Apenas um filme

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Finalmente arranjei tempo pra ver Apenas o Fim. Estava ansiosa (quem não estaria?) depois de ler tantos posts a respeito, ver a campanha no Twitter, assistir ao trailer… Então fui de coração aberto, pronta pra amar. Mas não aconteceu.


Faz parecer mais do que é

Todo baseado em referências à cultura pop, que buscam cativar especificamente essa geração que viveu tudo aquilo que os protagonistas viveram, o filme soube pegar a essência de um romance, as banalidades discutidas na cama, as discussões nonsense, a troca de aleatoriedades entre um casal. Coisa rara. “No final, vamos ser só dois estranhos que dividiram a mesma cama” marcou, afinal, quem nunca teve essa sensação? Perdeu porque, embora as situações tenham sido bem criadas e Tom seja a personagem perfeita, a namoradinha interpretada por Erika Mader é absolutamente chata. Faz sentir vontade de abandonar o filme nos primeiros 30 minutos. Os outros personagens, em suas aparições-relâmpago, são artificiais – talvez propositalmente, pra que o foco da história fique somente no casal.

A trilha sonora não surpreende. No entanto, Clarice Falcão encanta com sua I’m Nobody e o filme fecha bem com um Los Hermanos. Gracinha, como todo o resto. Nunca vi filme tão kitsch: você se diverte com a desgraça do Tom porque você sabe que já passou por isso um dia e que ainda vai passar várias vezes. E aí oscila entre os “hahaha” e os “óóuuun *-*”. Historinha água com açúcar que, se foge ao óbvio, é só porque não tem explicitamente o final feliz.

O deslumbramento do público eu chamo de identificação. As pessoas se viram ali, seja no Tom, seja na namorada (eu realmente espero que não), seja na historinha de amor ou na paixão às referências. Um mar delas, que, juntas, dão vida a história.

Eu não sei se assistiria de novo porque me falta paciência. Pra mim, apenas um filme – que demorou bastante pra chegar ao fim. Mas, de fato, pode-se dizer que ele retrata de maneira excepcional, se não a última hora de um casal, pelo menos essa geração nerd na casa dos vinte e poucos anos de idade. Eu recomendo que assistam e tirem suas próprias conclusões. É sempre a mehor ideia. :)

ps¹: A Tory, que viu o filme comigo, assinou embaixo. =)
ps²: Thanks especial ao Borbs que me ajudou com a trilha sonora. :)

3 Responses

  1. Tory Says:

    É difícil não se identificar com o filme – e o problema é justamente esse. O excesso de referências ao universo de quem tem 20 e poucos anos acaba forçando demais essa identificação. Afinal, quem não acha fofo a citação de “needle in the hay”? Só que lá pela 439840920948 citação, a coisa começa a cansar. Outra coisa cansativa é a chatice da namorada. Apesar das boas intenções do filme, a verdade é que eu não via a hora de chegar logo o tal fim.

  2. Kevin Says:

    tipo… para mim isso pode ter sido expectativa saca? Acontece muito comigo, qdo um monte de gente fala sobre um filme, mas qdo vejo até é bom… o problema é q eu estava esperando mais!

    Vai ver aconteceu o mesmo contigo ;D

    Agora, sobre o pequeno spoiler de nao ter o final feliz… me responde, ela morre? ou rola um final tipo fica em aberto se um dia eles irão se trombar de novo?

  3. Ariane Freitas Says:

    Seguinte, Kevin: O filme conta a despedida dos dois. Eles se despedem e fim. Entendeu? hahaha

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