escritório

Essa história de Home Office é provavelmente uma das coisas mais felizes da minha vida. Como moro num bairro distante do centro e da Zona Sul, onde estão a maioria das agências e redações, eu sofria bastante com percurso – saía as 6h para conseguir entrar as 9h, na maior parte do tempo. Agora acordo 9h e as 9h30 já estou trabalhando.

Mas tudo tem dois lados: além de, algumas vezes, eu me sentir sem escape (afinal, depois de um dia difícil de trabalho, chegar em casa é um conforto… Mas e quando o dia difícil foi em casa?), também tem um agravante: não sou muito fã de sair. Tenho fases festeiras, em que nem precisa chamar pra me encontrar por aí, mas no geral eu não saio do meu quadradinho – minha vida é ler, escrever, desenhar e ver séries no sofá. E, sem a existência do escritório, eu fico cada vez mais afastada do contato humano. Não costumo sentir falta, mas faz uma enorme diferença na prática, no trato com as pessoas.

Quer dizer: o efeito é pior pra quem convive comigo do que pra mim. Mas juro que me esforço. Enquanto isso, tento aproveitar os passarinhos cantando, a solidão e a vontade de fazer o melhor possível. As coisas tem dado certo.

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