Rascunho do feriado
Eis que, com algum atraso, relato aqui meu feriado. Mas é só um rascunho, um jogar de idéias. Logo menos elas aparecem desenvolvidas, aqui mesmo ou num de meus outros mil blogs. haha. Enfim, vamos logo ao que interessa.
Saí de casa decidida a mudar. Com muito esforço (leia-se: dois meses de tentativas e reinícios) eu coloquei minha cabeça no lugar. Viajei com tudo já certinho, tudo planejado – que assim é mais fácil chegar a resoluções. Sexta-feira à noite saímos de São Paulo, sexta-feira à noite já estávamos em Ubatuba. Uma beleza, a família toda. Levei só dois livros – que eu tenho uma mania de levar dúzias de livros, mas, desequilibrada como estava nas últimas viagens, não consegui ler nem legenda de filme… e voltei frustrada por não ter lido nenhum. Mas dessa vez foi diferente.
Não quero falar nesse post das coisas ruins. Deixo isso pra outra hora, ainda não estou preparada – confesso que talvez nunca esteja. Só o que posso dizer é que no sábado à tarde, depois de um dia de leitura, escrita, mal estar físico e paz de espírito, algo muito triste aconteceu. Algo que não só me fez chorar como também levou minha paz. Pronto: lá estava eu desequilibrada de novo. Tentei não me deixar abater, acho que não falhei tanto dessa vez. Passei a madrugada mandando mensagens para quem não devia, é fato – mas disse exatamente o que deveria ter dito há tempos. Se, quando sã, coragem me faltava, essa noite insana salvou o resto do meu ano.
Dos livros também falarei depois. Levei um de meus favoritos – Para Uma Menina Com Uma Flor, de Vinícius de Moraes – que reli no sábado, antes de ser abatida pela tristeza; e também um novo – 13 Dos Melhores Contos de Amor da Literatura Brasileira, organizado por Rosa Amanda Strausz – que li no domingo, já possuída pela melancolia. Segunda-feira, desesperada por ter devorado tudo o que levei, apelei à banca de jornais. Revista da Semana. Na capa: Nem tudo que faz sucesso na Internet é bom para você. Matéria extremamente apocalíptica, devo dizer. Momentos de razão, mas, no todo, apocalíptica. Não gostei. Falo mais sobre isso depois. Dei uma relida na INFO, uma passeada de olhos na ELLE e na Estilo da minha mãe. Tudo isso em minutos. Estava devorando tudo. Então parei. Relaxei. Me deixei chorar, que faz mal ficar engolindo mágoa. Confusão mental durou até a noite de terça, quando voltei pra casa. Ontem li Amar, Verbo Intransitivo. Mário de Andrade sempre me surpreende. Decidi de vez a minha vida. Não se sabe até quando – que a cabeça é coisa incerta mesmo. Mas, por enquanto, decidi. Não que a confusão tenha ido embora. Só me acertei com ela.
Estou cheia de idéias novas, de vontade de fazer as coisas funcionarem. E tenho corrido atrás – não só das coisas como de uma gotinha de amor próprio (isso também faz bem às vezes). Como estou sem PC, vai demorar um pouquinho mais que o normal. Mas eu apareço. Com novidades ou com os devidos detalhes daquilo que só citei nesse post.