No cigarettes for today

“Acho que vocês estão brincando com fogo, por deixar tudo para a última hora.”

COSTA, Carlos. Via e-mail.

Pois é, talvez sim. Ou talvez eu tenha mais alguma coisa na minha vida além das aulas de História da Comunicação. Seja como for, a merda já está feita.



No coffee or cigarettes for today. I realized today reality seems to be actually much more cruel when i’m sober.

Enquanto isso, no lustre do castelo: “Amor, que tal um rodízio hoje?”

Sobre amigos e felicidade

Não lembro sequer mais ou menos em que ponto da viagem foi que engatei essa idéia. Mas ela apareceu, ali, no metrô, e ficou me atormentando. Atormentando não, que não era um pensamento ruim. Simplesmente ficou sussurrando no meu ouvido. “Você ama – e é amada”.

Poucas vezes na minha vida (se eu digo poucas é porque são poucas MESMO) eu tive essa sensação. Esse tipo de insight aleatório de “Porra, como eu gosto de fulano!”. Sim, são poucas as pessoas sem as quais eu não consigo viver. Ou eram poucas, que hoje me dei conta de que gosto de muito mais gente do que imaginava.

 

Da minha família eu nem preciso falar. São meu sustento, meu ânimo de todos os dias. Não, não estoufalando desse amor especificamente. Estou falando do amor de amigo. Daquele que vem à tona cada vez que eu dou risada – e como eu dou risada! – ou que eu sinto vontade de chorar ou me defenestrar. Eu falo das vezes em que ouço qualquer nota do violão e, sem nem ver, já estou pensando na Clarinha e na Tory. Das vezes em que vejo um clipe novo e tenho vontade de ligar para o Adam no meio da madrugada pra contar pra ele o como eu achei legal – e é sempre mais ou menos nessa hora que ele, surpreendentemente, aparece online cheio de amor e atenção pra dar, numa sintonia assustadora. Falo das vezes em que ouço Ludov ou Vanguart e fico lembrando das noites insanas que vivi ao lado do Bruno Guerrero (noites responsáveis por uma porção de carinho que só cresce e um respeito sem tamanho); das vezes em que abro o e-mail e fico triste porque não tem nenhum texto novo do Brunella ou nenhuma resposta do Ferrari (é, porque as pessoas de que gosto às vezes se esquecem de mim!). Eu acho engraçado como até quando eu falo uma gíria ou uma expressão aleatória eu lembro de alguém – ficadica, Fran. Daí que deviants me lembram o Leo, e toda vez que o celular vibra eu penso no Omar. Tem também a incrível historia de como o shuffle sempre faz “Carinhoso” tocar quando tem algo acontecendo com o André, tipo um sinal. E eu não posso ver uma banca de jornal sem ter imediatamente uma visão do Capiau. Não tem como ouvir Chico sem lembrar da Luiza, nem pensar em bebedeira e não associar à Marcelli. Aliás, toda vez que eu falo alguma besteira, me vem a imagem do Matheus: “Essa Ariane… Só atiça, fazer que é bom…”.

Enfim, poderia ficar a madrugada aqui listando pessoas de quem me recordo o tempo todo. O mais engraçado é que, além de não ter tanto contato com algumas delas, eu tenho muita dificuldade de demonstrar o que sinto pelas outras (talvez porque nem eu mesma saiba o que sinto). Mas é engraçado como, de repente, no metrô, enquanto cantava All My loving e ria sozinha de mais um dia de trabalho que levou minha saúde e minha boa vontade embora, eu ouvi “Você ama – e é amada” vindo direto do inconsciente. Eu sei que não sou amada por todos eles, talvez nem pela metade. Mas amá-los já me faz bem o suficiente para me fazer seguir. Eu tenho pessoas de quem devo cuidar (embora, na maior parte do tempo, sejam eles que cuidem de mim), isso é que muitas vezes me impede de encher a cara de comprimidos ou simplesmente pular na linha do trem (sim, é escroto, mas já pensei em fazer isso).

 

Ok, há certas coisas inexplicáveis, como ficar pensando em pessoas que não estão aqui, que eu nunca imaginei que fosse conhecer, que são fofas gratuitamente, ou mesmo nas que me maltratam o tempo todo. Mas se essa é minha forma de ser feliz, é assim que vai ser. Pelo menos por enquanto.

Toca, Raul!

05:24AM. Casa da Tory. Quarto da Tory. Cama da Tory. Notebook… da Tory.

Ao meu lado dormem Tory, Clara, Leonardo. Uns roncam, outros apenas respiram sossego depois de um dia divertido e certamente agitado. Eu nãoconsigo dormir. Desligar da agitação. Tem certas coisas que não mudam nunca. Pelo menos tenho me sentido à vontade com pessoas. Já é bem melhor.

Tendência deveras desagradável a ficar ouvindo barulhos à noite. Os passarinhos lá fora, os roncos aqui, a barriga do Léo (que parece não ter recebido muito bem a pizza), o tic-tac do relógio, a porta em seus murmúrios de dilatação, o irritante e inseparável barulho do teclado.

Insight: Essa é a semana do créu e eu tô acordada de madrugada na casa de uma amiga. Não bom, NOT! #momentodeligarofodase

E a fase agora é … “canceriano casperiana sem lar”.

dos parênteses

Quando alguém começa a descobrir detalhes de sua vida pessoal no msn às três da madrugada, tudo fica, no mínimo, constrangedor. Parece que não dá pra falar nada se não for nas entrelinhas.

Bruno says:
(temos muito a conversar)
Ariane Freitas . says:
(sim, talvez sim. eu sou eu mesma o tempo todo, e mesmo assim sou diferente daquilo que aparento)
Bruno says:
(você é exatamente aquilo que parece ser. quem vê errado só está tentando enxergar além e fingir que entendeu algo sem parar pra pensar de verdade)

Eu ainda não entendi, talvez nunca entenda. Desde pequena, sempre fui fissurada por gramática, sempre presa a detalhes que nem minha mãe, professora de Língua Portuguesa, notava. E os parênteses sempre foram um mistério pra mim. Trazem informações internas, externas, observações relevantes ou não. Mas, de uma froma ou de outra, eles sempre fazem tanto sentido… Pelo menos do meu ponto de vista.

(Mas quem sou eu pra ter esse tipo de ponto de vista?)

Infelizmente, a inteligência extrema da infância deu lugar a uma sobrecarga inigualável. Hoje em dia, cometo erros grotescos e mal sou capaz de perceber. A rotina Cásper – USP é bem mais pesada do que parece, mesmo para alguém que não a leva tão a sério. Eu mudei, não vejo mais muitas coisas como via antes. Mas os parênteses estão ali, sempre. Parênteses, travessões, vírgulas, aspas… Sempre me deixando a impressão de que carregam muito, muito, muito do sentido. E mais – de que, do tudo que eles trazem, eu não sei quase nada

Foco nos parênteses. Às vezes neles é que moram as respostas.

Orgulhinho

Não esperava menos desde que falamos pela primeira vez.

[Conheço desde sempre e nem sabia, ó! Mas foi depois de descobrir seu abraço que aprendi olhar o nome do repórter matéria por matéria.]

Quando crescer, quero ser igual a você.

E, ah… Que saudades eu tenho.

(A única tristeza? Ele não é mais foca. – bah! Quem liga?)

E mil urras ao twitter, que ajudou a amizade nascer.

(ps> não esquece, hein? você sempre terá uma leitora assídua além da sua mãe. ahaha)

(ps2> arranje um tempo pra responder aos meus emails, cazzo!)

Paulista 900

Estou lá todos os dias. Sorrio, brinco, pulo, paquero, passo raiva. Sei que estou realizando o meu maior sonho, isso é que me faz continuar. Que dá forças. Sofri para conseguir chegar até ali. Só esperava um pouco mais. E não estou de todo errada, não. Faz sentido. Mas vou fingindo ser feliz.

Cercada de falsidade, inveja, hipocrisia, desprezo, muito sentimento ruim e gratuito, e sem conseguir entender porra nenhuma. Indignada. E toda vez que procuro uma saída, acabo presa de novo dentro de mim: sim, os humanos erram, conviver com eles magoa.

Estou lá todos os dias: sozinha, acompanhada. Romântica, fria. O lugar já faz parte de mim, já carrega alguns dos momentos mais significativos da minha história.

Mas eu não estou feliz. Não, não estou.

E hoje eu decidi que não vou fingir estar pra agradar ninguém – que ninguém nunca se preocupa me me agradar.

(Fico torcendo pra tudo acabar bem, acabar bem, acabar…!)

E eu sinto que não vai acabar, mal começou.
Sinto também que não deveria gostar tanto de algumas pessoas a quem dou um imenso valor.

Quer saber a verdade?

Eu sinto é que deveria parar de sentir.

(Ô vontade de morrer constante…).

ps> Devo desculpas a algumas pessoas de lá por ontem à noite; eu falho também. Deixei o nervoso falar mais alto e acabei transparecendo meu ódio por uns em outros. Enfim, Vou ficar mais na minha. Meu lugar é sozinha, já notei.

ps2> Prometo pra mim mesma nunca mais chorar em público. PROMETO!

Um exemplo de aluna

Calma. Não tive essa mudança brusca ainda. Não, eu não sou aluna-modelo de matéria nenhuma – mas é que nas aulas de Teoria da Comunicação (TODAS ELAS) parece que sempre há um exemplo (ruim, que fique bem claro) em que se mostre minha figura.

Ou eu sou muito narcisista, ou o Sérgio Amadeu realmente me odeia. Deixem-me explicar: Toda vez que ele faz a afirmação “Tem uma aluna daqui que eu não vou citar o nome” seguida de “que escreveu isso, isso e aquilo no twitter“, é batata! Não só eu como todos os outros da sala temos em 1º lugar numa hierarquia de quase 50 (sim, 50, já que, embora só eu e Tory tivéssemos twitter antes, quase a sala toda fez depois que ele pediu, no primeiro bimestre) o meu nome piscando na cabeça: é, eu sou a pessoa que mais twitta na Cásper Líbero, pelo menos entre as que ele conhece. Tipo “Oi? Loser! Quem mandou liberar os updates para ele?”.

Ok, sou extra-oficialmente o mau-exemplo da faculdade.

Dica: Ele é meu ídolo, e, no máximo, me despreza. (No máximo porque existe a grande possibilidade de ele simplesmente nem saber da minha existência, a não ser por meio das merdas que falo no twitter – ou dos dias em que o abordo loucamente pra tirar fotos). Nem ligo. Ainda quero ser assim quando crescer. E existe a chance da aluna mala de quem ele sempre fala nem ser eu…(ok, vou me enganar e fingir que acredito nisso. haha)

Agora é hora de estudar mais um pouco, tenho exame no Detran amanhã cedo, ficadica.

Beijão!