Obrigada, Cazuza.
Eu sei que martelei demais a tecla “Cazuza” aqui nos últimos dias, mas eis que eu liguei o player no shuffle e onde fui parar? Cazuza de novo, dessa vez dizendo o que não tive coragem de dizer essa semana. Sem sutileza, como é de praxe.
Obrigada, Cazuza. Faço das suas minhas palavras.
obrigado (por ter se mandado)
Composição: Cazuza / LuizObrigado
Por ter se mandado
Ter me condenado a tanta liberdade
Pelas tardes nunca foi tão tarde
Teus abraços, tuas ameaçasObrigado
Por eu ter te amado
Com a fidelidade de um bicho amestrado
Pelas vezes que eu chorei sem vontade
Pra te impressionar, causar piedadePelos dias de cão, muito obrigado
Pela frase feita
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta
Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiroObrigado
Por ter se mandado
Ter me acordado pra realidade
Das pessoas que eu já nem lembrava
Pareciam todas ter a tua caraObrigado
Por não ter voltado
Pra buscar as coisas que se acabaram
E também por não ter dito obrigado
Ter levado a ingratidão bem guardada
Antes que venham me dar broncas, fica a dica: Nunca estive tão bem, não é um post baixo astral!