Socorro, estou grávida!

gravida

(CALMA. NÃO DEIXEM QUE SUAS MENTES TRABALHEM ANTES DE LER)

Tem algo engraçado acontecendo – a melhor definição é ‘bizarro’, mas eventualmente alguém sinta também e goste, e aí pode ficar ofendido, então vai o eufemismo mesmo. Há um mês caiu em minhas mãos uma pauta sobre “Barrigas de Aluguel”. Também por questões profissionais, comecei ao mesmo tempo a acompanhar o Mamie Bella – que eu já seguia no twitter e no flickr, mas cujo blog eu não lia.

De repente, eu me sinto grávida. Quer dizer, não dá pra achar normal. Afinal, sempre li o Planejando Meu Casamento e o Nerds In Love e isso nunca me fez mudar de ideia quanto ao fato de que não quero me casar. Lia simplesmente porque um dia o Google Reader me indicou os feeds, eu assinei e ficaram lá, pra sempre.

Com a gravidez não foi e nem podia ser assim. Deixem-me explicar a diferença: tomo remédios cujos efeitos colaterais são enjoo, tonturas e vontade frequente de fazer xixi. Como #gordinhasafada que sou, ter desejos vez por outra não é exatamente algo raro. Daí que vendo vídeos, fotos, posts, descrições e comentários sobre bebês, gravidez, maternidade e sentindo meus enjoos, tonturas, vontades – plus TPM, que aparece e mexe de vez com meus hormônios já pouco comportados, temos… a Gravidez da Ariane.

Ontem foi tão grave que até chutar o meu bebê chutou. (HAHAHA) O mais irônico de tudo é que eu nunca quis ter filhos (aliás, continuo não querendo) e essa coisa de achar gravidez algo lindo não é comigo. Sou uma ogrinha: tenho medo de pegar bebês no colo, entro em pânico com crianças chorando e JAMAIS espero ter que aguentar outro pré-adolescente que não minha irmã. Agora imaginem uma pessoa assim COM A SENSAÇÃO DE ESTAR GRÁVIDA. Pânico. Depressão. O HORROR. A TREVA.

Foi quase um litro de café pra me distrair no trabalho. No fim do dia, eu ainda solto a pérola no twitter e em voz alta. PRA QUÊ? Além dos sintomas comuns e das eventuais comoções inexplicáveis, agora aguento a gozação do pessoal da agência. Daqui a pouco tô com o peito grande e cheio de leite. Não vou comentar aqui sobre o tamanho da barriga, ok? Numa coisa eu dei sorte: Não vou ter que sentir dores de parto (sem falar que não tem chance de botar outra vida no mundo).

Ok, não tem tanta graça assim. Não tem graça NENHUMA, aliás. Rolou uma tensão insuportável entre ontem e hoje. Aos defensores da ideia de que maternidade é algo lindo, maravilhoso, especial, eu peço desculpas. Não tenho nada contra, na verdade acho que essa minha aversão é coisa de menina imatura. E não ligo. Na medição de prós e contras, com responsabilidades martelando, a conclusão é de que o melhor é mesmo ter horror à ideia. Pelo menos por enquanto. Afinal, tenho 19 anos, nunca namorei de verdade, tô no primeiro trabalho e definitivamente não sou capaz de cuidar sozinha nem da minha própria vida.

(Claro que isso era neura da TPM, não tinha possibilidade, etc, etc, mas ficar pensando é bad trip, sério. Vale a pena se você é inconsequente, faz mudar de ideia num segundo. Sem contar do grilo falante nos sonhos, do colo da Tory na vida real… Sério, gravidez eu não quero nem de brincadeira.)

foto original aqui.

Olha lá ela de novo…

Essa semana a Pitty liberou na web o ensaio pin up que eu disse há algum tempo aqui que estava esperando pra ver. Eu, particularmente, gosto de quase tudo que ela faz – e o Adrian Benedikt arrasa em termos de Cheesecakes. Mas, numa boa, achei que esses ensaios ficaram tão “mais do mesmo”… Não sei se é porque eu recebi no mínimo 20 emails com links para eles (fora as directs, replies e links no gtalk/msn), ou se porque, realmente, como eu também já disse aqui antes, esse negócio dela ficar buscando “inspirações” e mais inspirações a está deixando realmente sem personalidade. Porque eu penso que INSPIRAÇÃO é diferente de IMITAÇÃO, e, muitas vezes, o que me parece é que ela tá na maior vibe imitação do mundo, cada dia com uma diva diferente.


Pitty "Winehouse", por Anita Roque
Pitty Winehouse, por Anita Roque

Pitty "Page", por Pedro Cupertino
Pitty Page, por Pedro Cupertino

Claro que essas são só exemplos mínimos, mas OI?, eu sou fã da mulher, não vou ficar xoxando no meu blog. Deixa ela fazer o que quiser com a fama dela. Afinal, ela tem a beleza, tem O HOMEM, tem o sucesso, e eu só não vou dizer que tem um puta talento porque ah eu já fiz nove mil posts dizendo o que eu acho dela, das músicas, da voz, do corpo, das fotos e o caralho a quatro… Porque não vou, fim. Todo mundo sabe que eu pago um pau pra ela, que as músicas dela SÓ ela consegue fazer ficarem boas e que mimimimimi [insira frescuras de fã aqui].

E já que estamos falando de Pitty, e ensaios fotográficos, pin up, Bettie Page, Kat Von D, Dita Von Teese e afins (estamos, não? :O), separei (MAIS) algumas das fotos que ela já fez pra vocês terem uma noção de como eu não exagero quando digo que ela mudou MUITO. Agora, não digam que eu não avisei, ok? Beijos. Hahaha.

Eu não ia postar isso, mas ó, quer saber? Foda-se. Hunf hunf. Ela é minha, eu falo o que quiser dela. (CLARO U_U)

Repeteco sentimental

via-unicorlogy

Preciso de carinho. De um corpo soltando seu peso sobre minhas costas, ambos deitados de bruços. Preciso dar e receber colo de verdade. Quero carinho, um amigo. Quero um amor. Poder esperar o pior de mim e do outro. Quero alguém que não resolva aparecer só depois que eu o abandonar. Quero dar valor e ser valorizada. Algo além daquele contato físico que os hormônios pedem… Eu nem faço questão do contato físico. Eu quero alguém em sintonia comigo, só isso.

“Só isso”. Como se fosse fácil.
19 anos esperando…

(imagem via)

Melhores amigos de infância

Foi tudo sensacional como há muito não era. Inesperado também. Engraçado: eu tenho essa queda pelo inesperado. Quando algo me pega desprevenida, tendo a gostar muito mais. Às vezes, mais até do que deveria. Hoje eu não estou preocupada com o quanto devo ou não gostar: hoje eu apenas fui feliz. E nada sei sobre isso.

Só sei que eu estava lá, ele também: e uma amiga. Aí vieram a capirinha, a garçonete gostosa, a Bettie Page, as visões começaram a se embaralhar, a verdade foi dita num tom mais alto… E o silêncio constrangedor (não tão constrangedor assim) soou melhor do que qualquer música soaria.

No mais, hoje entendo alguns amigos e me sinto mal por ter batido neles tantas vezes, ou ter lhes tomado o celular quando o álcool começava a pedir licença e correr atrás de seus amores. Deixa mandar, deixa dizer o que é preciso. Nessas horas é que muitas coisas se resolvem. (O que não significa necessariamente que darão certo, é fato!)

A propósito, eu ainda volto lá pra ver Bettie Page de novo. E contar segredinhos, presenciar DRs, rir à beça, ficar fedendo ao cigarro alheio, beber um pouco a mais e dizer à garçonete o que me deu vontade de dizer… Só não volto lá pra me humilhar de novo.

Como o tempo passa: ontem eu não sabia o que prestar no vestibular. Hoje estou no segundo ano de duas faculdades. Duas… Apaixonada pelas duas. Ontem eu era fria e não me apegava a ninguém: hoje tenho amigos. Ontem eu sofria calada, hoje, embora o sofrimento seja outro, não tenho medo de gritar pro mundo. É! EU AMEI, EU FUI INFELIZ! Viro uma ou mais duas doses, trago o cigarro alheio, beijo a primeira boca que se insinuar pra mim e vou levando. A vida é isso, um cai-levanta dos infernos. Baixo astral – ou não.

Eu estou vivendo, finalmente. E se alguém tiver de me censurar por isso, sou eu. Mas hoje não, hoje estou feliz.

A propósito, caso você esteja lendo isso… Nem sempre o que dizemos se parece conosco.

Agora eu vou dormir. Labor uocat me.

AHHH! Esse é o post 600 do lovemaltine. 😀

Belinha

Não podia ouvir ninguém chegar, fosse de carro ou a pé, que corria pra porta, latindo. “Quieta, Belinha! Já é tarde! shiiiiu!” Voltava, avisava a todos na casa, ia desesperada em direção ao portão. Sem boas vindas nem tem graça entrar em casa. Ao menor barulho do saco de pão, disparava em direção à cozinha. “Ô, Belinha, me deixa tomar meu café!”.

Nem quando alguém ia ao banheiro dava sossego. Corria atrás e se escondia embaixo da pia. Vira e mexe passava despercebida aos olhos de alguém e acabava lá presa, sozinha, até latir por socorro.Isso quando não esqueciam a porta aberta na hora do banho – ia pra baixo do chuveiro na hora! “Belinha, sua danada, acabei de secar você…!”. Adorava tomar banho, sentir-se limpa, bonita. Caminhava feito uma princesa pela casa. Isabella. Mais Bela que Isa, mas era o nome perfeito. Beleza imponente. “Nunca vi cachorra assim! Parece uma gata!”.

Dormia o tempo todo no braço do sofá. “Bela, desce daí!” E ela esperava a gente virar as costas e subia de novo. Eu, papai, mamãe, Tainá e Melissa éramos mais dela que ela nossa. Escalava escadas como ninguém, avançava em qualquer um que lhe parecesse ameaçar um de nós. Ciumenta que só. Pulava de um sofá para o outro. Orgulhosa.  Nem adiantava chamá-la se pegássemos a Melzinha primeiro. Virava a cara. “Belinha! Bela! Vem cá, cheirosa!”. E a sem vergonha sumia.

Num passe de mágica, surgiam calças e calcinhas furadas. Quantas calcinhas novas joguei no lixo por ter esquecido na cama no dia da compra! “Dá um beijo, Belinha!” E ela dava uma lambidinha só, rápida e carinhosa, na face de quem pedia. Belinha era a alegria da casa. Até quando fazia coisa errada, nos fazia sorrir.

Dormia na porta do quarto esperando alguém levantar. Às vezes, no meio da madrugada, empurrava a porta e subia na minha cama. Eu acordava com o que mais parecia um bolinho peludo no edredom, fazendo calor em cima das minhas pernas. “Sai daqui, Belinha!”. De vez em quando, engasgava com alguma porcaria achada no chão e deixava todo mundo assustado. Companhia quando eu estava carente. Inspiração nas minhas aventuras escritas. Belinha sim era cachorra pra amar…

Assustada. Sempre. O que tinha de espoleta, tinha de medrosa. Medo de tudo. Sombra, bonecas, espelho, televisão… Temia o tartarugo… Temia até – e principalmente! – rodos e vassouras. Era só ver um que saia latindo e chorando, rosnando pra quem se pusesse em seu caminho. Invocava até, mas era só oferecer um carinho que já se abria toda. Não fazia xixi fora do jornal, não aceitava sair sem antes colocar um lacinho, ah, Belinha! ô Belinha… De vez em quando eu ainda a espero vir correndo. De vez em quando ainda me pego chamando. Belinha! Belinha! Mas ninguém vem.

Bobeira segurar as lágrimas. Bom deixar correr. “Belinha! Belinha! Não faça isso! O que você tem? Engasgou de novo? Responde, Belinha! Belinha… ô, minha menina… Belinha?” Fiz tudo o que pude, juro. Mas o corpo foi esfriando, fez-se duro – e ela nunca mais respondeu.

escrito na madrugada de 21 para 22/02, no quarto escuro, entre o rodízio de lágrimas dos quatro que Belinha deixou aqui quando partiu.

I want you

qo3tec2gnjozbxnxdxcukbsmo1_500I wasn’t born to lose you

I want you
I want you
I want you
So bad…

 

 

Dylan

 

 

Quando eu penso que estou lidando bem com a sua falta, você aparece e me enche de saudades. Aí, é claro, some de novo, que é pra me deixar na dúvida. Agora: se eu já sei que é o caminho certo, por que não consigo simplesmente seguir sem pensar em você?

Amado

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu

Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer

Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só

Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você

Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação
, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

Sempre achei que essa música dizia tudo – desde a primeira vez em que a ouvi, no carro da Aninha, numa tarde quente e feliz a caminho da Augusta. Eu, que nem gosto de Vanessa da Mata… Agora a letra faz mais sentido que nunca. Essa entra pra lista das versões que eu TENHO que fazer quando tiver uma câmera decente pra gravar.

uns e outros

 

tão diferentes, tão distantes universos

se um é retiro espiritual, o outro é fantástico mundo

um já viveu tanto, o outro tão pouco

um é tão feliz , o outro tão triste

um é tão distante , o outro tão entregue

um se preserva tanto, o outro tanto se expõe

um já tem seus grandes amigos, o outro está ainda descobrindo o que é amizade

um deseja, o outro ama

um vive , o outro sonha

um aproveita , o outro planeja

um aceita , o outro questiona

um sabe, o outro quer saber

um não quer, o outro quer

um finge não ouvir, o outro finge não estar falando

 

enquanto um adquire repertório e experiência, o outro está apenas se iniciando.
então um
está sossegado, o outro não poderia estar mais aflito

(e nem mesmo a aflição consegue diminuir um pouco o efeito arrebatador que a paixão por um causou no outro
se alguém tem de ceder, ele cede, um recebe do outro tudo que quiser)

 

 

 

e a parte em que o outro virá logo a ser só um pedacinho insignificante da história de um

dói  só no primeiro, o lado mais fraco

 

mesmo assim

este só se sente tentado a uma coisa:

dizer “eu te amo” infinito

em silêncio, com os olhos

quantas vezes puder

 

 

até o dia em que tudo (tudo o quê?)

até o dia em que isso acabar

 

 

seja lá o que isso for.

porque assim como um pode ser o inverso do outro,

nada impede que estes sejam, na verdade, não o inverso, mas a metade.

 

dizem por aí, afinal, que yin e yang se complementam.

 

e o consolo dessa vez não é de que tudo sempre pode piorar, não.
o consolo hoje é também a verdade e a razão do desespero: a verdade é que tudo vai passar

 

(alguém diz pro outro ir dormir ao invés de passar  madrugada chorando em frente ao computador enquanto o um – sem vergonha – o um… sabe-se lá onde o um se meteu?)

quinta-feira à tarde

14h. silêncio indesejado: o cd acabou. falta de coragem de apertar play em qualquer coisa.

falta de vontade de pensar.

pensamentos aleatórios que deveriam ser enviados por telepatia

os efeitos do meu sagrado remédio – você – passaram. quero, preciso loucamente de mais. de novo. muito. pra sempre.
agora.

minha droga, meu vício.
você. é só o que me falta aqui.

(contra a minha vontade, vou deitar. só o que me resta, longe de ti, é sonhar)

quinta-feira de manhã

no relógio, 8h. na vitrola, Mart’nália. na cabeça… bom, na cabeça a resposta é bem previsível.

— pensamentos aleatórios ajuntados pra serem guardados num potinho:

se eu pudesse – ah! se eu pudesse… – fotografava cada uma das suas expressões e colava todas elas na minha parede, pra ficar olhando o dia todo. o biquinho de beijo, a carinha de mimimi, o sorriso, o olharzinho malandro… se bem que… fotografaria, sim, e esconderia todas num lugar em que só eu pudesse ver. só eu. se eu pudesse… eu pegaria você todinho só pra mim.

(e eu ainda não sei diferenciar um astra de um civic de longe no escuro. nem um fiesta de um focus, ou um picasso de um 307. eu preciso de óculos e um pouco de atenção no mundo, que minha cabeça anda completamente nas nuvens. não que isso importe, claro.)