e todo mundo que a gente conhece

Um dos meus filmes favoritos da adolescência, “In The Land Of Women”, tem as duas cenas que mais vi durante os dezesseis anos, porque sempre me vi no Carter. Então, antes de tudo, a segunda cena: a que me faz me identificar com ele…

… e que resume o meu dia a dia muito bem: os protagonistas, Carter e Sarah, tem um diálogo íntimo e simples, e precisam se despedir. Um não gosta de partir sem ter dado a última palavra, o outro não consegue se conter e acaba sempre falando depois da despedida. Isso se repete durante o filme, e os encontros deles meio que se prolongam desnecessariamente.

É romântico, mas desnecessário.

Assim como os meus silêncios diários entre uma fala e outra, por medo de acabar sendo a última a falar algo. Ou me expressar errado e estragar tudo. Em todas as áreas da minha vida, veja bem, sempre fui a que não conseguia se conter. Mas ultimamente as coisas andam meio estranhas. Isso está me incomodando. Eu não gosto de ter a última palavra, na maior parte dos casos. Mas sempre desando a falar.

E a primeira cena mais vista da minha adolescência já esteve aqui antes… Bom, Carter conta um pouco sobre como é a vida real pra Lucy.

Eu nem sei por que diabos comecei esse post, no fim.

Ah, sei sim. Seu convite está aberto aqui e eu não sei como devo respondê-lo: se aceito ou não, se falo ou não falo, por que diabos todo esse silêncio, como eu chego mais perto assim, a tantos quilômetros de distância, e como faço para viabilizar a maldita hora do encontro.

O mundo lá fora é um caos, é inesperado, e não adianta eu deixar o medo tomar conta. Mas às vezes é difícil pra caralho.

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