Quarta-FAIL

Perfume, maquiagem, roupa bonitinha,  cabelo ok, cheirosinha, tudo como manda o figurino. Aliás,  o figurino não manda nada, é só que eu gosto de me arrumar. Oito horas em ponto (eu sei, pontualidade é a virtude dos fracos!) eu estava lá, conforme o combinado. Sorriso no rosto, matando as saudades acumuladas em duas semaninhas de distância – o que é muito pra uma solitária carente como eu.

Daí foram conversas legais, conversas chatas, tristezas e alegrias lançadas à mesa entre nachos, batatas fritas, pints, coca-cola, caipirinhas, Marlboros, LA’s e mimimis. Por dentro, desde o início, a promessa era não demonstrar a tristeza, não expelir fumaça nem ingerir álcool. Não foi cumprida. De novo eu me via no meio de muitas pessoas, fissurada por um celular que não dava sinal de vida. Porque eu sou burra, claro, e eu fiquei esperando o celular dar sinais que (meu coração me dizia com propriedade e razão) ele não daria.

A tentação ao lado – a GRANDE tentação – sem que eu sequer olhasse pra ela. Já sem muito equilíbrio – entenda-se aí físico e emocional – decidimos que era hora de ir. E, talvez por alguma palavra mal utilizada por alguém, simplesmente surtei. Surtei por aquilo que estava engolindo a noite toda e que todos ali sabiam o que era. Tropeçar, balançar, perder o rumo, tudo isso era fichinha perto da salada de emoções que estava dentro de mim. Aí o celular vibrou.

O mesmo mimimi de sempre. Aquela coisa que a gente ouve e sabe que não é de coração. Lágrimas guardadas pra mais tarde, ódio infinito queimando no coração. Balanço: Alguns cânceres, caipirinhas e mais uma noite de solidão e desespero. Tory, no banco da frente do carro que eu, em meu estado, nem consegui identificar qual era antes de entrar, soltou tudo que havia a se dizer: HE SUCKS.

No metrô, sozinha, constrangida pelo vexame que meus excessos permitiram vir à tona e nervosa pelo fato de ser tratada feito uma babaca, apelei ao amigo distante. SORRISO, foi o que ele disse. Sorriso, eu tenho que lembrar do sorriso sempre. Bonito, todo me parece bonito.  Tory tentou me mostrar que eu era especial, também ao celular. Não me acho especial, não me fazem sentir assim. Mas aceitei o carinho. Ao chegar em casa, destruída, Daniel fechou minha noite. “Nessa situação, SORRISO não serve. Tem que ser GARGALHADA“. Um “tô com vc aí, viu? =*” nunca foi tão importante pra que eu conseguisse dormir. Nunca mesmo.

E hoje tem exame, sexta também, e, se possível, Jumbo Elektro. Ou #baladaloka, que a Bottan e o Jreige me deixaram cheia de vontade de ir.

Agora eu vou é deitar, que é um sete na prova ou mais um ano de Teoria da Comunicação pela frente.

META PARA 2009: Menos inocência, mais atitude.