bombar de posts legais, como era no começo do ano. Ou não.</p>
<p>Ou eu morrerei cantando no escuro pra sempre.</p>
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		<title>Domingueira</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 15:16:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[#Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[#Amores]]></category>
		<category><![CDATA[#Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[#Deadline]]></category>
		<category><![CDATA[#Desabafo]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma semana correndo atrás de festa de Tainá e de algumas notas. Pois bem. A festa foi um sucesso, o Sérgio Amadeu não me salvou da forca e lá vou eu pros exames de Lingüística, Sociologia e Teoria da Comunicação. Provavelmente vá para o de Clássicos também, ainda não saíram os resultados e eu não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma semana correndo atrás de festa de Tainá e de algumas notas. Pois bem. A festa foi um sucesso, o Sérgio Amadeu não me salvou da forca e lá vou eu pros exames de Lingüística, Sociologia e Teoria da Comunicação. Provavelmente vá para o de Clássicos também, ainda não saíram os resultados e eu não tenho mais nenhuma esperança ingênua. Quando tudo acabar, quando a USP estiver trancada pra eu fazer DIREITINHO e com dedicação mais tarde, respirarei aliviada.</p>
<p> </p>
<p>Por enquanto, vou estudar. É domingo, vamos lá.</p>
<p>Saudades de alguém que eu nem sei onde está. Mas eu prometi pra mim mesma que não ia atormentá-lo no fds. E até agora, desde ontem, não mandei nenhuma mensagem, neeeeenhuma ligação. =)</p>
<p>(Não que seja bom, mãs&#8230;)</p>
<p> </p>
<blockquote><p><em>&#8220;Te esperei por todos esses anos<br />
E agora não vou mais me enganar<br />
Desde que eu te vi não paro de pensar<br />
Se não for você não vale nem tentar&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Tô na vibe cpm, mas é só porque tô despedaçadinha. Isso passa. Eu sei que passa.<br />
Amanhã é segunda, tem ensaio (?), Cásper, Fran&#8230;</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>A vida segue.</p>
<p> </p>
<p>Domingo&#8230;</p>
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