Mar 20

Imersa nessa nostalgia pré-aniversário, resolvi ir fuçar meus blogs e fotologs antigos. Tive a ideia de correr aqui e postar todos os meus posts de 20 de março dos anos anteriores. Mas aí me deparei com o de 2007 e achei que colocando apenas alguns trechos dele aqui eu já teria feito a viagem valer a pena. É. Porque (acreditem!) ele se encaixa muito ainda hoje com tudo o que penso. enfim, posto os trechos e deixo o link do original no final, pra quem quiser conferir.

Pequenas mentiras são necessárias, grandes mentiras são insuportáveis.

Eu estou realmente sem tempo, mas decidi dar uma paradinha para postar. Não é um crime né, já que eu passei o dia inteiro estudando. É até merecido o descanso. Mas quando eu paro de estudar, aí é que minha cabeça fica a mil. É engraçado, por mais cansada que eu esteja, sempre tem alguma ideiazinha rondando minha mente e me cutucando. Às vezes a coisa mais boba do mundo – é verdade. Mas não deixa de ser uma ideia. E essa frase aí do topo, hoje ficou. Pra ser bem sincera, eu não sou do tipo de pessoa que se deixa cativar facilmente. (…) enfim, o assunto não sou eu. Essa conversa de ‘mentiras’ quem começou hoje foi meu professor de história do Brasil – que aliás já virou meu referencial em menos de um mês de aula. (…)
Eu estou totalmente perdida no quesito tempo/espaço, cheia de dúvidas sobre o que escolher, que caminho seguir, coisas que nós temos que decidir sozinhos, sem deixar que nada externo influencie, aquelas ‘decisões decisivas’ *uhu /o/ bela definição :D *. Entãooo… E é aí que eu me pego pensando nessas mentirinhas. Quantas pequenas mentiras não nos acompanharam desde crianças? Quantos de nós não crescemos acreditando em pequenas mentiras? (Nesse ponto começo a me contradizer!)  Embora tenha concordado com a necessidade das pequenas mentiras, se você for analisar, nunca se sabe quando uma pequena mentira pode acabar tomando proporções catastróficas.
Talvez eu esteja exagerando ou sendo ‘certinha’ demais (eu sempre fui assim – acredite ou não), mas pra mim mentira é sempre mentira. Uma mentira ‘pequena’ pode criar uma situação enorme… e eu tenho uma enorme dificuldade em me permitir mentir. O que eu quero dizer, (algo que não tem nada a ver), é que eu não entendo como algumas pessoas conseguem viver de mentiras. Mentem sobre o que são, sobre quem são, sobre como são. Mentem sobre sentimentos, iludem, machucam, destroem outras pessoas com uma mentirinha que começou, muitas vezes, inocente. É o mundo da mentira. Você deve conhecê-lo tão bem quanto eu: chama-se internet.
Sem nenhuma hipocrisia, eu sou a mesma em todo lugar. Pode ser um defeito ser tão sincera, tão transparente – mas eu não sei ser outra. É tão estranho ver gente mudando de acordo com a estação e as pessoas com que falam. Na verdade esse assunto é muito amplo, e eu não tenho mais tempo pra falar sobre ele.

Mas fica pra pensar: Será que vale a pena você mentir para os outros ou até pra si mesmo só pra agradar?

Uma hora a verdade aparece, e descobrir que você não é o que você acredita ser pode ser bem mais doloroso que descobrir qualquer outra mentira.

Acho que estudar demais está me afetando! :(

original

Relevem a dispersão, eu era praticamente uma adolescente. Eu sei, não mudei muito, enfim… haha, quem realmente me conhece entenderá o porquê da identificação com esse texto – por mais vazio que ele seja.

Jun 20
ressaca moral
icon1 Ariane Freitas | icon2 O Fantástico Mundo de Ariane | icon4 06 20th, 2008| icon3No Comments »

Chegando do bar com MILHÕES de novos conceitos.

Cada dia mais certeza de que tenho fobia social.

E hoje não tinha o amigo-pílula-de-alegria pra me xingar, dar um abraço e me fazer ter certeza de que estava tudo bem.

Não mesmo.

Ariane, clae a boca. esse é o caminho. Calar a boca.

[e ir embora direto, sem saídas sociais.]

PELO NÃO À VIDA OFFLINE.

Jun 16
Obviedades
icon1 Ariane Freitas | icon2 O Fantástico Mundo de Ariane | icon4 06 16th, 2008| icon3No Comments »

Gonna change my way of thinking,
Make myself a different set of rules.

Gonna change my way of thinking,
Make myself a different set of rules.
Gonna put my good foot forward,
And stop being influenced by fools.
Stripes on your shoulders,
Stripes on your back and on your hands.
Stripes on your shoulders,
Stripes on your back and on your hands.
Swords piercing your side,
Blood and water flowing through the land.Well don’t know which one is worse,
Doing your own thing or just being cool.
Well don’t know which one is worse,
Doing your own thing or just being cool.
You remember only about the brass ring,
You forget all about the golden rule.

You can mislead a man,
You can take ahold of his heart with your eyes.
You can mislead a man,
You can take ahold of his heart with your eyes.
But there’s only one authority,
And that’s the authority on high.

I got a God-fearing woman,
One I can easily afford.
I got a God-fearing woman,
One I can easily afford.
She can do the Georgia crawl,
She can walk in the spirit of the Lord.

Jesus said, “Be ready,
For you know not the hour in which I come.”
Jesus said, “Be ready,
For you know not the hour in which I come.”
He said, “He who is not for Me is against Me,”
Just so you know where He’s coming from.

There’s a kingdom called Heaven,
A place where there is no pain of birth.
There’s a kingdom called Heaven,
A place where there is no pain of birth.
Well the Lord created it, mister,
About the same time He made the earth.

 

 

[Dylan falando comigo de novo! (Procure no arquivo e você encontra vários diálogos nossos, haha!) É, parece que falta alguma coisa... olhe bem.]

Jun 5
Devaneio (I)
icon1 Ariane Freitas | icon2 O Fantástico Mundo de Ariane | icon4 06 5th, 2008| icon3No Comments »

Porque eu vi esse texto no meu Recanto e achei que deveria publicá-lo novamente. Bons tempos aqueles em que eu conseguia escrever …

 

Por mais que eu tente dizer não a todos esses sentimentos que se chocam aqui dentro, o máximo que consigo fazer é assistir calada ao meu próprio fim. De que vale resistir tanto  se ao dormir são novamente eles que reinam em mim?

Não posso. Não, não! Está errado. Até porquê… Olhar-me com esses olhos? Ele? Jamais… (?) Não! Estou confundindo tudo. Não quero nada com ele! Nunca quis! É tudo criação da minha cabeça confusa. Estou estudando demais, é isso. Só pode ser isso.

{Mas e todos aqueles beijos, olhares e carinhos trocados ’sem intenção’? Aqueles abraços calorosos, aquela espera ansiosa todas as vezes em que cogitávamos um encontro, aqueles elogios soltos em meio a situações que não chamavam isso? E todas aquelas insinuações e sutilezas que sempre deixaram claro que havia ali algo a mais…?}

Não. Estou lúcida, sei que não há nada aqui além de um afeto inocente. Mas os objetos ao meu redor mentem. A taça pela metade, o cinzeiro cheio, as roupas – recém-tiradas – espalhadas pelo chão, a fotografia dele. Malditos objetos! Insistem em me dizer que eu o desejo; que os sonhos com ele são apenas reflexo do que me nego a enxergar quando estou acordada; que há realmente a chance de estarmos juntos um dia – mesmo que ‘um’ seja, nesse caso, não artigo; mas numeral.

O cheiro dele impregnou-se em mim – em meu pescoço, em minhas roupas, em meu sofá -  de maneira que não posso pensar em outra coisa, senão em seu toque. Mas estou lúcida, e isso exige de mim uma postura séria.

Por hoje eu decidi continuar sendo apenas a garota dos “incríveis olhos verde-musgo”. {Embora meu coração diga que sou não apenas uma garota com belos olhos, mas a garota “dele”.}

Jun 4

Tudo o que eu não gostaria de sentir agora: paixão e carência.

Interessante como é exatamente o que estou sentindo agora.

E Cásper Líbero – solitária – é tudo o que tenho.

May 29

Ahhh! Usp, Paulista, Cásper…
Troquei a vida straight pela junkie sem nem ver, com direito a largações no meio da rua, fumaça, violão e rodinhas, muito estudo, livros, poesias, entrevistar milhões de pessoas desonhecidas, filmar, ser filmada, fotografar, fotografar, fotografar, shows, conversas nerds no apê dos amigos, conversas cults na mesa do bar, falar besteira até cansar – e não cansar nunca, amigos de verdade, Monique Evans e seus travecos, uma repórter vestida de noiva, o gatinho que protagonizava Malhação na sua adolescência te pedindo fogo pra acender um cigarro no escadão, perseguição aos gatinhos com o amigo gay, desabafos com direito a abraço e chororô no meio da avenida, punks loucos e cheirados pensando que conseguem tirar dinheiro dos outros só porque são bonitinhos, gays gays gays, um idiota que pensa que é o Sid Vicious, atravessar a rua com o Lucas “Paraíba” e não reconhecê-lo, ser esquecida por entrevistados ‘pseudos-famosos’ depois de levar inúmeras cantadas, pegar chuva de macaquinho, emos no metrô, placas de “me dá um abraço”, scraps e twittadas dizendo “te vi no elevador da Gazeta” ou “nossa, certeza que era você ontem subindo a Al. Campinas”, perder a oportunidade de conhecer o Silvio Santos porque tem gravação de um documentário sobre “O ritmo de vida moderno” e você é a personagem principal de uma encenação – que no fim nunca existiu – exatamente no mesmo horário que a assessoria do SBT marcou a reunião com você, meninas de 14 anos vestidas como o que elas dizem ser From UK tirando fotos emo com copos da Starbucks na mão, balada com Sérgio Mallandro agitando o “Créu” pra você, rever o amor da sua vida no baile de formatura do colégio antigo e ainda fazê-lo ficar vermelho só ao dizer “oi”, reencontrar uma paixão platônica que pensou que nunca mais veria na vida caindo exatamente na sua sala da faculdade, pagar pau pro “bixo-boina” sem saber que ele é famoso, fazer curtas imitando a mulher que não é especialista em nada e só fala em índios e aborígenes, calar a boca da amiga bêbada às 4a.m. quando ela se oferece pra pagar o taxista com o corpo, Chocolate quente, Charamel Machiatto, Espresso Latte…. Milhares de pirações que só se encontram no Centro da cidade. Trabalhos, trabalhos, trabalhos… Notas vermelhas mais do que notas azuis, cansaço, sono, TPM, mau humor, carência, estresse, paixonites, incorrespondências… Falo muita coisa que aconteceu nas últimas três semanas aqui, e, ainda assim, não falo quase nada…

A minha vida pode ser qualquer coisa, menos parada.