Feb 3
Cazuza
icon1 Ariane Freitas | icon2 Uncategorized | icon4 02 3rd, 2009| icon34 Comments »

Pra quem me conhece faz tempo, essa paixão não é novidade. Pelo contrário, veneno anti monotonia já foi endereço de blog meu, já foi meu msn, inclusive, e não foi por acaso – nem foi por causa de Cássia Eller. Eu Preciso Dizer Que Te Amo embalou meus anos mais lindos. Exagerado me define. Cazuza sempre me tocou de uma forma incrível – com suas composições, com suas interpretações e versões. É o meu poeta. Um deles. Um dos homens da minha vida.

E hoje, depois de acordar cantando Vida Louca Vida (que não é dele, mas que pra mim faz muito mais sentido quando é por ele interpretada) e pensando em várias de suas letras – seja as espalhadas pelas paredes do quarto, seja as anotadas na agendinha adolescente – resolvi ler de novo algumas de suas entrevistas. Acho ousado definí-lo, falar dele ou coisa do gênero. Quem sabe um dia me sinta boa o suficiente para tal? Não sei, hoje não ousarei. Hoje eu fico só com o feijão-com-arroz mesmo, hoje eu quero só compartilhar com quem está aí do outro lado (talvez ninguém, talvez bastante gente) aquilo dele que eu tenho em mim.

Cazuza. Ariano, como eu. Exagerado, como eu. E, se quisesse, poderia aqui ficar traçando milhares de paralelos entre nós dois, pegando, letra por letra, composição por composição, pedacinhos dele que definam a mim. Muitos podem fazê-lo, é claro. Cazuza é mestre, somos meros mortais. Mas preferi juntar apenas algumas citaçõezinhas com as quais me identifico, de certa forma. Coisa pouca perto da imensidão de verdades que ele proferiu por aí nos seus 32 anos de vida. 32 anos de uma louca vida.

 “Não consigo encontrar alguém que me entenda e, a essa altura, já não sei dividir mais nada, muito menos apartamento.”

“Por enquanto, o que me dá maior prazer além da música é o beijo na boca. Aquele lance do beijo que é o “fósforo aceso na palha seca do amor”. O beijo começa tudo; é da boca que vem a relação… a primeira vez que se entra numa pessoa. Pra mim, é essencial.”

“Eu fico feliz quando penso que o homem difere dos bichos e das plantas porque pode amar sem reproduzir – embora o Papa não goste disso.”

“Homossexualismo é assim uma coisa normal. E o hetero, e o bissexualismo. O homem pode amar independente do sexo, porque ele não é bicho, não é planta. Se o cara não quer, não sente atração, tudo bem. Mas não tem esse negócio de regra geral quando se fala de amor. Quando pinta tesão, estou com Tim Maia e Sandra de Sá: “vale tudo”, mesmo!”

“Em relação à droga, por exemplo, a posição da lei é ridícula.”

“Proibir interessa a quem?”

“No tempo de Freud, a cocaína era vendida em farmácia. Maconha, os índios fumaram a vida inteira. Então, interessa ao poder marginalizar, porque outros tipos de drogas são vendidos em qualquer farmácia. Maior de 21 anos, com receita médica, poderia comprar… E é isso que eu acho: droga tem que ser vendida em farmácia.”

“O inferno é aqui. A cabeça da gente é um inferno.”

“Sexo sem amor dói, mas ao mesmo tempo é ótimo. Isso me angustia, mas é a melhor forma de viver.”

“Você é bissexual? Eu digo que sou. Quem é seu ídolo? Eu conto. É um defeito. Acabo ficando com fama de bêbado, homossexual e maluco…”.

“”Espero que, no futuro, não esqueçam do poeta que sou. Que as pessoas não se esqueçam de que, mesmo num mundo eletrônico, o amor existe. Existe o romance e a poesia.”

 

Quem quiser ler todas as entrevistas, é só entrar na página oficial dele.

Dec 14

 

 

Engraçado. Dia desses alguém me passou o link pro download da trilha sonora completa de Vicky Cristina Barcelona. Eu nunca tinha procurado, mas não hesitei em clicar quando recebi. O filme, que eu achei realmente muito bom, tem uma trilha bem marcante, reparamos já no cinema, mesmo que ainda inebriados pela imagem de Javier Barden, Scarlet Johansson e Penélope Cruz na mesma tela. Foi encanto imediato, total. Só que baixei, descompactei e esqueci de ouvir. É, culpem essa maldita correria pós-uma-prova-pré-outra.

Daí que hoje, passeando pela minha pasta de músicas – que anda, por sinal, catastróficamente depressiva – eu trombei, de repente, com a pasta Vicky Cristina Barcelona Soundtrack“, dizendo “Oi, amiga, lembra de mim aqui?”. Confesso que não lembrava. Mas coloquei pra reproduzir. (Pausa pra respiração.)

Êxtase total. Primeiro de Dezembro, o início do fim. A noite em que vimos o filme, as minha sensações de agora, as minhas sensações anteriores, tudo se misturou dentro de mim. De repente, eu estava lá no escadão da Gazeta, Brunos ao meu lado, Tory atrás de mim, Clarinha e Francisco num canto, cabeça do Hugo no meu colo, levando cafuné. Violões ao fundo. “Barcelona”, de Giulia y Los Tellarini.

A minha angústia, mesmo com todos os amigos a minha volta, esperando a ligação dele. O olhar cansado do Bruno Mancini, que, sentado ao meu lado, dizia querer estudar mais. “Quero aprender mais.”. Contando sobre os planos de mudar de curso enquanto eu, entre uma olhada e outra no celular – que eu fingia me atrair pela hora, mas, na verdade, atraía pela ansiedade. Bruno Guerrero anunciando, especialmente pra mim, que o Ricardo Cruz se juntaria a nós. Aquele misto de empolgação e retração invadindo meu corpo enquanto eu implorava a Deus por um sinal de vida daquele que eu tanto queria ver, antes que a tentação chegasse. “Your Shining Eyes”, Biel Ballester Trio, Graci Pedro, Leo Hipaucha.

Meu celular que, definitivamente, não tocava. Todos cansados, com sono, estressados com os resultados da faculdade, que, aos poucos, estavam aparecendo: alguns com muitos exames a fazer (coloquem meu nome nessa lista), outros com nenhum. Aquela melancolia de fim de ano, o que foi ruim, o que foi bom, como todos viemos parar aqui. “Vamos para o padabar?”. Telefone tocou. Não o meu, o da Tory. Capiau vindo nos acompanhar em nossa melancolia. “El Noi De La Mare”, Muriel Anderson & Jean-Feliz Lalanne

Todos em pé, prontos para partir em direção à padaria, logo ali na Brigadeiro. Então meu telefone finalmente toca. “Estou aqui na Joaquim Eugênio de Lima. Paro o carro em frente ao Top Center, pode ser?”. Pode. Claro. Poderia qualquer coisa, já que eu não aguentava mais as saudades. Olhei na direção da banca, o carro não estava lá. Levantei-me, despedi-me de todos. “Vamos conosco ao bar!”. Não podia. Não queria. Só queria um tempinho sozinha com ele. Os amigos compreenderam. “When I Was a Boy”, Biel Ballester Trio, Graci Pedro, Leo Hipaucha.

O carro parou em frente à banca, conforme o combinado. Entrei, nos beijamos, eu e meus olhinhos brilhantes, ele e seu sorriso doce. Parecia cansado. “Posso te roubar hoje?”. “Pode”. Fomos embora, sem ir a lugar algum. “Granada”, Emilio de Benito.

Deu uma volta no quarteirão. Parou o carro, olhou para mim e me beijou. Eu estava apaixonada. Trágico ou não, eu estava entregue, qualquer um que olhasse para mim perceberia isso. Trocamos poucas palavras e muitos carinhos. Era difícil nos vermos, eu tinha de ir embora logo. A sensação era a de que não podíamos perder um segundo sequer. Desabafos entre as sessões de beijinhos. Olhares abobados de menina apaixonada. Ah, aqueles olhos, aqueles cabelos, aquele abraço. “Senti tanto sua falta…”.O tempo passava rápido ali. Mais rápido que tudo.  “Entre Olas”, Juan Serrano.

A rádio avisou que passava das onze. Deu partida no carro. Dirigiu rumo à estação mais distante, comigo ao lado, ainda aos suspiros. A cada parada, um beijinho ou um carinho nas mãos. Olhares de lado. Cafunés. Sem que ele soubesse, eu pensava em como sempre quis aquilo. Como sempre quis aqueles carinhos. Como nunca tinha me dado bem daquele jeito com ninguém. Sem que ele soubesse, eu me apaixonava cada vez mais. Mostrou-me coisas que talvez nunca façam sentido algum senão pra mim – o caminho de sua casa, os enfeites da Avenida, as pessoas na rua, tudo parecia especial. E eu só queria estar lá mais vezes com ele. Muito mais. Acho que esse foi um dos momentos em que mais me perdi dentro de mim. Em que mais me entreguei ao sentimento. O trajeto entre os carinhos e a despedida. Mas acabou. “Entre Dos Aguas”, Paco de Lucia.

Acabou. Já estávamos há tempo demais parados na vaga de descarga, na porta do metrô. Passou da hora de ir embora. Eu hesitava: quando pensava poder sair do carro, um suspiro de qualquer um dos lados me colocava de volta pra dentro, beijando aqueles lábios enquanto o mundo lá fora desmoronava. É, chovia lá fora. E não nos importava nada. Uma buzinada. Soltei-o, abri a porta e fui embora. “Te amo”, teria dito, mas preferi calar. “La Ley Del Retiro”, Giulia y Los Tellarini.

Andar nunca foi tão engraçado. Sentia-me flutuando. Minha boca ainda tinha o gosto dele e eu queria mais. Não pensava em nada além dele. Queria saber o que tínhamos, mas também não queria saber de nada. Entrei no trem, sentei-me, segui viagem pensando nos és e nos nãos da minha vida até então. Nas frustrações que havia tido, nas que ainda podia ter. “Onde você estava, que não te encontrei antes?”, mandei por sms. “Eu estava aqui o tempo todo, só você não viu…”. Retrucar com Pitty é covardia. Derreteu-me. Chovia, eu tinha de correr pra casa. Tinha de ser natural. Estava sendo. Mas aquele cheiro ainda estava em mim… “Gorrion”, Juan Serrano.

Minha parada. Desci a rampa, na chuva, correndo. Meia noite e dez. Àquela hora meu pai já deveria estar surtando no carro. Minha irmã tinha vindo com ele. Estava no banco da frente. Entrei atrás, acomodei-me. Sem que tivesse controle, saiu de mim um suspiro e um sorriso no canto dos lábios. Tainá virou para trás na hora. “Está apaixonada, Ni?”. “Não, não estou não, impressão sua. Impressão sua… Vamos logo”. “Big Brother”, The Stephane Wrembel Trio.

Os cinco minutos a caminho de casa foram tensos. Não queria que ninguém soubesse da minha paixão. Ninguém. Fiquei calada. Já em casa, corri para o quarto. Um bom banho quente, um café, e eu já estava pronta para deitar. Não para dormir. Muito para mim, se querem saber. Não sei lidar com sentimentos. Passei a noite virando de um lado para o outro na cama, como se faltasse algo lá. E faltava. Estava mais claro do que nunca. O grande problema é que parecia faltar só pra mim. Eu e minha cabeça criativa: já fantasiava não-correspondências, abandono, imaginava não ser tão querida quanto queria. Mandei mensagem. Escrevi. Desejei um cigarro, desejei a morte, chorei. Eu sou assim, cheia de altos e baixos, quentes e frios, secos e molhados de uma hora para a outra. Quando vi, passava das três da manhã. Pesaram-me minhas responsabilidades, minhas alegrias, minhas tristezas. Odiei-me por ter entregue tão rápido meu coração nas mãos dele. Odiei-o por ter parecido não querer nada além do meu corpo. Odiei as faculdades, por não estar ainda de férias. Odiei o espelho e o relógio, que me diziam que era tarde. E então, de repente, eu já não estava mais ali. Então já era outro dia. “Asturias”, Juan Quesada.

Engraçado como os dias, mesmo os mais grandiosos, são pequenos: cabem num CD.

Nov 28
Teoria da Comunicação
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Aleatório, #Cotidiano, #CásperLíbero | icon4 11 28th, 2008| icon3Comments Off

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Participação especial:

Nov 8

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Às vezes, no meio de toda agitação, de todo trabalho, bate o cansaço. A vontade de ir embora. De estar longe. É, eu queria estar longe daqui. Hoje, olhar o mundo com os olhos dos outros foi minha única forma de fugir.

E fez um bem…

Nov 7

 

 

 

 

Dia de correr com o projeto (deadline é segunda, oi?), tem ensaio aqui em casa mais tarde, à noite tem “luau” na casa da Tory, e eu ainda tenho vinte mil trabalhos pra entregar segunda-feira! Nem ligo!
Tô aqui susse na correria. Enquanto eu tô por aí entoando meu mantra (TVP TVP TVP!!!!) assistam o vídeo e vão procurar o que fazer (mentirinha, adoro todo mundo! haha).
 

(Sensacional, man!)

Beijão.

Oct 27

 

 

 

…no quanto me afastei das pessoas de que gosto, ou mesmo no quanto abri mão do que gostaria várias vezes esse ano simplesmente por ter obrigações que eu não sei se queria mesmo ter.

Isso me fez tomar várias decisões que não colocarei aqui, mas que vão mudar muito na minha vida.

 

Se você for importante pra mim, verá de perto. Senão, saberá só de entrelinhas, como sempre aconteceu com os leitores desse humilde blog.

 

 

:* fui ali viver e já volto.

Ou não.

Oct 16
Pitty, amada Pitty.
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Amores | icon4 10 16th, 2008| icon39 Comments »

Eu sou realmente apaixonada pelas fotos da Caroline Bittencourt. Os ensaios que ela faz da Pitty são, de longe, os melhores. E cara, quando a panelinha adolescente se reuniu em casa com a minha irmã  esse final de semana e surgiu aquela foto da Pitty na Capricho, MELDELS! Juro, eu surtei completamente.  Me enfiei no meio delas, parecia a mais adolescentezinha de todas. Ao contrário delas, nada de Jonas Brothers. ECA! haha. Eu queria era ver a Pitty. Precisava ver mais. A verdade? A danada tá mais linda a cada dia, nunca vi. E eu fico aqui, babando. Daniel Weksler se deu bem. Aliás, os dois se deram bem. Pena que ele toque no Nx Zero. É, estraga minhas fantasias. -qqq/?

Enfim, a Pitty arrasa sempre. Pena que eu perca sempre Prêmio Multishow, VMB, Essa História dava Um Filme (que eu vi no youtube depois e foi, por sinal, muito legalzinho!) e o raio que o parta. Aliás, eu não assisto televisão, às vezes me sinto meio fora do mundo. (Dane-se).

O post nonsense foi só pra dizer, depois de Déja-vùs e o carambinha a quatro, que, embora a Pitty seja bem menos original do que quando começou (ela tá numa fase “Quero ser e parecer a Amy Winehouse” – de quem estou com muita pena) ela certamente está muito mais gata. \baba *Cadê os emoticons do msn, nessa hora? mm1*

São tantas as minhas fotos favoritas dela que nem dá pra colocar aqui. Mas eu recomendo pra quem quiser dar uma olhada… ! As que eu mais gosto são as do ensaio da Pitty para a Playboy, as fotos da Pitty para Divulgação que a Carol Bittencourt tirou e as fotos do {Des}Concerto ao Vivo, do Otávio Sousa. =)

Isso é o que eu posso chamar de um post inútil. Só eu mesma pra ser tão louca por ela assim.

UPDATE: A fase Winehouse passou. Depois dela veio a fase Bettie Page. passou também. Agora é a hora e a vez da fase “Quero ser e parecer Kat Von D”.

Oct 14
Construção
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Amigos, #TVP | icon4 10 14th, 2008| icon31 Comment »

Tô juntando os tijolinhos aqui. Daqui a pouco eu preparo o cimento e vou colocando, um a um, os blocos no lugar. Logo logo, Minha vida tá pronta de novo.

 

Obrigada pelos comentários, mensagens em pvt, twittadas, scraps, broncas no msn, demonstrações de carinho. Ajudaram muito. Agora estou tomando força e vou ficar bem, eu juro. (:

 

Obrigada mesmo. Não imaginei que pudesse receber tanto carinho assim… Parece que as pessoas gostam dessa gordinha. hahaha :*

 

Logo menos eu arrumo toda essa bagunça do blog. É que minha vida tá uma bagunça ainda maior…

Oct 11
Diálogo da madrugada
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Amigos, #TVP | icon4 10 11th, 2008| icon31 Comment »

- Você é um barato…
- Sou?
- Sim… A identidade secreta de Ariane… Bom nome pra livro, hein?
- (Risos) O Fantástico Mundo de Ariane, seria o livro. Um mundo nada fantástico, a não ser pelo fato de que é só meu e que, embora todos possam ver, ninguém é capaz de compreender por completo – porque só eu sei o que há dentro de mim (ok, às vezes nem eu!).
- Sim… Seria um bom livro… Eu iria ler, sem dúvidas.
- Seria um livro difícil de ler. Sem um final plausível.
- Não creio. Você se despedaça… Não entendo o porquê disto.
- As coisas ficam mais simples quando fragmentadas. De entender. De enxergar mais de perto.
- Mas eu acho que às vezes você pega pesado… E parece não querer enxergar o que de fato é… Talvez, acreditando no dia em que não mais existirá, aqui… E não terá que olhar para as pessoas que te conhecem… Como forma de fuga… desespero… Ou mero complexo consigo mesma…
- …
- Me perdoe se falei o que eu achooo…
- Você sempre deve falar o que acha… Eu sempre falo.
- Eu também… (pausa) Quero fugir daqui…

14 minutos que mexeram com toda a minha percepção pessoal… (E que têm tudo a ver com essas minhas mudanças atuais. Ou não).

 

E veja só; eu não sou a única pessoa querendo fugir. ;~

 

Tem gente que faz um bem danado estando na nossa vida. Mesmo sem nem ver…

Oct 11
tudo passa
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Amores, #Cotidiano, #EntoeOMantra, #Música, #TVP | icon4 10 11th, 2008| icon3Comments Off

 

Eu você e todos os encontros casuais
os ais e os hão de ser
e todos os casais também
olha, acho até que quem achou que nunca ia
esse ia se espantar de ver que o ódio e o amor
e até eu vou pra ver no que vai dar
a massa a moça
e até esse pra sempre

tudo passa

 

(marcelo camelo)

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