go right ahead

mais de uma pessoa veio falar comigo sobre o último post e situações parecidas com a que ele sugere. com o fato de que você só pode responder por si. achei bacana, mesmo. porque é bom quando eu descubro que não estou sozinha nesse mundo de sofrimento (maria do bairro tá ligada no hard essa semana).

daí, numa dessas minhas tentativas de resposta mal calculadas – é pra sair uma linha e sai um livro – acabei resumindo algo que acho que deveria estar aqui.

bom, eu escrevi aquilo pra mim. pra reler a porra toda várias vezes e não esquecer. mas não é fácil mesmo desapegar, deixar ir, cara. porque demanda uma força absurda – e mais nada.

a parada é progressiva. meio como quando roubam teu celular, sabe? tu vai estranhar pra caralho no começo. agir como se ele ainda tivesse lá e de repente se ver tentando programar o cérebro pra pensar “caralho, já era”. vai rolar algumas vezes essa confusão – tu sente ele vibrando, mas não tá ali. o dum amigo aparece na mesa e por um segundo cê acha que é o teu que voltou… até que um dia, naturalmente, tu te vê acostumado a viver sem ele – ou com um novo, porque a vida segue e é preciso trabalhar com o que temos.

pode ser um aparelho mega foda de ultima geração, pode ser um modelo mais simples que o antigo, pode ser um igual. nunca vai ser a mesma coisa, mas acostuma.

tu só não pode parar tudo pra ficar tentando consertar o que houve: uma hora tem que parar de procurar o ladrão ou pensar duas vezes antes de gastar uma fortuna na assistência técnica, que seja. deixa ir, sabe? corre atrás do novo.

vai ser uma merda. e vai ser incrível. eventualmente vai ter que trocar de novo.

é assim. e é simples – pelo menos na teoria.

mas, como eu disse, na prática demanda um esforço…
a gente não precisa apagar a memória pra esquecer. só criar memórias novas.

eventualmente a falta vai bater como se fosse a primeira vez. mas aí, porra, lembra: já foi. já passou. everything that happens is from now on.

vira e mexe eu me pergunto: será que posso largar a publicidade e investir na autoajuda? mas no final eu deixo pra lá e volto ao trabalho pra poder investir o salário em livros, rum e cerveja.

e até que vale a pena.

nem sempre dá pra saber se é certo ou errado, mas sério: vai em frente. sempre.
do anything that you wanna do, go right ahead.

3 comentários em “go right ahead”

  1. É bizarro como dá pra comparar perder pessoas com um celular porque pior é que é assim mesmo. É um desapego. Um hábito que pra ti já era uma necessidade até que você perde.. e no início você não se imagina sem, mas depois, até se sente mais leve e eventualmente, acaba percebendo que você nunca realmente precisou disso. Até aparecer um novo daí todo o ciclo recomeça..

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