S.O.S

Pelo título, já deu pra notar que isso é um pedido de socorro. Sim, é sim. É que eu preciso de férias urgentemente. Não tô pedindo férias no Caribe, em Paris, nem no raio que o parta. Não tô pedindo nada demais, só tempo pra ficar na minha casa, deitadinha, sem ter que pensar em trabalhar. Eu quero emagrecer 30kg em um mês, dormir na rede, ler só o que me dá prazer, escrever quando a inspiração vier, violão, amigos, eu quero um pouco de paz pra minha cabeça. Sabe? Me trancar no meu quarto, num mundo onde não existe Mulher Melancia (ou Jaca, Melão, Morango, Abacaxi, qualquer fruta!), provas, crise econômica, pendências, Jonas Brothers, dívidas, doenças sem cura ou afins. Onde eu possa sentir as coisas sem culpa. Acho que essas seriam as férias mais sensacionais do mundo. Infelizmente, só chegarão no Natal – e provavelmente serão bem diferentes do que eu estou planejando.

Anyways, o dia hoje até que não trouxe novidades de todo ruins. Apesar da minha enxaqueca DESCOMUNAL (acho que é sinusite, oi?) e do trabalho feito corrido e nas coxas, eu passei no exame prático do Detran. E, bom, a aula do @samadeu foi incrível, como sempre. Eu juro, se eu pudesse, largava tudo pra me dedicar única e exclusivamente às aulas de Teoria da Comunicação. Infelizmente, faço duas faculdades e não estou dando conta nem de meia. Ok, ok. TVP. Ano que vem taí e consertarei essas burradas que fiz esse ano.

Ah! Lembrei. A novidade legal é que o Vitroleiros.Org já tá no ar! É verdade que é em fase beta e tudo mais, mas tá lá! Vão dar uma olhada! Aliás, quem quiser contrubuir com fotos, textos ou links, FALAÍ! Eu converso e a gente acerta rapidinho! 😉

Por último, só um aviso: Amanhã (hoje), às 18h, tem #flashmob contra a lei do Azeredo, lá no Canteiro Central da Paulista, 900. Farei o possível e o impossível pra ir. Tudo depende do meu trabalho de Sociologia. Compareçam, queridos! Vale a pena!

 

Enfim, CORRÃO EU VOU SURTAR, QUERO FÉRIAAAAAAAAAASSSS

Sexxxta-feira!

 

 

 

 

Dia de correr com o projeto (deadline é segunda, oi?), tem ensaio aqui em casa mais tarde, à noite tem “luau” na casa da Tory, e eu ainda tenho vinte mil trabalhos pra entregar segunda-feira! Nem ligo!
Tô aqui susse na correria. Enquanto eu tô por aí entoando meu mantra (TVP TVP TVP!!!!) assistam o vídeo e vão procurar o que fazer (mentirinha, adoro todo mundo! haha).
 

(Sensacional, man!)

Beijão.

Estive pensando…

 

 

 

…no quanto me afastei das pessoas de que gosto, ou mesmo no quanto abri mão do que gostaria várias vezes esse ano simplesmente por ter obrigações que eu não sei se queria mesmo ter.

Isso me fez tomar várias decisões que não colocarei aqui, mas que vão mudar muito na minha vida.

 

Se você for importante pra mim, verá de perto. Senão, saberá só de entrelinhas, como sempre aconteceu com os leitores desse humilde blog.

 

 

:* fui ali viver e já volto.

Ou não.

tinha uma Flor no meio do caminho

 

 

 

Eu nunca gostei de flores. Embora sempre as achasse aparentemente bonitas, elas não me impressionavam, não me chamavam a atenção. Minha mãe, que tem um lado pintora, ficava abismada toda vez que começava uma tela – ela sim adorava flores! – e eu não dava opinião, simplesmente porque não achava graça. 

 

Daí que um dia, caminhando pela vida sem prestar muita atenção em nada, eu encontrei uma Flor. 

(Não que devesse haver algo de especial nisso, não. Era mesmo pra ser só mais uma flor no meio do caminho. Mas não. Essa era especial. Me chamava atenção. Não me deixava ir, mesmo sem querer que eu ficasse.)

E havia entre nós barreiras. Não poucas. Barreiras estranhas e invisíveis – o tempo, por exemplo. Por algum motivo, aquela flor e eu vivíamos em estações diferentes. Eu no inverno, ela no verão. 
Mas sempre tive esperança de que um dia coincidissem nossas primaveras.

 
Então, sem poder tocar a Flor ou levá-la para minha casa, com medo de ferí-la, eu passava por ali todos os dias. O que era um caminho aleatório tornou-se obsessão. O que era apenas uma Florzinha tornou-se paixão.
 

E eu decidi que poderia esperar. Não me cansava dela. Daquele pedacinho branco do mundo que acendia em mim mais amor até do que paz.  

Decidi que estaria ali, mesmo que a Flor nem soubesse da minha existência. Falhei, é fato. Estive durante tanto tempo cercando a pobrezinha que ela me notou, num dia qualquer, por culpa de um pequeno Erro: quase sufoquei-a de tanto olhar, mais perto, mais perto, mais perto…

 
E quando pra mim fazia sol, para ela chovia. Quando para mim eram cinzas, pra ela era carnaval. Cansada de tentar com o Universo uma maneira, um acordo, um modo de estar com a Flor por completo, sem medo de tocá-la, cheirá-la, dedicar minha vida a regar e dar carinho a ela, simplesmente sentei a seu lado e fiquei. Sentei pra esperar. 

 

E ainda estou aqui. Acredito que, um dia, quando eu acordar de um desses inevitáveis cochilos que dou ao observá-la, linda, dormindo, será a nossa primavera. E não haverá barreiras, nem distância, nem medo ou empecilhos. Vou poder pegá-la nas mãos com carinho e, sem arrancar-lhe as pétalas, contar uma por uma, “bem-me-quer, mal-me-quer, …”

Parece que essa Flor mexeu em algo dentro de mim que há muito estava adormecido.
 

Pra falar a verdade, eu ainda não gosto tanto de flores. Mas a visão delas, seu perfume, sua delicadeza, tudo isso me lembra  a minha Flor. A Flor que nem minha é, mas que um dia tomou-me para si. É, sou mais dela que de qualquer um.

 

E só isso é o suficiente para que eu veja nas flores, hoje, uma beleza incomum.

A arte de vitimizar

Eu comento amanhã, que hoje já fui vilã o suficiente. Respondo amanhã também, que paciência tem limites e os meus eu já esgotei – e minha sinceridade, nessas horas, fica cruel.

 

É, amanhã, amanhã. Amanhã talvez tudo se acerte. Talvez não. Mas, realmente, essa foi a gota d’água.
Acontece. Sempre acontece. 
E até que demorou.

Todo mundo entoando o mantra:
TVP!!!!

Semelhanças irônicas

 

O pior de ver Eu e As Mulheres é, com certeza, a minha maldita memória associativa. O Adam Brody é a cara dele. Pior, o personagem, Carter, tem tudo daquele maldito. As roupas, o modo se se mexer, o jeitinho blasé. Se eu tenho fugido de ir à faculdade, de ir ao pub (ou qualquer outro tipo de evento) com os amigos só pra não ter que vê-lo, por que demônios o personagem principal do meu filme favorito tem que ser IGUALZINHO a ele? Assim, fisicamente? De você olhar às vezes e não saber se é o Adam Brody ou ele ali, naquela Samsung de 42” à sua frente! Shit. 

“AHHHH, Ari! Por um desse eu secava rapidinho” 

FREITAS, Débora Cavalcante Queiroz de.

Eu até secaria, se eu soubesse que assim ele olharia pra mim, de alguma maneira. Mas sei que não. Então continuo aqui. Gordinha. Vendo filme, lembrando dele e evitando-o na faculdade, no msn e no orkut. É infantil, eu sei. Mas eu preciso esquecê-lo. Somos muito iguais às vezes. E somos completamente diferentes. [São dois anos nessa paquerinha besta em que eu fico olhando e flertando, mas sempre esqueço que estamos separados por uma daquelas paredes em que eu o enxergo, mas ele, ao olhar na minha direção, só vê a si mesmo, como se ali houvesse um espelho.]

E então, o que resta pra hoje é chorar com o filme, terminar a monografia e torcer pra que amanhã eu não me derreta ao primeiro olhar dele.

 

Notas mentais:

1. Não assistir In The Land Of Woman desacompanhada.
2. NUNCA deixar Carinhoso na lista de reprodução, pra evitar o incômodo dela tocar no shuffle e eu lembrar daquele dia.
3. Ele não vai me olhar, portanto eu não devo pensar nele.
4. “I’m trying to wake you up! There’s a big fucking world out there. It’s messy, and it’s chaotic, and it’s never, it’s never ever the thing you’d expect. It’s ok to be scared but you cannot allow your fears to turn you into an asshole, not when it comes to the people that really love you, the people that need you.” (WEBB, Carter)

 

 

A pergunta que não quer calar é: por que eu só olho pra quem nunca vai me olhar?
(E por que diabos ele tem que estar em tudo na minha vida? :O)

 

Ainda bem que minhas paixonites são só paixonites.

Mantra da semana

Sorte de hoje: Você tem uma grande necessidade e capacidade de realização

 

capacidade de realização
capacidade de realização
capacidade de realização
capacidade
capacidade
capacidade
realização
realização
realização
.

 

TVP

Eu Te Amo, Porra

Ah, eu não sinto mais vergonha, não.
Se a falta vai dizer por mim.
Você se engana tão melhor assim;
Guardando tanto amor que eu já não sei separar.
Eu não sei.

O som que faz quando um de nós se vai
é quase vai-e-vem.
Por muito tempo até que deslizei;
Não deu pra segurar, mas eu tentei.
Devagar.
Eu tentei.

E eu não quero um outro alguém –
muito menos se for
p’ra esconder o nosso bem
em um falso sorriso.
Pense muito bem
nesse abrigo indeciso.
Outra foto no mural
e eu fui cuidar de mim…

Fui procurar ajuda para um coração
trincado pela culpa,
vazando sem perdão.
Procurar ajuda para um coração
trincado pela culpa,
coagulando sem perdão.
Eu errei fazendo a coisa certa.
E, perdendo toda a essência,
acho até que não preciso de você…
quando preciso de você.

Poléxia

tudo passa

 

Eu você e todos os encontros casuais
os ais e os hão de ser
e todos os casais também
olha, acho até que quem achou que nunca ia
esse ia se espantar de ver que o ódio e o amor
e até eu vou pra ver no que vai dar
a massa a moça
e até esse pra sempre

tudo passa

 

(marcelo camelo)

Divagações

sempreoeleeoeueoeleeoeueoeleeoeueoeleeoeununcanós?

cadernos rabiscados, poesias dedicadas à lata do lixo, apontador, cascas, cascas, rabiscos, pra quê lápis se dispenso a borracha?

abraços, beijinhos, carinhos, escrever e pensar a ternura é muito mais fácil do que de fato vivê-la, realmente.

realmente
real mente
o real?
mente

 

[a vida vaivai vai v a i … e eu fico.]

 

tudo vai passar
vai passar
passar

tudo.

 

 

intuições, parâmetros, desencadeamentos, sentenças

 

já pararam pra pensar?
nem sempre o final é feliz

 
Entoe o mantra
TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP TVP […]

ficadicaeterna:*