Say what you need to say

(do mais absoluto silêncio da casa. do nada. enquanto penteava meu cabelo.)

– O que aconteceu entre vocês, hein?
– Nada. Nunca aconteceu nada.
– E por que você se machuca assim? Não é horrível manter amizade com alguém que você gostaria de ter mais?
– Mas eu não quero mais que o que nós temos, não entendo o porquê de me perguntarem isso. Sempre fui franca a respeito. Com ele e com quem sabe o que eu sinto.
– …
– Às vezes gostar demais dele machuca sim, mãe. Claro. Mas na maior parte do tempo é maravilhoso. O que quero é exatamente assim: tranquilo e impossível. E quando não machuca, não me agrada o suficiente. Eu corro atrás de me machucar, sempre fui assim. Você sabe, lembra das coisas que eu gravava na parede bem antes de ser adolescente?
– Então tá. Mas eu ainda me pergunto onde é que você foi arranjar alguém assim: tão igual e tão diferente.
– Eu também. Eu também…

“have no fear for givin’ in, have no fear for giving over. you better know that in the end it’s better to say too much, than never to say what you need to say again. even if your hands are shaking and your faith is broken. even as the eyes are closin’, do it with a heart wide open.”

_logo depois desse diálogo, o PostSecret me lembrou que isso acontece no mundo todo, todos os dias.

Um comentário em “Say what you need to say”

  1. Cada pessoa se contenta com algo diferente, né? Tem gente que prefere algo real, outros uma ilusão desde que seja próximo com o que sonharam, outros somente que um sentimento seja preenchido e assim vai.. O que a gente quer ou merece muitas vezes não é a mesma coisa, ou o que temos e merecemos e assim vai..
    A gente vai vivendo, aprendendo e conhecendo nós mesmos cada vez mais. Acho que é o maior mistério da vida: nós mesmos. A gente nunca sabe o que esperar ou o que vamos sentir. As coisas mudam tanto, mas por hora, elas parecem suficientes do jeito que estão.

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