jogo da verdade

saved

em algum momento da noite você me perguntou se eu acho que devíamos ter tentado levar essa relação de uma outra forma. se me arrependo de ter desistido fácil, se o culpo por não me querer. eu parei pra pensar um pouco mais a respeito (quando foi que desisti? nunca, ué. quando foi que o culpei? jamais). e foi bom, porque entendi o que faz de nós algo tão especial.

é que tem que ser leve. leve como quando você me olha logo após recebermos nossos copos de cerveja e sorri esperando um brinde (“mas tem que me olhar nos olhos como quem deseja meu corpo!”, você brinca), ou como me chama apenas para dizer que está bem, que está aí, que do outro lado do telefone alguém vive e pensa em mim, se preocupa comigo, quer compartilhar.

tem que ser simples. simples como um “vamos jantar amanhã?” “claro! só dizer hora e local”. simples como um encontro por acaso no metrô antes do expediente, com direito a um abraço apertado e um olhar que diz “seu sorriso vale meu atraso”. simples como acordar num dia difícil com um email que demanda: “sorria, hoje tudo será maravilhoso”.

e tem que ser sincero. sincero como quando você me conta que não lê aquilo que escrevo porque teme se encontrar numa das histórias – e eu rebato esse pensamento dizendo que você tem razão, porque se lesse iria se encontrar aqui por toda a parte.

eu sei, você nem faz ideia de quantas vezes liguei o rádio em dias de plantão e passei a tarde sonhando com o momento em que ouviria sua voz. quantas vezes peguei meu telefone para checar se você havia mandado mensagem e ele vibrou exatamente na hora.

você não sabe o quanto estou feliz por ter algo assim: leve, simples e sincero. algo diferente de tudo o que já sonhei pra mim – e, talvez por isso, tão bom. (:

e, pensando bem, é bom que você não saiba: porque tudo isso é tão doce quanto é assustador. mas eu jamais esconderia caso me perguntassem, porque é algo que eu não posso e nem quero controlar agora.

é leve, simples e sincero como todas as vezes que você me faz sorrir (e todas as vezes que choro em segredo): eu amo você.

2 comentários em “jogo da verdade”

  1. Olá Ariane, tudo bem? ‘Descobri’ seu blog por acaso, no pinterest (repinei muita coisa tua) e devo confessar que foi uma doce surpresa!

    Curto muito os seus textos, me identifico bastante com o que você escreve. Assim como você, sou jornalista e apaixonada por Bukowski.

    Como jornalista sei que muitos escrevem mas poucos têm o dom de tocar a alma das pessoas com suas emoções em forma de palavras, e você tem esse dom!

    Tenha uma ótima semana!!

    (estarei sempre por aqui 😉 )

    beijo

    1. Nossa, Renata! Que feliz saber que você chegou aqui e quer ficar. Espero que a gente continue se comunicando, mesmo que seja assim: por correspondência de pensamentos e gostos. 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *