De novo o sinal. De novo o “Próxima Estação: Vila Mariana”. Eu já reparei que aquele turbilhão de pensamentos que começa a me incomodar quando estou com ele resolve se organizar quando eu chego na estação Santa Cruz. É sempre a mesma coisa. Sempre a mesma vontade de entender o que não dá pra descrever. E o pior é que me divirto com isso. Às vezes eu acho engraçado, sabe? ..
Cheguei meia hora antes do combinado. O amigo, quase meia hora depois. Nesse intervalo de uma hora que passei sozinha, só consegui reparar numa coisa: Casais. Muitos casais. Heteros, homos, baixos, altos, monocromáticos, coloridos, casais. Alguns conhecidos, inclusive. E outros que eu faço questão de nunca conhecer. Sem falar nos casais novos (aqueles que demoram até pra pegar na mão) e nos casais que supostamente moram longe – hoje eu cansei ..
Cortando o silêncio: – Eu caí hoje, sabia? – Caiu? Como assim? – Sabe quando você para de fazer algo… Larga algum vício… E aí faz de novo? Então, aí dizem que você caiu. – Você teve uma recaída, é isso? – Também se usa isso, mas não, não foi uma recaída. Foi quase isso, é mais esse termo mesmo, “Caiu”. – Não é, mas tudo bem. – É sim… ..
Engraçado. Dia desses alguém me passou o link pro download da trilha sonora completa de Vicky Cristina Barcelona. Eu nunca tinha procurado, mas não hesitei em clicar quando recebi. O filme, que eu achei realmente muito bom, tem uma trilha bem marcante, reparamos já no cinema, mesmo que ainda inebriados pela imagem de Javier Barden, Scarlet Johansson e Penélope Cruz na mesma tela. Foi encanto imediato, total. Só ..
Bom, é sexta-feira, e, como já lamentei a semana inteira no Twitter, vou passar o final de semana inteiro sozinha, trancadinha por aqui, enquanto meus amigos foram para Parati/Trindade. Até fiz planos de sair com alguém, mas, como previa, deu/vai dar errado. Ficar em casa aos finais de semana é ótimo: você começa a ler, ouvir músicas, pensar em todos se divertindo e – puf! – de repente descobre coisas ..
Madrugadas são uma merda. Primeiro a gente despeja tudo, depois é que repara na cagada que fez. O foda é quando você despeja as mágoas que tão apertando sua garganta e não vê reação nenhuma de quem as ouve. Nenhuma. Pior ainda, é quando a reação é debochada, quando só vêm elogios. Há momentos em que não quero elogios, quero respostas. Então eu simplesmente desisto, aqui, loucamente apaixonada. Eu podia ..
Uma semana correndo atrás de festa de Tainá e de algumas notas. Pois bem. A festa foi um sucesso, o Sérgio Amadeu não me salvou da forca e lá vou eu pros exames de Lingüística, Sociologia e Teoria da Comunicação. Provavelmente vá para o de Clássicos também, ainda não saíram os resultados e eu não tenho mais nenhuma esperança ingênua. Quando tudo acabar, quando a USP estiver trancada pra eu ..
Amanhã tem a festa da Tainá. Fotografar adolescentes que ficam me passando as cantadas mais miadas do mundo. Aos 12 anos, eles acham que podem dar em cima de você. Eles acham que podem dar em cima de todo mundo. É simples. Precisam de mais. Sempre mais. Estão se descobrindo. Precisam de números. E o mais engraçado é que, na maioria das vezes, seus números são imaginários. Engraçado. Não sei ..
Ela me chama quando quer eu penso se vou lá Me envolve num ardil qualquer querendo me enganar Essa situação não quer chegar a um final Eu sou garoto de aluguel mas não vão me comprar Eu vou te dar o teu prazer Mas com amor é mais caro Com amor é mais caro O meu amor é o mais caro Me diz quanto você pode pagar (poléxia, aos ..
eu queria amar um pouco menos você não ligar para eventuais sumiços ou conversas entrecortadas não chorar cada vez que visse um beijo na tevê eu queria amar um pouco menos você ser do tipo que não liga quando não pode ver do tipo que não associa cada música que ouve a um momento qualquer – em que basta a sua presença pra memória ligar a amor eu queria amar ..