Da Vinci dizia que onde há muito sentimento, há muita dor.
“Ninguém é mais sentimento que você”, diz a dedicatória de um livro que ganhei de alguém que me conhece bem o suficiente pra acertar na definição. Minha mãe, toda vez que bate o olho nessa dedicatória, concorda com quem escreveu, dizendo logo em seguida que estou errada, que não posso ser assim. Minha mãe lê muito e, como eu, deve conhecer a idéia de Da Vinci. Aí eu me pergunto: será que quando minha mãe lê a dedicatória, ela enxerga o que eu enxergo? Assim, ”Ninguém é mais sofrimento que você”?
Porra, foi uma puta declaração. Sincera, simples, na mosca. Foi a melhor definição que alguém já fez de mim. Mas eu não acho que a pessoa que a fez tinha noção do quanto isso ia mexer comigo todos os dias. (agora ela provavelmente terá) Não sei se ela sabe o quanto a admiro por me conhecer tão bem e por saber respeitar esse meu lado e continuar sendo minha amiga mesmo depois de tantas crises.
Certa é minha mãe. Preciso largar mão de ser assim.



February 1st, 2009 at 6:52 pm
As dedicatórias são sempre ótimas. E a gente só dá um livro pra alguém quando sabe realmente o que a pessoa quer e o que ela gosta, senão é difícil arriscar no acervo. Eu diria que é ‘carinhoso’ pensar assim de alguém.
Um dia li de uma pessoa muito marcante e nunca esqueci também: “As pessoas têm habilidades e virtudes inerentes, o que faz cada um especial de um certo jeito.”
Quem diria que meu professor de matemática era tão filosófico hahaha!
Beijos, ari ;*