Crianças

Há algum tempo eu estava obcecada com a ideia de ter um bebê. Biologicamente obcecada, digo. Os hormônios meio que imploravam por isso. As sensações me perturbavam. E era engraçado porque eu não queria um filho de jeito algum. Ainda não quero, não agora – isso não se encaixa na minha vida no momento. É um pouco egoísta, mas não tenho estrutura pra criar alguém. E tenho planos que um bebê atrapalharia. Achei engraçado como o meu corpo reagia, no entanto. Como se isso fosse uma necessidade. Fiquei assustada. E, por ser franca demais sempre, acho que acabei assustando os outros também. Com meu falatório, com minhas angústias. Com minha exposição exagerada.

Mas tá tudo bem, eu estou aqui: sem bebê, sem previsão, sem planos. E com o anticoncepcional em dia. E as sensações esquisitas foram embora, moro um milagre. :))

(Embora ainda suspire um pouco ao imaginar como serão os maltininhos, num futuro distante: quem será o pai? Quem eu serei quando chegar a hora? Quantos cachorrinhos teremos? Ah, crianças…)

Um comentário em “Crianças”

  1. A gente pensa demais né? Li bastante coisa do seu blog em pouco tempo e me identifiquei com alguns textos mais antigos. Acho que sou uma besta vulnerável pra quem gosto, sabe aquilo de mandar uma mensagem gigante e depois reler e perceber que não fez nenhum sentido e disse tudo errado e morrer de vergonha e querer virar um avestruz e e e…? Mas seus textos me ajudaram a pelo menos não me sentir só nessas emoções. Obrigada e beijos!

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