Dia dos pais

Há uns cinco anos (!), assim que tirei a carteira de habilitação, tentei dar uma volta de carro com minha mãe e ela não aguentou nem um quarteirão sem dizer “PARE O CARRO QUE EU NÃO QUERO MORRER” e tomando a direção de volta. Sendo assim, a missão de me acompanhar nas primeiras voltas ficou para o meu pai.

Quando eu e ele saímos, foi mais tranquilo. Demos voltas e voltas e voltas, andei a avenida inteira, e, quando já estávamos chegando em casa depois de quase uma hora de idas e vindas pelo bairro, já no posto de gasolina que tem na rua de trás, eu vi um poste e, em vez de freiar, acelerei. ACELEREI.

Ele mexeu no volante, esbravejou um pouco e no meio tempo eu fiz o que era preciso. Consegui parar a tempo, é claro (provavelmente não estaria postando aqui se não tivesse conseguido). E disse só “Nossa, não vi o poste ali”.

Ele não disse nada. Quando minha mãe perguntou, cinco minutos depois, mesmo tendo quase morrido de susto comigo, ele contou que havia sido tudo tranquilo.

Tava rindo aqui e pensando nisso agora. Nesse amor e proteção incondicionais que ele sempre me ofereceu. Em como mesmo nas vezes em que eu acelero desesperada em direção ao poste ele vem, me dá a mão e diz tranquilo pra eu me acalmar que vai ficar tudo bem.

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