Mensagem subliminar

(só pra mim, eu espero)

 

 

(sim, vejo o mesmo filme 90 vezes e ainda pego os frames que falam comigo. ok ok, tenho sérios problemas e não vou procurar tratamento, beijos)

 

Não entendeu? Aqui.

Terapia do Riso

 

 

 

 

 

22h40 – ligação inesperada de um Guerrero faminto

Quarterão depois das dez
desabafos e piadas

conversa sóbria
gargalhadas no sofá

coca-cola inacabada
trilha sonora de banheiro

dividindo guarda-chuva
terminal Lapa indo embora
 

o terno adeus:

não obrigação, prazer, somente.

 

Ela tem um amigo!

(quem cuida de quem?)

 

Indaiatuba ou Irlanda, há o silêncio das saudades antecipadas,
(que tal desligar o relógio, esquecer dos problemas?)

(é que um “vamos aproveitar ao máximo nosso fim de ano”
nunca soou tão decisivo.)

o fim…

o fim é SEMPRE decisivo.
mesmo para um indeciso tão perdido no mundo.

aaaaaaaaai como eu amo.

tinha uma Flor no meio do caminho

 

 

 

Eu nunca gostei de flores. Embora sempre as achasse aparentemente bonitas, elas não me impressionavam, não me chamavam a atenção. Minha mãe, que tem um lado pintora, ficava abismada toda vez que começava uma tela – ela sim adorava flores! – e eu não dava opinião, simplesmente porque não achava graça. 

 

Daí que um dia, caminhando pela vida sem prestar muita atenção em nada, eu encontrei uma Flor. 

(Não que devesse haver algo de especial nisso, não. Era mesmo pra ser só mais uma flor no meio do caminho. Mas não. Essa era especial. Me chamava atenção. Não me deixava ir, mesmo sem querer que eu ficasse.)

E havia entre nós barreiras. Não poucas. Barreiras estranhas e invisíveis – o tempo, por exemplo. Por algum motivo, aquela flor e eu vivíamos em estações diferentes. Eu no inverno, ela no verão. 
Mas sempre tive esperança de que um dia coincidissem nossas primaveras.

 
Então, sem poder tocar a Flor ou levá-la para minha casa, com medo de ferí-la, eu passava por ali todos os dias. O que era um caminho aleatório tornou-se obsessão. O que era apenas uma Florzinha tornou-se paixão.
 

E eu decidi que poderia esperar. Não me cansava dela. Daquele pedacinho branco do mundo que acendia em mim mais amor até do que paz.  

Decidi que estaria ali, mesmo que a Flor nem soubesse da minha existência. Falhei, é fato. Estive durante tanto tempo cercando a pobrezinha que ela me notou, num dia qualquer, por culpa de um pequeno Erro: quase sufoquei-a de tanto olhar, mais perto, mais perto, mais perto…

 
E quando pra mim fazia sol, para ela chovia. Quando para mim eram cinzas, pra ela era carnaval. Cansada de tentar com o Universo uma maneira, um acordo, um modo de estar com a Flor por completo, sem medo de tocá-la, cheirá-la, dedicar minha vida a regar e dar carinho a ela, simplesmente sentei a seu lado e fiquei. Sentei pra esperar. 

 

E ainda estou aqui. Acredito que, um dia, quando eu acordar de um desses inevitáveis cochilos que dou ao observá-la, linda, dormindo, será a nossa primavera. E não haverá barreiras, nem distância, nem medo ou empecilhos. Vou poder pegá-la nas mãos com carinho e, sem arrancar-lhe as pétalas, contar uma por uma, “bem-me-quer, mal-me-quer, …”

Parece que essa Flor mexeu em algo dentro de mim que há muito estava adormecido.
 

Pra falar a verdade, eu ainda não gosto tanto de flores. Mas a visão delas, seu perfume, sua delicadeza, tudo isso me lembra  a minha Flor. A Flor que nem minha é, mas que um dia tomou-me para si. É, sou mais dela que de qualquer um.

 

E só isso é o suficiente para que eu veja nas flores, hoje, uma beleza incomum.

Considerações tardias

sobre e para um amigo que parece estar cada dia mais longe

 

 1. O tempo passa.

 2.A distância e a falta de tempo esfriam relações, não adianta. 

 3. A saudade dói.

 4. Ninguém é insubstituível. 

 5. O amor insiste em existir pra sempre, mesmo que apenas fazendo aparições esporádicas em crises de ciúme ou saudades exacerbadas.

 6. Onde quer que você esteja, não importa com quem – já que não é comigo, estou aqui torcendo pra que consiga o que almeja. E juro, eu quero mesmo olhar pra você e sorrir. E abraçar. Quero comemorar a sua vitória como planejamos tantas vezes… Se lembra dos nossos planos?
Pois é… Eu te amo.

Wishlist







Sensacional.

Peguei aqui ó: http://www.love-tee.com/ . Por mim, comprava todas.

Luíza

 Por ela é que eu faço bonito
Por ela é que eu faço o palhaço
Por ela é que saio do tom
E me esqueço no tempo e no espaço
Quase levito
Faço sonhos de crepon

E quando ela está nos meus braços
As tristezas parecem banais
O meu coração aos pedaços
Se remenda prum número a mais

Por ela é que o show continua
Eu faço careta e trapaça
É pra ela que faço cartaz
É por ela que espanto de casa
As sombras da rua
Faço a lua
Faço a brisa
Pra Luisa dormir em paz

Chico Buarque e Francis Hime

 

Nós três jogados no confortável sofá por onde pairava a fumaça dos não sei quantos cigarros espalhados pelo mezanino. Eu, bêbada das circunstâncias, tentava me desviar ao máximo das doses de vodca, tequila, cerveja e wisky alheias – embora elas viessem de todas as direções – enquanto comentávamos insistentemente sobre cada detalhe que passava por nossos olhos. “Um pouco mais de gelo?” Acho que eu não estava lá, só meu corpo. Na verdade, na maior parte do tempo, faço questão de transportar espaço/companhias para o meu mundo. No meu mundo aquilo tudo era diferente. O lugar podia até ser o mesmo, mas não havia aquela música que eles chamavam ambiente. No meu mundo, ele não seria tão desinteressado, nem eu desinteressante. No entanto, estávamos ali: pessoas desconhecidas, a melhor amiga, o impossível affair e eu, estado total de deprimência, fugindo completamente da rotina e do script, assustando todo e qualquer ser acostumado a me ver sempre fechada e certinha no meu canto. “Eu pego uma coca-cola pra você”.

Depois de um tempo distribuindo sorrisos amarelos e alguns “o pessoal não vem?”, não sei ao certo em que ponto da noite, Hugo resolveu aparecer. Sorria, trazia (ainda mais) cigarros, perguntava se estávamos ali há muito tempo, se tínhamos idéia de onde estavam os meninos, se isso, se aquilo, pura função fática e tentativa de enquadramento no ambiente. Chamou-me para dar uma volta, fomos ao andar de baixo buscar um drinque. Momento de jogar conversa fora. “Ah, eu tenho certeza que ele já ficou com ela… Eles combinam, não é legal?”. Não, não é, ele é meu. Não respondi, mas deu vontade. Na verdade, às vezes eu até consigo não falar o que penso – embora na maior parte delas eu me dedique a falar e fazer tudo o que me dá vontade. E a vontade agora era ser engolida por toda a fumaça do mundo. Mas foi por pouco tempo – logo que subimos, chegaram os outros.

Agora estávamos completos, não chegaria mais ninguém. Éramos então nove – André, Bruno e seu amigo, Fernando, Henry, Hugo, Ricardo, Tory e eu. Basicamente, o canto esquerdo do fundão do JoC. E aí, já defumada e mais alta que o normal com a alegria alheia, presenciei tequilas num gole só, mendicância de cigarros, piadas infames, xavecos insólitos, desabafos, intimidades desgastantes.
“Ai, você precisa ter menos pudor”. O vestido subindo e descendo de acordo com as mãos que o tocavam. Alguns rasgos na meia arrastão. Henry indo embora por culpa da maldita lei seca. A dona da festa sorrindo pra todos, num equilíbrio entre a falta de sobriedade e a alegria sincera de ver que a festa não havia miado. “Você ficou linda de franjinha, estou apaixonado” e outras pérolas. A vergonha alheia veio antes da vergonha pessoal, ainda bem. E, dentre mortos e feridos, salvaram-se todos.
Ele foi embora com outra. Eu, para variar, fui assediada por um idiota. Ficamos em seis – fechamos um táxi por R$25 a rodada até Sumaré. Bruno dormindo no meu colo, Tory entre o meu e o do Ladeira, Capiau rindo horrores em seu canto, o idiota na frente com o Taxista. “Não sei, você me quer com ou sem pênis?” e “Ninguém aqui gosta de você” – porque a vida é uma escola e eu, embora bem tosca, também tenho meus aluninhos – foram as aspas que fecharam a noite pública com chave de ouro. Ah! E como me orgulho delas…

Nós duas deitadas lado a lado na cama, cansadas e (in)conformadas. Madrugada daquelas que qualquer um gostaria de ter todos os dias: momento de ouvir e ser ouvida, não importa qual a pauta. E aí, nem preciso dizer, a pauta foi totalmente previsível. A noite, as aspas, a vergonha alheia, os corações, os malditos homens, as vontades, os erros, os acertos, as dúvidas. Coisa de mulherzinha, com direito a conselhos e planos.Com direito a balanço físico e emocional. Mensagem de texto ctrl+C e ctrl+V fazendo vibrar o celular das duas. Resposta coletiva. (Não sabíamos se era pra rir ou pra chorar.) De repente, de um segundo pro outro, simplesmente nos cobrimos, apagamos a luz, e começamos a (tentar) dormir.

Maldita esperança acumulada, maldita proximidade venenosa, maldito sorriso lindo que ele tem. Sonhei a noite toda com o que podia ter sido e não foi (e ficadicaprasempre: nunca vai ser), acordei repetidas vezes pronta a escrever um manual de “como se deixar iludir repetidas vezes por alguém que nem olha pra você”, mas não tinha papel e meu notebook estava em casa; portanto perdi a obra da minha vida. (Ok, exagerei). Entre resmungos, roncos alheios, deprimências e passarinhos, dormimos até que o telefone – lá pelas 14h do sábado – nos fez pular da cama.

“Janta” no café da manhã. Sem ressaca, o que é pior. “Mora Na Filosofia”. A dedicatória mais linda que eu já vi. “Um Copo de Cólera”. Amy Winehouse. Ressaca moral tardia por, talvez, excesso de sobriedade. Dores de cabeça, “I Will Survive”. Alguém por favor me ensina a voltar no tempo? Planos, Personare, dúvidas.

(E agora eu estou aqui. Chove lá fora. O relógio marcando 00h53. Podia estar dormindo, mas sabia que não conseguiria enquanto não me aproveitasse do silêncio pra dizer o quanto gostei desse fim de semana em algum lugar. A cada dia eu tenho mais certeza de que tenho pessoas especiais ao meu redor. E de que só atraio losers e afins. Acho que não cansei de sonhar ou me iludir, não. Não tem doído como doía antes, não sou mais criança. Cada dia sei melhor em que terreno estou pisando ou a quem devo ou não ouvir. E o melhor disso tudo é que, não importa como nem quando, eu fiz amigos de verdade. Pessoas sem as quais eu já não me vejo. E eu não me canso de ouvir Vinícius de Moraes sussurrando em meu ouvido: “Que não seja imortal – posto que é chama; mas que seja infinito enquanto dure”. Ah, como sou piegas! E quem liga?)

Entoe o mantra: Ela vai se livrar dos ordinários…
(Bora lá, galere! Entoem e mentalizem minha face, pra ver se ajuda…)

Previsível

“Ninguém é mais sentimento que você”.

Tory

Sonhar a noite toda com ele, escrever um manual de como se deixar iludir, ouvir Amy Winehouse compulsivamente, ganhar livro da melhor amiga e passar o sábado à noite sozinha em casa: deprê total.

Mas meu, quem é mais sentimental que eu?

 

MOMENTO DE PROJEÇÃO DA VONTADE

Marte na casa 1

DE: 04/10 Hoje, 7h14
ATÉ: 17/11 , 20h39

Nestes próximos dias, que vão de 04/10 Hoje e 17/11, Ariane, o planeta Marte estará passando pelo seu signo ascendente, marcando o seu setor da identidade. Este é um momento muito especial, que só acontece de dois em dois anos. Uma vez que a primeira casa é a mais importante casa astrológica de um tema astral, consequentemente Marte será o mais importante planeta em sua vida por alguns dias. Ele lhe concede vitalidade alta e, por fim, você sentirá uma grande necessidade de vencer e de se tornar alguém de destaque em seu campo de atuação.

Neste período, é bastante provável que você venha a se sentir com muito mais energia, com uma disposição especial para batalhar pelos seus projetos pessoais. Lhe parecerá, Ariane, que as coisas estão mais fáceis de serem resolvidas, mas a verdade é que você está num momento em que sua disposição pessoal para lutas está amplificada.

As pessoas poderão sentir em você uma agressividade maior, mas esta qualidade agressiva não é, por si só, boa ou ruim. Tudo depende da forma como você a vive.

A palavra “Marte” vem do latim, e significa “crescer, tornar-se grande”. E esta é a idéia para este ciclo, Ariane: é o momento de lutar por seu lugar ao Sol, o momento de fazer valer sua vontade afirmativa, nem que para isso você precise brigar um pouco mais.

É recomendável que você busque direcionar esta qualidade agressiva de uma maneira objetiva, caso contrário você pode simplesmente usá-la de maneira inadequada, explodindo em raivas ou cometendo atos impulsivos, precipitados. Em geral, recomendo a pessoas que, como você, passam pelo momento de energização marciana, que procurem praticar alguma atividade física neste período, a fim de descarregar o excesso de energia. É um momento bom para o exercício do sexo, conveniente para aproveitar esta “disposição a mais”. Ainda que você não tenha uma parceria sexual, a qualidade energética de Marte é positiva para caso você queira “caçar” pessoas de fora do seu círculo social. Afinal de contas, a energia conquistadora de Marte na Casa 1 não se limita apenas a propósitos materiais. Ela pode ser utilizada para propósitos amorosos, também!

Neste ciclo, você perceberá que estará conquistando as coisas com maior facilidade. Mas fique atento, Ariane: este é um momento altamente individualista, e o preço a pagar é que isto pode perturbar um pouco as suas relações afetivas. Não é um momento em que você está com muita disposição para fazer concessões em nenhum de seus relacionamentos, e é possível que nesta fase algumas pessoas lhe acusem de egoísmo. No final das contas, Ariane, é tudo uma questão de proporção: se você souber aproveitar esta “energia a mais” de uma forma consciente e direcionada, canalizando sua agressividade para onde deve, com finalidades úteis e propósitos definidos, tende a ser um excelente período. A idéia deste ciclo de Marte é a da aceleração da vontade pessoal.

SÍNTESE DO MOMENTO:

Cores recomendadas para o período: vermelho e negro, as cores de Marte que estimularão mais ainda a sua vontade pessoal numa direção afirmativa.

Vida afetiva: este é um momento de muito individualismo, Ariane! Favorece muito o sexo e as novas conquistas, mas cuidado com uma tendência de ficar vendo demais o próprio lado nesta fase.

Vida profissional: excelente momento para lutar por objetivos bem definidos e alcançar resultados concretos para seus esforços.

Saúde: cuidado com febres e com uma pequena tendência a acidentes por conta de atos impulsivos e apressados.

Vida espiritual: este é um dos momentos mais “pé no chão” do seu ano, Ariane. Mas convém não perder o prumo da sua espiritualidade, lembre-se que é importante um tempo para meditar e refletir, caso contrário o mundo, com seus problemas e questões práticas, nos engole!

 

Personare, Personare… Uh.

E a Primavera chegou…

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Alberto Caeiro

Pois é. Ela chegou e eu ainda estou viva. Já a havia notado nas cores das folhas, do céu, na maneira como tudo me pareceu tão mais fotográfico que o normal nos últimos dias, embora eu não tivesse tido tempo de parar para refletir o porquê de tudo isso ou de dizer o quanto me chamou a atenção. Quer dizer, porque foi a primeira. A primeira Primavera que enxerguei com esses olhos – não sei se mais maduros, mas certamente mais abertos à vida.

Sempre vi e ouvi alusões à Primavera. À sua “magia”, ao clima de amor que paira sobre ela. Mas sentir e ouvir falar são coisas tão diferentes… E me pergunto só uma coisa: como (sobre)vivi tanto tempo sem enxergar todas essas cores, toda essa beleza?

 

(Não estou apaixonada – não que eu saiba. Não tenho motivos para ficar poetizando a vida – pelo contrário, ela tem sido bem cruel comigo. Talvez seja exatamente esse o segredo: o fato de eu estar meio que do lado de fora de mim. Talvez eu esteja um pouco menos egoísta. Ou mais, não sei.)

 

Mas eu vou por aí encontrando meus prazeres Amélie Poulain, do gênero escrever sentada embaixo de uma árvore num dia ensolarado de Primavera, carinho nos cabelos – fazer e receber!, fotografar tudo isso que eu vejo e acho lindo – e ter o meu olhar guardado, sentir nojinho dos casais apaixonados na rua, cantar com os amigos, passar uma noite inteira contando e ouvindo segredos e desabafos, (…). 

 

Sim, eu sou piegas demais.

Há certas coisas que só devem ser sentidas – nunca ditas.

Entoando o mantraaaaa: Essa primavera meu amor vai voltar pra mim…

Sobre amigos e felicidade

Não lembro sequer mais ou menos em que ponto da viagem foi que engatei essa idéia. Mas ela apareceu, ali, no metrô, e ficou me atormentando. Atormentando não, que não era um pensamento ruim. Simplesmente ficou sussurrando no meu ouvido. “Você ama – e é amada”.

Poucas vezes na minha vida (se eu digo poucas é porque são poucas MESMO) eu tive essa sensação. Esse tipo de insight aleatório de “Porra, como eu gosto de fulano!”. Sim, são poucas as pessoas sem as quais eu não consigo viver. Ou eram poucas, que hoje me dei conta de que gosto de muito mais gente do que imaginava.

 

Da minha família eu nem preciso falar. São meu sustento, meu ânimo de todos os dias. Não, não estoufalando desse amor especificamente. Estou falando do amor de amigo. Daquele que vem à tona cada vez que eu dou risada – e como eu dou risada! – ou que eu sinto vontade de chorar ou me defenestrar. Eu falo das vezes em que ouço qualquer nota do violão e, sem nem ver, já estou pensando na Clarinha e na Tory. Das vezes em que vejo um clipe novo e tenho vontade de ligar para o Adam no meio da madrugada pra contar pra ele o como eu achei legal – e é sempre mais ou menos nessa hora que ele, surpreendentemente, aparece online cheio de amor e atenção pra dar, numa sintonia assustadora. Falo das vezes em que ouço Ludov ou Vanguart e fico lembrando das noites insanas que vivi ao lado do Bruno Guerrero (noites responsáveis por uma porção de carinho que só cresce e um respeito sem tamanho); das vezes em que abro o e-mail e fico triste porque não tem nenhum texto novo do Brunella ou nenhuma resposta do Ferrari (é, porque as pessoas de que gosto às vezes se esquecem de mim!). Eu acho engraçado como até quando eu falo uma gíria ou uma expressão aleatória eu lembro de alguém – ficadica, Fran. Daí que deviants me lembram o Leo, e toda vez que o celular vibra eu penso no Omar. Tem também a incrível historia de como o shuffle sempre faz “Carinhoso” tocar quando tem algo acontecendo com o André, tipo um sinal. E eu não posso ver uma banca de jornal sem ter imediatamente uma visão do Capiau. Não tem como ouvir Chico sem lembrar da Luiza, nem pensar em bebedeira e não associar à Marcelli. Aliás, toda vez que eu falo alguma besteira, me vem a imagem do Matheus: “Essa Ariane… Só atiça, fazer que é bom…”.

Enfim, poderia ficar a madrugada aqui listando pessoas de quem me recordo o tempo todo. O mais engraçado é que, além de não ter tanto contato com algumas delas, eu tenho muita dificuldade de demonstrar o que sinto pelas outras (talvez porque nem eu mesma saiba o que sinto). Mas é engraçado como, de repente, no metrô, enquanto cantava All My loving e ria sozinha de mais um dia de trabalho que levou minha saúde e minha boa vontade embora, eu ouvi “Você ama – e é amada” vindo direto do inconsciente. Eu sei que não sou amada por todos eles, talvez nem pela metade. Mas amá-los já me faz bem o suficiente para me fazer seguir. Eu tenho pessoas de quem devo cuidar (embora, na maior parte do tempo, sejam eles que cuidem de mim), isso é que muitas vezes me impede de encher a cara de comprimidos ou simplesmente pular na linha do trem (sim, é escroto, mas já pensei em fazer isso).

 

Ok, há certas coisas inexplicáveis, como ficar pensando em pessoas que não estão aqui, que eu nunca imaginei que fosse conhecer, que são fofas gratuitamente, ou mesmo nas que me maltratam o tempo todo. Mas se essa é minha forma de ser feliz, é assim que vai ser. Pelo menos por enquanto.