meu nome é ariane, tenho quase vinte anos e nunca namorei.
eu só estou sozinha porque quando tinha alguém comigo, ao invés de dar valor ao que tinha, fiquei cobrando um posicionamento. eu queria ser namorada, como se isso mudasse alguma coisa. era bom, e eu joguei fora por culpa dessas cricrizices de gente que não tem maturidade emocional.
quer dizer, não sei se estaríamos juntos ainda hoje (se estivéssemos, iam ser já 7 meses!), mas imagino que poderia ter passado muito mais tempo ao lado dele se pensasse nisso antes. no quanto eu o amo e não fazia a mínima diferença sermos amigos, ficantes, namorados, eu o amaria da mesma forma.
porque ele não quis sair por aí gritando que era meu namorado, mandei me esquecer. sofri, chorei, inventei histórias na minha cabeça, desprezei-o, fiz de tudo pra que me deixasse de lado. e aí, cansada de lutar contra o inevitável, finalmente cedi, assumi que ainda gosto (muito!) dele e aceitaria-o de qualquer forma. mas tarde demais, ele já foi, o tempo passa, eu perdi.
da última vez que o vi, sem querer e sem ter pra onde fugir, não soube o que dizer, como se tivesse doze anos de idade. tremi, perdi o ar. respondi às perguntas, tremi, torci pra acabar logo. foram os cinco minutos mais longos da minha vida. passei vergonha como passava no ensino fundamental, bochechas vermelhas ao falar o nome do ser amado.
o cheiro dele ainda está na minha cabeça e agora eu queria poder voltar lá naqueles cinco minutos e beijá-lo, e dizer que fui uma idiota, e sei lá, tê-lo de novo por mais alguns segundos. só mais alguns segundos. prolongar o quanto fosse possível. sentir aquele beijo, aquela pele tocando na minha… o arrepio quando ele tocou no meu braço pra dizer olá… só mais alguns segundos.
a vida é isso não é? um monte de segundos significativos amontoados…
pois bem, eu não tinha um namorado e era feliz. eu nunca precisei de namorado pra ser feliz. mas achava que sim. e por causa de um rótulo idiota eu perdi minha alegria. perdi? não, eu mandei ela embora, de livre e espontânea vontade. porque sou inexperiente, sou burrinha, e só descobri isso falhando assim.
ah, como a gente é bobo e dá valor pras coisas erradas…
você que está lendo isso agora, faz assim: aproveita seu dia dos namorados aí. solteiro ou não, aproveita. é tudo tão efêmero…
(eu já perdi as esperanças com ele, mas vou dormir pensando que, talvez um dia, apareça de novo alguém como ele pra mim. e, se acontecer, juro pra mim mesma que não pergunto “o que é que nós temos, hein?”. todos os dias da minha vida agora estão baseados no deixar acontecer.)



June 12th, 2009 at 2:12 am
É como li num livro: “Viver é colecionar perdas”.
June 12th, 2009 at 3:56 pm
Oal… I’m just… speechless! Fiquei feliz ao saber q pelo menos vc conseguiu aprender com td isso. E concordo plenamente com vc… o amor não precisa de rótulos para autenticá-lo. É assim mesmo… C’est la vie. A gente sobrevive. Sucesso! bjs.
June 12th, 2009 at 4:06 pm
Sofro do mesmo mal que ti. Também tomei decisões equivocadas e perdi uma pessoa espetacular (the one that got away).
Só o tempo pra curar mesmo (e muito tempo no meu caso), não adianta. Comigo foi assim, eu não queria curar, as ignoradas dela, os amigos e amigas falando pra eu desencanar, novos relacionamentos acontecendo (de ambos os lados) e tudo mais, nada surtiu efeito.
Por exemplo, veja o meu post do dia dos namorados do ano passado:
http://www.febox.com.br/caixa-pessoal/2008/06/12/rainy-day-dream-away/
Até hoje eu me pego escrevendo sms ou sonhando com ela (coincidência mas eu sonhei com ela exatamente nessa noite, do dia dos namorados). Mas o foco mudou. A dor mudou. A vida segue, a parada foi sensacional mas acabou, sinto mta falta temos que viver, a vida passa rapido demais pra ficarmos patinando só na mesma coisa eternamente, ainda mais em coisas que empatam outras possibilidades. Muito disso tudo é sabotagem da nossa cabeça, as coisas sempre parecem melhores de longe.
Torço pra que as coisas se resolvam por ai. Tem muita coisa legal pra acontecer, muita gente legal e tudo mais. Você ainda é super novinha. Por exemplo, domingo começo uma mochilada internacional, talvez a coisa mais legal que já fiz na vida e que nunca aconteceria se milhares de motivinhos não tivessem acontecido como aconteceram. Butterfly Effect.
Bom, desculpa o comentário em algo tão pessoal, foi meio que um desabafo meu também.
(ah, ela se formou na casper… até hoje, cada vez que eu leio “casper” no twitter, dá aquela parada no fundo do estomago)
June 12th, 2009 at 6:18 pm
Oiee!
Realmente, a imaturidade de um primeiro relacionamento pode chegar a ser insuportável, eu sei, já fui assim. Mas corri atrás do prejuizo.
Acabou sim, mas não posso dizer que foi por causa da minha imaturidade.
Adorei o post, te desejo sorte!
Beeijos! =*
June 12th, 2009 at 8:42 pm
oi.
achei seu blog no twitter.
temos algo em comum tenho 18 e nunca namorei. e sim isso é frustrante pra mim. Arrependi de algumas atitudes minhas e o fato de estar sozinha e totalmente culpa minha.
mas se ele nunca for voltar pra vc pelo menos vc aprendeu bastante.
sorte pra nós.
August 13th, 2009 at 11:01 pm
Só cuidado, meu bem. Porque eu já insisti no “o que é que nós temos” e mesmo não obtendo a resposta desejada, continuei com a historinha. Só pra depois descobrir que “nós-não-tínhamos-o-que-eu-queria-que-nós-tivéssemos” porque ele tinha outra namorada, além de mim! É melhor chutar e achar que ele era digno, pelo menos. Do que chutar, de qualquer forma, 8 meses depois, tendo a certeza de que ele era um merda. Espero que você leia isso, mesmo já fazendo bastante tempo do post.
Beijo
July 25th, 2010 at 10:18 pm
Olha Ariane, eu acho que o dia dos namorados te contagiou, e estava muito romântica, desculpe a sinceridade. Mas acho que você tomou a decisão certa querer se posicionar. Pô pera lá, agora tudo na vida a gente tem que deixar como tá pra ver como é que fica? De jeito nenhum sentimento é coisa séria…E homem qundo gosta assume mesmo. E pode ter certeza que você tem muito tempo conhecer homens interessantes e que vão te chamar de minha namorada. bjs