Ariane Freitas, 18 anos, Paulista.
Sérios problemas para se relacionar com outras pessoas, idéias (nem sempre) brilhantes, às vezes abafadas pelo corre-corre que escolheu para seu dia-a-dia. Estudante de jornalismo e letras, geek em potencial, 24 horas online. Não sai de casa sem delineador, celular, câmera e notebook. Não consegue fazer nada antes de abrir o e-mail (às vezes, por conseqüência, nem depois). Respira música e internet. Já se arriscou a um pouquinho de tudo: teatro, guitarra, vocais aleatórios, fotografia… Parou para estudar e agora está reavendo tudo aos poucos. Aos poucos. Vida social até então nula. Nula. Caseira, em potencial. Desde pequena. Chocolate, café, canela, edredom, filmes, coca-cola, coisas que são sempre bem vindas, mas quase nunca possíveis devido ao dia a dia agitado, ela ama de paixão. Blogueira desde sempre inconstante. Perdeu a conta de quantos domínios já teve e nem se arrisca a chutar quantos ainda terá. “Se eu enjôo, se já não me resume mais, se não destaca mais meu momento, eu mudo mesmo. Quem for [leitor] realmente assíduo vai, com certeza, descobrir o novo rapidinho”. Extremamente confessional. Sem medo de ser feliz. Aliás, correndo atrás disso o tempo inteiro. Bocuda. Não mede palavras nem esforços. Exerce a sinceridade sempre - o que às vezes não é qualidade. Nutre paixão inexplicável por carecas tatuados e uma atração não menos estranha por baixistas e bateristas aleatórios. Sonhos, sonhos, sonhos, sempre traz um atrás do outro. E não. Isso não a torna nem um pouco entusiasta quando se trata da vida. “Pessimismo, niilismo… Isso ajuda. Tudo pode dar errado, sempre. Então por que esperar pelo certo? Esperar pelo errado é bem menos decepcionante”. A maior existencialista dos últimos tempos. Altas doses de euforia e toda aquela coisa que precede a depressão: Clímax. Uma risada que não pode ser classificada como algo menos que contagiante. Digna de ser dona de um talk-show: derrubaria Márcia Goldschmidt do trono; facinho, facinho. Não ajuda ninguém antes de mandar cair na real. Não passa vontade; mas também não sai por aí fazendo besteira. Já amou muito e de verdade (dizem as más línguas que ainda ama!), mas nunca foi correspondida em seus quase 8 anos de devoção. Agora tem por princípio e costume se deixar amar. Verdade que não funciona muito: no fim, acaba sendo platônica e escolhendo sempre alguém que não terá. “E é pra não ter mesmo. Não sei. Eu idealizo as pessoas. Ao me relacionar, as ilusões acabam, todo ser humano é falho. Eu prefiro não arriscar”. Não pretende casar, não pretende ter filhos, “só uma vida solitária numa casa só minha, onde eu possa investir apenas em livros, cds, instrumentos e tecnologia – é tudo de que gosto, tudo de que preciso”.


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