it’s only rock’n’roll, but I like it

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Agora em novembro eu completo um ano desde o meu primeiro rabisco – resultado de uma passagem breve de carro em frente ao estúdio de tatuagem enquanto o André tomava um ar na janela.

– Olha, filha, ele está livre, quer fazer uma tatuagem?
– Agora? Vamos! Duvido, você sempre diz isso e volta atrás.
– Ah, vai duvidar de mim? Então tá. AGORA.

E nós fomos.

Eu tava achando o bagulho todo muito rock’n’roll. Me deixem.

Foi no sábado seguinte à segunda edição do SWU que o Alex grudou na minha pele e ficou, ultraviolência estampada e não muito compreendida por aí.

A foto está horrível, mas o Alex é perfeitinho. 🙂

Por 5 meses, aliás, ele ficou sozinho ali no meu braço. Aí o meu irmão resolveu que eu poderia escolher qualquer desenho para comemorar os meus 2.2 – ele pagaria.  Até então eu tinha evitado fazer mais para não discutir com meus pais, o presente serviu pra fazê-los sair um pouco do meu pé.

Foi a hora do meu Stormtrooper aparecer, entre flores e em clima de Día de Los Muertos, no meu braço esquerdo. :3

Não sei explicar o quanto eu gosto desse trooper. <3[/caption] Tatuar virou meio que uma terapia. Porque eu sempre quis fazer várias e já tinha os desenhos separados. Muitos desenhos, tantos que ainda levarei um bom tempo até estar satisfeita. Separo desenhos, frases e fontes desde criança. Desde criança eu falo em casa que vou fechar meu corpo com cores e frases que me resumem - e em vez de sofrer as consequências de noites malucas em festas por aí (eu tive um inicio de ano agitado, my friends) eu comecei a me rabiscar periodicamente. Vocês sabem, depois da primeira fica difícil parar. Semana sim, semana não: lá estava eu me pintando com as minhas paixões. Hoje eu sou, cada dia mais, um acumulado delas. Algumas me lembram de ser sempre verdadeira e fiel ao que sou e acredito. Sempre mudando, nunca me traindo... [caption id="" align="aligncenter" width="500"]I Will Always Stay True. Acho que nunca vou conseguir uma foto decente dessa.

(there’s a bluebird in my heart that wants to get out – thanks, Bukowski.)

…outras pra afirmar minhas conexões com as escolhas que fiz até hoje – com os meus autores favoritos, com minha mãe, com a vida, com a música…

Matching tattoo: nunca pensei que faria uma, até minha mãe copiar essa. O tal “autógrafo” de Bukowski, que amo desde guriazinha.

…ou pra demonstrar meu amor pelo meu pai e pela minha mãe (e pelas nerdices nossas de cada dia)…

Não tá só mal clicada: precisa de retoque também. O “Mom” tá meio “man”. Mas taí.

…que a vida é apenas rock’n’roll – e é por isso que eu a amo tanto…

Todo mundo tem uma banda favorita, kiridinha.

…e ter certeza de que a sabedoria vem com o tempo, e que os melhores presentes que a vida vai nos dar podem se resumir a breves combinações nos ponteiros do relógio e no calendário, como as 14h30 de um domingo ensolarado de 1995.

Essa é de celular.

Agora eu prometi para mim mesma que vou desacelerar. Apesar de já ter muitos outros rabiscos decididos e saber que isso é uma das poucas coisas que me fazem muito feliz. Porque eu senti que é assim que tem que ser e prefiro não teimar comigo.

Mas não vou me proibir – ninguém vai. Só vou seguir o fluxo.

[as fotos péssimas que ilustram esse post são cortesia da @tatafreitas, que como fotógrafa é uma excelente modelo]

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