Sobre o que mais me faz falta na ~vidaloka

Não são as festas, os amigos, a música, o álcool ou a (desa)pegação.

Eu sinto falta só de estar anestesiada e não ver a imbecilidade do mundo.

Acho que sempre foi o que mais gostei no ato de beber: automaticamente tudo de desinteressante deixava de me incomodar porque só eu existia. Só meus instintos.

Anestesia, sim.

Eu podia “participar” sem existir.

Existir demanda energias que não tenho – demanda aceitar o que não gosto. Existir demanda contato com outros seres humanos. E eu sou um ser que precisa de solidão.

Talvez não sempre, talvez não como os outros a conheçam, mas na maior parte do tempo e do meu jeito, preciso estar sozinha.

É nisso que eu penso quando lembro da frase que marquei na minha pele no final do ultimo ano.

“Isolation is the gift”, amigos. Quem me ama sabe que isso é verdade para min.

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