Sobre verbos, conjugações e vulnerabilidades
(ou: Viajando na aula da Nanami.)
[Constatação inútil: Não sei por que raios faço letras e jornalismo se mal sei lidar com verbos essenciais.]
- O meu problema maior tem nome. Primeira pessoa do singular.
[Para os mais lentos: Eu]
[con]viver: Detestável conjugá-lo no presente do indicativo. Quase nunca vem acompanhado do advérbio harmoniosamente. Exige muito da paciência e da tolerância. O pior? Sou obrigada a fazê-lo todos os dias.
Aplicação nada prática: Eu [con]vivo.
amar: Usá-lo uma única vez parece ter me tornado incapaz de utilizar esquecer. É egoísta, grudento, não vai embora. Parece que tem mais valor que qualquer outro.
Aplicações comuns: Eu o amei, eu o amo, eu o amarei.
Eis algumas experiências gramaticais que não recomendo a quem puder evitar
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~ Toda vez que pensei em usar a locução estou apaixonada, acabei usando muito mais a fui rejeitada. É cruel, mas é verdade.
~ O verbo desprezar faz parte da minha vida.
Aplicação prática: Ele me despreza, eu desprezo a todos.
Nem preciso falar sobre como anda meu humor.