Apr 25
Sexta-FAIL
icon1 Ariane Freitas | icon2 Uncategorized | icon4 04 25th, 2009| icon32 Comments »

Sexta-feira. Pós prova de Realidade Socio-Economica e Política Brasileira. Bar com os amigos… 23h. Estava feliz.

Quer dizer, a mexicana da outra sala tinha chegado há pouco e podia ter sentado em qualquer lugar – eram várias mesas; muita, muita gente – mas ela sentou bem ao meu lado. Ok, ok; o papo estava legal e eu já não cultivava por ela a antipatia gratuita que durante um tempo viveu no meu coraçãozinho humano, cheio de defeitos. De repente, entre um gole e outro de Coca-cola (no alcohol to make things look better, babies!), a bonita me solta, com um sorriso de orelha a orelha:
– Nooossa, meeeu, você conhece Fulaaaanooooooo*!

Eu preciso fazer uma pausa nesse momento pra descrever o que aconteceu na mesa. Todos os meus amigos conhecem a história do Fulano. Ele é chamado de “aquele que não deve ser nomeado” e gera rodas de debate histéricas frequentemente. Quando ela disse o nome dele PRA MIM, caras de “TENSO” se espalharam pela mesa. Ninguém acreditou no que estava acontecendo. Capiau botou seu copo na mesa, Bruno engasgou com a cerveja, Tory e Francisco se entreolharam. Ninguém conseguia imaginar qual seria minha reação. Nem eu.

Sim, eu. Voltemos à mesa.
– Nooossa, meeeu, você conhece Fulaaaanooooooo!
Eu fiquei completamente sem reação. Acho que por reflexo, pra não deixá-la estender o assunto, tudo o que consegui fazer foi responder, na lata.
- É. Ele é meu ex. O ex.
Levantei da cadeira e nem vi. Olhei para os lados. Fingi arrumar o vestido. Sentei de novo. Enquanto isso, Francisco trocava olhares com a Tory e tentava arranjar alguém corajoso o suficiente pra mudar de assunto. Sim, porque nem com a minha big dica a querida mudou de assunto.
- Ah, ele é tão fofo, né? Muito fofo, já tive uma quedinha por ele, uma super quedinha, mas aí superei ficando com outras pessoas e
tudo mais..
- É, é sim, irresistível ele.
- Ah, só tem uma coisa, né? Ele é FREAK. Você sabe, né? Não que eu não goste, eu ADORO ele… Mas ele é muito freak.
- Sei… (Estava oscilando entre me dar um tiro na cabeça ou voar no pescoço dela.)
- A última vez que o vi, ele cuidou de mim… A gente saiu de balada e eu até vomitei no carro dele … (pense numa história bizarra sobre a balada e sobre ela ter passado mal – com ele cuidando.). Só sei que fomos buscar minha irmã, ele queria ver minha irmã, ele gost… (mudando o tom) Ele era amigo dela, era só pra vê-la mesmo. Enfim, ele é o cara mais fofo do mundo. Tô morrendo de saudades dele, não vejo faz tempo…
- Ah é, acho que tem mais ou menos um mês que eu pedi pra ele por favor não aparecer mais na minha frente. Tô evitando, sabe como é, ainda gosto, difícil ver e tal.
- Ah, sei como é, é foda. Ainda mais ele, ele é tão carinhosooo… Tô com tanta saudade… Tanta! Onde ele mora mesmo?
- Perto do Shopping Santa Cruz. Tá com saudade, é? Faz assim, qualquer hora a gente marca algo. Saímos os três, que tal?
- Muito legal!
- Ok, combinado então.
Ela pensou em falar alguma coisa, talvez fosse contar outra história bizarra. Olhei pro Francisco, já desesperado, e disse “Tá tarde…”. Levantamos, nos despedimos e fomos embora. MESMO.

A paz voltou a reinar na mesa… E eu, definitivamente, passei a gostar da mexicana. É, geralmente quem dá esse tipo de EPIC FAIL sou eu.

Palavra do dia:
TENSO.

*O nome de Fulano foi preservado mais em respeito a mim do que a qualquer outra pessoa. Fica a dica.

Apr 1
O dia em que eu surtei
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Aleatório | icon4 04 1st, 2009| icon3No Comments »

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Nota: É só mais um surto ridículo de fangirl.

Eu sempre vi milhares de pessoas famosas pela Paulista, de cantor da Fresno, ex-protagonista da malhação e ícones do underground até ator global, passando pela Monique Evans e pelo travesti do Ronaldo. Celebridades e pseudocelebridades que eu olhava, respeitava e tratava de igual pra igual. Porque eu sei que se eu fosse famosa e estivesse na minha, caminhando pela rua, jantando ou alugando um filme nos arredores da minha casa, eu simplesmente não ia gostar de uma louca surtando e pulando em mim.

Ok. Eu sempre odiei fãs loucos e ridículos.

SÓ QUE, não é segredo pra ninguém, eu já fui a fã mais alucinada do mundo. Sim. Passava o dia inteiro lendo, vendo fotos, procurando notícias, assistindo a vídeos, ouvindo a músicas. Eu era uma bitolada e meu mundo era a Pitty. Não havia uma pergunta que você fizesse sobre ela e eu não fosse capaz de responder. Passou (eu pelo menos achei que tivesse passado) quando saí da adolescência. Ficou só minha paixão doentia pelo Martin Mendonça (para os leigos, o cara mais delícia do mundo guitarrista dela). Então, até ontem, eu me considerava absolutamente curada.

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ACONTECEU ASSIM: Estava a caminho da estação Brigadeiro com Clara, Francisco, Tory e Leonardo, como de costume. Rigonatti me ligou, estávamos conversando, alguém falou que precisava ver um DVD e entrou na 2001. Eu fiquei do lado de fora, ao telefone. (Já estava alterada por causa da minha nota no trabalho de Comunicação Comparada que, milagrosamente, veio com um “DEZ! Impecável!” escrito e um “Parabéns!” diretamente dos lábios do professor.)

Quando desliguei e fui entrar, já sozinha, vi um cara absolutamente maravilhoso vindo na minha direção. Na direção da porta, infelizmente na verdade. E aí bateu a sensação de “nossa, conheço esse cara!”. Normal, sinto isso o tempo todo, especialmente depois que comecei a usar o Twitter, há dois anos. Mas olhei pro braço dele e vi um “Tomaz” tatuado. Tudo ficou claro pra mim. E escuro ao mesmo tempo.

 

Martin, Tomaz e a tatuagem que mudou minha vida

Martin, Tomaz e a tatuagem que mudou minha vida

PUTAQUEPARIU, MAN, É O MARTIN MESMO!!!!! Ok. Abrimos a porta ao mesmo tempo, ele acenou com a cabeça num “obrigado” e foi embora. FOI EMBORA. E eu não fiz nada. Imagina, eu? Tímida do jeito que eu sou. Burra do jeito que eu sou…  Entrei, completamente desesperada, com o coração a mil. Fui contar pro pessoal, ninguém me dava bola, ninguém nem sabia quem era Martin. E eu ainda me via obrigada a disfarçar porque, OI?, ninguém que trabalha na locadora precisava ver uma doida surtando por ver o Martin Mendonça.  Desisti de tentar contar pra alguém e fui virar pra ir embora. A bolsa esbarrou numa coluna gigante e DERRUBEI A MALDITA COLUNA. Sem que eu visse. Só escutei uns “Ariane, ariane, arianeeeeeeee” e ploft! Já estava no chão. Quando virei pra olhar a besteira que tinha feito, onde estava a coluna eu vi…

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ELA! A PITTY! LINDA, MARAVILHOSA E BLASÉ COMO EU SEMPRE IMAGINEI. Em volta, algumas pessoas correndo pra levantar o que eu tinha derrubado, óbvio. Mas a Pitty estava lá. Parecia uma bonequinha, vestidinho cor-de-rosa, cabelos presos pra trás. Virei, roxa, pra Clara e falei, lágrimas nos olhos: “Clarinha, a Pitty tá aqui”. A última vez que senti isso foi quando conheci o Sérgio Mallandro e o Bozo, aos quatro anos. Com um desespero que ninguém imagina. E falei “Eu vou embora. Eu preciso ir embora daqui”. Enfim. Eu não vi mais nada. Fiquei surtando várias e várias vezes na minha, em silêncio. E NÃO FUI FALAR COM ELA. Eu li a vida inteira que ela odeia isso. Do jeito que eu estava, corria o risco de tomar uma leve cortadinha. Não queria meu ídolo me achando ridícula. (Se bem que, depois de derrubar uma coluna na locadora, certamente, se ela tivesse de ter alguma opinião sobre mim, seria essa! hahaha). Prefiro que ela continue sem saber da minha existência. 

Pausa. Eu sei que pareço uma menininha de 12 anos contando essa história. Foi como me senti naquela hora também. Gente, como eu chorei. Como eu chorei na rua, como eu chorei quando eu cheguei em casa, como eu chorei hoje de manhã quando ouvi minha mãe e minha irmã me zoando na cozinha sem saber que eu estava acordada e ouvindo. Dói ouvir algumas coisas, por mais que sejam verdade.

Eu chorei. E eu não ligo, porque eu não tive controle sobre nada do que eu senti. Fiquei sem chão como nunca tinha ficado antes. Eu, que tenho contato com gente assim o tempo todo. Eu, que  já havia imaginado a possibilidade de encontrá-la pela Paulista várias vezes, pensado numa situação absolutamente normal. Eu quase morri, de verdade. Mas quem sou eu pra falar em sanidade? Olha a cara que eu tenho tido nos últimos dias!

 

Anotem: isso é tudo que verão sobre meu aniversário nesse blog. TUDO.

Anotem: isso é tudo que verão sobre meu aniversário nesse blog. TUDO.

Podem rir de mim agora, eu não ligo. Eu sei que é ridículo, também vou rir um dia. Por enquanto, eu ainda não acredito. E o não acredito não se refere ao fato de ter visto a Pitty, não. O não acredito aqui é relacionado à minha reação. 

 

Eu não acredito que tô entrando em crise existencial por causa de um dez, um aniversário insano, um pouquinho de álcool, uma queda no vão do metrô e um encontro com meus ídolos.

Preciso de tratamento, urgente.

Mar 17

Foi tudo sensacional como há muito não era. Inesperado também. Engraçado: eu tenho essa queda pelo inesperado. Quando algo me pega desprevenida, tendo a gostar muito mais. Às vezes, mais até do que deveria. Hoje eu não estou preocupada com o quanto devo ou não gostar: hoje eu apenas fui feliz. E nada sei sobre isso.

Só sei que eu estava lá, ele também: e uma amiga. Aí vieram a capirinha, a garçonete gostosa, a Bettie Page, as visões começaram a se embaralhar, a verdade foi dita num tom mais alto… E o silêncio constrangedor (não tão constrangedor assim) soou melhor do que qualquer música soaria.

No mais, hoje entendo alguns amigos e me sinto mal por ter batido neles tantas vezes, ou ter lhes tomado o celular quando o álcool começava a pedir licença e correr atrás de seus amores. Deixa mandar, deixa dizer o que é preciso. Nessas horas é que muitas coisas se resolvem. (O que não significa necessariamente que darão certo, é fato!)

A propósito, eu ainda volto lá pra ver Bettie Page de novo. E contar segredinhos, presenciar DRs, rir à beça, ficar fedendo ao cigarro alheio, beber um pouco a mais e dizer à garçonete o que me deu vontade de dizer… Só não volto lá pra me humilhar de novo.

Como o tempo passa: ontem eu não sabia o que prestar no vestibular. Hoje estou no segundo ano de duas faculdades. Duas… Apaixonada pelas duas. Ontem eu era fria e não me apegava a ninguém: hoje tenho amigos. Ontem eu sofria calada, hoje, embora o sofrimento seja outro, não tenho medo de gritar pro mundo. É! EU AMEI, EU FUI INFELIZ! Viro uma ou mais duas doses, trago o cigarro alheio, beijo a primeira boca que se insinuar pra mim e vou levando. A vida é isso, um cai-levanta dos infernos. Baixo astral – ou não.

Eu estou vivendo, finalmente. E se alguém tiver de me censurar por isso, sou eu. Mas hoje não, hoje estou feliz.

A propósito, caso você esteja lendo isso… Nem sempre o que dizemos se parece conosco.

Agora eu vou dormir. Labor uocat me.

AHHH! Esse é o post 600 do lovemaltine. :D

Mar 10
Good news for people who love bad news
icon1 Ariane Freitas | icon2 Uncategorized | icon4 03 10th, 2009| icon3No Comments »

"Satanás! Aonde está você, Satanáááás???"

"Satanás! Aonde está você, Satanáááás???"



Como esse blog anda muito baixo astral, vim dar uma boa notícia: A taquara rachada Bruxa do 71 minha maravilhosa professora de Língua Portuguesa resolveu finalmente aceitar meu aproveitamento de estudos e eu não tenho mais a primeira aula às segundas feiras à noite. Não é lindo? (ok, não é nada demais, mas porra, uma prova a menos todo bimestre!)

(Em tempo: Ainda bem que ela me liberou antes de descobrir que era eu cantando a la Pato Donald ontem. Cismou que era alguém imitando a voz dela! Pelo menos a bonita tem noção da voz que tem. 8D~)
A propósito, vou deixar aqui algo que ela nos questionou e que realmente mudou a minha vida. Para reflexão:

O que seria da Branca de Neve sem a maçã?

Er … não, não vou colocar minha opinião aqui. Mas tô perdendo muito de não ter essas aulas, hein? Afinal, como diz nossa Dona Clotilde particular adorada mestra, “Jornalista precisa exercitar o espírito crítico-reflexivo“. E onde mais terei propostas de reflexão como essa?

Feb 20
Tô querendo
icon1 Ariane Freitas | icon2 Uncategorized | icon4 02 20th, 2009| icon3No Comments »

Já que é carnaval, né? Já escolhi minha fantasia. hahaha!

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(Tá, por mais sexy que seja uma fantasia de diabinha Bettie Page, suuuper pinup e tal… Não vai rolar pra mim. Dela eu só tenho os cabelos mesmo. HAHA. Aliás, achei umas fotos da Bettie que JESUS! Pena que ela está nua e, já que foto de mulher bonita, sensual, gostosa e pelada não faz parte do script desse blog, eu não postarei aqui. Fica só pra mim =P. haha, zoui, é só que a musa é minha e eu sou ciumenta.)

Feb 11
Alimentando os gatinhos
icon1 Ariane Freitas | icon2 Uncategorized | icon4 02 11th, 2009| icon3No Comments »

farmcats

OUN *_*
Via StumbleUpon.

Feb 10
lembrancinhas aleatórias
icon1 Ariane Freitas | icon2 #AméliePoulain | icon4 02 10th, 2009| icon3No Comments »

o que cada imagem me lembrou essa manhã.

hvrnxsonxjrivmbhpmrhyq8xo1_500lembrou a tory e nosso lindo 2008.

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lembrou meu amor antes de nos conhecermos.

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lembrou o tagliati, amigo de quem eu tanto me afastei sem querer.

20081206105540lembrou a sensação que tive as férias inteiras.

quase-bettielembrou o quanto eu mudei (e ela também) e o porquê de eu não gostar dela tanto quanto antes.
ikria1qkbjq0ywtghev9s4lbo1_500lembrou que ainda dá tempo de ser feliz.
então eu vou correr lá enquanto eu posso. :)

Feb 4
bom dia
icon1 Ariane Freitas | icon2 Uncategorized | icon4 02 4th, 2009| icon3No Comments »

 

 

como vai?, perguntam.
geralmente eu estou paixão, mas hoje acordei toda saudades.

Feb 3
Paixão Lámen
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Cotidiano | icon4 02 3rd, 2009| icon31 Comment »

Instantânea. A chamada paixão de metrô.

Aquela que começa num olhar cruzado e termina na estação de quem desembarcar primeiro.
 

(Geralmente a gente não encontra essa pessoa nunca mais. Ver uma foto dela no álbum de um amigo é tipo MUITO pra qualquer cabeça. Pode ser um sinal, pode ser uma coincidência, e pode ser mais uma das paranóias da minha vida-novela.)

Tô na chuva, meu bem. Quero mais é me molhar, mesmo. Cansei de ficar esperando na calçada, contando com a lona de alguma loja, desprevenida. Não foi no metrô,  óbvio. Só usei da metáfora. Foi na Campus Party. E não foram nem segundos. Foi só um olhar cruzado, logo no início do dia.

(Ok. Quase na hora de ir embora, houve abordagem, confesso. Ele tentou – e eu não acreditei! – mas eu não pude conversar naquela hora. “Oi, está acampada aqui?” “Oi? Não… E você?” “Não, tô a trabalho… Quero te conhecer, posso?” “Agora?” “Agora!” “Jantar… Inadiável. Mais tarde, pode ser?” “Promete?” “Prometo!”. Na verdade, eu fiquei tão sem reação que, ao dizer que conversaria mais tarde, não me toquei de que aquilo mais parecia desculpa de quem quer dizer “não” do que qualquer outra coisa. Não nos encontramos mais depois disso. É claro que foram três dias em que meus olhos involuntariamente passearam o Centro de Exposições várias vezes procurando cruzar com os dele de novo. Nada.) 

Pausa de quinze dias. Nem lembrava mais de nada. Daí ele aparece numa foto aleatória, num álbum qualquer do Flickr e eu fico tipo “WTF???”. Em cinco minutos eu já achei blog, twitter, videolog, msn, skype, portfólio, se pá eu já tenho até o resultado dos últimos exames que o cara fez. (Exageraaaada!) Mas não vou arriscar nada, eu sou devagar.

Foi instantâneo – é paixão miojo, sabe? Só é gostoso na hora – esfriou, perdeu o sabor.

E gente, eu tenho paixões de metrô, calçada e elevador todos os dias. Eu vivo disso, das palpitações e do desesperozinho.
Às vezes de um pseudo contato cinematográfico, às vezes de ser invisível também.

 

Eu vivo de me apaixonar, o tempo todo. É por isso que eu sofro tanto quando me apego a alguém. Quando eu me apego, minhas paixões se tornam menos freqüentes. Eu foco naquele de quem gosto. E eu preciso de reciprocidade, senão não dá. Da última vez, não deu. Fim.

 

Rafael me fez lembrar o significado das palavras início e fim. Daí eu finalmente aceitei o fim e pronto.
Não posso ficar mimimizando as coisas pra sempre.

 

(E eu não postei sobre o cara na época da #cparty com medo dele achar meu blog. Mas agora eu vou tacar um foda-se, que eu nunca tive muito controle mesmo sobre o que eu posto aqui, tanto quanto não tenho sobre quem lê. ;D)

Jan 30
Fundo do Baú – I
icon1 Ariane Freitas | icon2 #Aleatório, #autoajuda | icon4 01 30th, 2009| icon3No Comments »

Achei no meu fotolog (da época em que ele era basicamente meu blog) e, de certa forma, meio que como um texto de auto-ajuda (nesse caso LITERALMENTE), resolvi seguir meus próprios conselhos. Os grifos são de hoje.

Em véspera de dia dos namorados vir aqui falar sobre amor parece até algum tipo de “protesto da encalhada”, confesso. Mas não vejo outra alternativa senão pôr pra fora aquilo que não sai da minha cabeça. Já no comecinho eu deixo avisado que pensem o que quiserem disso – desabafo, intriga, despeito, até inveja. Já pensei em todas as hipótese possíveis, mas descobri que não é nada disso.

Não, pelo contrário. São verdades – contestáveis é claro – mas verdades.
Eu descobri que não há coisa mais difícil do que encontrar alguém pra nos completar hoje em dia. Parece que tudo banalizou, mudou de tal forma… E embora eu não seja ‘velha’ suficiente pra dizer que ‘no meu tempo não era assim’, eu vejo com muita tristeza que do meu nascimento pra cá as coisas deram aquela guinada de quase uns 180º – e isso me assusta! Talvez pela maneira ‘conservadora’ (?) como fui criada, não sei. Não julgo mal, por exemplo, as pessoas que conseguem sair ficando com qualquer um por aí (não, às vezes até admiro!), ou apegar/desapegar facilmente … Admito que também não sou fácil de lidar, com toda essa minha inconstância, essa mania de enxergar as pessoas como elas são e não fingir gostar como muitos fazem, nem mesmo me deixar mudar por alguém… É, eu sou uma pessoa difícil de lidar (e talvez por isso tenha me conformado com o fato de estar sempre sozinha…). Se é trauma ou não, eu não sei.
Do comecinho desse mês pra cá eu já entrei em mil e uma paranóias – coisa que nunca tive na vida, incrível – do gênero “Oh, meu Deus, vou passar o dia dos namorados sozinha!”. Confesso – fiquei mal, chorei, deprimi… Mas quando parei pra pensar de verdade sobre isso, a única coisa que consegui fazer foi rir de mim mesma. Como pode? Nunca tinha me perguntado o porquê de eu estar sozinha (acho que muita gente faz como eu: simplesmente acaba se achando o maior lixo do mundo e se culpando eternamente). Pois bem, perguntei à mim mesma: “Por quê?”. A verdade estava bem ali, ao lado. Coisa que eu falo pra tanta gente na hora de consolar e quase nunca lembro de aplicar à minha vida. Eu estou sozinha porque EU não me permito estar com ninguém. Porque eu espanto qualquer alma viva que se aproxime, com medo de me apegar. Porque eu escolho sempre aquelas pessoas que considero “inalcançáveis” (o nome já diz tudo). E quando, caso aconteça, um “inalcançável” passa a estar ao meu alcance, eu encontro um milhão de defeitos para não estar com ele. Eu fujo de relacionamentos. Se é trauma, medo, o que é eu não sei. Mas eu só consigo gostar de uma pessoa – há longos 6 anos (quase 7 já!) e me conformo por nunca ter sido querida por ela.
Tá, tá, eu enjôo, eu boto defeito, eu critico, eu não aceito relacionamentos (a não ser quando são à distância ou EXPRESSAMENTE proibidos pelos meus pais), então POR QUE DIABOS ESSA CARÊNCIA TODA? Simples… é do ser humano essa necessidade de receber carinho, de se sentir querido, de poder trocar calor… é humana… e eu sou humana (por mais que odeie essa raça ¬¬). Eu não sei ter um relacionamento ‘aberto’, um algo que não seja sério. E eu não quero nada sério, porque não quero me prender à ninguém agora – estar presa à outra pessoa me irrita! Por mais conservadora que eu seja, por mais “BV” que eu seja (hahaha =X), por mais “santa” que me considerem nos grupos (afinal, até hoje eu sempre fui considerada a menos experiente em todos os grupos aos quais pertenci), por mais que haja fatores que me fazem chegar àquelas conclusões bizarras do gênero “homem nenhum presta”, ISSO TUDO NÃO É FATOR FIXO! Isso tudo é variável! Depende de mim. E não é só comigo, não. Descobri que tem MUITA gente que sofre tanto quanto eu do mesmo mal (ou de males parecidos). Enfim, o segredo é não precisar de ninguém pra ser feliz! Enquanto você não for capaz de ser feliz sozinho, não encontrará outra pessoa pra ser feliz com você. Depender dos outros não vale a pena – isso eu sempre soube.

Enfim, falei um monte de baboseiras. A conclusão – nada a ver agora hein! – é que é difícil encontrar alguém que pense da mesma maneira que nós. Sempre. E por isso, vocês que têm namorado, aproveiteeeem! Não só amanhã, essa data comercial, mesquinha, presa à tradições tão pouco interessantes… Aproveitem cada segundo, cada instante, com demonstrações de carinho, com afeto, compartilhando idéias, fazendo aquilo que se tem vontade ao lado daquele que gosta. Não há nada melhor que amar e ser amadooo, aquele amor platônico que nem chega a ser amor, aquela paixãozinha adoescente que acomete não importa a idade… aproveitem…!
Pra quem está sozinho (e eu me incluo agora!), aproveitemos também! À nossa maneira, curtindo aquilo que a solteirice proporciona, sem ficar procurando desesperado por alguém. Na hora certa alguém aparece. E NEM PENSE EM DIZER QUE A SUA HORA JÁ PASSOU. Ninguém sabe qual a hora certa (e é aí que está a graça – quando menos esperamos: puf! surge alguém).

Claro que não tenho mais 16 anos, que o que eu quero agora é bem diferente do que queria naquela época. Mas a verdade é que os grifos – o principal – dizem tudo que eu precisava ouvir agora.

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