A dor sem a delícia

Aquele guri que me ajudou a mudar completamente de atitude no ano passado me abrindo os olhos apareceu de relance numa postagem minha. Internet é esse bagulho estranho, você nunca vê alguém, mas é como se estivesse na sala da casa dessa pessoa o dia todo, vez por outra inclusive com o controle da TV na sua mão ou os pés no sofá.

Pois bem, faz mais de um ano que não vejo o guri. E nem rolou nada demais. Nunca. Mas só a lembrança dele foi o suficiente para que eu atinasse de novo que preciso mudar. É que sempre achei que isso de todo dia ter que recomeçar um saco. Foi por isso que dei uma reviravolta tão grande em 2012. Porque soube ligar o foda-se.

Mas não sei viver de foda-se ligado por muito tempo. Gosto de ter controle.

E esse ano é diferente, porque estou exausta em diversos aspectos. E descrente. E acreditando que desistir é uma possibilidade, como nunca antes. Esse papo de que “ariano nunca termina as coisas”, por exemplo, me irrita por um motivo bem simples: é verdade.

Talvez não todos os arianos, mas esta Ariane que vos fala.

Estou exausta de ser eu.
E não sei nem consigo ser mais nada.
Eu não quero ser mais nada.

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