Paulista 900

Estou lá todos os dias. Sorrio, brinco, pulo, paquero, passo raiva. Sei que estou realizando o meu maior sonho, isso é que me faz continuar. Que dá forças. Sofri para conseguir chegar até ali. Só esperava um pouco mais. E não estou de todo errada, não. Faz sentido. Mas vou fingindo ser feliz.
Cercada de falsidade, inveja, hipocrisia, desprezo, muito sentimento ruim e gratuito, e sem conseguir entender porra nenhuma. Indignada. E toda vez que procuro uma saída, acabo presa de novo dentro de mim: sim, os humanos erram, conviver com eles magoa.
Estou lá todos os dias: sozinha, acompanhada. Romântica, fria. O lugar já faz parte de mim, já carrega alguns dos momentos mais significativos da minha história.
Mas eu não estou feliz. Não, não estou.
E hoje eu decidi que não vou fingir estar pra agradar ninguém – que ninguém nunca se preocupa me me agradar.
(Fico torcendo pra tudo acabar bem, acabar bem, acabar…!)
E eu sinto que não vai acabar, mal começou.
Sinto também que não deveria gostar tanto de algumas pessoas a quem dou um imenso valor.
Quer saber a verdade?
Eu sinto é que deveria parar de sentir.
(Ô vontade de morrer constante…).
ps> Devo desculpas a algumas pessoas de lá por ontem à noite; eu falho também. Deixei o nervoso falar mais alto e acabei transparecendo meu ódio por uns em outros. Enfim, Vou ficar mais na minha. Meu lugar é sozinha, já notei.
ps2> Prometo pra mim mesma nunca mais chorar em público. PROMETO!