Category: ‘O Fantástico Mundo de Ariane’

agosto

4 de August de 2015 Posted by Ariane Freitas

Eu queria te contar tantas coisas. O medo que sinto toda vez que reclino a cabeça no seu peito e sei que o seu coração perde o compasso por outra pessoa. A dor que me consome toda vez que imagino você solto por aí procurando a felicidade entre tantas mulheres quando o que mais queria era poder ser pra você o que você é pra mim, mais nada. Mais ninguém envolvido. Queria tanto te dizer que vai passar, que ainda há tempo, que meu sonho era nunca mais sair do teu abraço, abrir mão do teu beijo, deixar passar os momentos tão raros em que você se encaixa perfeitamente dentro de mim e olhar a sua carinha é a sensação mais maravilhosa de toda uma vida.
Eu não me caibo quando estou com você. O que sinto transborda e me faz menor de novo. As palavras não saem e fica complicado deixar claro que assim que você sair dali vai ser como se a felicidade não existisse de novo. Morro um pouco cada vez que você diz que me ama. Vivo tudo pra dizer que te amo. Na sua presença, emudeço e perco a linha, e as coisas perdem o sentido, e até que você vá pra longe eu só consigo sentir e sentir e sentir como se tudo tivesse sido criado pra que nós estivéssemos juntos de novo. Por quanto tempo fosse possível. Por todo o tempo do mundo.
Só que queria te contar tantas coisas…

falta

2 de March de 2015 Posted by Ariane Freitas

vou sentir falta de olhar a Bela Cintra de cima, as cores e o ritmo da torre piscante mudando junto com nossos assuntos, os cigarros enchendo o cinzeiro, nossos lábios esvaziando as garrafas, a senhora desconhecida organizando religiosamente seja lá o que for na guia do outro lado da rua. de pegar novas cervejas sem incomodar os outros moradores da casa, de ser guiada silenciosamente para o seu quarto, de observar sua partida de the evil within e atrapalhar tudo puxando você para nossa dança particular, de ver seu rosto mudando de formas tão expressivas que eu quase conseguia sentir as coisas junto com você. do porteiro que já me deixava entrar sem nem mesmo perguntar quem eu era ou onde iria, de dividir tardes de trabalho, desabafos, parmegianas aos quatro queijos, cochilos no sofá. das mensagens de “quer vir pra cá beber e dar um cochilo?” que só troquei com você até hoje. do seu jeito sério e reflexivo de quem acha que é capaz de controlar tudo – e, só por acreditar, acaba sendo mesmo, embora talvez enxergue as coisas de uma forma meio sua, nem sempre real, nem sempre flexível como deveria ser. (você controla tudo porque tudo é criado dentro de você – e talvez nunca conheça a verdade, pois se sente seguro assim, no seu mundo de suposições.)

vou sentir falta de suar, suar, suar, suar olhando a torre pela janela, suar te amando por horas sem parar, suar vendo qualquer besteira no Netflix, suar olhando nos seus olhos e dormindo abraçada ao seu colo. suar pelo clima estranho dessa cidade, suar pela troca de calor frequente dos nossos corpos.
vou sentir falta da história que você decidiu não valer a pena por não ser capaz de ler ou controlar o que verdadeiramente se passava dentro de mim.

vou sentir falta de nós.

uma colaboração cheia de amor

12 de January de 2015 Posted by Ariane Freitas

a ryane é quase que minha alma gêmea. nossos corações se parecem muito e a gente sofre junta até quando não sabe bem o que se passa com a outra. por isso, quando ela me chamou pra ilustrar textos dela, não deu pra dizer não.

e ficou lindo.

é uma sequência de cinco frames/poesias de uma parceria que não acaba nunca. abaixo, pra vocês.
ryane1_d

ryane2

ryane3

ryane4_b

ryane5_20h20

para acompanhar o trabalho da ryane, é só entrar em http://facebook.com/ondejazzseucoracao

registro

24 de September de 2014 Posted by Ariane Freitas

É chato quando a gente sente coisas muito boas mas não tem como registrar numa foto. Quando uma música, uma poesia ou um texto talvez façam o trabalho por nós – mas não se encaixam nas circunstâncias. É chato porque em alguns momentos parece que nosso corpo pede “avisa, avisa que está sentindo isso! que é bom! que você não quer parar!” – mas a gente se perde tentando encontrar a palavra ou o gesto certo, e o momento passa.

Passa mas não permite que você o esqueça. Você pode facilmente se livrar de objetos, musicas, poemas, textos, fotografias. De lugares. Mas não é tão simples se livrar da sensação. Das memórias.

O que é bom fica ali, pra sempre – começa doce, em algum momento vira dor e, quando você menos espera, é só uma pintura opaca nas paredes da memória. Uma música baixinha, ecoando em vão. Cenas de um filme que provavelmente não terminou bem.

Nós

21 de August de 2014 Posted by Ariane Freitas

Não devia me importar com isso, mas as vezes fico pensando no que você diz de mim para os outros. Até hoje você não me contou os meus defeitos, não me disse o que te fez desistir de mim, mas sei que espalha isso por aí. Talvez para os meus amigos, aqueles que eu te apresentei. Ou os poucos que já tínhamos em comum.

Sei que a cada mulher nova que conhece, apresenta a tal vilã anterior. Eu sei porque eu lembro como foi quando nos conhecemos. Lembro o quanto você falou dela. E de algumas outras. Naquela época nós éramos tão francos um com o outro que eu nem imaginava que talvez você nunca tivesse reclamado nada disso com elas. Que tudo o que você dizia a respeito da ex ela talvez nunca saiba que você sentiu.

Hoje sei como você é. Sei que coragem não é o seu forte, sei que não enfrenta nem as próprias decisões – e que, entre fazer uma coisa funcionar e desistir, você opta pelo segundo, porque é mais simples do que olhar nos olhos de alguém e dizer a verdade.
Às vezes eu me pego pensando no que você diz de mim para as pessoas e me sinto culpada de só ter elogios a seu respeito. Porque era tudo mentira, toda a sua gentileza. Era apenas medo de enfrentar a realidade.

E eu não posso amar uma mentira, por isso foi tão fácil abrir não daquilo que por quase um mês me consumiu. Quando finalmente enxerguei que foi tudo encenação, por mais que tenha doído, isso me salvou. Me salvou de continuar querendo ser perdoada por um crime que não cometi sozinha. As coisas não se desfizeram por minha causa. Elas simplesmente não eram reais. E embora tenha perdido o chão ao notar isso, percebo que fui salva.

Eu sinto falta de momentos que vivemos e sei que não terei com mais ninguém, porque eu te amei de verdade. Porque ninguém é igual e novas emoções são vividas de outras formas. Mas eu não sinto falta da angústia de nunca saber se você estava feliz ou não, de te enxergar insatisfeito e só ouvir mentiras ao tentar acertar as coisas, de implorar para que você me dissesse o que estava havendo e só ouvir “Eu te amo, está tudo bem” em troca, até o dia em que você resolveu gentilmente me apagar da sua vida sem conversar e me mandar um “infelizmente não consigo mais dizer que te amo” por SMS. Eu não sinto falta de ter sido tratada como um peso. E eu tenho medo do que você conta de mim por aí. Porque é tudo que eu queria saber e você sempre se negou a me dizer.

Eu quero ser uma pessoa melhor. Não por você, por mim. E mesmo sem querer me ajudar, você me fez dar um grande passo quando me deixou para trás.

Espero que você seja mais gentil com a próxima pessoa que passar na sua vida. Que saiba usar “eu te amo” com parcimônia e que realmente se importe com ela. Que olhe nos olhos e diga a verdade. E espero tudo isso não por você, você nem merece essa compaixão. Mas por ela.