A primeira vez que usei o “UNDO” do Gmail.

Oi… Tudo bem? Como tem passado? Espero que tão bem como eu sempre desejei que estivesse… Eu sei que não deveria estar escrevendo isso agora (nem agora, nem em momento algum), mas já não consigo pensar em outra coisa. De novo, tudo me lembra você. Minha mãe me disse que é a carência que transforma formiga em deus, eu não acredito. Eu não acredito pelo simples fato de que desde que comecei a pensar em você (e eu não estava carente naquela época) eu nunca mais consegui pensar em mais ninguém. Não com a mesma verdade e intensidade. Eu tentei substituir, mas não consegui. Hoje eu só sei amar você. E só sei amar assim. Um amigo querido veio ontem me dizer que é melhor assim, você do seu lado e eu do meu. Que não faz sentido eu tentar de novo. Mas ele disse algo ainda mais grave: disse que eu não dou tempo para as pessoas se apaixonarem por mim. E ao mesmo tempo em que ele estava completamente errado, acho que ele acertou em cheio. Acho que eu quero as coisas rápido demais, ao mesmo tempo em que forço os outros a seguirem meu ritmo lento. Fui eu quem destruiu tudo. Sou sempre eu. Ou não… Eu não sei, não sei de mais nada. Só sei que estou enlouquecendo. Acordando durante a madrugada louca pra mandar mensagem, ficando mais e mais triste a cada segundo que passa e você não se manifesta… Tem sido um martírio. Dói loucamente pensar nas nossas tardes juntos e perceber que hoje só o que tenho são tardes vazias. E as escapadinhas depois da aula? E os encontros ocasionais na livraria? E todas as promessas de carinho eterno e verdadeiro? ;~
Hoje eu só estou escrevendo pra lembrar do quanto amo você, só isso. Estou tentando aliviar o peso aqui de dentro de mim, o peso que vem do fato de que eu sei que não volta mais. Eu vou superar, eu sei disso. Mas hoje eu só queria dizer isso, olhos nos olhos, seu corpo colado no meu: Eu amo você.