helpless

voando, quando não estamos aqui nem lá – apenas acima de nossos problemas, afinal nada se pode fazer lá de cima – foi onde me senti melhor esse ano. pena que são tão poucas horas dessa fuga não intencional, depois vem a realidade, o desamor, a solidão já não opcional que é viver a vida que nos é dada, sem direito a escolher quem vai e quem fica.

parece que, voando, existir dói menos.

mas eu não posso voar pra sempre.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *