Paris

pezinhos

Enquanto os Smiths tocavam Asleep nos meus fones de ouvido eu olhava admirada a beleza toda dos Campos de Marte no domingo ensolarado e pensava em como capturar aquela imagem: como eu poderia engarrafá-la e levá-la a você, compartilhar cada detalhe, cada uma daquelas cores que eu tanto adorava, todo o verde dos jardins e o azul tão forte do céu e o reflexo do sol nas flores e na Torre Eiffel projetando um contorno dourado nas pessoas que passavam ali tão encantadas quanto eu, que antes detestava esse lugar.

Uma foto não seria o suficiente, dezenas de fotos não seriam suficientes, eu queria guardar aquele domingo comigo e levá-lo ao seu encontro, eu queria que você se transportasse para o meu lado ali e lêssemos juntos nossos livros favoritos, contando detalhes um do outro que ainda não conhecemos, deitados na grama enquanto Iggy Pop cantaria para nós sem parar Candy Candy Candy e você não me deixaria ir e eu não te deixaria ir e nossa busca chegaria ao fim, e todo o amor gratuito nos consumiria, porque fica cada dia mais claro que a vida é louca assim mesmo, ora essa, em qualquer lugar do mundo. Então vamos amar.

Só que tudo o que eu tenho é a beleza e o desejo de compartilhá-la enquanto Morissey continua cantando para me lembrar que there is another world, there is a better world… Well, there must be.

Foi por isso que escolhi ficar sozinha: porque não há modo mais simples e verdadeiro de tê-lo por perto.

E assim eu me sinto infinita.

Paris é linda mesmo. É romântica, é quente, é mágica. Cedi aos seus encantos após um ano e meio de resistência. Achei que você devesse saber.

2 comentários em “Paris”

  1. Que bom que você está gostando de Paris! Eu gostei tanto que fico indignado sempre quando alguém fala que não gosta de lá.

    Me senti em casa :~~

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