one, two, three
If you close the door
the night could last forever
Leave the sunshine out
and say hello to never
All the people are dancing
and they’re having such fun
I wish it could happen to me
But if you close the door
I’d never have to see the day again
If you close the door
the night could last forever
Leave the wine-glass out
and drink a toast to never
Oh, someday I know
someone will look into my eyes
And say hello
you’re my very special one
But if you close the door
I’d never have to see the day again
Dark party bars, shiny Cadillac cars
and the people on subways and trains
Looking gray in the rain, as they stand disarrayed
oh, but people look well in the dark
And if you close the door
the night could last forever
Leave the sunshine out
and say hello to never
All the people are dancing
and they’re having such fun
I wish it could happen to me
Cause if you close the door
I’d never have to see the day again
I’d never have to see the day again, once more
I’d never have to see the day again
Chore seu sorriso louco
Vista sua delicadeza
Sinta seu corpo em chamas
Se eu lhe chamar
Bote um padê poderoso
Cante uma canção do Cohen
Trague comigo essa ponta…
e vamos delirar
Que eu só saio dessa cama
Que eu só saio dessa cama
Que eu só saio dessa cama
Quando você me disser
Decidida
Que me ama
Dispa-se delicadamente
Diz para mim o que pega
Não se apegue ao passado
Se eu decidir ficar
Sonhe com algo bacana
Faça de conta que vai tudo bem
Leia minha mão
O futuro há de nos pertencer
Que eu só saio dessa cama
Que eu só saio dessa cama
Que eu só saio dessa cama
Quando você me disser
Decidida
Que me ama
Que me quer
Que me ama
Ó mulher!
Não vou mais lhe dizer
Que eu quero, quero, quero só você
eu não valho nada. sei disso quando lembro das vezes em que ouvi a nossa música e tive vontade de falar a ela (como quem confidenciava inocentemente) da falta que sentia do brinco que perdi no último de meus romances. “sempre perco quando durmo com alguém”, eu diria, e contaria de quando sumiu a delicada argola de ouro branco do nariz ou parte da minha joia favorita em noites de muito álcool e furor algum. depois, como quem não quer nada, descreveria aqueles pedaços meus que ficaram na tua casa — um ou dois, não lembro — na esperança de que um dia ela encontrasse ao fuçar na tua cabeceira, mesmo que sem querer, e juntasse as pontas, desfizesse os nós, descobrisse tudo.
eu tive (várias vezes) vontade de destruir vocês dois, não por te desgostar ou por achá-la insuficiente, não mesmo. apenas porque era estranho saber que estavas real e visivelmente interessado naquela guria — talvez nem tanto, mas certamente muito mais do que jamais pudera imaginar alguém se interessando por mim. e eu sabia que eu não valia nada porque não tive forças de dizer a verdade a ela e destruir a amizade que construíamos — gostava dela –, nem de culpá-lo — porque quem escolheu aceitar tudo isso fui eu, antes mesmo de começar, antes mesmo de saber que um dia teria aquela guria ao meu lado me contando em pormenores o que sentia por ti. também porque no fim não havia mesmo culpados — o jogo estava limpo, como deveria ser.
e quer saber? eu gostava de não oferecer risco, gostava de estar na cama e constatar que não valia nada, que era a dona dos brincos-ímpares pela tua casa e a qualquer momento podia estragar tudo, criar confusão e rir do final — fosse ele qual fosse — mas que preferia calar, e só me importava em continuar assistindo as coisas darem certo para vocês, fosse como fosse. eu não valho mesmo nada. e quem diz isso sou eu, toda vez que me meto numa nova encrenca. porque sim, eu adoro encrencas — e cada vez que evito uma e vêm outras mil atrás de mim, não resisto e abraço o caos, exatamente como aprendi contigo. eu só espero que ela nunca te descubra assim, como te conheci, tão o oposto do que pregas. e espero de verdade que jogues meus retalhos no lixo, para ninguém ver.
sobretudo que sejas feliz, e ela também, porque às vezes parece que tu amas aquela esquisita.
e eu que me foda toda, que é isso que me faz sempre tão feliz.
[inspirado nesse texto que a Lia compartilhou no reader + um diálogo entre amigos]
estar destruída por dentro há meses e fingir todos os dias que não, não é nada, está tudo bem, vai passar, maturidade é isso, etc. e aí, num dos piores dias da vida (as dores vão vindo à tona, as pessoas vão indo embora), ouvir jeff buckley cantando hallelujah e simplesmente desmontar, virar água, chorar olhando para o computador enquanto tenta pensar em sustentabilidade ou hipertexto ou qualquer outra coisa que a profissão lhe exige, como se isso bastasse para reconfortar — e não basta, só aprofunda ainda mais a dor.
(baby, I’ve been here before. está difícil e não se sabe se ainda vai aguentar muito tempo antes da explosão final.)
e essa coisa de ficar sonhando com o guri o tempo todo, acordada e dormindo, online e offline? e esse desespero estranho porque a qualquer momento a campainha pode tocar e pelo vidro da porta ser o sorriso dele a te dizer oi enquanto giras a chave, maltrapilha, cansada, querendo enfiar a cara num buraco? caralho, de novo não, não é mesmo?
não que adiante alguma coisa questionar. agora já sentes isso e não há muito o que fazer senão torcer para que o destino pare de fazer com que os dois se cruzem. por favor.
(mas também não vá ficar vendo vídeos dele no youtube e digitando o nome dele no google todo dia atrás de novidades, que ninguém é de ferro e não tens como te defender de ti mesma.)
aqui eu ia repetir amargamente o quanto doi não ter teu sorriso por perto todos os dias e nem sentir teu cheiro ao acordar de manhã. ia lamentar não ser amada por ti e pra quê, me diga? iria mudar alguma coisa?
faz sol lá fora, é véspera de feriado e eu posso ouvir aquele disco do black keys à exaustão enquanto tento não lembrar de tudo que te dei e tudo que me destes e tudo que não aconteceu.
(foda-se o mundo caindo ou as coisas dando errado por aí tem mulheres lindas e bailarinas dançam como se não houvesse mais nada e a doçura de uns e outros contagia o ambiente. até mesmo ver o sangue de alguém faz bem — às vezes o meu próprio. nem tudo vai sempre dar certo e só o que importa é poder ver as coisas belas acontecerem)
Ariane Freitas em uma de suas múltiplas personalidades, a saber: a ~do amor~. Jornalista, 21 anos, apaixonada por mais coisas do que acha que seria capaz de listar aqui, trabalha como conteudista em mídias sociais e não se cansa de falar sobre música, universo feminino e beleza. Tem dentro de si, adormecidas, uma pinup e uma estrela do rock. Queria ter mais tempo para dedicar ao violão, a guitarra, ao microfone e às câmeras - objetos que, apesar de amar muito, às vezes até se esquece de como manusear. Já foi embaixadora de um sabor especial de cupcake, hoje encarna o projeto gordelícia (porque tem uma hora que a gente tem que voltar à forma, né?).
Se você liga pra esses papos de horóscopo, talvez corra ao descobrir que ela é ariana com ascendente em escorpião.