onde jazz meu coração

eu posso pensar em
desistir
desligar
perder a fé
mas, em algum lugar,
dentro ou fora de mim
sempre haverá você
uma mensagem
um texto
um poema
uma cerveja e alguns minutos de ruína
uma ressaca e alguns minutos de verdade
um poema tatuado nas costas
no peito
nas entranhas

sempre há você
pra falar e
ouvir minhas faltas
e me fazer seguir,
e errar,
e não hesitar

all the way.

nós, dois corações putos
mandões, perdidamente
apaixonados
atordoados
ligados

sustentando corpos e copos
e gatos e casos,
num acúmulo de palavras
e lágrimas
e sangue
e poeira de todos os cantis

nós que quase não nos vemos
quase não ouvimos nossas vozes
ou erguemos nossos copos sagrados
numa mesma mesa
nós, que buscamos a solidão
mesmo que inconsciente

estamos aqui
mais próximas que se
sob o mesmo teto.

unidas pela dor,
o trago, o trato
com a vida

e eu vou continuar me entregando,
e falhando, e escrevendo
enquanto te vejo se entregar,
falhar, escrever

e vamos trocar mensagens
e histórias, e cartas
e devaneios com personagens de séries de TV.

talvez nunca nos digamos “eu te amo”,
mas o que nós temos…
vale muito mais do que
qualquer palavra que possamos dizer.

é você.

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