sempre ouço todos a dizer que é importante encontrar a beleza nas pequenas coisas (eu mesma repeti isso para mim mesma algumas vezes nos últimos vinte anos). pois que hoje recebi resposta a um email enviado recentemente e isso foi o mais próximo que me senti de ter um amigo de verdade nos últimos seis meses. irônico, mas creio que essa noite dormirei mais feliz. raridade na última década: eu, ..
“Who knows, my God, but that the universe is not one vast sea of compassion actually, the veritable holy honey, beneath all this show of personality and cruelty. In fact who knows but that it isn’t the solitude of the oneness of the essence of everything, the solitude of the actual oneness of the unbornness of the unborn essence of everything, nay the true pure foreverhood, that big blank potential ..
“Por que ser honesto? Por que essa avidez de expor a si mesma, de se tornar transparente? Detestável, se decorre da necessidade de clamar pela piedade dos outros.” Susan Sontag, 4.1.58 2011, ano da omissão. Se não total, pelo menos a maior já vista.
na maior parte do tempo há a dor de não fazer nada de útil com toda a inspiração e os sentimentos que me acometem. porque eu sou assim, intensa e facilmente obcecável. tudo parece muito maior para mim, talvez porque eu faça de tudo algo maior.
depois de um ano difícil, querendo tempo para mim e para o que eu sinto, hoje eu entro no twitter e é como se não tivesse nada a dizer. olho para a minha vida e é como se não tivesse nada a dizer. não tenho nada a dizer, mas insisto em abrir a boca. e aí, amigos, dá merda.
one, two, three If you close the door the night could last forever Leave the sunshine out and say hello to never All the people are dancing and they’re having such fun I wish it could happen to me But if you close the door I’d never have to see the day again If you close the door the night could last forever Leave the wine-glass out and drink a ..
Chore seu sorriso louco Vista sua delicadeza Sinta seu corpo em chamas Se eu lhe chamar Bote um padê poderoso Cante uma canção do Cohen Trague comigo essa ponta… e vamos delirar Que eu só saio dessa cama Que eu só saio dessa cama Que eu só saio dessa cama Quando você me disser Decidida Que me ama Dispa-se delicadamente Diz para mim o que pega Não se apegue ao ..
eu não valho nada. sei disso quando lembro das vezes em que ouvi a nossa música e tive vontade de falar a ela (como quem confidenciava inocentemente) da falta que sentia do brinco que perdi no último de meus romances. “sempre perco quando durmo com alguém”, eu diria, e contaria de quando sumiu a delicada argola de ouro branco do nariz ou parte da minha joia favorita em noites de ..
estar destruída por dentro há meses e fingir todos os dias que não, não é nada, está tudo bem, vai passar, maturidade é isso, etc. e aí, num dos piores dias da vida (as dores vão vindo à tona, as pessoas vão indo embora), ouvir jeff buckley cantando hallelujah e simplesmente desmontar, virar água, chorar olhando para o computador enquanto tenta pensar em sustentabilidade ou hipertexto ou qualquer outra coisa ..
mas, pro bem ou pro mal, bem mergulhada em projetos [vitroleiros, meu trabalho, faculdade y otras cositas más]. se procurar dá pra ouvir minha voz de traveco e minha boca suja numa discussão por aí.