já pode acabar, outubro.

ou “Como é triste saber que, pra conseguir algo com aquela pessoa por quem estamos interessados, algumas vezes o maior segredo é perder o interesse”.

estamos trabalhando no “switch off” de sentimentos.

any way the wind blows

quanto tempo ainda falta para que eu entre em colapso por viver com alguém imersa na zona do “eu só quero te ver feliz”?

não consigo achar que esteja errada por desejar o melhor para quem eu gosto. mas é como se eu precisasse correr o risco de não ficar bem também.

a diferença é que eu sou inocente da maneira errada.

oh, what a mess we made.

it’s only rock’n’roll, but I like it

euzinha_marginal_tatuada_de_ressaca.jpg

Agora em novembro eu completo um ano desde o meu primeiro rabisco – resultado de uma passagem breve de carro em frente ao estúdio de tatuagem enquanto o André tomava um ar na janela.

– Olha, filha, ele está livre, quer fazer uma tatuagem?
– Agora? Vamos! Duvido, você sempre diz isso e volta atrás.
– Ah, vai duvidar de mim? Então tá. AGORA.

E nós fomos.

Eu tava achando o bagulho todo muito rock’n’roll. Me deixem.

Foi no sábado seguinte à segunda edição do SWU que o Alex grudou na minha pele e ficou, ultraviolência estampada e não muito compreendida por aí.

A foto está horrível, mas o Alex é perfeitinho. 🙂

Por 5 meses, aliás, ele ficou sozinho ali no meu braço. Aí o meu irmão resolveu que eu poderia escolher qualquer desenho para comemorar os meus 2.2 – ele pagaria.  Até então eu tinha evitado fazer mais para não discutir com meus pais, o presente serviu pra fazê-los sair um pouco do meu pé.

Foi a hora do meu Stormtrooper aparecer, entre flores e em clima de Día de Los Muertos, no meu braço esquerdo. :3

Não sei explicar o quanto eu gosto desse trooper. <3[/caption] Tatuar virou meio que uma terapia. Porque eu sempre quis fazer várias e já tinha os desenhos separados. Muitos desenhos, tantos que ainda levarei um bom tempo até estar satisfeita. Separo desenhos, frases e fontes desde criança. Desde criança eu falo em casa que vou fechar meu corpo com cores e frases que me resumem - e em vez de sofrer as consequências de noites malucas em festas por aí (eu tive um inicio de ano agitado, my friends) eu comecei a me rabiscar periodicamente. Vocês sabem, depois da primeira fica difícil parar. Semana sim, semana não: lá estava eu me pintando com as minhas paixões. Hoje eu sou, cada dia mais, um acumulado delas. Algumas me lembram de ser sempre verdadeira e fiel ao que sou e acredito. Sempre mudando, nunca me traindo... [caption id="" align="aligncenter" width="500"]I Will Always Stay True. Acho que nunca vou conseguir uma foto decente dessa.

(there’s a bluebird in my heart that wants to get out – thanks, Bukowski.)

…outras pra afirmar minhas conexões com as escolhas que fiz até hoje – com os meus autores favoritos, com minha mãe, com a vida, com a música…

Matching tattoo: nunca pensei que faria uma, até minha mãe copiar essa. O tal “autógrafo” de Bukowski, que amo desde guriazinha.

…ou pra demonstrar meu amor pelo meu pai e pela minha mãe (e pelas nerdices nossas de cada dia)…

Não tá só mal clicada: precisa de retoque também. O “Mom” tá meio “man”. Mas taí.

…que a vida é apenas rock’n’roll – e é por isso que eu a amo tanto…

Todo mundo tem uma banda favorita, kiridinha.

…e ter certeza de que a sabedoria vem com o tempo, e que os melhores presentes que a vida vai nos dar podem se resumir a breves combinações nos ponteiros do relógio e no calendário, como as 14h30 de um domingo ensolarado de 1995.

Essa é de celular.

Agora eu prometi para mim mesma que vou desacelerar. Apesar de já ter muitos outros rabiscos decididos e saber que isso é uma das poucas coisas que me fazem muito feliz. Porque eu senti que é assim que tem que ser e prefiro não teimar comigo.

Mas não vou me proibir – ninguém vai. Só vou seguir o fluxo.

[as fotos péssimas que ilustram esse post são cortesia da @tatafreitas, que como fotógrafa é uma excelente modelo]

let’s make it hurt

é a playlist que eu mais tenho ouvido no último mês.

é dramática? sim. rasga o peito? sim.
cheia de dor de cotovelo? sim.

por isso que é a minha cara.

changes

Sabe quando você se pega gostando de alguém que te faz desejar mudar? Não para algo diferente do que você é ou para um molde que esse estabeleceu, claro. Alguém que te faz desejar ser uma pessoa melhor. Retomar velhos hábitos que havia deixado de lado no meio da intensa correria do dia a dia e que fazem falta, como se lhe tivessem tirado um pedaço da identidade.

Alguém que te faz desejar ser você por completo novamente. Aquele eu que você se forçou a abandonar há algum tempo, após uma rejeição tão triste. Um eu que não tinha medo de se entregar ou chorar na frente dos outros, que não media esforços para conhecer mais e mais a cada dia, um eu que tinha certeza de duas coisas: que era incrível e ia crescer. Muito.

Criar a carcaça da alegria e da superioridade em certos aspectos exige muito de nós. Especialmente insegurança. Porque se você não é inseguro, não precisa provar nada para ninguém.

Você não só pode como deve mudar. Mas só quando perceber que isso tem que ser feito em seu beneficio. De mais ninguém.

sad songs that made me smile

porque hoje tá esse combo calorzinho + chuva que chama a melancolia sem nem perguntar se pode, eu emendei a bad de ontem à noite, quando fui ao cinema ver The Perks Of Being a Wallflower (falarei mais sobre em breve), ao prazer que esse tempinho me desperta. ou, nas palavras de tom waits, “i like beautiful melodies telling me terrible things”. todo mundo deveria gostar também. 🙂

quer acompanhar? aperta o play e vem.

não tá sendo fácil

Tenho três tipos de comportamento com as pessoas importantes na minha vida, de acordo com cada uma delas.

– Aquelas que só me despertam o impulso de ter conversas monossilábicas (sejam raras ou frequentes);
– Aquelas que não consigo responder sem escrever uma bíblia (até um olá tem dez linhas – também podem ser papos raros ou frequentes);
– Aquelas com quem eu não falo absolutamente nada. Nunca.

De certo modo, às vezes algumas estão em uma ou mais categorias.

Mas eu não sei mais o que fazer. 🙁

how I met everyone else but their mother

Tem muitas coisas em HIMYM que eu considero bobas.

Mas assim, muitas mesmo. Tentei começar a ver a serie umas 4 vezes antes de engatar de vez.

Tantas que o que eu sinto é que só continuo assistindo não porque meus amigos insistem e eu não quero ficar perdida nas conversas: eu assisto porque é reconfortante saber que não sou a única pessoa que é péssima em todos os tipos de relacionamento em que já se envolveu.

Ver Ted, Barney e Robin na merda é uma espécie de consolo pra mim.

Faz algum sentido?