• Divagações

    Já tinha até me esquecido do quanto odeio o metrô em horário de rush. Do quanto o Centro dessa cidade é lindo, ou mesmo de como é sentar numa sala e ver um cara lá na frente (achando que está) te enrolando e se sentindo no direito de fazê-lo – apenas porque já estudou um pouquinho mais e tem lá sua pós ou seu mestrado. Já tinha esquecido o quão difícil foi habituar-me à ‘viagem’ que é daqui de casa ao cursinho, ou à Paulista, ou mesmo à galeria. Enfim, de como minha casa parece ser longe de tudo quando o meio de transporte é público. Impressionante a quantidade de coisas que esqueci nesses quinze míseros dias de férias – coisas que levei cerca de seis meses para aceitar, entender, seja lá qual for a palavra.

    Enfim, bom ou não, hoje pude lembrar tudo isso outra vez. Avenida Paulista, Faculdade Cásper Líbero, professor/palestrante enrolão, viagem hipercansativa, metrô abarrotado de gente, jantar no McDonald’s com a Gabi, risadas e internas mil, saudades de uns, raiva de outros, gastar fortunas em chocolate (fortunas mesmo 🙁)… Enfim, hoje foi o dia de lembrar que minha vida não é ir dormir de madrugada, acordar quase meio-dia, ler o dia todo, ver um filme ao entardecer e passar a noite na internet. Não mesmo. E que essa ‘mordomia’ (pra não dizer vadiação, né?) acaba hoje. E lá se foram as férias, la se foi meio anoooo. E foi embora, pra longe. Fácil, fácil.. Tá, tá bom. (Se leu até aqui esperando chegar a um final glorioso, desista: É só mais uma das minhas divagações que não fazem sentido nenhum). E bateu de repente – foi bem na hora em que eu estava colocando catchup naquele potinho estranho, lá no Mc (momento poético, fala sério!), e começou a tocar um das minhas músicas favoritas – Easy, do Faith no More. Foi quando aquelas minhas confusões mentais começaram a me atordoar de novo (poxa, bem na hora de comer!) e eu resolvi que botaria no papel – mas depois de comer. Nada de indigestões filosóficas. Pois bem… escrevê-lo-ei.

    Sabe o que é? Enquanto Easy tocava,[e eu pegava catchup e a Gabi esperava pelas suas batatinhas haha], a letra ia se repetindo na minha cabeça. E foi aquele momento da frase mais clichê do mundo: “a vida passou como um filme em minha cabeça”… Tem tanta gente que canta músicas (embroma, devo dizer) sem nem saber o que está cantando e acha o máximo… Não sei por que, mas desde pequena não consigo cantar (nem mesmo ouvir) algo que não sei o que significa. Sim sim. Nunca fez sentido pra mim ver uma criança dançando e cantando histérica “tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha…” (Tá, eu acho que isso não deveria fazer sentido pra ninguém, mas não vem ao caso). Pois é. E de repente eu ouvia “I wanna be high, so high… I wanna be free to know the things I do are right… i wanna be free – just me… oh babe”… É isso.

    Eu quero me sentir livre, sem essas encanações, sem essas preocupações e exigências do mundo sobre mim – eu quero estar certa DA MINHA MANEIRA. (E sim, eu fui muito além da música, quem liga? Não é pra isso que arte serve, pra nos levar além – cada um com sua interpretação?)É, tanta coisa entra e sai das nossas vidas com facilidade! Tantas pessoas conhecidas, esquecidas, amores e desamores, relacionamentos começados e terminados… ultimamente a única coisa que tenho concluído é que a vida passa. (UHUL /o/~Como eu sou inteligente!) Mas não apenas passa, ela muda, muda constantemente… e eu não tenho lidado da maneira correta com as mudanças – o medo tem feito com que eu perca momentos especiais e não veja… ahhh, vida, Fácil fácil ela vai embora…

    O bom é que amanhã já terei esquecido de tudo outr avez…

    [eu avisei que era uma divagação-nada-a-ver-que-não-teria-conclusão]

  • Insônia

    Sábado, passa de meia-noite, eu na frente de um computador – não sei se por vício, ou por tédio, nem mesmo se por falta do que fazer. Aquele aperto que ...

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