Cruz

hesitei muito em começar a me corresponder com meus amigos porque sei quão quebrada sou. sei que iria acabar num profundo mar de magoas e desabafos e a ideia de construir pensamentos e conhecer aqueles que amo melhor ia se perder rápido demais.

mas aí terminei o ultimo ano dando esse passo. e consegui acreditar que fosse funcionar porque, de fato, começou tudo bem. tudo ia bem.

até a pagina dois.

a pagina dois envolve as palavras saco cheio, tumor e internação; em ordem cronológica de aparecimento, todas ainda acontecendo. por enquanto isso é tudo que direi delas aqui.

o fato é que, mais uma vez, com motivos específicos combinados ao costume, perdi o chão.

e falei de mim pelos cotovelos. e estou aqui me sentindo limitada, enfadonha, insatisfatória, culpada.

e não quero mais incomodar ninguém, falar com ninguém, escrever pra ninguém, viajar com ninguém, trabalhar com ninguém.

eu não queria existir neste momento.

mas não tem switch on e off.

2013, nao estamos nem em seu vigésimo dia e eu já me sinto incapaz de carregar seu fardo.

2 comentários em “Cruz”

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