#notamental Andar com pessoas mais atentas

Apenas visualize as cenas.

#cena1 Fotografando na Rua Augusta
Um grupo de garotos pára você, sua amiga homossexual e seu amigo que nem Deus define e começa a pular, contente e feliz, gritando “Tire uma foto nossa”. Você, assustado, mira a câmera pra eles. Quase todos carecas, cheios de tatuagens, cara de mau. Você treme. Quando vai clicar, um deles grita “AVANTE PALESTRA!”. Sim, definitivamente, eram skins. Eles vão embora felizes porque você supostamente tirou a foto (que saiu mais tremida do que qualquer outra) e você olha estupefata para seu amigo: “Skins, caralho!”. Então, a bonitinha da amiga homo, cabelinho de menino, postura dyke, sorriso contente, pergunta por que vocês estão assustados. Oi? Você é gay, eles são skins ! Oi? Gataaaa, não é você que diz que tem medo deles? Ela: “Ai, nem vi.”

#cena2 Perdoai o Ronaldinho

Eis que, no metrô, a amiga homo da #cena1 vê uma pessoa em pé, olha pra você e diz baixinho, mas com entonação de quem não se conforma: “QUE GATA!!!”. Você olha e vê um super travesti, com direito a pseudo-bigode, pênis pra trás na legue apertadinha e voz de pai. Com cara de desprezo para a sua amiga, você responde, brava e com vontade de bater nela: “Clara, é um traveco.” Em resposta ao olhar indignado da amiga, que dizia “Não pode ser!”, o traveco fala com seus amigos (todos travecos também, por sinal!) em alto, bom e muito grave tom: “Vamosss, queridasss”. E a amiga ainda insiste que o traveco era “muito igual a uma mulher”. Ronaldinho, dá até pra te entender agora…